The Shinigami's Love

6 Capítulo 6 - Brincadeira do Destino.


– Posso te perguntar algo O-chan? — Elevo e viro meu rosto para Ocelot.

– Diga.

– Você conseguiu ver o rosto...Daquele humano? — Perguntei anciosa.

– Você acha que eu iria perder meu tempo olhando para o rosto de um humano?Quem você acha que sou?

– Desculpe perguntar isso...Mas...Eu não consegui ver o rosto dele.

– Além de tentar bancar a humana, ainda é cegueta?O que faço com você? — Ele coloca as duas mãos sobre a própria cabeça. — E além disso...Por que carrega uma Bíblia com você?Deus não existe.

– Ninguém nunca disse que um "senhor do limbo" existia, e mesmo ninguém acreditando você está ai.

Confuso, Ocelot me olhava, ele deve ter pensado que é melhor ficar calado pois não disse mais nenhuma palavra.Eu concordo com ele, Deus não existe, mas Fate havia me dado essa Bíblia e me garantiu que se eu ficasse com ela...Um dia eu me lembraria de algo.Apenas tenho..."Fé".

– Olá amiguinhos! — Fate disse com sua voz forçada.

– Eai cara.

– Olá...Qual a surpresa?

– Não se apresse querida. — Ele estava na frente de um banco, havia uma garota atrás dele, sentada. — Vocês vão ganhar uma nova colega de "trabalho".

– Uma garota?Vai dar problemas... — Ocelot dizia bufando, me fazendo pisar no pé dele. — Ai!O que foi?

– Nada.

– Ora, não briguem crianças. — Fate abanava as mãos.

– Mas então cara, por quê veio mostrar justo pra nós essa garota?

– Porque você vai cuidar dela, ela era humana como a nossa querida morte. — Fate sorria.

– O que!? — Ocelot gritou.

– Vou explicar pra vocês. — Fate sentou-se no ar. — Ela "perdeu" as memorias num acaso, e eu propus ela um emprego.Ela aceitou, e como era humana eu estive pensando numa brincadeira interessante.

– Por algum motivo Ocelot me olhou com um olhar de preocupado e isso me assustou.

– Novamente? — Ocelot perguntou calmamente.

"Como assim novamente?" Pensei.

– Sim, adoro brincar.Principalmente com vocês dois. — Fate nos encarou com um olhar assustador.

– Mas nos diga...O que está planejando? — Pergunto, e então Ocelot me encara como se eu tivesse cometido um erro.

– Vocês, vão ir para uma cidade humana, de sua preferência. — Ele apontou para mim. — Vão tentar fazer a colega de vocês recuperar a memoria, e com o tempo vão descobrir qual o trabalho dela.

– Como assim?? — Ocelot parecia confuso.

– Eu apenas propus um emprego a ela, não disse no que e como iria trabalhar.Vocês vão ter que descobrir. — Fate dizia num tom alegre.

– Tudo bem. — Eu aceito.

– Que saco...- Ocelot realmente parecia irritado.

– Por isso eu adoro vocês.Bom, até logo. — Fate sai andando.

– Me pergunto o por quê Ocelot parecia irritado...E o que ele quis dizer com "novamente" ?

– Ei, garota. — Ocelot se aproximava rudemente da garota. — Tem um nome?

– Ele me chamou de Yumemi. — Ela levanta o rosto e sorri, que sorriso radiante.

– Oh. — Ocelot parecia surpreso. — É um prazer conhecê-la Yumemi.Eu sou Ocelot, e essa é...A morte.

– É um prazer conhecer vocês. — Ela se levantou e se curvou, o chapeu impossibilitava vermos seu rosto.

– Igualmente.

– Podem me chamar de Yume.

Encarei Ocelot, que virou para Yumemi e explicou o que iriamos fazer...Voltariamos para a escola...Algo me dizia que eu não iria apenas ajuda-la a descobrir algo sobre ela, mas também sobre mim.

Era apenas mais uma brincadeira...Do destino.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.