The Señso - A Busca
2 Quase viro lanchinho de um monstro
Dois
A
Quase viro lanchinho de um monstro
Nada melhor que um bom lanche, depois de uma manhã turbulenta.
Nós estávamos em um campo aberto, perto de um bosque. Nenhum de nós sabia o caminho para o QG. Até eu lembrar que tinha um mapa na mochila, já havia anoitecido.
No final resolvemos acampar ali mesmo. Votamos em quem seria o primeiro a ficar de vigia – Chuta quem foi o mais votado? Ah claro, eu!
– Gente, porque tem que ser eu? Manda o Keit ele acabo de chegar no grupo.
– Cara para de reclamar na próxima noite eu vou vigiar – disse Will.
Fiquei com raiva, mas quando fui reclamar todos já estavam dormindo – aposto que estavam fingindo, mas não ponderei nada.
No meio da noite ouvi um barulho no bosque. Eu não queria ir ver – pelo menos não sozinho, pois estava curioso – tentei acorda eles, mas ninguém levantou.
O barulho continuava e eu já estava ficando impaciente. Como diz no ditado “A curiosidade é quem mata”, fui bosque adentro ver do que se tratava.
No final era só um urso. Que passou correndo por mim.
– Ufa!
– Grrr...! – Eu fiquei mais branco que o normal, esse barulho parecia qualquer coisa menos um bicho normal de uma floresta.
E eu estava certo, por um momento vi um cara alto com dois metros e meio de altura que vinha em alta velocidade. Tentei desviar, mas fui acertado na perna e fiquei suspenso no ar a muitos metros do chão. E mesmo antes de cair recebi um golpe que voei até me chocar com uma árvore.
Minha visão estava turva, estava vendo tudo girando, girando, girando. Até que parou, rezei para todos os deuses que conhecia – eu só conhecia Zeus e... é só Zeus mesmo.
Praticamente morto, essa era a minha situação. E o homem, agora tinha chifres e pelos por todo o seu corpo, era uma mistura de um touro e um homem. Ele chegou até mim e começou a me cheirar e outro homem com chifres apareceu e os dois iniciaram uma briga pelo prato principal... Eu!!!
Tentei ficar de pé, mas os meus ossos doíam e a minha visão ainda estava um pouco embasada, enquanto a atenção não estava mais voltada para mim, sai engatinhando. Ah! Leitor, chuta? É isso mesmo, eles não me viram passar e consegui chega no acampamento. A ultima coisa que vi foi o sorriso do sol, que pelo visto já era manhã.
– Acûs, Acorda! Acûs Acorda! – Sabia que era uma voz conhecida. Mas o sono era mais forte que eu e na minha concepção eu tinha acabado de deitar ali, não sei se isso seria uma preguiça de pensar ou se a hora passou muito rápido que nem percebi.
– DEIXA EU DORMI EM PAZ!!! – Exclamei
Sem respeito algum com a minha pessoa, me arrastaram pela perna.
Fui obrigado a levantar e aproveitando que já estava de pé, contei a eles o que tinha acontecido comigo e então fomos parados por cinco ladrõezinhos verdes carecas e com roupas de couro e tinham clavas nas mãos.
– Passa tudo – disse o mais feio, que era o do meio.
– Não vou passar NADA – disse em mais um dos meus ataques de fúria.
Sai em disparada em direção ao mais feio. Gravei a espada no peito do careca e ele caiu no chão morto – Talvez – Acho que todos até mesmo eu, ficamos perplexo com o meu ato.
– Cada um pega um – disse Keit.
Tomei uma clavada na barriga, pena que já tinha me acostumado com a dor – ou não – e nem chegou a me furar.
– Cansei de ser Bonzinho – disse tentando parecer estiloso.
Desbainhei a espada novamente e cortei o pescoço do feioso e ele morreu.
Olhei ao meu redor e vi todos os monstros mortos – um estava com uma flecha na cabeça, outro com ervas na boca e por ultimo um estava pegando fogo.
– Vamos almoçar? – perguntei, pois meu estomago já estava roncando de tanta fome.
Nós almoçamos e partimos em direção ao quartel general. No meio do caminho vimos uma caverna bem estranha.
– Keit! – exclamei – como você sabe tudo, que lugar é este?
Keit pareceu confuso com a minha pergunta, entretanto senti seu olhar pesar e não só o dele, o de todos também.
– O nome dessa caverna é Elísios, o único homem que saiu dessa caverna, disse que era um lugar lindo, porém perigoso e cheio de mistérios. E que no final de todo aquele enorme lugar tinha um premio para quem chegasse até o final.
– Mas como ele foi parar lá?
– Pelo que sei, os bandidos ou até mesmo pessoas que o rei não gostava eram exiladas para essa caverna que antes se chamava "Caverna dos Exilados".
– Ei Acûs! – exclamou Will – você não está pensando em entrar ai, está?
– Por que não? Com todo esse poder nós podemos salvar o mundo, criando uma Paz eterna – disse.
– Você tá maluco?
– Não. Mas um dia eu vou e quando eu for, vocês vão comigo. – Vamos indo, depois nós vamos para morte. – disse Keit sarcasticamente – Mas antes de tudo vamos chegar ao Quartel, só faltam duas horas de caminhada.
Já estava começando a ficar cansado de tanto andar, quando vi o QG. Era uma ilha de tamanho médio, que tinha casas numeradas de um á doze, uma casa principal e outras casas que eu não sabia o que era.
Tinha um rio que passava entre a ilha e onde nós estávamos e desaguava no oceano. O rio provavelmente era de água salgada, a correnteza do era muito forte e para melhora a nossa situação não tinha nem si quer uma ponte, a única coisa que tinha era um portão de ferro que ligava os dois lados.
