The Shadows Reborn

7 O Cavaleiro do Dragão


Notas iniciais
Oi gente as fichas já estão completas - ainda bem - em pouco tempo todos os personagens estarão na história.
Irom, também personagem da Naname!
Boa leitura...
Vejam se mereço favorites!

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Ao chegar ao alto da escada Erus foi interceptado por um guarda do palácio.

–Preciso falar com o rei Ozion! – Falou ele em seu tom apressado e nervoso.

–Não pode deixar o seu dragão ali senhor. – Implicou o guarda.

–Não a tempo para poder e não poder, eu sou o líder da Ordem dos Cavaleiros da Alvorada e peço sua licença!

–Desculpa senhor... – Erus esbarrou no guarda e adentrou o castelo sem ao menos deixa-lo concluir suas palavras.

A Ordem dos Cavaleiros da Alvorada era a mais importante do reino, vários cavaleiros estavam espalhados por Karsys, protegendo os cidadãos dos mais tenebrosos perigos. A ordem era liderada por Erus, ele centrava sua atenção para a Província de Dalmyr, lá ele ficava a espreita e capturava tudo que causasse certo alvoroço. Os cavaleiros tinham o dever de zelar pela integridade do povo de Karsys, mas o número de integrantes da ordem havia caído nos últimos anos, naquele momento eles somavam aproximadamente 100 homens completamente treinados e armados. Esse número era deprimente comparado ao período de glória do reino que já havia tido cerca de 800 cavaleiros do alvorecer.

Erus subiu mais escadas e passou por corredores que pareciam não acabar mais, até que chegou ao salão dos quadros. O salão era repleto de quadros antigos, antigas pinturas dos inúmeros reis que passaram por Karsys, ali reinava certa soberania. Nesse salão ele encontrou quem tanto procurava.

–Erus? O que faz aqui? Problemas em Dalmyr? – Ozion perguntou surpreso.

Erus ajoelhou-se diante da majestade, isso era um ato obrigatório para todos os cavaleiros, aquele que não ajoelhasse seria punido severamente. Mas o rei Ozion era um homem calmo e ponderado, não gostava de executar alguns atos, no seu reinado os cavaleiros só faziam aquilo por puro respeito.

–Meu rei, trago notícias tenebrosas de Dalmyr. Precisamos conversar em reservado.

–Claro, venha comigo até a cúpula carmesim.

Os dois caminharam um pouco mais e entraram no salão da cúpula, o rei fechou a porta.

–Então o que houve? – Perguntou Ozion apreensivo.

–Uma infestação de sugadores atacaram a província, vim assim que o ataque começou. Ordenei aos soldados que fizessem o máximo possível para repreender as pestes da noite, não sei como está à situação por lá.

–Bruxa maldita! – Rosnou o rei e o seu grito ecoou por toda a cúpula – Ela é a mandante desse ato brutal e repugnante, precisamos de uma solução rápida e eficaz contra a magia daquela excomungada.

–Nosso ataque terá que ser imediato!

–Não podemos Erus, temos que esperar o torneio de magia, só então teremos táticas a serem aplicadas.

–E quando começa esse torneio?

–Hoje, às 11 horas. Os alunos da escola de magia são parte da nossa esperança.

–E os anciões? Eles são uma ajuda!

–Os anciões só esperam uma reação minha, ao primeiro sinal meu eles estarão em suas posições de batalha.

–E o que faremos sobre Dalmyr? Não podemos ficar parados, logo Sarist, Cathalena, Martysi e o próprio território real serão atacados!

–Espere um momento. – O rei dirigiu-se até um dos cantos da cúpula e tocou um grande sino que emitia um som peculiar – Ravaz chegará logo. – Completou o rei.

Alguns preciosos segundos se passaram e Ravaz chegou à sala.

–O que desejas meu amo? – Perguntou ele.

–Ravaz meu rapaz, eu peço que vá até o Refúgio de Armas, encontre Graud e mande-o vir aqui na grande cúpula!

