Notas iniciais
Demorei, é porque a vida tá corrida. Espero que curtam
Obrigado pela atenção!
Boa Leitura!

As tropas do reino de Karsys armaram as barracas às margens do rio Sixt, alguns soldado estavam atentos ao ambiente ao seu redor, as tropas teriam que descansar, pois o dia que estava para nascer seria cansativo e sangrento, a guerra estava próxima de ganhar proporção.

O tempo passava e Hadã, Maeve e Ares tinham voltado para a caverna, Ádria estava sentada no seu trono e Lachlan posicionava-se ao lado da deusa má.

-Vocês estão amiguinhos? – Perguntou Ares dando um beijo no rosto da rainha irmã.

-Mais do que amigos, são novos irmãos. – Disse Maeve.

-Milady, não ligue para a intromissão dos deuses irmãos. – Aconselhou Hadã como bom bajulador que era.

-Meus caros, o jovem mago é apenas o nosso aliado nessa jornada, quero ver a cara do rei Ozion quando perceber que o mago dele está sob a minha conduta. – E soltou uma de suas risadas sarcásticas.

-Que tipo de lavagem você fez ao garoto Ádria? – Perguntou Maeve.

-Não preciso dar detalhes sobre minha majestosa vida vossa bondade.

-Vou me recolher, amanhã terei muitas cabeças para decepar, esmagar, torcer e esfarelar! – Despediu-se Ares.

O dia nascerá e não estava tão belo assim, o vale negro estava ainda mais negro, pois chovia finamente sobre as seres que nele viviam. O rosto de Erus estava molhado, assim como o seu cabelo loiro, antes de se posicionar Acaton-b foi até o amado para um último olhar antes da tal esperada guerra.

-Erus? – Em volta, todos se organizavam, pegavam armamentos e suprimentos e os olhos verdes de Acaton-b fitavam os olhos igualmente verdes de Erus.

-O que desejas donzela em perigo? – Brincou ele.

-Um último beijo, não quero ser pessimista, mas ainda há a possibilidade de sairmos sem vida de lá.

-Não pense assim, nós vamos vencer e você ficará comigo. Tudo vai se ajeitar.

-Chega de romance. – Falou o rei Ozion – Vamos soldados, estamos perto do pé da montanha central do vale, pensem em como foi à vinda de Rubírio até aqui há centenas de anos atrás, inspirem-se nele quando estiverem em plena batalha, afinal, se ele venceu, nós também venceremos!

-Nós podemos vencer! – Gritou Erus no meio da multidão e em coral seguiram todos pelo caminho que levava até o centro do vale, e cantavam:

“Vamos vencer pelo poder do nosso rei,

Vamos sacudir as estruturas das colunas,

Sairemos com rumo certo,

Nossa força provoca fagulhas,

Não há nada nessa terra!

Que nós não consigamos vencer,

Não há nada nessa terra,

Que não se possa abater!

Vamos pelo poder do nosso povo,

Sob o olhar do nosso rei,

Vamos pelo poder do nosso povo,

Na luta tudo pode fazeis!”.

Esse era o hino do reino, a base da construção do nacionalismo e confiança presentes em cada karsysiano, àquelas palavras eram inspiradoras e motivadoras e elas faziam com que todos se sentissem mais fortes e confiantes em si.

O exército galgou um pouco sobre a superfície seca do vale até que pode chegar aos pés da grande montanha, no topo dela encontrava-se a boca da caverna dos deuses das trevas. Aragon estava a acompanhar o grupo de guerra e não sentira boas vibrações ao chegar ao local. A paisagem estava árida e áspera e ao longe, em pé sobre uma pedra, Ruffus pode distinguir uma figura e na hora o espanto invadira-lhe a mente: “O que está a fazer ali?”, pensava ele.

Diafos estava impaciente, no céu da floresta uma pintura se movimentava, a deusa da bondade acompanhava de perto a cena vivenciada pelos guerreiros karsysianos, as imagens chegavam aos seus olhos e ela lamentava a completa lugubridade e desolação do vale e abismada como Ruffus também estava, ela prestou atenção ao pequeno detalhe na imagem, a figura ao longe lhe tirava o sossego.

Após ter a certeza, Ruffus abriu os olhos dos presentes para algo que eles não haviam notado.

-Olha, ali ao longe, é o Lachlan! – Afirmou com completa certeza.

-O que ele está fazendo aqui? – Perguntou Irom.

-É um traidor, duas caras, traiçoeiro! – Gritava Nastya desconfiada como sempre.

-Não tire conclusões as escuras Nastya. – Falou o rei sucintamente, mas um evento lhe tirara as palavras de uma hora para a outra.

