The Snow Queen
1 Snow Queen
Notas iniciais
Mas então, vamos ao que interessa, espero que gostem e não tenho dia certo para postar, ou seja, posso postar o próximo amanhã ou semana que vem, tudo depende da quantidade de comentários, ou seja, comentem..
Obrigada pela atenção e Boa Leitura!
The Snow Queen
Capítulo 1 – Snow Queen
~LightB
Olhei para minhas mãos cobertas pelas longas luvas cinzas, que cobriam quase todo o meu braço, iam até pouco a baixo do ombro, justas para que não houvesse nenhum risco de saírem facilmente, como eu odiava ter de usa-las.
Por que tinha de ser eu a primeira na linha de sucessão ao trono? Por que não Anna?
Através da janela conseguia ver a neve caindo em finos flocos brilhantes do lado de fora, pareciam dançar graciosamente pelo ar e antes mesmo de atingir o solo derretiam, isso não seria nada de mais, se não estivéssemos em pleno verão e em uma temperatura média de 25°C.
"Mas que droga" pensei enquanto me concentrava em acabar de uma vez com a geada, justo no dia da coroação eu tinha de perder o controle e dar indícios de que a rainha possuía poderes de gelo e pior, não sabia como controla-los.
"Vamos lá Elsa, você consegue" me concentrei em minha respiração primeiro, a normalizando e levando meus batimentos cardíacos se normalizarem, já que estavam um pouco elevados graças ao nervosismo, assim que me sentia mais calma abri os olhos e percebi que não havia mais nenhum indicio de gelo do lado de fora.
Leves batidas soaram na porta antes mesmo que pudesse pensar em comemorar o controle da geada, logo a voz do servo soou do outro lado da porta.
-Majestade, está na hora — no mesmo instante em que ele terminou de falar já havia dado as costas a janela e ido abrir a porta — todos lhe esperam no salão principal.
Apenas balancei a cabeça em concordância e em passos largos e confiantes me dirigi ao que seria o pior acontecimento da minha vida, quase tão ruim quanto a morte dos meus pais.
A coroação se seguiu calma até de mais, quase congelei o cetro, mas fora esse fato isolado, tudo saiu como o planejado, exatamente como em todos os ensaios que havíamos feito nos últimos dias.
Já a festa, esta era a parte que eu mais gostaria de poder pular.
Por mais bela que a decoração estivesse ou por saborosa que as comidas pudessem ser, por mais que todos ali respeitassem e aceitassem muito bem, melhor do que jamais cheguei a sonhar, eu me sentia mal, como uma intrusa, meu lugar não era entre eles nem no trono, não podia ser sua governante e esconder um segredo que podia se revelar a qualquer instante e ferir as pessoas que eu deveria proteger.
E logo o que mais temia aconteceu, meu medo mais antigo tomou forma bem em frente aos meus olhos e tudo o que eu podia fazer era sentir o terror de um pesadelo se tornando verdade.
Eu comecei a perder o controle, sentia minhas luvas esfriando a cada segundo, alguns enfeites a minha volta começavam a congelar, uma fina camada de gelo que poderia parecer vidro, mas que eu sabia que ficaria pior com o tempo. E era exatamente por isso que precisava me retirar do meio das pessoas, limpar a mente e me acalmar para que não viesse a cometer nenhuma estupidez.
"Cobrir, não sentir, não deixar saber" repetia isso mentalmente, me agarrava a aquelas palavras, era o que meu pai havia me dito após o incidente com a Anna, quando ela ganhou a mexa branca em seu cabelo.
Balancei levemente a cabeça expulsando o pensamento, não posso pensar nisso, tenho que me afastar das pessoas, preciso respirar o ar gélido da noite e manter minhas emoções sobre controle, tinha de ficar sozinha um pouco, estar no meio de tantas pessoas me fazia ficar extremamente nervosa.
Passei pelo salão agilmente, sendo parada algumas poucas vezes para cumprimentos e felicitações, mas sempre conseguia me livrar facilmente com alguma desculpa rápida e convincente, afinal quem questionaria a rainha? Estava quase passando pelas grandes portas que me separavam da liberdade do ar da noite quando os gritos de Anna chegaram a mim.
