Notas iniciais
Como já tinha falado no capítulo anterior, sou portuguesa, então alguma frase mal entendida já sabem o porquê.

Há quatro anos atrás:


– Demo* Hinata-sama, Hiashi-dono proibiu-a se sair de seu quarto. Estamos apenas cumprindo ordens, pedimos perdão. – Curvou-se a empregada a Hinata, que bufava descontroladamente enquanto se revoltava.

– Estás a negar uma ordem minha, por acaso? Fica a saber que é por minha causa que permaneces viva! Eu podia simplesmente expulsar-te daqui, podias ir morrer em outro lado qualquer! Agora vá! Apronta o barco! Tenho que ver o príncipe o quanto antes! – Balbuciou Hinata.

– Hai*, Hinata-sama. – Disse, por fim, a empregada.

Hinata, enquanto esperava aprontarem o barco para puder ver o príncipe que morava longe, caminhou para fora do castelo até chegar ao jardim florido do palácio.

Era um jardim muito belo, haviam numerosas flores, de numerosas cores. Cada flor ali plantada era mais uma aventura de um cavaleiro falecido, dando sua vida ao Reino daquele País. O jardim tinha também algumas árvores espalhadas pelo local, não eram muitas, mas existiam. A grama verde trazia felicidade ao jardim, e o castanho dos troncos das árvores destacava-se no meio de tantas cores quentes. Era um jardim agradável, até agradável demais para o sítio onde cresceu.

Aquele país só trazia miséria, desgosto e maus tractos. Milhões de indivíduos foram sacrificados pela princesa, somente para trazer mais dinheiro, para comprar mais peças valiosas. Sim, era de facto, um país egoísta

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Balançava… o barco balançava demais.

Hinata acordou num pulo, conseguia sentir que algo horrível estava para acontecer. Levantou-se da cama existente num pequeno quarto do barco, e rapidamente procurou por um servo. Nada, ninguém. Não havia uma única alma vagando pelo barco, saiu para ver como o mar se encontrava, quando-

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Lentamente, ia abrindo os olhos. A cabeça doía, as pernas encontravam-se tremulas e estava sem forças nenhumas para se levantar.

O vestido! Ah… aquele visto era um dos mais caros que guardava no armário, e agora, não passava de mais um pano para limpar o pó! As jóias, os brincos, anéis, pulseiras, até mesmo os sapatos! Tudo tinha desaparecido.

Recolheu as poucas forças que lhe restavam para se levantar. Olhou o local à sua volta. Uma ilha. Fantástico! Tinha ido parar a uma ilha, onde podia socializar bastante com cobras e lagartos gigantes, grande notícia, não?

Procurou algo comestível na ilha, mas não encontrou nada.

– Eu não acredito… como aquilo se chama mesmo? Ah… caça.

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No palácio real, Hiashi continha-se para não berrar. Estava desesperado, encurralado. Hiashi podia ser frio como era, arrogante como era, estúpido como era, mas no meio de tanto apodrecimento, ele ainda amava a sua única filha. Era o que ele pensava.

Mais de metade dos empregados estavam desaparecidos, os soldados mais fortes estavam algures e a sua filha? Provavelmente morta!

Hiashi urrava só de pensar. Que menina irresponsável era aquela, mesmo o rei tendo-lhe proibido de sair de seu quarto, seja para onde fosse, ela mesmo assim fez questão de admirar o príncipe. Será que ela não podia esperar somente mais uns dias até ver o príncipe? Infernos… o que Hiashi podia fazer agora? Não sabe quando saiu do palácio, e nem onde está de momento!

– Tenho que avisar os outros Reinos para ajudar na procura de Hinata… — murmurou – Afinal, o nosso reino é bastante rico, acho que nenhum rei iria recusar… mas e se realmente recusarem?

– A falar sozinho, Hiashi-kun? – a madrasta de Hinata, mulher arrogante e convencida de topo, falou para Hiashi.

– Ah… Saky-chan. Estava aqui à quanto tempo? – perguntou Hiashi indiferente para a mulher.

– Bom… digamos que acabei de chegar… — disse Saky dando um meio sorriso para Hiashi. – parece que está muito estressado… — falou maliciosa.

– Saky, agora não… — recusou Hiashi, Saky podia ser a mulher com quem o rei se tinha casado, mas Hinata era a sua maior prioridade e a amava e protegia acima de tudo.

– Seu chato. – resmungou Saky revirando os olhos, para logo em seguida, sair da sala.

Hiashi continuou com seus pensamentos. Passado umas horas de raciocínio, ordenou alguns soldados procurarem no mar, não muito longe do reino. Hinata podia até nem ter ido muito longe, quem sabe, estaria perto?

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– Itai* — reclamou Hinata. – Já me machuquei umas quatro vezes só para tentar apanhar um peixe! Assim não vou sobreviver aqui nem durante quatro dias! – resmungou, revirando os olhos.

– להרוג ולאכול. – falou um homem com pedaços de pano a cobrir o corpo, roupas rasgadas, cabelo bagunçado e desarrumado, cara suja, braços cobertos de sangue.

– Han? Peço imensa desculpa velho, mas eu não falo chinês! E foi uma sorte ter-te encontrado aqui, assim pode me levar para o reino e-

– להרוג ולאכול.

– Eu-

– להרוג ולאכול.

– Onegai*-

– Pare de reclamar, mata-o e come! – Disse o homem entregando um pássaro para Hinata.

– Sabes falar Japonês? Seu inútil, porque não disseste logo?! Estava aqui a fazer figura de parva… — resmungou Hinata. – e já agora, como pretende que eu mate um pássaro, é indelicadeza demais para alguém como eu! E já ordenei me levar para o reino!

– Psst. Fique calada por um tempo. – falou o homem num tom baixo, pondo a mão na boca de Hinata, para a mesma se calar.

O homem largou Hinata e correu para trás de uma pedra, escondendo-se. Hinata, achando tal acto estranho, arqueou uma sobrancelha negra num sentido de confusão. O homem fez sinal para ela vir-se esconder também, mas ela permanecia quieta com a sobrancelha arqueada.

Foi quando um grupo de soldados apareceu.

– Menina, por acaso conhece este homem? – perguntou um soldado a Hinata, mostrando uma foto do homem anterior, que se avia escondido.

Hinata podia ser inconveniente e estúpida, mas não era burra o suficiente ao ponto de entregar o homem, ou pelo menos, até ele levá-la ao reino.

– Não. – disse Hinata indiferente pela presença dos soldados. – já agora, o meu nome não é menina! Chamo-me Hyuuga Hinata, e sou a princesa do País do Demónio! Levem-me de volta para o palácio e-

– Ai não? Vamos provar se realmente não conhece este homem. – disse o capitão dentre os soldados. – peguem na pirralha e levem-na para a cabana!

– Esperem! P-parem! – ordenou Hinata, sem sucesso.

– É para a menina aprender que, mentir numa ilha com pessoas perigosas é muito feio. – disse o capitão dando um sorriso de lado.

Notas finais
Demo - mas, porém, contudo, todavia
Hai - sim, okay, tudo bem
Itai - uma onomatopeia imitida geralmente pelos Japoneses quando se magoam
Onegai - porfavor
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