The Song Of The Love
34 I don't need anyone's approval, I just need you
Notas iniciais
Emma falou com um sorriso, enquanto Regina tremia, mas se esforçava em sorrir também.
– Do que você está falando?
David perguntou confuso.
– Regina, você está grávida?!
Mary perguntou tentando conter a sua emoção.
– Estou.
– Eu não acredito! Por que vocês não contaram antes?
A senhora se levantou da onde estava sentada e abraçou forte a filha e a nora, que ainda não tinham soltado as mãos.
– Mas, espera. Como isso aconteceu?
David questionou sem entender direito. Ele havia se levantado também.
– Bem, nós...
Antes que Emma pudesse começar a falar à explicação que tinha combinado com Regina, esta lhe lançou um olhar que dizia para ela contar a história inteira, sem cortes, contendo apenas a verdade.
– Mary, David, eu acho melhor vocês se sentarem.
A morena comentou com um tom sério e os dois rapidamente fizeram o que ela havia pedido. Foi então que Emma começou a contar toda a história desde o dia em que se conheceram, de uma maneira resumida, mas para que seus pais pudessem entender aquela situação. Regina ia a ajudando em algumas partes, principalmente quando chegou à parte da traição de Killian e da recusa do filho, que deixaram a repórter um pouco constrangida diante dos sogros, mas ela era forte e precisava que Mary e David soubessem de tudo.
– Emma, Regina...eu...nós...
David tentou, mas não conseguiu terminar a frase.
– Nós não sabemos nem o que falar para vocês.
A senhora de cabelos curtos completou a fala do marido se sentindo um pouco abalada.
– Olha, eu não quero que vocês pensem que eu só estou com a Emma porque eu estou grávida e...
– Fique tranquila, querida. Sabemos que não.
Mary sorriu e tocou a mão de Regina sobre a mesa. Após alguns segundos de silêncio, David abriu um sorriso gigante.
– Então, eu e Mary vamos ser avós de um garotinho ou uma garotinha?
Ao ouvir aquilo, Regina suspirou aliviada e encarou a loira, que assim como todos ali, também tinha um sorriso no rosto.
– De uma menininha.
Emma respondeu logo em seguida, vendo seus pais ficarem totalmente animados e começarem a falar o quanto sempre sonharam em serem avós.
***
Quase uma semana e meia depois, o grande dia de Anna e Kristoff havia chegado e a cidade inteira estava alvoroçada, afinal, os preparativos tinham sido planejados de uma forma muito rápida e graças a Deus, estava dando tudo certo. No horário marcado para a cerimônia começar, todos se encontravam na igreja. Emma e Regina estavam impecáveis e não paravam de trocar olhares e sorrisos apaixonados.
– Uau! Isso está simplesmente lindo!
Regina exclamou encantada, se referindo à decoração. Ela e Emma estavam sentadas em um dos primeiros bancos da igreja.
– O nosso também vai estar.
Emma falou de uma forma doce, segurando a mão dela e depositando um beijo ali.
– O nosso?
A morena perguntou encarando Emma com um sorriso enorme no rosto.
– Com toda a certeza.
***
O casamento foi simplesmente incrível, assim como a festa após. Todos tinham se divertido muito e Regina até conseguiu trocar algumas palavras com Clara sem ficar se mordendo de ciúmes. Dois dias depois do casamento da prima, Emma e Regina arrumaram as malas, para a infelicidade de sua família, que insistia para que elas ficassem e não as deixou ir sem que prometessem que voltariam em breve e que os manteria constantemente informados sobre a gravidez. Quando retornaram para Nova York, o relacionamento delas tinha crescido de uma forma gigantesca. Sem ciúmes bobos, sem brigas desnecessárias, sem nada que pudesse atrapalhar a alegria que sentiam. Parecia que as duas tinham realmente dado aquele importante passo no relacionamento, onde as pessoas começam a diminuir quase totalmente a insegurança que sentem em relação ao mundo e ficam sem medo, sem receio, sendo apenas duas almas e dois corações conectados, que acabam se transformando em um só. Depois do táxi em que estavam deixar Regina em seu apartamento, fez o mesmo com Emma, que assim que colocou os pés em casa, o telefone começou a tocar.
Ligação On:
– Então quer dizer que a senhorita viaja para Storybrooke para apresentar a Regina para o seus pais e não me avisa?
– Hey, Scott! Me desculpa, mas é que aconteceu tanta coisa nesses dias.