-Elsa, que bom que lhe encontrei — ela sorria animadamente, havíamos realmente conversado mais cedo, depois de anos trocando apenas poucas palavras, e ela pareceu se adaptar rápido a mim, como se eu nunca tivesse me afastado, isso é uma coisa que sempre amei e invejei em Anna, sua capacidade de esquecer e seguir em frente — este é Hans, Hans esta é minha irmã, rainha Elsa.
E só então fui notar que ela estava acompanhada por um rapaz, quase de sua idade, talvez um ano mais velho, havia algo em seus olhos e a maneira como olhava para Anna, não sei dizer ao certo, mas parecia que ele não estava tão animado quanto parecia querer demonstrar estar.
-Muito prazer majestade — ele se curvou levemente em uma reverencia, mas a maneira como falou, parecia quase enojado, e disso eu realmente não gostei, mas devia ser cordial, afinal, sou a rainha e ele um convidado.
-Igualmente.
-Hans é um príncipe das ilhas do sul — Anna sorria animada, animada de mais, um pouco nervosa também, encarei a mesma com um olhar interrogativo, esperando que me dissesse o que queria logo antes que eu fosse obrigada a deixa-la falando sozinha, e isso era tudo o que eu não queria — e... nós queremos sua bênção...
-Nós vamos nos casar — ele completou a frase, havia uma certa alegria em suas palavras, mas seu sorriso parecia falso, forçado, seus olhos também delatavam que não estava mesmo contente com este fato, e isso me incomodou muito.
-Anna, será que poderíamos conversar? — perguntei, tentando uma brecha para falar a ela que ele não parecia realmente querer se casar com ela, mas ela cruzou os braços irritada e emburrada, dizendo que o que quer que fosse podia dizer a ambos, me irritei por sua criancice — não pode se casar com quem acabou de conhecer.
-Posso se for amor verdadeiro — podia ver minha irmã se controlar para não gritar e fazer uma cena, afinal por mais que Anna sempre dissesse o que pensava ela havia tido a mesma educação que eu e sabia se controlar e agir como uma princesa deva agir.
Hans apenas assistia a tudo, nos observando com um sorriso de canto que realmente não ajudou em nada em meu humor. Gelo começou a se acumular nos enfeites a minha volta, resolvi acabar com a conversa logo antes de perder o controle de vez, precisava ficar sozinha.
-Pediu pela minha bênção, e eu não vou dá-la — adquiri uma postura impassível, sentindo as luvas começarem a gelar ainda mais, precisava sair dali rápido — a festa acabou, fechem os portões.
Após estas palavras tudo saiu completamente do controle, Anna estava irritada, gritando comigo, indignada por eu me afastar e não esclarecer as coisas, mas eu não podia, seria tão mais fácil se não houvessem apagado sua memória, se ela soubesse meus motivos.
Tentei me afastar, para não perder o controle, mas Anna segurou minha luva, e acabou por retira-la, tamanha a força que usou, assustada acabei por acidentalmente lançar um raio de gelo entre nós, formando uma barreira pontiaguda e perigosa, todos me encaravam aterrorizados, e foi então que meu pesadelo teve início.
Eles descobriram, e tinham medo de mim, mais do que medo, eles estavam aterrorizados.
Atravessei as portas e corri para o lado de fora o mais rápido que pude, fui seguida e chamada de bruxa diversas vezes, tentando me afastar das pessoas que tomavam todo o pátio do castelo acabei por encostar com a mão sem a luva na fonte central e a congelei completamente, todo o reino viu do que eu era capaz e temeram por suas vidas e pelas vidas de seus filhos, em meio ao pânico que gerei eu corri o mais rápido que pude, para o mais longe possível, deixando um rastro de neve para trás em todos os lugares do reino, não por que eu queria, mas por que não podia controlar.
Era poder de mais para mim, sempre foi.
Segui por um bom tempo até as montanhas do norte, sem olhar para trás uma única vez, fui para longe de Arendelle, longe de Anna, longe de tudo e de todos, a parte mais deserta e gelada do reino, o único lugar onde não havia maneira alguma de ferir ninguém, de destruir a vida de ninguém ou de aterrorizar o povo que eu devia cuidar.
