The Song Of The Love

45 Our love song


Notas iniciais
Oi todo mundo! Como vocês estão? Depois de muitas horas seguidas escrevendo (não parei nem para comer hahaha) finalmente chegamos ao último capítulo da fic! Preciso confessar que tive algumas dificuldades para desenvolvê-lo, porque nada parecia ser bom suficiente, até que saiu! Eu espero que esteja legal de verdade e que vocês gostem! Boa leitura! :D

— Delegacia? O que está acontecendo?

Emma perguntou confusa.

— Hoje durante a tarde foi feita uma denúncia contra Zelena West, que no momento está detida, aguardando o juiz dar o veredito. Nós já temos provas contra ela, que incrivelmente foram disponibilizadas por seu cúmplice.

O policial ruivo explicou de forma sucinta, sendo complementado pelo outro.

— Também conversamos com os donos dos restaurantes, que além de testemunharem contra a senhora West, nos entregaram as imagens das câmeras.

A loira não conseguiu responder nada, devido à quantidade de informação ao mesmo tempo. Emma havia totalmente deletado o fato de que Zelena era a culpada por Regina quase ter morrido. A garota tinha ficado tão preocupada com sua amada e sua filha, que acabou “esquecendo” de tal acontecimento.

— Me desculpem, eu estou realmente perdida. Os senhores pode me contar tudo? Do começo?

— É claro, mas para isso precisamos que você vá até a delegacia.

— Eu não posso, não tenho como deixar a minha namorada sozinha. Nossa filha acabou de nascer.

O policial pareceu pensar por alguns segundos e ao trocar um olhar confidente com seu parceiro, disse que tudo bem em conversar no hospital mesmo, mas que em algum lugar reservado. Emma o agradeceu e disse que iria checar se estava tudo normal antes de irem. Os homens assentiram com a cabeça e a loira entrou, encontrando Regina dormindo tranquilamente. Foi quando de repente, a repórter começou a se mexer e seus olhos foram abrindo devagar.

— Amor...

Regina chamou-a com a voz rouca.

— Oi linda, eu estou aqui.

Emma andou até a cama e segurou a mão dela de forma carinhosa.

— Está tudo bem?

— Está sim.

A morena falou com um sorriso no rosto, mas sentiu que Emma estava incomodada com alguma coisa. Sua expressão não demonstrava muita coisa, mas Regina percebeu que ela estava um pouco tensa.

— Aconteceu alguma coisa?

— Hã?

— Emma, o que houve?

— Nada, amor. Por que a pergunta?

Emma respondeu rápido, na tentativa, falha, de disfarçar.

— Pode me contar.

— Regina, eu...

— Agora.

A repórter exigiu com um tom firme, se sentando na cama e esperando que Emma começasse a falar.

— Tudo bem. Olha, tem dois policias lá fora dizendo que a Zelena está detida e que precisam que eu vá até a delegacia. Só que eu expliquei a nossa situação e eles aceitaram conversar aqui no hospital mesmo.

— Meu Deus! Mande-os entrar, Emma!

— Er...você tem certeza de que quer participar dessa conversa?

— É claro!

— Amor, você tem que descansar...

Emma falou preocupada e a morena sorriu para aquilo.

— Eu nunca vou cansar de repetir o quanto você é adorável.

Regina se aproximou da mais nova e selou seus lábios com um demorado selinho.

— Mas está tudo certo comigo e eu também preciso ouvir o que os policias tem a dizer.

— Tudo bem.

A garota concordou e abriu a porta do quarto, pedindo para que os dois entrassem. Mark e Eric cumprimentaram Regina e se sentaram no sofá que havia no quarto, enquanto Emma se direcionou para perto da repórter, sentando-se na beirada da cama dela. Foi então que eles começaram a contar o que de fato havia acontecido.

