The Simple Plan
11 Devaneios escolares: sem duvidas, os melhores.
Notas iniciais
- Eu não estou dizendo que gostei do que fiz. Me de um desconto ta? Eu estava esquisita.
Emanuella e eu caminhávamos para a escola sem pressa de chegar. Ela me fitou com a sobrancelha erguida, claramente desconfiada do que eu disse. Na verdade Manu devia estar feliz, pois conseguiu o que queria. Eduardo me animou com aquele jeitinho dele que dá vontade de abraçar e ao mesmo tempo beliscar.
- Mas você gostou? — insistiu ela, sempre com aquele olhar ansioso.
- Sim.
- Gostou como?
- Emanuella! Pelo o amor.
- Tá, tá, desculpe. Eu tive uma idéia, apenas uma idéia, isso não significa nada muito sério. – Deu de ombros — Você sabe. — cara, como eu adoro quando ela se faz de cínica. – Hum, quer ouvir?
- Sim!
(...)
- Não! — Eu não acredito que me deixei ouvir por 20 minutos uma idéia daquelas.
- Controle-se! — suspirei. – É só uma idéia, faria bem a você e ao seu ego! E o melhor, você não estará usando o Eduardo.
- Ah não?
Emanuella riu do meu estresse.
- Só se você quiser, mas aí eu não tenho nada a ver com isso.
- Ele é mais nov.. — já sabendo o que eu ia dizer ela pegou seus fones de ouvido, conectou-os ao seu mp4 preto e murmurou, com descaso.
- Blá, blá, blá e whiskas sachê. Me poupe, Paolla. — E assim ela entrou na escola indo em direção ao corredor de sua sala.
Mais abusada pra que?
- ADOOCICA MEU AMOR, ADOCIICAA! — ouvir a musiquinha que embalava as loucuras do meu trio, eu sorri para os meus dois melhores amigos.
Começamos a dançar ridiculamente e aquilo me fez um bem danado.
- GOOORDA! — Tiago gritou, sempre com apelidos doces. Todo o refeitório olhou para nós. – Caraca maluco! Que saudades. — e eles me abraçaram ao mesmo tempo. Eu chorei na hora. To sensível, sério.
- Mano, que merda que fizeram com você? — Breno perguntou, olhando dos pés a cabeça. – Velho, que vontade de estourar aquele babaca do Mendes!
Eu ignorei o looping que meu estomago deu ao ouvir aquele sobrenome.
- Eu estou ótima, garotos! Vamos pra sala. Temos que conversar. — admito que só os chamei pra entrar mais cedo porque sabia que não veria Eric hoje. Ele nunca chegava atrasado e muito menos estava com a sua turminha, então, sem dúvidas não viria à aula hoje.
No caminho a sala eu ouvia Tiago e Breno falar pelos cotovelos sobre os dias em que estive fora, eu apenas assentia, ainda pensava sobre a idéia de Emanuella.
O plano dela era simples, até fácil: Eu me aproximaria de Eduardo sem más intenções, apenas uma pura amizade. Isso com certeza deixaria Eric irado (surpreendentemente ou não. Que irônico) e assim, eu me vingaria. Como? Ai ela me mandou largar a mão de ser preguiçosa e pensar em algo.
Com certeza ela é toda trabalhada na criatividade. Ironicamente falando.
- Ow gorda, em que mundo você esta?
- No mesmo que o seu babaca. — Breno revirou os olhos para Tiago. – Pam, o que houve?
- Como sabem, eu levei um pé na bunda do Eric, sei que não há novidade nisso, mas eu não superei assim tão fácil. — Tiago levantou o dedo, mais eu continuei. – E, eu estava vindo com Emanuella pra cá e ela me deu uma idéia.
- Emanuella? Quem é Emanuella? — Breno perguntou, arqueando a sobrancelha, eu suspirei. – É aquela eminho que anda com o Eduardo?
- Ela não é emo. — defendi.
- Que seja. — Tiago suspirou. – O que ela disse?
- Eu teria que me aproximar dele para enciumar o Eric e tcharaaa, dar o cheque-mate. — franzi o cenho ao pensar em quão criativa era Manu. Eu adoro aquela menina, mas...
- Olha... Tratando-se do garoto não é tão mal assim. — Breno estava pensativo.
- Só se ele for um deslumbrado. — Fitei Tiago e me lembrei que de deslumbrado, Eduardo não tinha nada. Na verdade ele sabia me por em meu lugar. Irritante isso, eu sei. – Mas eu acho que ele não é assim não.
- Não mesmo. — Afirmei, prontamente. Os dois me olharam pasmados. – Hey, eu já briguei com ele, esqueceram.
- Aham sei. — ambos disseram, debochados.
- Vai fazer isso? — Breno perguntou.
- Sim, eu... Preciso me vingar.
- Mulheres... Tsc.
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