The Slut's Diaries

1 O Peru de Ontem – Especial de Natal


Notas iniciais
Eu estava cansada demais para lembrar de você meu doce e atento diário, mas algumas historias não podem ser esquecidas...
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Essa deve ser a única história de nossas vidas que não começa com algum glamour, já que claro não sabemos o que é isso... A noite de natal havia chegado e em nosso apartamento só Lolita e Albert estavam acordados correndo dentro de casa, os planos estavam na geladeira, o TOC da Paloma fez ela programar todo o nosso feriado, porque a maioria de nós iria visitar a família, todas menos eu e Priscila, já que nossa família não valia a pena ser visitada ou simplesmente me odiava.

Tudo ficou diferente após a morte de minha mãe a anos atrás, meu pai que sempre me odiou parou de falar comigo, quando eu comecei minha transição, aliás minha adequação sexual, Pâmela ainda passa o Natal com a família dela, as tias e os milhares de Primos e Paloma nem se fala, a festa de Natal na casa do Avô dela é algo mais tradicional que o próprio natal em si, eu iria trabalhar até meia noite. – Bom dia amores da minha Life. – falei chegando a sala onde estavam as meninas, menos a Paloma que com certeza deveria estar com algum macho comendo ela no quarto anexo ao Closet. – Bom dia meu amor. – As meninas falaram tomando o chá que haviam acabado de fazer na Dolce Gusto, tirei minha pantufa do pé e sentei no sofá me jogando na Pâmela, roubei o chá dela e comecei a beber, pois precisava acordar mais pra ir fazer o meu próprio café. – Cadê a Paloma. – Perguntei enquanto a Pâmela fazia uma piada e nós estávamos berrando de rir... – Finalmente estava na cozinha fazendo meu café e meus seios estavam me incomodando, passo muito tempo de sutiã e ele estava deixando meus seios presos demais. – Mana, 'vamo' fazer o que hoje? Tia Denise cancelou o Jantar e eu não irei pra Bahia. – Pâmela falou enquanto eu prendia meu cabelo em um coque. – Bom dia. – Uma voz masculina nos assustou, um macho sem blusa havia se materializado em nossa frente, eu tomei um susto e quase derramei meu café. – Deve ser mais um amigo perdido da Paloma. – Pâmela falou e nós rimos. – Quer café? – Perguntei a ele. – Não, mas aceito um suco. – O asiático branco e alto falou enquanto tentava arrumar o cabelo liso. – Peguei a jarra de suco na geladeira com todo o cuidado de que minha calcinha não aparecesse pelas frestas de meu pijama de gatinho, Lolita pulou no balcão dá cozinha e eu o entreguei o copo de suco. – Oi Loli, bom dia meu amor – Falei afagando a gata, Pâmela havia saído pra sala pra poder fofocar para a Priscila sobre o novo macho que não sabíamos quem era pois ele não tava no cronograma que a Paloma havia montado sobre os machos que ela trazia pra casa. – Então vocês todas são amigas? – O senhor “Ninguém sabe o nome” perguntou – Somos a anos, na verdade, pra ser mais específica desde o ensino médio... – Falei em quanto tomava meu café e Loli pulava no chão e eu ia corredor atrás dela. Eu estava super desconfortável. – Oi, Ahw eu não sei seu nome. – O grande asiático perguntou. – Sou Marina e você? – Perguntei ficando completamente vermelha. – Prazer é meu, sou Zuko. – Ele falou e quando voltei pra sala com a Loli, Pâmela estava segurando o Albert e Paloma estava de pijama, pantufa e sem óculos. – Alguém viu meus óculos. – Paloma perguntou. – Nem sei onde estão os meus, imagine o seu? – Falei e sorri, ao lado da televisão Loli encontrou meu óculos e o derrubou nos pés de Priscila que me entregou, ao olhar novamente pra Zuko consegui ver que ele era bem mais bonito que apenas seu embaçado.... Paloma levantou o dedo e eu senti um beliscão em meu bumbum, ela deve ter achado que estou me derretendo por ele, na mente dela, eu e as meninas queríamos "Talaricar" ela. – Então nos vemos à noite? – Zuko perguntou olhando pra Paloma que estava o levando para o quarto pra pegar sua roupa. – Não, vamos fazer uma ceia aqui em casa, mas podemos conversar depois.... – Paloma falou. Segundo o que Pâmela falou, ela o levou até a porta e ele vestiu a camiseta no corredor e eu claro fiquei meio sei lá... Abalada, os machos que a Paloma trás são meio sei lá... Vamos dizer “Diferentes”. – Marina ficou abalada? – Pâmela falou me expondo na frente dos nossos gatos. – Claro que não! – Falei. – 'Ain' Gente, Vocês sabem que o sonho dela é me "Talaricar" desde que ela ainda era o Caio.... – Paloma falou engolindo a sensibilidade de falar sobre minha transição. – Então gente, vou tomar banho, se não for administrar a Ultra Center o Kevin não vai. – Falei e fui para o banheiro... Eu era uma das únicas da administração que ia trabalhar, então fui para o closet, apontei para meu corpo ainda de toalha e calcinha e após o brilho, roupas pousaram no meu corpo. – Marina, por que você não usa suas mãos pra por a roupa? – Priscila perguntou. – Priscila, somos bruxas amiga, não somos normies. – Falei sorrindo. – Mas precisamos manter as aparências, mesmo estando em anos evoluídos, ainda odeiam as bruxas... – Priscila falou e eu claro a deixei falando sozinha porque as lições dela de moral eram chatas e me cansam tipo muito. – Pâmela e Priscila iam sair pra algum lugar e acho que Paloma ia na casa do avô dela... Então eu simplesmente peguei minha bolsa, meu crachá e alguns papéis e sai de casa, meu Uber estava me esperando do lado de fora e percebi que minha magia aleatória tinha combinado minha blusa e minha saia de uma forma linda....

