The Ship Sailing Romance
3 Capítulo 3
Já era quase noite quando Norma chegou no cais de Sinking Deep Bay. Desorientada e em pânico, ela foi logo procurando Romero.
Avistou de longe um grupo de pessoas observando o mar, enquanto outros registravam evidências. Correu até lá para saber o que estava acontecendo. Quando chegou na beirada do píer, Norma viu o guindaste retirando um corpo da água. Assustada com o que estava vendo, cerrou os olhos, fixou o olhar e aproximou-se mais um pouco para tentar reconhecer quem era, e em questão de segundos, despertou-se num susto.
Era o homem em que Norman havia atirado.
Ela ficou tão apavorada que desequilibrou-se e deu um passo em falso. A moça estava prestes a cair dentro d'Água quando de repente surgiu um braço puxando-a pela cintura. Era ele. Alex.
Ele a puxou tão forte, que ao trazê-la de volta, seus corpos se encontraram e seus lábios quase se tocaram. Ficaram nessa posição por alguns instantes. Enquanto Norma tentava se dar conta do que poderia estar acontecendo, Romero a observava e assim os olhares de ambos estavam compenetrados um no outro até despertarem-se para a realidade e se soltarem meio desajeitados.
"O que é isso? O que está acontecendo?"
"Jack! Jack Deep. Hoje de manhã o encontrei aqui no cais tentando fugir. Ele era acusado de ser cúmplice do pai dele, Bob. Houve troca de tiros. Jack tentou pular no barco e eu o acertei na nuca"
Norma, com a boca entreaberta, completamente estagnada e sem saber o que dizer, gaguejou algumas palavras que não fizeram muito sentido
Alex começa a dar alguns passos para trás e diz: "É, Norma! Foi como eu disse. Esse é o tipo de cidade que você precisa pesquisar muito como é antes de vir morar"
Ele dá as costas para ela e caminha em direção ao carro.
"HEY!"
Norma corre até ele com um olhar de quem quer uma explicação
"É isso? Acabou? É dessa forma que você resolve seus problemas?"
"Meus problemas? Meus problemas? Tenha uma boa noite, Norma"
Ele dá uma risada de canto de boca meio inconformado e continua a caminhar até o carro.
Norma corre ainda mais e desta vez para na frente dele impedindo-o de passar colocando a mão no peito de Romero
"Ontem eu passei por um dos piores dias da minha vida e é essa a explicação que você me dá?"
"A única pessoa que me deve explicação aqui é você. Eu sei que você esconde algo e se já tivesse me contado, talvez nada disso que aconteceu teria sido necessário. Agora se você quer alguma explicação, comece você mesma a se explicar"
Alex entrou no carro, bateu a porta e foi embora enquanto Norma olhava-o partir, com a cabeça meio de lado e sem palavras.
Ela virou e sorriu.
Já eram quase meia-e-meia e Norman estava preocupado com a demora da mãe. Depois de ter ligado para o celular dela oito vezes e deixar três mensagens na caixa postal, o menino desiste de esperar e vai atrás dela.
Acaba acontecendo o previsível. Norma chegou em casa e, é claro, os dois se desencontraram. Para piorar, Norman saiu com tanta pressa que esqueceu a porta aberta e isso fez com que sua mãe se preocupasse quando chegou e viu a casa daquele jeito. Depois da noite anterior a senhora Bates esperava por qualquer coisa e ao ver a porta aberta e não encontrar seu filho, desesperou-se.
Norma não tinha pra quem ligar, pra quem pedir ajuda nem como procurá-lo, pois não sabia onde procurar. Então foi até a única pessoa na qual conhecia e que teria recursos para encontrar Norman. O xerife.
Procurou rapidamente saber aonde o homem morava, correu até lá já quase chorando e bateu na porta. Houve uma certa demora para atender e o nervoso de Norma só ia aumentando.
"Olá! Posso ajudar?"
Uma mulher muito atraente e simpática atendeu a porta enrolada em uma toalha. Norma achou um pouco estranho e ficou um pouco sem graça, mas precisava tanto de ajuda que já foi logo perguntando
"Oi, quem é você? Eu preciso falar com o xerife Romero"
"O Alex está no banho. Eu posso ajudar?"
"Olha, eu preciso muito falar com ele, você pode chamá-lo?"
Surge uma voz ao fundo
"São 1:30 da manhã, Norma! O que você faz aqui?"
Alex vinha descendo as escadas com uma toalha apenas enrolada na parte inferior do corpo.
No meio de tanto desespero, Norma por um momento ficou um pouco hipnotizada vendo aquele homem caminhando até ela, sem camisa, musculoso e com água ainda escorrendo pelo corpo.
"Alex, eu preciso muito da sua ajuda!", disse Norma gaguejando e um pouco sem ar. Ela sentia uma mistura de desespero e calor.
"Beth, por favor, deixe-me conversar com a senhora Bates por um instante. Suba que daqui a pouco eu vou"
Norma não sabia onde enfiar a cara de tanta vergonha. Mas ela era tão inconveniente que permaneceu ali até conseguir o que queria que era falar com o xerife.
"Olha eu sei que você não me deve nada..."
"E não deve mesmo", disse Romero interrompendo-a
Norma olhou com uma cara de quem quer matar alguém, respirou fundo e prosseguiu
"Olha, por favor, vamos deixar essa raiva de lado agora porque eu realmente preciso da sua ajuda. Meu filho desapareceu e eu não conheço nada nem ninguém dessa cidade. Só você. Por favor! Depois do que aconteceu ontem eu tenho medo de estar acontecendo de novo"
Já quase chorando
"Por favor, eu não tenho ninguém"
E a mulher cai no choro.
Romero olha para aquela cena e não tem outra reação além de trazê-la até seu peito e abraçá-la a fim de confortá-la. Ela coloca a mão em um lado do peito dele e chora encostando a cabeça do outro lado, dando alguns pequenos soluços enquanto ele a envolve em seus braços
Instantes depois, ela levanta a cabeça tentando cessar o choro e fica frente a frente do rosto de Alex. Os narizes se tocam e os olhares se cruzam.
"Vou colocar uma roupa e vamos atrás do seu filho", diz o xerife ainda naquela posição.
A mulher sorri chorando e o abraça mais forte.
"Mas, Norma... Depois precisamos dar continuidade aquele antigo assunto"
Norma se cala mas permanece nos braços de Romero.
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