The Simple Plan
8 Revolta no Supermercado? Não tem preço!
Notas iniciais
Sabe... Eu nunca tinha parado pra pensar em como eu estava com a vida perfeita, sou uma boa aluna, tem ótimos amigos e estou com um garoto perfeito, o que eu poderia querer mais?
Entrei no supermercado com um carrinho e fui direto pra sessão de doces, besteiras e o escambas quando vi uma silhueta conhecida.
“Porra, até aqui?” — pensei, balançando a cabeça em negativo.
Eduardo estava com um carrinho de compras e parecia absorvido pelo o que fazia, de longe, pude reparar o quanto ele era diferente, com apenas 15 anos, mostrava mais maturidade do que qualquer um de minha idade. Isso às vezes soava como arrogância, mas se avaliássemos bem poderíamos ver o ponto bom de tudo isso que é... Hum, pensando bem, não existe ponto bom quando se trata de Eduardo Mendes II.
E, pra piorar tudo, eu fico com pena de sua confusão com cândida x amaciante. Vamos dar um desconto, ok? Ele é homem.
– Hum, quer ajuda? — perguntei, a voz meio receosa.
– Não precisa. Eu já me arranjei.
– Porque você é sempre assim tão estúpido hein, garoto? –Eu não queria me descontrolar. – Caramba, eu tento ser legal com você, porque afinal, seremos cunhados e você é uma gracinha, mas... (...) — e eu dei inicio a um longo e chato desabafo.
– Paolla! — ele chamou.
– Mas você só sabe implicar comigo e (...) O que é?
– Paolla...?
– Fala!
– VAI PARA O INFERNO GAROTA!
E ele saiu. É ele saiu, gritou comigo e S A I U! Quem esse guri que ainda fede a leite, pensa que é?
Larguei o carrinho, fechei os punhos e corri até ele, que pareceu sentir o que eu faria, pois, no momento em que fui socá-lo, Eduardo segurou meus pulsos e me puxou de encontro ao seu corpo.
– Olha, vamos parar de baixar o nível, tá legal? — perguntou, me encarando com raiva. Eu bufei. – Eu não to muito bem hoje e não queria descontar minha raiva em você.
– Aham. – Concordei irônica. – Você é muito estúpido, garoto.
– Tudo bem. Eu nunca disse que seria do contrário pra você.
– Ta, me solte. Eu juro que a partir de agora nunca mais faço nenhuma boa ação para as crianças.
– Haha, quem vê, pensa não é? — ele rebateu, com sua irritante mania de nunca me deixar sair por cima. – Você se acha tão adulta e mal sabe controlar suas emoções.
– Eu já disse que te odeio?
– Ótimo. Era assim que tinha que ser, desse jeito mesmo!
Eduardo me empurrou, deu um solavanco no carrinho e saiu praguejando coisas horrorosas, ele me odeia e eu AINDA não sei o por quê.
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