Flashback On:

Killian estava em seu apartamento tentando finalizar o projeto de uma casa, mas não conseguia. De uns tempos pra cá, sua mente travava uma batalha que parecia ser sem fim. O que ele tinha feito com sua própria vida? Onde havia se metido? O engenheiro via seu reflexo no espelho e não se reconhecia mais. Killian sabia que não deveria ter se deixado levar por uma ideia idiota de vingança, mas agora já era tarde, pois mesmo se os planos de Zelena dessem certo ou não, ele estava envolvido até o pescoço. Afinal, se ele sabia de tudo, por que não fez nada para tentar impedir? Foi quando de repente, uma coragem pareceu preencher todo o corpo do moreno. Killian estava decidido. Iria entregar Zelena para polícia, assim como também se entregaria.

— Olá, Jones!

Zelena cantarolou assim que abriu a porta do apartamento dele e entrou, sem ao menos avisar ou bater.

— Meu Deus! Quer me matar do coração?

Killian exclamou assustado, colocando a mão no peito.

— Não seria uma má ideia, não é?

A modelo abriu um sorriso nada amigável, o que fez o homem a sua frente encolher os ombros e colocar as mãos dentro do bolso do casaco, tirando seu celular de lá e fingindo que respondia uma mensagem de trabalho.

— Zelena, meu chefe está me cobrando a finalização do projeto e eu estou ocupado agora, então seja rápida.

— Que grosseria!

Zelena riu em deboche.

— Eu só vim te perguntar se você tem mesmo certeza de que não quer participar do meu plano.

— Como posso participar de algo que eu nem sei do que se trata?

— Você quer saber o que eu vou fazer?

— É claro.

— Apenas observe, querido.

Foi então que a ruiva tirou uma arma de sua bolsa e viu o semblante de Killian empalidecer, começando a gargalhar diante daquilo.

— Não! Você não pode fazer isso, Zelena! Eu não vou deixar!

— Tente me impedir, Jones, e você vai ser o primeiro o qual eu vou matar.

Zelena disse entre dentes, apontando a arma para ele.

— Você é maluca! Completamente pirada! Já não basta o acidente com o carro da Regina, agora isso?

— É uma pena que o acidente tenha dado errado. Eu não cortei os freios daquele carro para que Emma se machucasse e sim a vadiazinha que ela diz que namora, mas isso é passado. Vamos pensar no futuro!

A modelo abriu um sorriso doentio.

— Zelena, você não pode continuar com isso!

— Eu...

— Será que não percebe? Você vai acabar destruindo a sua vida também.

Killian tentou entrar no joguinho dela, mas não pareceu funcionar.

— Cala a boca, Jones! Eu tomo as decisões aqui!

Zelena gritou raivosa.

— E agora, vá para o seu quarto.

— Como é?

— Você acha que eu sou idiota e vou correr o risco que você tente atrapalhar o meu plano?

— Zelena...

— Vai para o quarto. Agora!

A ruiva apontou mais uma vez a arma na direção dele e fez um sinal com a cabeça apontando para o quarto. Killian engoliu em seco e fez o que Zelena havia pedido. Depois que entrou, o engenheiro viu a porta ser fechada e trancada, o mesmo aconteceu com a porta da sala segundos após e foi então que ele passou a sorrir, retirando seu celular do bolso do casaco e olhando para a tela.

— Peguei você!

Killian exclamou em um tom animado, foi quando de repente, a bateria de seu celular acabou. O moreno bufou com tal fato, mas nada tiraria sua alegria em saber que toda a conversa que havia tido com Zelena estava registrada. Soltou mais um suspiro de felicidade e passou a procurar a carregador de seu celular, chegando à conclusão de que este não se encontrava no local. Após ter ficado quase uma hora andando de um lado para o outro e até tentado forçar a porta, Killian se lembrou de que havia uma chave reserva em algum lugar do quarto, só precisava saber aonde. O engenheiro revirou seu guarda-roupa inteiro, até que depois de tudo estar um caos, avistou uma caixinha preta esquecida no canto da última gaveta do lado direito. Foi até lá, pegou o objeto e o abriu, encontrando sua preciosa chave dentro. Abriu um sorriso e correu em direção a porta, abrindo-a de forma apressada e depois de pegar o carregador que havia ficado na mesinha de centro e colocar seu celular para carregar, foi até o telefone que ficava na cozinha e discou o número da polícia.

Flashback Off.