No céu negro como sempre, três figuras espectrais flutuavam, brilhavam em tom negro e suas faces não apareciam para os demais. Ares vinha a esquerda, vestido em uma armadura dourada, ofuscante, Maeve a direita vestia-se com uma túnica branca, um colar no seu pescoço liberava gotículas de sangue, manchando a roupa que usava e Ádria situava-se entre os dois, estava com seu casual preto, mas a seu vestido era cheio de adornos e a calda tinha tamanho esdrúxulo, incomum, irrefutavelmente grande, um pouco mais a frente vinha a sombra das trevas, Hadã. Penumbra segurava algo parecido com um cálice que exalava certa fumaça vermelha de dentro. A criatura anunciou:

-Os deuses das trevas concordam em tomar as terras da coroa karsysiana.

Os presentes apresentaram faces incompreensíveis, não entenderam o motivo de a sombra falar aquelas palavras, que para o rei e o exército eram totalmente vagas, vazias.

-Rendam-se seres anódinos. Criaturas inócuas! – Gritou Ádria lá do alto, na imensidão negra que era o céu do vale.

Hadã chegou ao chão e posicionou o cálice em uma pedra de mármore polido, o objeto ainda exalava a fumaça vermelha e o rei começava a ficar preocupado com aquilo. Por outro lado, Lachalan não se mexia, estava imóvel ao longe, distante do exército e dos deuses das trevas. Ares meneou a cabeça em negação e lançou-se para o chão com velocidade inigualável, o som produzido pela sua movimentação era estridente e ensurdeceu alguns dos soldados cuja audição era mais apurada.

Ao projetar-se para o chão, ninguém tinha conhecimento do que Ares pudesse fazer, mas foi então que um impacto de dimensões magnânimas ecoou ao ouvido de todos, uma grande cratera enfeitou o chão seco e muitos soldados e detentos foram jogados para longe, alguns morrendo antes mesmo de tocar o solo. A força do impacto desintegrou os mais próximos do ponto de choque. Todavia ninguém sabia o que estava acontecendo, foi nesse momento que uma nova figura misteriosa apareceu atracado com Ares, voando em todas as direções. Era uma luta de forças surpreendentes. Ares VS Aragon.

Enquanto tudo se desenrolava, a comitiva real continuava sem saber o que acontecia ali. E Ádria mais uma vez pronuncio-se.

-Desista em quando ainda há tempo patético Ozion! Nós, mesmo sendo maus e perversos, ainda guardamos um pouco de compaixão.

Jeremy, como sempre curioso, aproveitou que todos prestavam atenção no embate e foi até a pedra de mármore, para avaliar melhor o cálice, que era brilhante e dourado. Ao aproximar imperceptivelmente, ele escorregou em uma pedra solta e caiu sobre o mármore empurrando o cálice, que foi ao chão dispersando toda a fumaça, um líquido também vermelho começou a escorrer e Maeve do alto, gritou:

-Indivíduo desastrado o que fizeste com o sangue de nosso pacto? – Ela falava enfurecida como nunca antes, e Ádria se deu conta do estrago:

-Onde estava com a cabeça insolente? – E meneou as mãos fazendo Jeremy ser lançado ao chão.

Ozion parou de olhar a luta entre Ares e Aragon, e virou-se para a deusa gritando com a varinha na mão.

-Malic Kabun! – E de sua varinha saiu faíscas que impulsionaram a deusa má para trás, fazendo-a bater contra a parede da montanha.

Jeremy continuava caído, desacordado e Irom pensava nas palavras de Maeve: “Pacto? Que pacto?”. Nastya soltou mais uma de suas provocações, mas desta vez ela a encaminhou para Ádria.

-Deusa estúpida, abalou-se por causa de um simples feitiço! – Foi então que a fúria de Ádria libertou-se totalmente, ela levantou-se da pedra onde colidira e abriu a boca lançando chamas em direção à garota.

-Pretegelus! – Disse Ruffus lançando um feitiço de proteção em Nastya.

As chamas chegaram até ela e Nastya se sentiu protegida pelo escudo, mas ele não foi suficiente. O fogo corroia o feitiço e Ozion foi obrigado a interferir. Novamente projetou um feitiço na deusa, mas Maeve em um movimento rápido bloqueou-o com um simples raio liberado pela sua mão. A luta continuava, soco a soco, chute a chute, porém um novo personagem adentrou a cena catastrófica e usando sua varinha interceptou os dois brigões. Azana vinha voado sobre as árvores esturricadas do vale e de repente bradou:

-Interciptayrus! – O feitiço separou os deuses brigões de uma hora para outra.

Azana finalmente mostrara o seu poder.

Notas finais
O que acharam? Comentem e até o próximo!