The Song Of The Love
8 I'm looking for the girl with the broken heart
Notas iniciais
Emma praticamente gritou, se levantando do sofá onde estava sentada e mostrando a tela de seu celular para Zelena.
– São fotos.
– Eu sei que são fotos. Lindas por sinal. Mas o que eu mais gostei foi da chamada da matéria.
A loira falou irônica e continuou, enquanto Zelena se sentava no sofá.
– “Será que o namoro da top model Zelena esfriou? Pelo visto o que não vai faltar são braços que possam deixar o clima quente de novo.”
– A mídia mente, você sabe. Gostam de inventar coisas para terem audiência.
A mais velha comentou revirando os olhos.
– Mas essas fotos aqui são bem reais! Vai negar?
Emma perguntou cruzando os braços.
– Claro que não.
Zelena falou indiferente e pôde ver o semblante da namorada ficar mais furioso ainda.
– E ainda tem coragem de dizer na minha cara?! Quem é essa daqui?!
– Minha amiga e também modelo, Isabelle French.
– Amiga? Só amiga? Não é o que isso aqui está parecendo!
Emma andava de um lado para o outro.
– São só fotos.
– Na primeira, ela está com as mãos na sua cintura, na segunda, falando no seu ouvido e na terceira...te beijando!
– Beijando? Isso não passa de um simples selinho.
– Não importa! Quando foi isso?
– Faz duas semanas, eu acho. A agência deu uma festa fechada. Todo mundo estava lá e nós acabamos bebendo um pouco.
– E isso por acaso te dá liberdade para me trair?
A cantora falou pela primeira vez da discussão em um tom mais baixo, aparentemente magoado.
– Quem disse que eu te traí? Ela é minha amiga.
– Já chega! Nós definitivamente precisamos de um tempo e é isso que vai acontecer!
Zelena se levantou abruptamente e quando pensou em começar a se pronunciar, Emma a interrompeu.
– Mas hoje esse pedido não vai ser tão ruim, não é? Já que você tem a sua amiguinha para cuidar de você. Pede um selinho pra ela.
– Emma, não!
– Sim! E agora sai daqui!
A loira falou exasperada, pegando levemente o braço da modelo e a levando até a porta.
– Amor, me escuta.
– Não!
Emma abriu a porta e empurrou Zelena para fora.
– Eu não quero mais ver a sua cara por um bom tempo! Tchau!
Foi tudo que disse antes de bater a porta com força, se escorando nela logo depois, para enfim cair sentada no chão, liberando toda a dor que sentia através de um choro baixo.
***
Regina estava em casa e contava tudo sobre sua nova entrevistada para Killian, que prestava uma enorme atenção em tudo que sua noiva dizia.
– Nossa, ela parece ser muito legal!
Killian exclamou impressionado.
– Ela é.
Regina falou com um sorriso.
De repente a porta do apartamento foi aberta.
– Regina, eu preciso te contar uma coisa!
Tinker exclamou com certo desespero.
– Oi amiga, não bate mais na porta não?
A morena perguntou com divertimento, vendo Tinker ficar sem graça ao perceber a presença de Killian.
– Oi Tinker.
O homem se levantou e se aproximou, lhe dando um rápido abraço.
– Oi Killian! Como foi lá no Texas?
– Foi incrível, mas depois eu te conto. Vou deixar vocês fofocarem um pouco.
Os dois sorriram e Killian foi para o escritório, enquanto Tinker se sentou no sofá ao lado de Regina, que assistia contente à interação deles.
– Desculpe por ter chegado daquele jeito e atrapalhar o momento de vocês. Eu não sabia que ele tinha voltado.
A loira disse envergonhada com o ocorrido.
– Voltou ontem de madrugada e está tudo bem, amiga. Eu estava falando sobre a Emma para ele.
– E é sobre ela que eu também quero falar.
– O que houve?
Regina perguntou confusa.
– Você já viu isso aqui?