Havia acabado de chegar em casa... E já era quase dez da noite e ao entrar em casa não vejo ninguém além da nossa decoração de natal hiper extravagante que claro havia sido escolha minha, no sofá Lolita e Albert dormiam feito pedras e eu claro deitei com eles, já que não havia ninguém em casa, então claro cai no sofá em meio ao próprio escuro profundo de um modo perturbador e grotesco, até que eu simplesmente dormi... Após algumas horas, acordei com Albert em cima da minha cara ouvindo risadas e murmúrios, abriram a porta e vejo a imagem de Priscila e Pâmela trazendo sacolas de compras e duas caixas de vinho, aliás uma delas já estava até vazia levantei e fui ajudar elas com as sacolas porque elas queriam ser pessoas normais e não faziam compras no mercado das bruxas é claro iam se aventurar em um mundo de donas de casa e de normies héteros.... Claro. – Então eu faço os biscoitos, Pâmela o Peru e você a farofa junto do Arroz de forno. – Falei pra Priscila que na folheava o livro de receitas que tínhamos ganhado dá família da Paloma quando fomos morar na Cohab, lá tinha todas as receitas que precisávamos, ao levantar meu dedo o livro se agitou e depois começou a narrar minha receita e quando isso aconteceu a Pâmela começou a rir...

Já havia passado das onze a anos quando terminamos o preparo da Ceia, Paloma acabará de chegar com o cu cheio de Skol Beats e ela trouxe várias Bulls deliciosas, então decidimos não por a mesa como de costume, então pegamos nossa toalha de piquenique e estendemos no chão, do Dock saia uma música bem antiga cantada pelo Sam Tsui no especial de Natal de 2015, pegamos todos os pratos e arrumamos como um pequeno piquenique com comida no lugar de lanches. – quem era aquele macho de manhã? – Perguntamos quase em uníssono pra Paloma. – Ah aquele era o especial de Natal, nem lembro o nome dele... Acho que começa com S... – Paloma falou nos fazendo rir... – Onde você conheceu ele? – Eu perguntei curiosa. – Lembra aquela Rave que eu fui antes de ontem? Coma a Amanda Eu dei match nele lá, depois disso conversamos e saímos pra tomar umas ontem e hoje ele veio parar no quarto anexo... Mas dá pra mudar de assunto? – Paloma falou após sanar minha profunda curiosidade. – Como foi seu dia Marina? – Priscila me perguntou vendo que eu estava quase arrancado meus olhos das órbitas. – Foi bem, perdemos algumas carteiras da Sky, o Kevin faltou pra poder ficar com a mulher Freak dele. – Falei. – E o de vocês? – Perguntei para as meninas... – A Gente praticamente vadiou o dia inteiro... – Pâmela e Priscila falaram... – Ai, eu fui pra casa da minha mãe e a Alexia tava bêbada falando sobre a namorada do Pedra... E ele tá tipo muito estranho... Sei lá, que sorte que eu terminei com ele antes de engravidar... – Paloma começou a cair na real de alguns anos pra cá e ela vem sendo uma pessoa melhor... – Então né, vamos comer... – Falei começando a partir o peru... Duas horas depois estávamos bêbadas então começamos a falar sobre o passado... Então tudo que você irá ler agora, são histórias do passado, coisas que ninguém nunca ouviu, além de nós...

Notas finais
Sempre amei a forma que nossa amizade fosse medida por atitudes e não por bobeiras, sempre achei que a gente era diferente, mas estamos caindo no poço de mesmice, desde que a Pedra caiu no nosso sapato tudo ficou muito Chato, fudido e sei lá.... Algumas coisas me deixam chateado, esperto que isso mude, e que as atitudes voltem a falar mais que uma palavra errada, um print ou um aplicativo que algum de nós não tem....

Xoxo