A loira deu um meio sorriso do outro lado da linha.
– Imagino. Mas e aí, me conta, o que seus pais acharam da sua nova namorada?
Scott perguntou com um tom brincalhão.
– Eles a adoraram! Como se fosse possível não gostar dela.
Emma soltou um suspiro apaixonado.
– Hm, pelo visto o casamento vai sair logo. Não duvido muito que logo venha o primeiro bebê.
O empresário riu, mas sentiu a garota ficar séria.
– Scott, tem uma coisa que eu preciso te contar.
– O que houve?
Scott assumiu uma postura séria e preocupada rapidamente.
– A Regina está grávida. Mas você não pode contar para ninguém, ok? Só meus pais sabem.
– Emma, como isso é...
– Calma! Ainda não é possível uma mulher engravidar outra mulher. O filho é do ex noivo dela.
– Emma, me explica essa história direito.
Foi então que a loira começou a contar desde o dia em que descobriu que Regina estava grávida até o presente momento.
– Eu não acredito que você não me falou nada.
O empresário soou um pouco chateado.
– Desculpa, Scott, de verdade, mas é que não sabia se a Regina se sentiria confortável se eu contasse essa história toda para alguém, mesmo esse alguém sendo você.
– Tudo bem. Eu entendo.
– Obrigada, amigo.
Emma suspirou aliviada.
– Mas então, vocês já sabem o sexo da criança?
– Adivinha!
– Deixa eu ver...hm...é uma menina?
Scott perguntou com um tom fofo, o que fez a cantora quase cair para trás.
– Você só pode estar brincando!
– É uma menina mesmo?
– É!
– Nossa, acho que depois que eu me aposentar, vou abrir uma barraquinha de vidência lá no Central Park.
O homem comentou em um tom divertido, o que fez Emma rir.
– Eu te apoio!
Os dois ficaram conversando por bastante tempo, tentando colocar o papo em dia.
***
– Regina, você voltou!
Tinker exclamou animada assim que a morena apareceu em seu apartamento.
– Oi, amiga!
– Me dá um abraço aqui.
Tinker a puxou para dentro e lhe deu um abraço apertado, que foi correspondido na mesma maneira.
– E aí? Como foi com os pais da Emma?
– Maravilhoso, Tinker! Eles são realmente incríveis e o Henry, irmãozinho da Emma, é um amor. Todos me trataram muito bem e você não vai acreditar, ficaram super felizes quando descobriram que vão ser avós.
Regina abriu um sorriso gigantesco, vendo a expressão da loira ficar surpresa.
– Vocês contaram?!
– Contamos. Não era certo esconder isso deles.
– Ai, eu estou tão feliz por vocês.
Tinker se aproximou e abraçou a repórter.
– E não estaríamos assim se você não tivesse me ajudado.
– Estou me sentindo importante agora.
A loira falou em um tom divertido.
– Mas você é, Tinker, e muito.
– Awn! Que linda!
Tinker exclamou com um tom meloso, fazendo Regina rir.
– Acho que a fofura da Emma passou pra você!
As duas sorriram, mas de repente, a fotógrafa ficou um pouco séria.
– O que foi?
– Você pretende contar para o seus pais, né?
– Meu Deus! Eu tinha esquecido!
Regina exclamou em um tom elevado.
– Como assim esquecido?
– Ai, eu não quero nem imaginar a reação da dona Cora quando souber!
A morena travou o maxilar. Tinha ficado tensa e não era para menos.
– Meu pai é tranquilo, você sabe, mas a minha mãe...
– Amiga, olha, eu acho melhor você contar o mais rápido possível. Porque aí ela vai ter tempo para se acostumar com a ideia.
– Tudo bem. Irei fazer isso.
***
No mesmo dia, Regina conversou com Emma e lhe explicou toda a situação, chegando à conclusão que deveriam marcar um jantar com os pais da repórter e contar a notícia. Regina ficou responsável por ligar e convidar seus pais, enquanto a loira escolhia o restaurante e fazia as reservas. Uma semana se passou e o dia combinado havia chegado. As duas se arrumaram, mas quando pretendiam ir, Emma recebeu uma mensagem de John, pedindo para que ela fosse no estúdio assinar um ou dois papéis. O homem pediu desculpa pela hora e prometeu para cantora que seria algo rápido. Emma iria responder que não podia, mas Regina insistiu para que a garota fosse, enquanto ela iria para o restaurante recepcionar os pais.
