Notas iniciais
Demorei demais, eu sei. Nossa, estou tão agoniada porque tenho muita coisa para passar pro computador, mas nunca passo. Daí eu fico sem atualizar a fic direito D: Desculpinhas, amores. Boa leitura.

- Miranda

Enrosquei-me mais no meu cobertor quando uma brisa suave, mas fria, entrou pela janela semiaberta. Aquele friozinho estava me dando certa preguiça. Levantei e me dirigi até o banheiro. Abri o chuveiro e deixei a água cair por todo meu corpo.

Eu estava começando a ficar preocupada com aquilo; a preguiça e o desânimo para fazer qualquer coisa já estavam começando a virar algo rotineiro. Desde aquela terça feira tudo ficou estranho.

Eu via Justin pelo menos umas cem vezes ao dia, por mais que eu tentasse reduzir esse número. O que era completamente ridículo da minha parte.

Cortei meus pensamentos pegando um shampoo qualquer e passando no cabelo. Brinquei um pouco com a espuma, mas depois me apressei em terminar o banho que já estava ficando demorado.

Saí do banheiro com uma toalha enrolada no cabelo e outra no corpo. Entrei no closet e encarei as roupas. Peguei qualquer coisa quente e sequei meu cabelo.

Sentei em minha cama e peguei meu iPod, mas me esqueci o que estava procurando nele quando o barulho de um carro chamou minha atenção.

Puxei a cortina com dois dedos, abrindo-a um pouquinho e vi Kenny descer do carro. Suspirei. Mais um dia ao lado do meu ex-namorado, o astro teen Justin Bieber. Acho que eu sou a única garota no mundo que reclama disso.

Sentei novamente na cama, voltando a mexer no iPod, mas eu nem sabia mais o que queria nele. Depois de segundos sentada ali sem fazer nada, lembrei que tinha que sair rápido do quarto.

Levantei da cama e fui em direção à porta. Abri-a e dei de cara com ele. Sim, é claro que, para meu constrangimento total, eu tropecei em meus próprios pés e me apoiei nele, que rapidamente me colocou de pé e entrou no quarto.

— Obrigada.

Mas ele já havia fechado a porta do quarto. A indignação tomou conta de mim.

— Quando alguém fala obrigada, você responde de nada. Não arranca pedaço. – Murmurei.

Marchei para o quarto de Norah. Peguei o telefone e disquei o número.

— Oi! Não posso atender no momento, deixe seu recado após o bip e eu vou retornar. Beijos! – O bip soou alto demais, machucando meu ouvido.

Suspirei.

— Oi, Norah. Sou eu, Miranda. Estou com saudades. – Falei e depois desliguei.

Olhei em volta, procurando algo para fazer.

- Justin

O cabelo dela estava com cheiro de baunilha. Deus! Quem usa shampoo de baunilha? Só ela, claro. Porque essa era a Miranda: totalmente diferente das outras garotas. Segurei seus ombros e a coloquei de pé.

— Obrigada. – Falou ela, numa voz um tanto vazia.

Não respondi e entrei no quarto. Ela murmurou algo sobre arrancar pedaço, mas eu já havia fechado a porta então nem liguei.

Troquei de roupa rapidamente e desci para a sala de gravação. A maioria das coisas estava sendo desmontadas. Só íamos regravar algumas cenas que não ficaram boas e depois tudo seria mandado para a edição.

— Já sabe o que tem que fazer, Bieber. Rodando! – O diretor gritou.

Terminamos mais uma das cenas. Aquilo já estava começando a ficar chato; a maioria dos meus clipes não demorava tanto para serem gravados ou pelo menos não parecia demorar tanto.

— Nessa próxima cena... Está faltando algo. – Scooter analisou. – Jus, onde está Miranda?

— Hã? Por quê?

— Quero a opinião dela numa coisa.

Como é que é? O meu clipe ia ter um dedo dela? E então, a vida estava de palhaçada novamente: Miranda Stephen desceu as escadas e Scooter a viu.

— Miranda! – Chamou ele.

Ela veio com uma expressão engraçada no rosto, as mãos estavam entrelaçadas na frente do corpo, ela parecia tímida.

— Sim, Scoot?

Eles cochicharam um pouco, olhando a folha que Scooter tinha nas mãos.

— Ótimo! Adorei! – Exclamou ele, abrindo um sorriso enorme.

Miranda abriu um sorriso orgulhoso. Scooter pegou uma das tábuas de madeira que estavam empilhadas num canto e a analisou.

— Acha que essa serve? – Perguntou ele.

— Acho que sim. – Ela respondeu.

— Hm, pode segurar isso atrás dele, por favor?

Primeiro ela fez cara feia, mas depois foi até ele, pegou a tábua e se posicionou atrás de mim.

— Certo. Você vai fazer a coreografia normal, ok? – Agora ele falava comigo.

Assenti e começamos a gravar.

Eu estava em pé, tentando controlar a respiração depois de gravar umas 3 cenas consecutivas quando o diretor agradeceu o pessoal e anunciou que havíamos terminado. E, sem pensar, soltei um suspiro de alívio. Miranda apareceu, com um lindo sorriso estampando o rosto.

— Graças a mim! – Ela se gabou.

— Graças, em parte, a você, gatinha. – Ele concordou.

— Enfim acabou! – Falei, ignorando os dois.

— A Vick volta amanhã, não é Jus? – Scooter perguntou.

Abri ainda mais o sorriso, sentindo que se esticasse mais, rasgaria minha boca.

— É verdade.

De repente a madeira quase caiu em cima de mim.

— Opa! Falha minha! – Desculpou-se Miranda.

Fiz cara feia para ela, que revirou os olhos. Meu celular tocou.

— Victoria! – Falei bem alto, para provocar.

Atendi e sorri. Miranda bufou. Ah, aquilo era tão bom, tão sem preço!

— Jus, você vai me pegar no aeroporto amanhã, não vai? – Perguntou ela.

— Não vai dar. Tenho alguns compromissos pela manhã. – Menti. A verdade era que ela ia chegar muito cedo e, como eu já disse antes, ficar no meu quarto era maravilhoso.

— Ah, ok. Mas não se esqueça: vou ter ver amanhã, no almoço.

— Claro que vai. Vou estar lá. – Garanti.

— Ok, eu liguei só para isso mesmo. Beijos.

— Tchau.

Ela desligou. Olhei em volta e Miranda já não estava mais ali.

Certo. Amanhã, almoço, Victoria. Repeti isso várias vezes na minha cabeça. Não posso esquecer.

Notas finais
Êe eles ficam enchendo o saco um do outro... Entendeu porque eu não sei ainda se eles vão voltar? É tão divertido escrever essas partes, HAUSHUAHS q. XOXO :*