Depois que os policias terminaram de falar, um silêncio ensurdecedor se instalou no quarto. Regina não tinha soltado a mão de Emma um segundo se quer, apertando-a com força em alguns momentos da história. As duas se olharam aflitas e a loira engoliu em seco, sendo a primeira a se pronunciar.

— Meu Deus! É muita coisa para minha cabeça.

Emma falou em um tom baixo, tentando digerir toda aquela informação.

— Como Zelena foi capaz?

— Como eles foram...

Regina comentou não escondendo seu desapontamento.

— Eu...eu simplesmente não consigo acreditar.

— Nós sabemos que é tudo muito chocante e vamos dar um tempo para vocês se recuperarem.

Mark, um dos policiais, começou cauteloso, se levantando e fazendo um sinal para seu parceiro Eric o acompanhar.

— Mas como vocês não poderão ir até a delegacia, nós precisaremos recolher o depoimento aqui mesmo.

O homem falou tudo com muita calma, se dirigindo para fora do quarto, Eric foi logo atrás dele, mas antes que pudesse sair também, foi até Regina e entregou um envelope branco para ela.

— Eu ia quase esquecendo. Isso aqui é para a senhora.

O policial loiro deu um meio sorriso e saiu.

— O que é isso?

Emma perguntou curiosa.

— Vamos ver.

Regina abriu o envelope lacrado com cuidado e ao pegar a folha que ali continha, levou um pequeno susto ao notar que a caligrafia era de Killian.

“Regina, quando você estiver lendo isso provavelmente já vai estar sabendo de toda verdade e mesmo eu estando preso, não podia deixar de tentar te dar algum tipo de explicação. Sei que você deve estar me odiando agora e com razão, mas eu quero te pedir perdão. Eu nunca devia ter me juntado a Zelena e aceitado participar dessa "vingança" estúpida dela, que acabou resultando em várias coisas ruins, tanto pra você, quanto pra Emma. Olha, eu quero que saiba que, por mais que eu tenha feito tudo que fiz, sempre me importei com você. Os cinco anos que passei ao seu lado foram incríveis e é uma pena tudo ter acabado, mas eu não te merecia e fico aliviado de saber que você está com alguém bem melhor do que eu. Esse tempo que eu estava ao lado da Zelena me cegou por completo, mas agora finalmente eu posso ver o quanto errei. Graças a Deus você está bem e espero que a sua filha também. Eu falaria “nossa”, mas eu não tenho esse direito, afinal, ela nunca foi verdadeiramente minha. Eu desejo de coração que você e a Emma sejam muito felizes, pois vocês merecem. E também desejo que um dia consigam me perdoar. Sinceramente, Killian Jones.”

Assim que terminaram de ler, nenhuma das duas conseguiu falar nada. Emma olhou para Regina e notou que ela estava com os olhos cheios de lágrimas, que pouco a pouco iam escorrendo por seu belo rosto moreno. A cantora levou sua mão até a bochecha de Regina e foi limpando cada uma delas carinhosamente, para depois se aproximar e abraça-la com força. Após alguns minutos, os policiais retornaram ao quarto e deixaram com que o casal de namoradas dissesse tudo que conseguiam e podiam, registrando a conversa que estavam tendo com um gravador. Quando acabaram, agradeceram Emma e Regina e retornaram a delegacia com as informações, para que então a pena de Zelena e Killian fosse determinada.

***

Já passava da meia noite e Zelena não conseguia parar de andar de uma lado para o outro. Como o juiz não havia decidido quanto tempo ela e Killian ficariam na cadeia, os dois ainda estavam sozinhos em suas devidas celas. A modelo estava apreensiva pelo que viria a acontecer e pela primeira vez sentiu o arrependimento percorrer por seu corpo. E a sensação era terrível.

— Senhora West, seu advogado chegou.

Um policial moreno falou se aproximando da cela e abrindo-a, para em seguida algemar Zelena e leva-la para uma das salas de visitas.

— Os senhores têm quinze minutos.

Foi o que o homem disse antes de deixar a modelo sozinha com o advogado.

— Doutor Hopper!

Zelena exclamou com um sorriso, sentando-se de frente para ele e alcançando suas mãos.