Cheguei na parte mais alta da montanha mais alta, a tempestade rugia a meu redor, mas isso não era um problema para mim, nunca senti frio, talvez por eu ser congelada por dentro, como disseram os trolls a tantos anos atrás.
Deixei minha capa ser levada pelo vento forte, puxei a única luva que ainda usava e a deixei ser levada para longe, junto da capa, eu não precisava mais dela, eu não precisava mais me esconder no meu quarto para a segurança de ninguém, nem manter o castelo fechado, ou mesmo obrigar Anna a crescer longe das pessoas.
Eu estava livre, eu finalmente estava livre.
Sorri enquanto deixava meus poderes fluírem, enquanto formava bonecos de neve e cristais por todos os lados, ondas de flocos brancos rodavam graciosos pelo ar, como se dançando para comemorar minha tão sonhada liberdade, rodei entre eles admirando o quanto eram belos.
Olhei para o céu estrelado e sorri abertamente, pela primeira vez em anos eu podia ser eu mesma, podia estar em paz comigo mesma, não precisava temer pelo meu povo, pela minha irmã, nem ao menos por mim, eu finalmente podia viver, podia estar livre de responsabilidades e de medos que antes me assombravam dia e noite.
Criei uma escada, perfeita, parecia esculpida no gelo, tudo com a força de um único pensamento, logo em seguida me desafiei a mais, concentrei meu poder e logo podia ver colunas e paredes de gelo se erguendo, logo um castelo estava formado, um castelo de gelo, meu gelo, era belíssimo, nunca havia visto nada igual, detalhes mínimos entalhados no gelo brilhante, exatamente como imaginei.
Me questionei do quão poderosa sou, o que eu realmente posso fazer? Quão longe posso chegar?
Olhei ao meu redor, o gelo cintilando por todos os lados, um gigantesco lustre de cristal brilhava centralizado no teto do salão de entrada, parecido com um que havia no castelo, balancei minha cabeça levemente, me negando a pensar no passado, tinha de deixar tudo para trás, inclusive esse vestido estúpido que fui obrigada a usar hoje.
A como odeio formalidades e essas regras todas que fui obrigada a aprender e a seguir por boa parte de minha vida, tudo por que sou a filha mais velha e por tanto a legitima herdeira do trono de Arendell.
Alguém ao menos me perguntou se eu queria ser rainha? Se eu queria toda a responsabilidade para mim? Não. Ninguém se importou em me perguntar o que eu queria, ninguém se importou em como me sentia sobre isso. Era tradição e tradições devem ser seguidas.
Tradições são extremamente superestimadas.
Concentrei meu poder no vestido horrível que usava, criando não apenas um vestido de neve, mas o mais belo vestido que já havia usado em toda minha vida, digno de uma rainha, uma rainha da neve.
Soltei um sorriso levemente triste, eu era uma rainha de verdade, tinha um povo, pelo menos durante algumas horas, agora, simplesmente podia ser denominada a rainha do gelo, ou da neve, seja como for, não tenho um povo, não tenho para quem governar ou para que, mas de alguma maneira ainda tenho esse pouco de majestade em mim, acho que algumas coisas não podemos mudar.
Não que eu quisesse voltar atrás, em nenhum momento isso passou pela minha cabeça, estava ótima aqui, apenas era um pouco triste pensar que eu não tinha mais ninguém, que agora estava verdadeiramente sozinha. Somente eu e o gelo, como sempre.
Balancei uma vez minha cabeça, sentindo uma das presilhas no meu cabelo se soltar, fazendo assim uma mexa cair em meu rosto, puxei as que restavam, liberando a trança que era obrigada a esconder graças ao coque que também era obrigada a usar por causa da coroa, algo desnecessário na minha opinião, mas era tradição, então não havia muito o que fazer quanto a isso.
Abri as portas da sacada, podia ver as montanhas congeladas daqui, nada mais do que isso, talvez em dias ensolarados, diferente de hoje, eu conseguisse ver Arendell ao longe, ver o reino crescer e prosperar liderado por Anna, quem devia ter assumido o trono desde sempre, mas isso realmente não importava no momento.
