The Slut's Diaries
4 Sifudê Mouth – Por Prism-cila
Notas iniciais
Acho que essa parte iria sobrar pra mim, ter de explicar o que somos, aliás como nós se tornamos bruxas... Era um belo dia de verão, aliás não tinha nada de belo, estava quente e eu estava suada descendo a Ladeira pra ir para a Escola, o velho natalino foi reformado e agora é conhecida como Sattori, estou meio perdida no tempo após essa mudança, Caio ou melhor Marina Chegou subindo as rampas, tirando os óculos escuro, soltando o cabelo curto que estava preso em um coque, segurando um livro em suas mãos. – Precisamos ir numa sala vazia agora. – Ela falou. – Mas pra que? – Pâmela perguntou. – Prostituição talvez!? – Marina exclamou. – Sério amiga, o que é. – Perguntei a Marina. – É um livro sobre magia e amizade, que eu encontrei no meio do arquivo dá Sartori ou melhor, do natalino, ninguém sabe que estou com ele e quero ler ele agora. – Marina falou. – Você é loca? – Paloma perguntou. – Não eu tô bem lúcida. – Marina respondeu. – O lesada, o que queremos dizer é pra você esconder o livro é na hora dá saída vamos na casa da Paloma e lemos ele. – Falei é Marina escondeu o livro dentro da Bolsa de arco íris. – Acho que temos uma ladrona entre nós. – Falei jogando uma Shadiada no ar. – Ladrona não, prefiro o termo recuperadora de tesouros. – Marina falou e todas nós sorrimos. – Bem Indiana Jones ela. – Pâmela falou. – Então vamos pra minha casa depois daqui e leremos. – Paloma falou pra encerrar o assunto.
Já era a quarta aula e estávamos no intervalo dela... Marina se corroía de curiosidade enquanto jogava seu charme pra cima do Miller, o Professor de Biologia bonitão, eu estava sentada pensando em modos de assassinar um familiar sem que o resto da minha família percebesse e me jogasse na cadeia (#GoToJailPriscila) enquanto isso Pam e Paloma tentavam acalmar Marina. – Eu estou hiper curiosa e vocês ainda ficam tentando me segurar. – Marina, aquilo é um livro que esteve guardado a muitos anos amiga, ele pode esperar para ser visto. – Paloma falou. – Posso saber qual é o assunto? – Miller perguntou. – Nada, Ãnh um livro. – Ana falou apressada. – Espero que o livro de Biologia. – Ele falou abrindo um dos sorrisos safadinhos dele e piscando o olhinho quase asiático dele. – Ele piscou pra nós. – Marina sorriu e estrelas surgiram em seus Olhos. – As vadias irão morrer de inveja da gente. – Marina falou. – Vão mesmo... – Paloma falou.
— Uma negra bronzeada no azeite de dendê, também sou conhecida como boca de sifude, sou Dandara sedução onde passo chamo atenção, sou apenas uma Trans cheia de alto aceitação, Sou a boa dá quiboa, a que mancha e não desbota, quem és tu naninha que nem bunda tinha e quando queria fecha, pegava a minha. – Marina falou tão rápido que quase não conseguíamos parar de rir. – Quem não gosta de mim, pegue uma tesoura enferrujada e pode se matar. – Marina continuou. – Uh. – Chegou ao fim com um gemido estranho e sexualmente animalesco. – Meu deus, temos a amiga mais loca desse planeta. – Pâmela falou. – Eu só concordo, apenas. – Pâmela falou soltando o riso que estava preso, era aula de filosofia e faltava tão pouco pra gente colocar as mãos no livro... A aula está sendo super legal, finalmente estamos falando de Platão e eu não consigo mais segurar a Marimba de não ler o livro que a Marina trouxe. – Marina, o que era a loucura absoluta para Platão. – O amor? – Marina respondeu fazendo um bico com os lábios. – Exato, para Platão... – O Sergio entoava um canto falado em forma de poesia sobre o amor. E eu ficava apenas vendo a Marina tentando roer as unhas postiças dela. – Então anotem.... – Ele falou.
