The Simple Plan

22 Eric, o vilão (?)


Notas iniciais
Vou deixar o Eric ainda mais odiavel do que na versão original J~DLKFJA~SKLDJFÃLK~DLFJ aguardem!!!
Recebi minha primeira recomendação em T.S.P, apenas mortaaaaaaa de felicidade!! Muito obrigada, Branca Lukewarm! s_2
Se alguma de vocês votou em The Simple Plan, deve ter notado que está na categoria errada. Já que, bem, T.S.P não é drama, tem uma outra ceninha triste, mas não é categorizada como drama. To vendo com o dono do site qual foi a treta que rolou...

Eu estava no maior tédio sentado na mesa da escola quando, de repente, ouço apenas o som de respirações surpresas: o refeitório no silêncio total. Meu olhar se dirigiu direto a entrada. Onde então vi a cena mais patética de toda a minha vida: Paolla e Eduardo juntos.

Não apenas juntos, tipo, andando juntos. Eles estavam de mãos dadas.

Ah eu realmente não acredito nisso. Que safadeza é essa?

Os dois passaram com aqueles sorrisinhos de felicidade no rosto e todos me olharam como se esperassem uma reação minha. E eu tomarei uma reação, afinal: Eu sou um homem e sou um gato.

Fui pra sala que já estava meio cheia, sentei-me no meu lugar e um tempo depois Paolla entrou acompanhada de Tiago e Breno, eles não me olharam, só ela, que estava radiante e com a perna enfaixada? Eu não vi isto antes...

- Muito bonito. — Falei. Sabendo que daria início a um pequeno barraco na sala. -Tiago e Breno me olharam raivosos. – Oh, segura os cão de guarda, ta?

Paolla riu bem humorada. Até demais. Lançou aos cães de guarda um olhar confiante, os dois voltaram a fazer suas lições. Bandigays.

- Ai, ai. Se você estiver se referindo a ter me visto com seu irmão, sim. Muito bonito. — ela se sentou devagar. Eu tive vontade de lhe dar um soco.

- Papa anjo. — Sussurrei, baixo. Mas pelo silêncio que a sala estava. Pense numa gentinha que curte um auê.

- Uh, me afetei total com esse apelido, vou ali me matar por você ter me xingado assim.

Eu precisava irritá-la de alguma maneira.

- Quando isso começou?

- Não é da sua conta.

- Será que dá pra você me falar?

Ela se virou e me olhou irritada.

- Qual é a parte do que eu falei que você custa a entender?

- Eu irei te irritar até você contar.

A professora de Literatura entrou na sala, cumprimentou a todos e começou a falar algo que eu não estava interessado em ouvir. Paolla franziu o cenho.

- Uh, tão maduro Eric. Qual é o seu problema? Não aceita que Eduardo é melhor que você?

- Impossível. Pra ser melhor que eu, só nascendo em outra vida.

- Ele é muito melhor, eu te garanto. — trinquei os dentes, irritado. Ela sorriu.

- Achei que você não quisesse usá-lo. — Novamente, Paolla arreganhou os dentes para mim, que devo estar com a palavra DENTISTA na testa.

- E não estou.

- VOCÊ QUER ME DIZER QUE DE REPENTE SE DESCOBRIU APAIXONADA POR ELE? COMO SE AQUI FOSSE A NOVELA DAS 8h00?

- Eric, por favor. Se controle. -Ela pediu, risonha. Mais um risinho e eu sou capaz de fazer uma loucura. – Eu não disse nada sobre estar apaixonada. — Paolla começou a mexer no cabelo. Desde que me conheço por gente esse é o sinal claro que a mulher esta apaixonada.

Eu sei por que já fiz muitas se apaixonarem, por isso, vão essas dicas:

- Ela brinca e mexe com o cabelo.

Eu acho isso estranho, mas é verdade, as mulheres fazem isso mesmo.

- Ela imita os seus movimentos corporais, como se você se inclina para ela também se inclina para si, ao oposto de se afastarem.

Ou seja, ela é seu espelho. Reze para ela ser um espelho bonito, ao menos.

- Ela aponta na sua direção com os ombros, pernas, ou pés.

Eu já fiquei com uma que quando fazia isso parecia tique nervoso.