— Que bom que pode vir.

Archie sorriu de volta, mas era um sorriso preocupado.

— Como você está?

— Como o senhor acha que eu estou?

— Se acalme, querida.

O advogado pediu com um tom sereno.

— Mas então doutor, existe alguma chance que eu saia daqui?

— Olha, Zelena, eu vou ser bem direto. Eu tive acesso às provas que a polícia tem contra você e sinceramente, não tem como fazer mais nada.

— Você não pode estar falando sério!

Zelena quase gritou, mas fez um esforço para se controlar.

— Como assim não tem como fazer mais nada?

— Você confessou seus crimes, Zelena. Está tudo gravado.

—Eu...

— Sinto muito.

Ao ouvir aquilo, a ruiva estremeceu. O que ela tinha feito? Sua vida estava desmoronada. A possibilidade de mentir e negar tudo que havia acontecido passou por sua cabeça desequilibrada. Mas assim como brisa, aquela vontade deu e foi embora. Zelena deveria tentar encarar a realidade de uma vez por todas, ou ficaria ainda mais maluca e acabaria se matando antes de poder ser livre novamente.

***

No dia seguinte, praticamente todos os sites e noticiários traziam uma grande notícia de destaque, que dizia o seguinte: “A famosa top model Zelena West foi presa na noite dessa sexta-feira pela tentativa de assassinato da cantora teen Emma Swan. O tiro disparado atingiu a repórter Regina Mills, namorada da cantora, que foi levada às pressas para o hospital e acabou entrando em trabalho de parto. Nós ainda não temos muitas informações, mas podemos garantir a vocês que Regina, Emma e a filha estão bem. Desejamos felicidades para as novas mamães! Mas como nem tudo são flores, além do ocorrido de ontem, Zelena foi declarada culpada pelo acidente que envolveu sua ex Emma há um tempo atrás. Ainda não foi divulgado quanto tempo ela e seu comparsa Killian Jones, ex noivo de Regina, ficarão presos, mas esperamos que tempo suficiente para pagarem por todos esses crimes.”

***

— Bom dia, amor.

Emma disse baixinho assim que Regina começou a abrir os olhos lentamente.

— Bom dia.

A morena deu um sorriso e tocou o rosto da mais nova, fazendo um delicado carinho.

— Bom, parece que temos visitas.

— Visitas?

Regina perguntou curiosa, sentando-se na cama e passando a mão por seus cabelos.

— É, tem algumas pessoas aqui querendo te ver.

A cantora falou animada, indo até a porta e a abrindo, revelando Cora, Henry, Gold, Tinker e Scott, que entraram no quarto com sorrisos estampados em seus rostos. Os cinco já haviam falado com Emma antes, então foram direto até a cama de Regina, cumprimentando-a e enchendo-a de mimos, que só aumentaram quando a enfermeira trouxe Luiza para o seu colo.

***

— Bom dia, senhor Jones.

Eric, um dos policias da noite anterior, falou com um tom amistoso, se aproximando da cela de Killian.

— Bom dia, senhor King.

O engenheiro civil se levantou de sua cama e pegou a bandeja que o homem lhe estendia.

— Obrigado.

Killian deu um meio sorriso e voltou a se sentar.

— Sem querer ser chato, mas o senhor entregou o meu envelope?

— Entreguei sim.

— Ah, que bom. Muito obrigado!

O moreno soltou um suspiro de alívio e tomou um gole do seu café, enquanto o policial deu um aceno com a cabeça e começou a se distanciar. Killian sabia que em poucas horas sua sentença seria dada, porém, não podia estar mais feliz com aquilo. Sabia que poucos fariam o que estava fazendo, mas ele considerava aquilo como a única forma de “pagar seus pecados”. Killian era uma boa pessoa no fundo, ele só tinha se perdido no caminho. Seu ato era nobre, assim como a vontade sincera de se redimir.