Tinker mostrou a tela de seu celular para a amiga.
– Meu Deus, a Emma deve estar arrasada!
A repórter falou horrorizada com as fotos e ainda mais com o que dizia ali.
– Foi o mesmo que eu pensei. Por isso vim correndo.
– Obrigada por me avisar, Tinker, mesmo. Vou ligar para Emma agora!
– Faça isso.
Regina se levantou e foi pegar seu celular, mas antes que chegasse até onde o aparelho estava, ele começou a tocar.
Ligação On:
– Alô?
– Regina, é o Scott!
– Oi Scott, tudo bem?
– Tudo péssimo!
O empresário soou aflito do outro lado da linha.
– Por quê?
– A Emma sumiu!
– O quê?!
– Ela não está em nenhum lugar do hotel e nem perto daqui! Eu estou a quase duas horas procurando!
Scott falou desesperado.
– Já tentei ligar para ela umas mil vezes, mas o celular só dá caixa postal!
– Tenta ficar calmo. Eu vou te ajudar a procurá-la.
– Muito obrigado Regina.
– Imagina.
– Boa sorte! Vai me dando notícias.
– Pode deixar.
– Tchau.
Ligação Off.
– O que aconteceu?
Tinker perguntou se aproximando.
– A Emma sumiu.
– Ai meu Deus!
– E eu vou atrás dela.
Regina falou guardando o celular no bolso da calça jeans e indo até seu quarto. A morena colocou um casaco, pegou as chaves do carro e voltou para a sala, onde Tinker a esperava.
– Avise para o Killian que eu precisei dar uma saída, por favor.
– Me deixa ir com você.
– É melhor não, Tinker. Só faça isso que eu te pedi, ok?
– Tudo bem.
– Obrigada.
Regina se aproximou, deu um beijo na testa da amiga e saiu apressadamente. Assim que se sentou no carro, começou a pensar em possíveis lugares que Emma estaria. Foi quando se lembrou da conversa que as duas tinham tido no outro dia, em que a loira havia mencionado que o estúdio era seu refúgio.
– É claro! Ela só pode estar lá.
A morena sorriu e começou a dirigir em direção ao apartamento de Emma. Ela não tinha muita certeza do caminho, mas fez um esforço em sua memória e conseguiu chegar ao prédio após quase meia hora.
– Olá, boa tarde, o senhor se lembra de mim?
Regina perguntou ao porteiro enquanto se aproximava.
– Claro. A senhora esteve aqui anteontem com a senhorita Swan.
– Isso mesmo. Será que você pode me dizer se ela está em casa?
– Não está não, mas eu a vi passando de carro há um tempo.
– E para onde ela foi?
– Seguiu reto e depois virou à esquerda.
– Obrigada senhor...?
– Jack Mansfield.
– Obrigada senhor Mansfield.
– Sem problemas.
O homem de meia idade sorriu e Regina seguiu a direção que ele havia lhe indicado. Assim que virou a esquina, continuou andando velozmente pela calçada, foi quando avistou o carro que Emma tinha usado para levá-la até seu apartamento parado em frente a um bar. A repórter resolveu entrar e não pôde deixar de ficar aliviada ao encontra a loira ali.
– Emma, finalmente te achei!
Regina exclamou assim que se aproximou do balcão onde Emma estava sentada.
– Regina! Você veio se juntar a mim?
A cantora falou com a voz alterada, erguendo seu copo na direção da morena, fazendo um brinde invisível e botando tudo para dentro.
– Garçom, mais uma!
Emma gritou, colocando o copo de volta no balcão, assim como mais alguns dólares.
– Chega, Emma. Você já bebeu demais!
Regina falou pegando a mão de garota e ajudando-a a levantar, mas ela estava tão mal que não conseguia nem andar. A morena então colocou o braço de Emma por trás de sua nuca e passou seu braço pela cintura da mesma, conduzido-a para fora do bar.
– Por que me tirou de lá, Regina? Estava tão bom!