O final dá aula havia chegado e finalmente estamos saindo, pegavamos nossas coisas e colocamos nas bolsas, estávamos prontas pra sair, quando Mônica a louca nos parou. – Paloma, vejo que algo muito ruim vai te acontecer. – Mônica falou. – Tá, na pode sair da nossa frente menina tapete. – Marina falou. – Amiga respeita, ela tá grávida. – Pâmela falou. – Tapete prenha, licença. – Marina falou. – Psicomonica ataca novamente. – Falei, enquanto a Mônica se afastava de vagar, ela se considera a Raven, vidente mesmo, mas precisa de um psicólogo. – Esse filho será que tem pai ou é filho de um fantasma? – Marina provocou a Psicomonica louca e ela apenas olhou pra trás e deu passos duros em direção ao portão enorme dá escola que estavam abertos. – Só posso ficar até no máximo onze e meia. – A Pâmela mostrava o controle que a avó dela exercia sobre ela. – Temos esperar dar meia noite amiga. – Falei. – Sua mãe vai te matar também Pri. – Nem ligo. – Falei, porém no fundo eu ligava, algumas vezes minha mãe implica comigo por besteira e hoje eu não estava ligando pra isso... – Então parou? Vamos esperar dar o horário e ler? – Marina falou. – Sim! – Falei sendo seguida por Pâmela e Paloma. – Então vamos jogar DoTa ou ver uns vídeos do Sam né. – Aí Paloma, não. – Falamos em um coro, Pâmela e Marina. Paloma é uma Samily muito loca e meio chata, e até que alguns dos covers dele são bons, tá ele canta bem.
A Tia Sônia estava trabalhando e a Alexia também, estávamos só nos com a casa inteira pra gente, pegamos o livro e começamos a folhear, haviam algumas imagens meio apagadas e a língua era tão antiga, as letras eram de máquina de escrever e elas já estavam se apagando também, mas dava pra ler. – Vocês não tem medo dá gente morrer ou ser perseguidas por sei lá, Satã. – Pâmela falou. – Satã já reina nas nossas vidas. – Marina falou sorrindo. – Achei tendência. – Paloma falou. – Vamos desligar as luzes. – Paloma falou. – Pega umas velas pra dar clima Pa. – Falei. – Vocês querem ler esse negócio ou por fogo na minha casa? – Paloma perguntou. – Talvez? – Maina falou. – Vou pegar uma vela antes que bata na cara de vocês. – Paloma veio com a mão na frente da chama dá vela pra que ela não se apagasse. – Vamo logo com isso. – Paloma falou. – Encontramos uma parte que está em algo que parece português e tem o título “Amigaste” Marina falou. – Lê logo. – Pâmela falou. – É um livro de feitiço, tem de ser lido dá maneira correta, com todas nós em um círculo de mãos dadas. – Falei.
Alguns minutos depois tínhamos terminado de ler o feitiço, a vela se apagou e corremos pra ascender a luz, mas a mesma não acendeu, ao olhar pela janela do quarto dá Paloma, vimos que as ruas subsequentes estavam sem luz, que havia ocorrido um apagão e eu tinha de correr pra casa, assim como a Pam também. Marina e Paloma nos deram as mãos e Marina levou consigo o livro. Eu, Paloma e Pâmela somos quase vizinhas, Marina mora um bairro acima de nós, ela terá de ir sozinha até lá, por que Paloma é egoísta demais pra ir deixar ela, Pâmela já tá super atrasada, eu também, então né, só resta ela ir embora sozinha....
Depois dá bronca eu consegui acordar às nove, mas senti que algo dentro de mim estava diferente, como se eu tivesse sido remontada. Sentei na mesa e ao por o café na xícara senti que ele estava frio como minha alma, ao tocar na xícara o café ferveu na mesma hora, quente como Lava ele ficou, quando pensei em esfriar o café, ele congelou dentro da xícara. Cocei os olhos e achei que estava ficando louca, então não tomei café, apenas peguei meu celular e marquei um encontro com as vadias na pracinha. Pâmela consegui vir dizendo que ia ao mercado, Paloma nem teve problema, Marina estava no psicólogo e logo estaria chegando.... – Hoje me aconteceu algo muito estranho. – Falamos em coro, Paloma, Pâmela e eu. – Eu fui pegar meu café e ele esquentou como o inferno e depois congelou dentro da xícara. – Falei. – Fui pegar o meu celular e quando ele ia caindo no chão, ele começou a flutuar. – Paloma falou. – E você Pam? – Perguntei. – Eu nem sei, eu estava passando a mão no meu cabelo e do nada ele ficou liso e loiro...
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