***

Já era quase a hora do almoço quando Gold e Scott precisaram ir embora para resolver algumas coisas de trabalho, deixando Cora, Henry, Tinker e Emma no quarto com Regina, que depois de muito insistir, conseguiu fazer com que a cantora fosse pra casa tomar um banho e descansar. Um funcionário do restaurante em que as duas estavam no dia anterior havia trazido o carro da loira para o hospital, junto das bolsas e sacolas que haviam ficado lá. O homem tinha deixado a chave na recepção, que logo foi entregue para Emma, que na tentativa de despistar os paparazzi, saiu pela parte de trás hospital e assim que chegou em seu apartamento, ligou para o local para agradecer e mandou prepararem um gigantesco jantar, pedindo para entregarem tudo às 19:00. Feito o pedido, foi direto para o chuveiro, se demorando lá, para depois cair deitada em sua cama e dormir rapidamente. Após quase duas horas, a loira acordou com o alarme de seu celular e enquanto se arrumava para voltar para o hospital, resolveu ligar a televisão.

— Boa tarde. Estamos aqui na frente da delegacia onde Zelena West e Killian Jones estão detidos.

A voz do repórter fez Emma parar tudo que estava fazendo e direcionar seus olhos para a tela.

— Como vocês devem estar sabendo, ontem à noite a modelo e o engenheiro civil foram presos pela tentativa de assassinato da cantora Emma Swan. Além disso, os dois também estão envolvidos no grave acidente que acabou levando a garota para o hospital pouco tempo atrás.

O homem falava tudo muito sério, deixando a loira tensa.

— Tendo em vista os depoimentos de Emma, sua namorada Regina Mills e as provas que a polícia já tinha graças a Killian e aos funcionários do restaurante onde tudo aconteceu, o martelo foi batido! O juiz acabou de decidir qual será a pena.

Emma engoliu em seco, sentindo seu corpo se arrepiar.

— A modelo pegou vinte anos de prisão, enquanto seu cúmplice pegou dez. Mas antes de ser encaminhada para o presídio, o advogado de Zelena recomendou que ela passe uma temporada em uma clínica psiquiátrica.

O repórter fez uma pequena pausa.

— Voltamos a qualquer momento com mais informações.

***

— Emma!

Regina abriu um sorriso ao ver a namorada entrar no quarto.

— Oi amor.

Emma falou em um tom doce, colocando as bolsas que segurava em uma cadeira, se aproximando da cama e dando um selinho na morena, para em seguida falar com Tinker, Cora e Henry, que aproveitaram que ela havia chegado e se despediram de Regina, dizendo que precisariam ir embora, mas que iriam visita-la assim que estivesse em casa. A repórter nem desconfiava que Emma já tinha planejado uma grande celebração para mais tarde.

— Como vocês estão?

A loira perguntou se referindo a Regina e a filha.

— Ótimas.

Regina sorriu e segurou a mão dela.

— Você soube da Zelena e do Killian?

— Sim, eu vi na televisão.

Emma respondeu soltando um suspiro.

— Eles tiveram o que mereciam.

— É verdade.

— Mas não fica pensando nisso agora, amor. Acabou.

A morena tocou o rosto de Emma, ajeitando o cabelo dela para trás da orelha de forma carinhosa.

— Finalmente vamos poder viver em paz.

— Você está certa.

Emma sorriu e se aproximou de sua amada, começando um beijo apaixonado, que foi interrompido pela entrada da enfermeira.

— Me desculpem atrapalhar, mas eu vim avisar que preciso da roupinha da filha de vocês.

— Claro.

A cantora afirmou com a cabeça e foi até a cadeira onde havia deixado as bolsas, entregando uma para a mulher e avisando que estava tudo ali.

— Obrigada, senhorita Swan.

A enfermeira abriu um sorriso e se direcionou para a porta, quando pareceu se lembrar de algo.

— Ah, daqui a pouco virão te buscar para o banho também, senhorita Mills.

— Tudo bem. Obrigada Maria.

***

Era final de tarde, Regina já tinha tomado seu banho e trajava um lindo vestido florido que Emma havia trazido. A morena amamentava Luiza, que também estava limpinha e cheirosinha. Emma possuía um sorriso encantado no rosto enquanto assistia aquela cena. Ela praticamente babava. Foi quando de repente, o médico que havia feito o parto, pediu licença e entrou no quarto. O homem fez os últimos exames nas duas e como estava tudo bem, avisou que dentro de uma horinha, Regina poderia ir para casa.

