The Shadows Reborn
19 Dragão Vs Dragão
Notas iniciais
Boa Leitura!
Todos olharam para o céu. Quem era a pessoa que separara dois gigantes, com apenas um feitiço? Nastya distinguira Azana de imediato, ela vinha descendo sobre as árvores dos morros que existiam em volta do vale. Mas foi nesse momento de distração que Maeve entrou em ação, a deusa das trevas saltou sobre Ozion com extrema voracidade e dos seus olhos saíram raios fulminantes de cor azulada, que num milésimo de segundo atravessou o peito esquerdo do rei de Karsys, que caíra agonizante.
–Rendam-se infaustas criaturas! – Gritou Ádria ao ver a ação da irmã má.
–Nunca! – Ruffus levantou sua varinha e praguejou – Nunca fiz um feitiço, com todo o coração, então liberte-se agora espírito de dragão!
O menino bradara com todas as suas forças, enquanto uma porção de pessoas cercava o rei caído. Ozion não se movia. Um silêncio antecedeu o feitiço de Ruffus, como um ato de respeito ao soberano Ozion III. Azana avistou e ouviu o garoto de suas palavras proféticas, Ruffus bradara em tom firme e forte algo que muitos tinham medo de dizer, pois as lendas diziam que tal feitiço era capaz de provocar a morte e o sofrimento, a dor e a desolação em ambos os lados de uma guerra. Mas o garoto estava ciente de seus pensamentos e de suas palavras e não havia mais nada para perder, naquele momento a dor já tinha se espalhado. O rei morrera.
–O que pensas que esta fazendo garoto? – Gritou Ádria.
–Jamais serei servo da humilhação, liberte-se agora espírito de dragão. Que a lua suba mais sedo e que o sol demore a chegar, espírito de dragão virá nos salvar! – Continuou Ruffus ignorando a megera maléfica.
–Não pare garoto! – Gritou Azana pousado sobre uma árvore e em seguida continuou – Liberte-se agora espírito de dragão, que o mal morra na penumbra da sua maldade, venha espírito bradar a verdade! – E todos aqueles que conheciam o feitiço bradaram juntos.
Ádria estava imóvel, não conseguia se mover, o mesmo aconteceu com Maeve e Ares e assim também com Aragon. Diafos deixara sua árvore na Floresta de Íris e fora para o vale negro, mas ao chegar ao local, ficara também paralisada. Aquele feitiço prendia os deuses de uma forma nunca vista antes, algo muito estranho estava para acontecer.
De repente um objeto vermelho flutuou pelo ar, era a pedra vermelha que servia de colar para Nastya. Irom pulou sobre a pedra, que com força inacreditável, a arrastou em direção ao corpo de Ozion, ainda caído sobre o solo seco e intrépido do vale.
Enquanto tudo se desenrolara, Lachlan continuava parado ao longe, sem reação e com uma expressão difícil de decifrar no rosto. Ninguém sabia se ele estava bem, ou se estava preso, então Jeremy decidiu se aproximar e vê-lo mais de perto.
–O que está fazendo aí Lachlan? Você está bem?
O garoto deu uma risada sarcástica e alta, tão alta que pode chegar aos ouvidos da rainha do mal.
–Não me incomode seu tolo, sou servo da deusa do mal e preciso ajudá-la.
E apontado a varinha para Jeremy, memorizou um feitiço e o lançou, fazendo o garoto esquivar-se de tal modo que suas calças puderam ganhar um novo buraco, um furo no meio das pernas.
O colar de Nastya pousou sobre o peito de Ozion e brilhou ainda mais forte, como nunca antes. Tão logo uma fumaça branca revelou-se em volta da pedra e assim também uma fumaça preta descia da boca da caverna dos deuses das trevas, beirando o rochedo, até chegar ao chão.
As duas fumaças se aproximaram e uma circulava a outra, como que num corpo a corpo, acerto de contas. Ruffus e Azana cessaram a ladainha do espirito de dragão e todos os outros que os acompanhavam fizeram o mesmo. E inexplicavelmente as duas fumaças, branca e negra, se transformaram em grandes e majestosos dragões.
–O espirito de dragão, ele existe! – Gritou Irom entusiasmada.
–Sim minha querida aprendiz, mas não pense que isso será uma coisa boa. – Advertiu Azana.
Os dois dragões se entreolhavam e o branco começou:
–Então, nossos espíritos se libertaram novamente. Quanto tempo Kalaver? – Ádria olhava os dois com receio e dava para ver o pavor em seus olhos.
–Muitos milênios Íris! Eis que chega o momento do nosso acerto de contas, esperei muito por isso. Qual dos seus protegidos quer que eu mate primeiro? – Kalaver possuía uma voz grave e grossa.
–Nenhum, não fará mal a eles.
–Olha quem está aqui. Aragon e Diafos, os dois traidores! – Bradou o grande dragão negro.
Ao pousar sobre o peito de Ozion, Íris o revivera, agora o rei se levantara, porém apoiado nos ombros de Erus, que olhava a situação intrigado.
Ruffus tinha uma enorme vontade de gritar: “O rei está vivo!”, mas a ocasião não era propícia.
–Eles não são traidores – Retomou Íris exaltando a voz -, são fieis ao poder da luz, assim como você também foi antes de se opor a mim!
Os olhos de Kalaver estavam fulminantemente vermelhos e deles saiam chamas alaranjadas que mostravam a sua ira.
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