- Ela brinca com alguma peça de joalharia, desde que não seja uma aliança.

Em alguns casos é uma indireta pra um compromisso.

- Ela inclina-se para si quando você fala.

Ela deve pensar que somos surdos ou querem nos seduzir.

- Ela olha sempre em seus olhos.

Isso é ESSENCIAL! A mulher só é sincera quando te olha nos olhos, com exceção das que tem com complexo de timidez.

- Ela coloca os dedos nos lábios, ou morde-os constantemente.

Para mim, não é toda mulher que seduz fazendo isso... Tem umas que ficam tão horríveis.

- Ela ri-se das suas piadas e das suas tentativas de ter piada.

É a aquela garota que faz tudo pra te fazer sorrir. Essas são bastante interessantes. Só não pode ser forçada, você conta uma piada podre e a mina se rachar de rir.

- Ah, e meu nome é bozo. — Eu ironizei. Ela riu. Porque ela tá rindo tanto?

- Ai, ai... A verdade Eric, é que eu encontrei no seu irmão tudo o que eu jamais acharia em você, e...

- Chega! — eu pus as mãos em meus ouvidos. Não preciso ouvir isso.

- Ok. — tirei as mãos, de instantâneo.

- Você esta tão engraçada hoje, não quer ir ao circo?

- Pra...?

- Mostrar seus dons artísticos, é fato que conseguirá um emprego.

Não sei se ela esta se fazendo de retardada de propósito, mas ela franziu o cenho, com certeza não entendendo o que eu disse.

- Não entendi.

- Ah, Paolla! O que é? Estar com Eduardo te fez perder os neurônios?

- Ah... — Mais uma mexida no cabelo. Hoje eu vou matar ela, é definitivo. – Não sei.

- Você é patética. — Ela deu de ombros. EU ACABEI DE XINGÁ-LA E ELA SIMPLESMENTE LEVANTA OS OMBROS EM SINAL DE INDIFERENÇA? O QUE É ISSO?

- E o seu ciúme é comovente. — Rebateu, se virando.

Eu me calei porque a verdade era mesmo essa. Eu estava com ciúmes. Vê-los juntos esta sendo como levar um soco no estômago. Ela não me ama, talvez nunca tenha me amado. Eu imagino como isso tudo deve ter começado: Eduardo nunca gostou dela e odiava o fato de ver mais uma menina ficando comigo, pois ele é meu irmão e me conhece. Já me viu dar muito pé na bunda de meninas apaixonadinhas como ela. Paolla sempre discutia ou brigava com ele, e com isso, Eduardo deve tê-la alertado sobre mim. Ela não o ouviu, eu dei um fora nela e então ele foi seu consolo, consequentemente, se apaixonaram.

Eu não posso aceitar isso. Já imagino os comentários na escola, na rua, no clube. “Ih, à lá, a mina que um dia o Eric pegou agora ta com o Eduardo, o mais novo.”

O certo ela era se tocar disso, cadê o symancol? Paolla fará 18 anos em breve, Eduardo ainda demorará a completar 16.

Tentei um ultimo argumento:

- Não dará certo. — Ela bufou enquanto copiava a lição. – A língua do povo é cruel, e você não vai aguentar com isso.

- To nem aí.

Ah minha cara, veremos por quanto tempo esse namoro irá durar.

E no intervalo...

- Gorda. — Tiago disse olhando pra Paolla. – Nós vamos lá na sala, você vem?

- Sim, podem indo na frente. — E os cães de guarda assentiram. Ah, qual é? Eles parecem mesmo cães de guarda dela.

Até parece que eu não tenha coisa melhor pra fazer.

- Não seria irônico em demasiado você se apaixonar por mim depois que eu te esqueci? – Perguntou, toda trabalhada na graça. Será que esse negócio de amor pega?

- Não seja patética. — Eu não estava apaixonado, estou indignado, o que é MUITO diferente.

Ela sorriu se sentindo por cima da carne seca. Esse sorriso eu terei um imenso prazer em destruir.

Ah Paolla, você não perde por esperar.

Notas finais
Vocês estão arrasando nos comentários. Nem tem como explicar a minha felicidade. Sério!!