Segui até meu quarto, ou pelo menos o que pretendia transformar em quarto, não havia cama, até por que precisava providenciar uma, e meu armário esculpido na neve estava vazio, já que também não tinha roupas aqui, por mais que eu houvesse feito um vestido de neve prefiro roupas de verdade.
Uma das paredes era completamente coberta por uma janela, repleta de gravuras de flocos de neve, assim como em diversas partes do castelo. Parei admirada com o que eu podia fazer, nunca imaginei chegar tão longe, criar algo tão magnifico, tão belo. Talvez meus pais ficassem orgulhosos do que construí aqui.
A noite foi, muito provavelmente, a mais calma que já tive desde meus oito anos, nada me incomodava, não me preocupava em congelar alguém ou ferir minha irmã novamente, passei todo o tempo admirando o céu estrelado e a lua que brilhava majestosa no céu.
Aproveitei a paz ao máximo que pude, já que foram poucos os momentos em que a tive nos últimos anos.
Já não posso dizer o mesmo do dia seguinte. Logo pela manhã tive um pequeno problema, não havia nada ali para comer, a menos é claro que eu quisesse comer gelo, por que isso sim tinha de sobra.
Ri levemente, jamais havia cogitado a ideia de comer gelo, mas o real problema era, onde eu conseguiria comida? Os cidadãos de Arendell me temem e eu não sou mais sua rainha, provavelmente nem ao menos tenho mais o posto de princesa, onde conseguiria dinheiro? Onde conseguiria roupas de verdade? Não que eu não amasse meu vestido, mas eu preferia algo menos formal e mais confortável como um moletom e uma calça por exemplo.
Deixei a cozinha levemente irritada, quer dizer, eu posso criar um castelo gigantesco de gelo no topo de uma montanha, mas morreria de fome?
Perdi a linha do meu raciocínio ao ouvi passos ecoando pelo salão de entrada, e isso me assustou levemente, ajeitei o vestido e desci a escada até poder ver quem era o intruso, ou melhor, intrusa que teve a coragem de invadir um castelo de gelo.
Anna havia vindo me procurar, algo nobre admito, e muito admirável de sua parte, mas não era necessário, e eu estava apavorada com a possibilidade de machuca-la.
Ela não devia estar aqui.
O problema é que Anna não via isso, estava decidida a me levar de volta para o reino, isto por que eu havia congelado o verão de Arendell, havia colocado todo o reino em perigo, presos em um inverno rigoroso e aparentemente eterno.
Entrei em pânico, eu havia colocado todo o reino sob um inverno eterno, logo alimento e outras coisas começariam a faltar, isto se não contar que muitas pessoas não são resistentes ao frio, e logo começariam as mortes, não havia nem como fugirem já que o fiorde era a única saída de Arrendell e ele também estava congelado.
Tudo por minha culpa, e o pior, eu não tinha ideia de como descongelar.
O pânico tomou controle de mim, não conseguia enxergar nada ao redor além de meus maiores medos virando realidade, nem ao menos prestava atenção ao que Anna dizia, algo sobre tudo vai dar certo e nós conseguimos qualquer coisa juntas.
Isso não é verdade.
Percebi estar criando uma tempestade de neve a minha volta, respirei fundo acabando com ela, mas quando abri os olhos vi que Anna estava meio abaixada, como se sentisse dor, arregalei os olhos enquanto a olhava, de repente vi um jovem loiro, com quase o dobro do nosso tamanho e possivelmente de mesma idade que eu, correu em direção a minha irmã, segurando-a para que não caísse e a sustentando em pé.
-Quem é este? — perguntei vendo que ela se apoiava nele, demonstrando confiança e me olhava levemente irritada — quer saber? Não importa. Vocês devem ir.
-Não, não vou deixar você.
Olhei para ela, o olhar determinado em seu rosto me fazia querer que as coisas fossem diferentes, mas não eram, nunca seriam e Anna estaria melhor sem mim, estaria segura, ocupando o lugar que sempre mereceu, vivendo sua vida sem se preocupar comigo.
Sem que eu lhe desse dores de cabeça graças aos poderes.