***

Quando deixaram o hospital, Emma fez questão que saíssem pela porta da frente. A loira segurava as bolsas com um braço, enquanto o outro pousava nas costas de Regina, que tinha Luiza em seus braços. No momento em que apareceram na porta, os milhares de paparazzi posicionaram suas câmeras e começaram a tirar fotos. Elas sorriam para as câmeras, mas tentavam manter o rosto da garotinha escondido. Queriam preservar a imagem dela, pelo menos por enquanto. Depois de alguns minutos, já se encontravam no apartamento de Emma, que abriu a porta e deixou Regina entrar primeiro. Foi nesse momento que todas as luzes se acenderam e as duas ouviram um coro gritar animadamente “Surpresa!”. A repórter não conseguia acreditar no que estava vendo. Sua mãe, seu pai, David, Mary Margaret, Henry, Tinker, Scott, Gold, Dr. Whale, Ruby, Elsa, Will e os caras da banda se encontravam todos ali reunidos.

— Ai meu Deus! Vocês não fizeram isso!

Regina exclamou emocionada, com um sorriso gigantesco em seu rosto, indo cumprimentar cada um dos presentes, que ficaram apaixonados por Luiza. Emma logo tratou de fazer o mesmo, agradecendo a todos por terem vindo. No dia anterior, a loira havia ligado para eles, contando sobre o nascimento da filha e pedindo para que fossem para o seu apartamento às 19:30, pois queria fazer uma surpresa para Regina. Emma tinha combinado de Scott chegar mais cedo, para que pudesse receber a comida e recepcionar as pessoas. E é claro que o empresário não negaria esse pedido da amiga. Depois de terem falado com todo mundo, a cantora pediu para que se dirigissem para a sala de jantar.

— Pessoal, antes de comermos, eu e a Regina queríamos fazer um comunicado.

Emma falou se levantando e tendo todas as atenções voltadas para si.

— Nós conversamos hoje à tarde e já escolhemos os padrinhos. Bom, é meio óbvio, mas não seria justo se não fossem eles.

A loira explicou divertida, enquanto Regina colocava Luiza no carrinho. Ela também se levantou e posicionou-se ao lado da namorada, começando a falar.

— Esses dois foram de extrema importância para o nosso relacionamento e eu acho que se não fosse por eles e por tudo que fizeram por nós, não estaríamos aqui hoje.

— Bom, sem mais delongas, os padrinhos da nossa princesa são o novo casal do pedaço Scott e Tinker!

Emma exclamou animada e todos começaram a bater palmas, enquanto Scott e Tinker quase não acreditavam no que tinham acabado de ouvir, saindo de suas cadeiras e indo até as duas, lhes abraçando fortemente.

— Ai meu Deus! Eu estou tão feliz! Eu nunca na minha vida imaginaria se tornar madrinha da filha da minha melhor amiga com a minha ídola. Quão incrível é tudo isso?

Tinker falou surtando, o que arrancou uma risada das pessoas ao redor da mesa.

— Mas agora sério. Regina, Emma, muito obrigada por confiarem em mim e no Scott. Eu não tenho nem palavras para agradecer. Vocês são duas lindas, tanto por fora como por dentro e merecem toda a felicidade do mundo. Eu amo vocês!

A fotógrafa se aproximou delas e as abraçou novamente, enquanto recebia aplausos.

— Bom, acho que agora é minha vez.

Scott exclamou com um sorriso no rosto.

— Eu queria agradecer do fundo do meu coração a essas pessoas maravilhosas, não só por me darem a honra de ser padrinho da filha delas, mas por me mostrarem que o amor verdadeiro supera qualquer obstáculo, por mais difícil que seja.

O empresário olhou para Emma e Regina, que estavam ambas emocionadas, assim como Tinker, que foi puxada por ele.

— E, aliás, se não fosse por essas duas, eu nunca teria conhecido o amor da minha vida.

Scott disse em um tom apaixonado, depositando um selinho nos lábios de Tinker.