***
– Regina, minha querida!
Cora exclamou se aproximando da mesa onde a morena estava sentada, lhe dando um abraço.
– Quanto tempo! Como você está?
– Estou ótima, mãe. E você?
– Melhor do que nunca.
A senhora sorriu e deu espaço para que Henry também chegasse perto e abraçasse Regina.
– Eu estava morrendo de saudade, filha!
– Eu também, pai!
Os dois abriram um sorriso.
– Sentem-se, por favor.
Regina apontou para as cadeiras que estavam à sua frente e também se sentou.
– Onde está o Killian? Não pôde vir?
– Para falar a verdade, mãe, nós não estamos mais juntos.
– O quê?
Cora praticamente gritou.
– Quando isso aconteceu? E por quê?
– Mamãe, quer se acalmar?
A repórter revirou os olhos.
– Tem uma coisa que eu tenho que contar para vocês...
Regina respirou fundo e recebeu um olhar encorajador de seu pai para que continuasse.
– Eu estou grávida.
– Então eu vou ser vovô? Não acredito, que coisa maravilhosa!
Henry transbordava alegria, se levantando de seu lugar e indo até a filha para lhe abraçar, enquanto Cora parecia absorver aquela informação.
– E foi exatamente por isso que eu resolvi terminar com o Killian, mãe.
– Desculpe, mas eu não entendi.
– Ele não quis o filho.
Regina viu a expressão dos pais ficar chocada.
– Mas depois de um tempo, ele se arrependeu e me disse que iria dar o sobrenome para a criança.
– E por que você não deu uma segunda chance para ele?
– Olha mãe, a minha relação com o Killian já não era a das melhores. Eu não estava feliz e para ser sincera, não tinha certeza se eu o amava mais, principalmente depois que eu conhecia a...
– Me desculpem pela demora.
Emma falou já próxima a mesa, sorrindo um pouco envergonhada e sendo convidada pela repórter a se sentar.
– Mãe, pai, eu quero apresentar para vocês a minha namorada, Emma Swan.
Cora e Henry paralisaram por um minuto, sendo o senhor o único a abrir um sorriso e estender sua mão para a loira, que rapidamente a segurou.
– É um prazer.
– Todo meu, senhor Mills.
– Me chame só de Henry, por favor.
– Mãe, você não vai falar nada?
Regina perguntou apreensiva.
– Eu não tenho nada para falar. Se for isso que você quer para sua vida, a escolha é sua. Não tenho que me meter.
Cora respondeu em um tom totalmente rude.
– Mas se você quer mesmo saber a minha opinião, eu acho que isso não vai durar. Você teria mais chances de ser feliz com o Killian. E agora se me dão licença, eu vou embora.
A senhora simplesmente se levantou, pegou sua bolsa e começou a se direcionar para a saída do restaurante.
– Filha, fica tranquila. Você sabe como sua mãe é, ela vai acabar aceitando. Da minha parte, você sabe que eu vou estar do seu lado sempre. E se você estiver feliz com essa bela moça, eu vou estar feliz também.
Henry sorriu de um jeito doce, que conseguiu acalmar o coração das duas, principalmente o de Emma, que tremia por dentro ao ouvir as palavras de Cora.
– Mas agora eu preciso ir. Se não ela me mata.
O senhor soltou uma risada baixa, se levantou e se aproximou da filha, lhe beijando carinhosamente a testa, fazendo o mesmo com a Emma logo em seguida, pegando-a de surpresa.
– Vejo vocês em breve.
– Eu te amo, pai.
– Eu também, querida.
– Tchau senhor, que dizer, Henry.
– Tchau.
Assim que Henry sumiu da vista das duas, Regina suspirou frustrada e quando encarou Emma, viu que a mesma se encontrava tensa.
– Não liga para a minha mãe, amor.
A repórter alcançou a mão da namorada.
– Eu te avisei que ela reagiria desse jeito.
– Eu sei, mas será que o que seu pai disse é verdade? Ela vai aceitar mesmo?
– Não pensa nisso agora.
Regina arrumou o cabelo da loira para trás de sua orelha, fazendo um carinho no rosto dela.
– Você me faz feliz e eu te amo muito. Eu não preciso da aprovação da minha mãe, só preciso de você.
A morena sorriu de um jeito apaixonado, o que conseguiu arrancar um sorriso de Emma, ficando mais próxima dela e depositando um beijo delicado, mas ao mesmo tempo intenso, em seus lábios rosados.
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