–Sim meu glorioso rei.

O Refúgio de Armas era um lugar muito grande que ficava ao lado do cais, à beira do mar das tormentas. Nesse lugar aconteciam os treinamentos dos soldados reais de todo o reino, era o grande centro de poder bélico de Karsys, onde todos as armas e soldados da capital achavam refúgio.

–Vossa majestade não tem ido à ilha da Condenação, não é?

–O que vou fazer naquele lugar imundo, cheio de porcos sujos da mais alta periculosidade?

Erus parou um pouco, pensou e disse:

–Conquistar! Majestade, em momentos como esse nós temos que ter todos os aliados possíveis, a ajuda dos criminosos renegados seria de suma importância em uma guerra.

–Mas, uma vez soltos e armados seria quase impossível encaminha-los para a ilha novamente!

–Isso é um caso a si pensar, nós temos a magia a nosso favor, eles não teriam chance. Apenas prometeria que eles seriam soltos e no fim todos estariam presos novamente.

–É uma ótima ideia, agilizarei uma excursão para lá, logo tudo estará resolvido.

Na Escola de Artes Místicas de Rankrovic’s os alunos dirigiam-se para a arena de batalha. Nastya conversava com Irom, mais uma estudante da escola de magias.

Irom Kound era uma linda menina de cabelos roxos, seus cabelos estavam sempre amarrados em forma de rabo de cavalo, eles desciam até a sua cintura, duas tranças seguiam a linha do seu rosto até chegarem aos seus seios, triângulos de prata prendia-nos nas pontas. Seus olhos tinham uma tonalidade turquesa admirável, magra e de lábios carnudos e convidativos. Nascera na província de Martysi, numa cidade bem próxima do vale negro, sua história era um segredo, só si sabia da sua chegada ao território real e mais nada. Era uma garota de 18 anos, um tanto parecida com Nastya no modo de agir, mas um pouco mais aberta.

–Hoje eu quero trucidar esses meros aprendizes. – Dizia Nastya.

–Não sinto essa vontade todo de arrebentar no campo de batalha. – Respondeu Irom.

–Irom, você é muito bobinha, age com o coração e acaba errando em alguns aspectos, seja como eu. Forte em suas decisões!

–Nastya! Você é muito fria, sou um pouco fria, mas não chega a ser como você.

–Seja apenas inteligente em usar a razão, se você mostrar comando no campo de batalha todos a respeitarão!

A conversa tinha sido interrompida por Pudrê que falava do alto de uma torre na área interna da arena.

–Alunos, que Íris ilumine vocês nessa caminhada, que o poder concebido a vós os guie a vitória. Que comecem os jogos! – Gritou Pudrê.

As duplas foram anunciadas, nem todos os magos participariam das batalhas, apenas os cem mais disciplinados na arte da magia lutariam em busca de uma vaga entre os cinco escolhidos.

No palácio, Ravaz havia chegado com o general Graud.

–General – Disse o rei – Chamei-o aqui para anunciar-te algo importante.

–Diga alteza, vejo que Erus está aqui. Como vai grande cavaleiro? – Perguntou Graud olhando para Erus.

Os dois deram as mãos e voltaram o olhar para Ozion.

–Então majestade, por que me chamou?

–General, reúna uma parte do exército, uma coisa horrível aconteceu em Dalmyr e eles precisam de reforços, siga os passos de Erus e leve sua comitiva até a província.

–Mas o que de fato aconteceu?

–Erus explicará tudo no caminho. Ravaz, vá até os porões do palácio, peça para Askarin preparar os dragões, o general precisará de uma tropa bem equipada!

E assim foi feito, Ravaz cumpriu todas as ordens e em pouco tempo tudo foi agilizado, Erus e Graud estavam a caminho da Província de Dalmyr. As batalhas entre os aprendizes também estavam em andamento.

Notas finais
Comentem e obrigado a todos!