— Uhul!

Emma assoviou bem alto e os outros começaram a bater palmas novamente, soltando alguns gritinhos também.

— E como hoje estou no clima de revelar casais, queria dizer que acreditem se quiser, mas a minha amiga Ruby também está namorando.

A cantora falou em um tom engraçado, arrancando uma gargalhada geral.

— E o felizardo é o grande Victor Whale. Boa sorte, cara! Você vai precisar.

Ruby mostrou a língua para a amiga, mas logo começou a rir. Ela e Whale foram aplaudidos e o médico quase morreu de vergonha.

***

Depois que comeram, todos foram para a sala conversar. O ambiente estava extremamente animado e felicidade era pouco para descrever o clima em que todos ali se encontravam. Possuíam a certeza de que apesar dos problemas e de todas as dificuldades que haviam passado, a vida estava sendo muito boa com eles. Os laços a e união que desenvolveram tinham os tornado uma grande família e não podiam estar mais orgulhosos de tal fato.

— Quem diria que a entrevista que você não queria fazer terminaria assim?

Gold perguntou divertido, se aproximando de Regina.

— Aquela entrevista foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

A morena abriu um sorriso.

— Eu serei eternamente grata a você, Gold.

— Não precisa me agradecer, querida. Apenas seja muito feliz, ok?

Regina deu um abraço apertado no chefe, mas foram interrompidos por um grito de Tinker.

— Gente, vamos tirar uma foto?

A fotógrafa propôs animada e todos aceitaram na hora, se ajeitando e se apertando no gigantesco sofá de Emma, que naquele momento não parecia mais tão grande assim. Assim que ficaram prontos, Tinker programou sua câmera e foi para sua posição. Em segundos, a foto tinha sido tirada e ficado perfeita. A loira avisou que iria mandar revelar e colocaria em um porta-retratos, para dar de presente para Emma e Regina.

***

O relógio marcava meia-noite quando os últimos convidados, no caso, Mary, David, Cora e Henry foram embora do apartamento. Emma fez questão de que assim como seus pais e seu irmãozinho, que dormia no colo de sua mãe, Cora e Henry também fossem para o hotel em que estavam hospedados com seu motorista particular. Os dois até tentaram recusar, mas no final acabaram aceitando.

Luiza dormia tranquilamente. Tinha tido uma noite muita agitada sendo segurada no colo por todos os presentes no jantar. Assim que Emma fechou a porta da sala, foi até o carrinho e pegou a filha, levando-a para o quarto e sendo acompanhada por Regina. A loira a colocou com o máximo cuidado possível no berço, ajeitando-a para que ficasse em uma posição confortável.

— Ela é tão linda.

A repórter falou se aproximando da onde Emma estava e fazendo um carinho na garotinha.

— Igual à mãe.

Emma comentou desviando seu olhar de Luiza e passando a observar sua amada.

— Você é maravilhosa, Regina.

— Não, você que é.

Regina tocou a mão da cantora, que pousava em cima do berço e se virou para ela.

— Eu ainda não acredito na noite de hoje. Todo mundo reunido. Foi simplesmente incrível! Graças a você.

— Era o mínimo que eu podia fazer.

A morena sorriu e a puxou para um abraço apertado, selando demoradamente seus lábios.

— Vem comigo.

Emma entrelaçou sua mão na de Regina e as duas foram até a sacada. A noite estava serena e o céu estava limpo, possibilitando uma bela visão da lua cheia e das estrelas.

— Você está compondo algo novo?

Regina perguntou lançando um olhar curioso para o violão parado em um canto.

— Estou sim, mas ainda não está pronto.

A loira respondeu tímida.

— Você quer ouvir?

— Claro!

Emma sorriu com a animação da repórter e foi até o violão, pegando-o e começando a tocar.

It's a beautiful night
We're looking for something dumb to do
Hey baby
I think I wanna marry you

Is it the look in your eyes
Or is it this dancing juice?
Who cares, baby
I think I wanna marry you

Regina sentiu seu corpo se arrepiar ao ouvir a primeira parte da música. Além do mais, a loira possuía um brilho tão intenso nos olhos, que deixava tudo ainda mais especial.

