The Shadows Reborn
10 Reunião
Notas iniciais
Boa leitura...
Ádria deu uns passos para lá e para cá, coçou a cabeça e voltou-se para Aragon que continuava parado na entrada da galeria.
-Diga-me o que veio fazer aqui ser de desprezível justiça, mas seja rápido, sabe que minha paciência é diminuta! — Rosnou Ádria.
-Primeiro me diga se posso entrar.
-Você me tira do sério Aragon, diga logo o que veio fazer aqui!
-Acalme-se — Aragon gostava de criar um certo jogo de nervos — Vim falar-te sobre a guerra, você deve parar com essa sua mania de vingança, isso já passou dos limites! — Ele estava ponderado como sempre.
-Quem é você para me dizer o que fazer? Eu prometi que um dia voltaria para me vingar dessa corja de magos medíocres, e eu voltei para realizar tal promessa.
-Íris está dormindo Ádria, mas quando ela acordar não restará nem um mísero fio de cabelo seu para contar história.
-Quem é Íris? Aquela torpe nunca me destruíra Aragon... — Aragon a Interrompeu.
-O recado está dado Ádria, se insistir com a guerra afundar-se-á por causa dos seus próprios atos!
Ares decidiu entrar na conversa:
-Suma Aragon, seu recado já foi propagado, não nos force a te destruir antes do tempo! — Ares gritava e seus gritos ecoavam pela galeria.
Instigada pelo irmão Maeve viu o momento certo para fazer alguma coisa.
-Palavras não bastam! — Gritou ela lançando um raio de luz roxo em direção a Aragon que dissipou-se ao dar-se conta do movimento súbito de Maeve.
A noite passava e logo chegara o dia, Pudrê marcara sua ida ao castelo com os alunos naquela manhã, mais precisamente às 8 horas em ponto. Estavam todos reunidos em frente à escola de magia, os alunos tinham o privilégio de morar e estudar no mesmo local. De todas as pessoas ali, uma chamava atenção por causa do acessório que usava no pescoço. Nastya estava muito bonita como sempre, era a mais velha dos alunos escolhidos e talvez fosse a mais forte por ter treinado mais tempo que os outros, mas não era a sua peculiar beleza que chamava a atenção dos olhos das pessoas que caminhavam pela praça, seu colar feito com um rubi, brilhava mais que qualquer outro, era hipnotizante olhar para aquela linda peça artesanal, seu brilho era tão forte ao ponto de ofuscar os olhos de quem o olhava por muito tempo. Nem ela sabia o porque da pedra brilhar tando. Todavia eles tinham um compromisso e com passos apressados caminharam até o castelo.
Os ponteiros do relógio da torre do tempo — uma das torres do castelo — marcavam oito horas e um minuto, ficou claro que Pudrê e seus pupilos estavam atrasados. O rei esperava-os na biblioteca do castelo, por sinal um lugar lindo e mágico como todo o reino de Karsys, a sala era constituída por mais de 1.500 exemplares de livros, alguns tão velhos quanto as ruas da cidade de Rankrovic's, trazidos de lugares que nem existiam mais. Pudrê não demorou a chegar até o salão da biblioteca.
-Desculpe-me alteza pela demora, aqui estão nossos queridos pupilos!
Todos reverenciaram o rei, exceto por Nastya.
-Nastya, o que você está esperando?
-Não precisam me reverenciar, levantem-se todos, não temos tempo a perder! — O rei voltou-se para uma mesa com 8 lugares e sentou-se na cabeceira, convidando a todos para sentar também.
-O que faremos agora grande majestade?
-Mildres está comandando todas as divisões do exército enquanto Graud está fora, os meus soldados estão prontos para invadir o vale da Melancolia, resta apenas o ritual dos anciões... — Ruffus interrompeu Ozion.
-Ritual dos anciões? — Perguntou ele.
-Sim, mas na hora certa vocês saberão do que si trata.
Jeremy olhava alguns livros enquanto todos estavam distraídos, mas sua falta de sorte veio atona mais uma vez. Suas mãos nervosas procuravam confusão constantemente, e numa sala cheia de livros elas encontrariam o que procuravam. As pessoas na mesa só deram conta de sua falta quando ouviram um barulho vindo dos fundos de um dos corredores. Jeremy estava caído no chão com vários livros grandes e grossos sobre seu corpo magrinho.
-Jeremy seu desastrado, será que você não sabe ficar quieto? — Perguntou Irom.
Lachlan estava em silêncio, mas foi o primeiro que se dispôs a ajudar Jeremy.
-Obrigado. — Jeremy não sabia onde colocar o rosto, suas bochechas estavam vermelhas de vergonha.
-Não foi nada. — Respondeu Lachlan com um sorriso no rosto, ele sempre estava alegre independentemente da situação.
Em Dalmyr a situação estava complicada, Erus, Graud e seus soldados encontraram a cidade no completo e absoluto caos.
A cidade estava destruída, alguns focos de incêndio pioravam ainda mais as coisas, vários corpos estavam espalhados em torno das casas e jardins, eram cidadãos de Dalmyr e inúmeros sugadores, por sorte a defesa da cidade conseguiu expulsar as pestes da noite e muitas pessoas ainda estavam vivas. Erus lamentava a perda de muitos amigos e conhecidos, porém nada poderia ser feito para mudar as consequências da invasão.
Notas finais
Obrigado!
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