A loira choramingava enquanto as duas se dirigiam até o prédio.
– Beber não vai ajudar em nada, só vai piorar.
Emma ficou resmungando mais algumas coisas, mas tratou de tentar botar alguma força nas suas pernas, que estavam fracas. O caminho até o prédio não era nem dez minutos direito, mas pareceu uma eternidade para que conseguissem chegar até lá. Jack, assim que as viu, abriu o portão e ajudou Regina a levar a cantora até seu apartamento, lhe entregando a chave no momento em que o elevador parou na cobertura.
– Muito obrigada.
Foi tudo que Regina disse antes de abrir a porta do apartamento e levar Emma direto para o banheiro do quarto dela, colocando-a de roupa e tudo de baixo do chuveiro.
– Regina! Está frio!
A loira fez uma careta e tentou sair, mas Regina a impediu.
– Eu sei que é ruim, mas é necessário.
Conforme a água ia caindo, junto também iam as lágrimas de Emma, que definitivamente quebraram o coração da morena, que depois de mais um tempinho, fechou o chuveiro e ajudou a loira a tirar aquela roupa molhada, deixando-a só de calcinha e sutiã, se deparando com um corpo extramente lindo e definido.
“- Meu Deus, me perdoe por qualquer pensamento impróprio com essa garota numa situação como essa.”
Regina pensou enquanto encarava fixamente o corpo molhado a sua frente, que assim que ficou completamente nu, tentou ao máximo desviar o seu olhar, mas era praticamente impossível. Ela então tratou de colocar um roupão por cima, pegando também uma toalha e enrolando no cabelo de Emma, levando-a até sua cama em seguida.
– Deita aqui comigo?
Emma pediu parecendo uma criancinha indefesa e a repórter não teve como negar.
– Eu pensei que ela me amava.
Assim que terminou de dizer isso, a cantora começou a chorar novamente e tudo que Regina pôde fazer foi abraçá-la, bem forte, na tentativa de protegê-la.
– Ei, eu estou aqui. Vai ficar tudo bem.
– O...obrigada.
Emma sussurrou em meio a um soluço, pegando no sono alguns minutos depois. A morena ficou um tempo admirando a garota dormir, ela era tão linda. Foi então que Regina se lembrou de ligar para Scott. Naquela correria toda havia esquecido. Ela se desvencilhou com cuidado dos braços de Emma e andou até a sala, discando o número do empresário, que a atendeu mais que depressa.
Ligação On:
– Você a encontrou?
Scott perguntou exasperado.
– Sim, eu estou aqui com ela.
– Graças a Deus! Obrigado Regina, de verdade.
O empresário falava tudo com uma voz de total alivio.
– Não precisa agradecer.
– Vocês já estão vindo para cá?
– Não, nós estamos no apartamento dela. A Emma está muito cansada, tanto fisicamente como emocionalmente. Acho que ela vai passar a noite aqui.
Regina respondeu omitindo o fato de que a loira tinha bebido, imaginando o possível surto que Scott daria.
– Você vai ficar aí com ela?
– Claro, não precisa se preocupar.
– Tudo bem. Obrigado mais uma vez, Regina.
– Imagina Scott. Boa noite.
– Boa noite. Tchau.
– Até amanhã.
Ligação Off.
Assim que desligou, Regina tratou de ligar para Tinker, falando que tinha conseguido achar Emma, que dormiria fora da casa e pedindo para que a amiga ficasse tranquila e avisasse Killian sobre o fato. Após ter feito isso, a morena voltou para o quarto e se deitou novamente na cama. Emma continuava na mesma posição de quando Regina tinha saído. Foi quando a loira se mexeu e seu braço pousou sobre a cintura da repórter, que involuntariamente se aconchegou a aquele corpo, como se fosse a coisa mais natural do mundo. O calor que emanava do corpo de Emma lhe trouxe uma sensação muito boa, fazendo com que depois de pouco tempo, ela também se rendesse ao sono.
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