Sem saber mais o que fazer para convencê-la a ir embora e me deixar aqui criei um mostro de gelo com uns dois metros e meio de altura, para leva-los para fora, mas ele mais os jogou escada abaixo do que qualquer outra coisa.
Me deixando sozinha com meus pensamentos e com a culpa.
O que eu havia feito? Eu congelei Arrendell, e agora? O que farei? Como descongelaria? Por que tudo o que eu faço dá errado? Por que não posso ser feliz uma única vez em minha vida?
Andava de um lado para outro, desesperada, bagunçando meus cabelos loiros como se fosse adiantar de alguma coisa, o que eu vou fazer? Eu preciso fazer algo, preciso pensar em algo, encontrar uma maneira de trazer o sol de volta, de fazer algo certo pelo menos uma vez em minha vida.
Não sei quanto tempo passei ali, andando feito uma louca, tentando achar a resposta tão esperada, sem ter nenhum único resultado. Só percebi o quanto meu nervosismo estava afetando o castelo quando as paredes começaram a se trincar e o piso a despedaçar em alguns pontos, podia sentir o gelo ficar mais afiado em alguns lugares e partes do castelo começavam a se deformar formando estacas pontudas e perigosas.
-Droga.
Tentei acalmar minha respiração, diminuir o ritmo cardíaco era o primeiro passo para controlar, pelo menos um pouco, meus poderes, bem, ao menos era isso que eu sempre fazia quando precisava manter a calma e deixar tudo sobre controle, o problema é que eu nunca havia deixado meus poderes livres como agora. Não sabia se podia controla-los mais.
Estava quase conseguindo me acalmar quando ouvi a porta ser aberta com brutalidade, meus olhos se arregalaram ao perceber que durante minha pequena meditação alguém havia passado pelo meu "guarda" e invadido minha casa.
Sai do quarto às pressas e fui até a escadaria, parei ao estar no topo da escada que descia para o salão principal, havia dois homens ali, se não me engano já os havia visto em algum lugar, só não conseguia me recordar exatamente de onde.
Quando um deles começou a virar o rosto em minha direção eu corri, pulava os degraus para chegar ao topo mais rápido, mas os homens me seguiam facilmente, e logo haviam me encurralado em uma sala vazia.
Um deles apontou uma balestra para mim e tudo o que pensei em fazer foi joga-lo contra a parede, logo a neve formou uma barreira entre nós dois e o prensou na parede de gelo, fazendo-o derrubar sua arma e ficar incapacitado de me prejudicar.
Mas enquanto me focava apenas em um o outro atirou uma flecha em mim, para minha sorte o gelo me protegeu, formando uma parede que logo se desfez, e quando pude vê-lo de novo havia outra flecha mirada em mim, corri em qualquer direção querendo escapar, abri as portas da varanda e me vi encurralada ali, de um lado pessoas que queriam me matar, do outro um precipício que não podia nem ao menos ver o fundo.
Ele sorriu sadicamente vindo em minha direção, o nervosismo me atacou com força total e pude ver o castelo começar a rachar, as paredes, pisos, tudo se quebrando aos poucos, o homem parou e observou o seu redor, o outro se desprendeu da parede e olhou para cima, o lustre gigante balançava perigosamente, ele só teve tempo de correr e se lançar ao chão antes de a imensa peça de cristal de gelo despencasse e mandasse pedaços para todas as direções.
Uma dessas partes veio em direção ao meu rosto, por puro reflexo desviei dela e acabei me desiquilibrando, batendo contra a fina cerca de proteção, que se quebrou com o impacto, não restando nada para me impedir de cair.
Podia sentir o vento acariciar todo meu corpo, enquanto caia no precipício tudo o que podia ver era a imensa Lua Cheia no céu e pensar em Anna, ela ficaria melhor sem mim? Minha morte traria o verão de volta? Doeria quando tudo acabasse?
Fechei os olhos, não sentia medo, sabia que seria rápido, temia que doesse, mas também sabia que o sofrimento não duraria por muito tempo, uma queda de uma altura dessas, mesmo com muita neve fofa, não havia maneira de sobreviver. Minha trança se desfez com o vento e então o impacto com a neve me fez perder a consciência rapidamente.
Notas finais
Obrigado por Lerem...
Fale com o autor