Well I know this little chapel on the boulevard we can go
No one will know
Oh come on girl
Who cares if we're trashed
Got a pocket full of cash we can blow
Shots of patron
And it's on girl

Emma cantava com um sorriso apaixonado no rosto, deixando Regina com o coração cada vez mais disparado.

Don't say no, no, no, no-no
Just say yeah, yeah, yeah, yeah-yeah
And we'll go, go, go, go-go
If you're ready, like I'm ready

Cause it's a beautiful night
We're looking for something dumb to do
Hey baby
I think I wanna marry you

Is it the look in your eyes
Or is it this dancing juice?
Who cares baby
I think I wanna marry you

— Meu Deus! Essa música é linda!

Regina exclamou encantada.

— Gostou mesmo?

Emma perguntou com vergonha, colocando o violão onde estava alguns minutos, para depois passar a encarar a morena.

— Com toda a certeza!

— Então você aceita?

— Emma, você não está me pedindo em...

Antes que Regina pudesse terminar a frase, a cantora retirou do bolso de sua jaqueta uma caixinha vermelha de veludo em formato de coração e a abriu, revelando um lindo anel de diamantes dentro.

— Você aceita se casar comigo?

Emma perguntou docemente, vendo um sorriso emocionado se formar no rosto da repórter.

— Eu...nem sei o que dizer.

— Diz sim.

— Sim. Mil vezes sim! Eu aceito!

Regina exclamou alto e em bom tom, fazendo Emma sorrir largamente. A loira então tirou o anel de namoro do dedo de Regina, colocando com cuidado o anel de noivado no lugar, para depois levar a mão dela até sua boca e depositar um casto beijo ali.

— Eu prometo que vou te fazer a mulher mais feliz do mundo.

— Você já faz.

A morena sorriu e se aproximou de Emma, envolvendo o pescoço da garota com seus braços, enquanto a mesma puxou-a firmemente pela cintura, juntando seus corpos.

— Eu amo você, Emma.

— E eu amo você, Regina.

As duas iniciaram um beijo intenso e totalmente apaixonado. A sensação que tinham era como se estivessem se beijando pela primeira vez. As borboletas no estômago. Os arrepios. Os toques. Mas aos poucos, a batalha das línguas por domínio foi cessando e o beijo ficou lento. Elas exploravam com calma cada pedacinho da boca uma da outra. Aproveitando o momento ao extremo.

— Para sempre.

Regina sussurrou assim que se separam, em um tom ofegante e ao mesmo tempo carinhoso, colando sua testa na de Emma, que abriu um sorriso e olhou bem fundo nos olhos dela.

— Para todo o sempre, meu amor.

FIM

Notas finais
Ai, eu sou tão sentimental. Mas vamos lá! Em primeiro lugar, eu queria agradecer do fundo do meu coração a todas as pessoas que leram, acompanharam, comentaram, favoritaram e até recomendaram a fic. Vocês são simplesmente incríveis! E saibam, que se não fosse o apoio e o incentivo de vocês, eu teria desistido há muito tempo, então obrigada! Peço imensas desculpas pelas minhas demoras e ausências. Imagino que não deve ter sido muito legal ficar esperando semanas por uma atualização. Muito obrigada pela paciência e compreensão que tiveram com a minha pessoa. Admito que tive um pouco de trabalho, mas escrever essa história nunca foi algo que eu fiz por obrigação e sim porque me deixava realmente feliz. Vocês não fazem ideia do quanto meu coração está apertado, sério. Essa fic é e sempre será meu amorzinho e dói me despedir dela hahaha. Mas ao mesmo tempo, estou muito feliz ao ver o resultado que consegui, que só foi possível graças a vocês. Bom, eu espero que vocês tenham gostado e se divertido ao longo da história. Tenho um carinho enorme por todos vocês! Obrigada, obrigada e obrigada! s2 PS: Não pensem que eu vou abandona-los! Vocês podem vir falar comigo a qualquer momento e bom, quem sabe mais pra frente eu não comece uma nova fic? Hehehe :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!