– E agora? Ah! Depois de tudo que nós passamos, para ficar aqui!? – disse.
– Podemos tentar fazer aquele lance da flecha novamente – disse Keit.
– Mas a correnteza é muito forte, nem dá – disse Will.
– Ei! – disse um garoto loiro com uma armadura muito grande, portava uma espada de um metro e meio de altura e vinte e sete centímetros de largura. Acompanhado de mais três amigos, menos chamativos do que o que gritou, um deles segurava nas mãos uma katana, outro somente as mãos e o ultimo uma espada normal igual a minha.
– Oi! E ai amigo, tudo bem? Vocês sabem como passar para o outro lado? – disse sendo o mais gentil possível.
– Vocês não vão passar! – disse o loiro azedo.
– Cada um pega um e eu pego o loirinho – disse rindo sarcasticamente, mesmo sabendo que sou horrível tentando parecer metido, mas no fundo eu sabia que eu continuava a ser aquele perdedor de alguns dias atrás, só que agora, com muito mais atitude para quem tentar machucar os meus amigos. A MINHA FAMÍLIA.
– Ih! Blane, vai deixar ele falar assim com você? – disse um deles.
– NUNCAA!! Eu vou te destruir seu verme!!
Ele veio correndo para me acerta, só que fui mais rápido e desviei. Tentei empunhar a espada em sua armadura, mas deu tudo errado, a minha espada quebrou... fiquei pasmo por alguns estantes que foram bastantes para que Blane descesse a espada com tudo para cima de mim, pensei que seria o fim – novamente – mas o Felipe pulou na minha frente e pois a sua espada a confrontar a de Blane.
Will e Keit estavam bem ocupados para prestar atenção no que avia acontecido, porém o inimigo de Felipe estava vindo para me enfrentar. Levantei-me rapidamente e fui golpeá-lo, ele desviou facilmente do meu soco, então emendei uma joelhada em sua barriga. Ele novamente esquivou e dessa vez revidou-me com uma cotovelada na cara.
– Lento, esse é o seu nome, né? – ele disse sarcasticamente enquanto me via levantar do chão.
– Não. Meu nome é pé-na-sua-cara!!! – fui em uma linda voadora que acertou em cheio o seu rosto feio. Ele quicou algumas vezes antes de parar, pena que logo se levantou e voltou correndo para me pegar. Ele já estava a poucos centímetros de mim, quando senti uma mão me empurrando para o lado, olhei e era Felipe.
– Cuidado! – disse Felipe.
Atrás de nós vinha Blane descendo a espada com toda a sua força, não tinha como a espada nós acerta, mas ele percebeu que iria acerta seu amigo, tentou reduzir a velocidade, só que não adiantava mais. Virou a espada para a parte não cortante, mesmo assim acertou seu amigo que cai desfalecido.
– Vitor! – gritou Blane – seus malditos, eu... eu... eu... vou matar vocês! – ele estava chorando naquele momento e para piorar a situação dele, Keit e Will também ganharam no combate.
Ouvi um grito e logo olhei. Era um garoto forte de cabelo negro, usava uma roupa que estava toda suja de sangue. E para piorar, eu o conhecia, aquele era Tom um dos amigos de Netsu.
– Ei Acûs, você aqui!? – ele deu uma pausa para respirar, pois parecia ofegante – Netsu e Jacks estão precisando de nossa ajuda, vamos – e saiu correndo.
Eu, Will, Felipe e Keit o seguimos e chegamos até a Pedra Sagrada. Era uma rocha retangular fincada no chão em posição vertical e tinha varias escritas na língua dos anjos, dizem que podemos chegar a Cidade Eterna pela pedra, poucos sabem como subir até lá e diferente de todas as "historias", lá em cima não moram deuses e sim anjos.
Observei o lugar e vi Jacks caído no chão e aparentemente muito machucado.
– Netsu... – disse Jacks quase sem voz.
– Onde ele está? – perguntei
Ouvi a voz de Netsu chamar pelo meu nome, então corri em sua direção.
– Acûs preciso conversa com você – nesse momento o tom de voz do Netsu era outro, totalmente frio e triste – Irmão você se lembra de nossa ultima conversa e como os nossos pensamentos eram iguais? Então, eu criei uma forma mais rápida de conseguir a paz no nosso continente, e quero saber se você aceita se unir a minha para conquista-la?
– Claro – disse com um sorriso enorme aberto.
– Garoto – disse Jacks se arrastando até mim – Você sabe como ele quer fazer isso? Não, né? Ele quer criar uma paz com guerras, ele quer dominar todo o território de Atenas e Espartas, criando o seu próprio país.
– Cale a boca Jacks – disse Netsu desaparecendo de onde estava e reaparecendo atrás de Jacks. Com os pés encima de Jacks, ele não resistiu e desmaiou.
– Eu não vou participar dessa ideia de maluco, pelo contrario, eu vou te impedir – disse.
– Então vou matar todos vocês – disse Netsu.
Eu ergui a espada que Felipe me dera depois da luta contra Blane.
Keit lançou duas flechas, que Netsu partiu as flechas sem nenhuma dificuldade.
Eu fechei os olhos por alguns segundo e vi todos caídos no chão, o único que sobrou de pé foi Tom. Corri para ajuda-lo, só que fui lento, Netsu deu um sorriso e cravou a sua espada (Leo) no peito dele que caiu provavelmente morto.
Corri como se não houvesse amanhã, Netsu apareceu na minha frente já me enforcando.
– Eu vou deixar vocês ficarem vivos, mas se houver próxima, eu mato vocês. Entendeu?
Fui lançado no rio. A pressão da água era muito forte e fiquei preso ao portão sem qualquer reação, estava bebendo muita água e não aguentava mais, e meus olhos fecharam e veio a leve escuridão.
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