The Sexy Neighbor
18 The Wrong is Right
-Você se lembra de mim?
Melissa mordeu o lábio. Ela se lembrava dele? É claro que ela se lembrava dele! O filho da puta que a fez se sentir um lixo e depois de uma transa em um banheiro de boate que foi horrível saiu como se fosse o cara.
Ela revirou os olhos.
-Eu deveria?
-Deveria. – ele colocou as mãos nos bolsos, escondendo os movimentos inquietos.
-Então, me desculpa, mas eu não me lembro.
-Não se lembra?
-Não. Nem sei do que está falando! Aliás, a gente se conhece?
-Sim, a gente se conhece da... – ele deixou os ombros caírem – Esquece. Só... só... só me perdoa, ok?
Melissa se levantou sem dar atenção ao que ele dizia. Ia em direção à porta, mas Niall segurou seus pulsos.
-Eu preciso saber se você me perdoa.
Ela engoliu em seco.
-Como vou poder perdoá-lo se eu não sei o que você me fez?
Ela estava nervosa, ele constatou. Melissa se lembrava.
-Você se lembra.
-Não, eu não me lembro, querido. Já disse.
-Não foi uma pergunta, querida. E você se lembra sim. Está mentindo para mim, Melissa. Por quê?
-Que saco, cara! Eu nem te conheço e você fica me segurando!
-Eu quero falar com você, garota! Pode se segurar enquanto isso? – ela fez um bico – E pode parar de mentir também?
-Eu não estou mentindo! – ela exclamou indignada.
-Está mentindo sim. Você se lembra da nossa noite?
-Que nossa noite, garoto! Aquilo nem pode ser chamado de noite! – tampou a boca com a mão. Tinha falado demais.
-Está vendo? Você se lembra! Estava mentindo para mim!
-O quê? Eu...
-Fiquei quieta e me escute, por favor!
-Vocês britânicos! Se acham tão cavaleiros e delicados! Aaaain! – ela esperneou.
-Você sempre age como essa menininha chata, mimada e marrenta?
-Sim, por quê? Algum problema? Tô nem ai! Vou embora... – ela ia andando e ela segurou novamente, dessa vez pela cintura.
-Não. Eu não vou te deixar sair enquanto não conversamos. Aliás, eu amo as mimadas e marrentinhas. – e deu um sorriso canalha. Melissa revirou os olhos. – Não faz essa carinha. Você fica mais bonita quando sorri.
Ela quase sorriu. Quase. Mas então lembrou o motivo dele lhe prender ali.
-Pode, por favor, parar de passar cantadas e dizer o que quer de mim?
Niall sorriu. A noite seria longa ao lado dessa cabeça-dura.
***
Isadore buscou alguma bebida no recipiente repleto de gelo. Ela realmente não gostava de cerveja que não fosse Heineken, ou seja, a holandesa. E ali, bom ali eles só tinham Buddweiser. Pegou uma Ice e quando se virou quase caiu no gelo.
-Nossa, você me assustou!
-Sou tão feio assim? – Zayn fez um biquinho.
-Não, você não é feio. Na verdade é bem bonito e ... – Isa percebeu o que disse e sentiu as bochechas queimarem – Ai, meu Deus! Não acredito que eu disse isso! Desculpa, desculpa! – ela enterrou a cabeça na mão que não segurava a Ice.
-Tudo bem – ele deu mais um de seus sorrisos de canto e indicou a mão dela com a cabeça – Não gosta de cerveja?
-Sou fresca para bebida. Prefiro Heineken.
-E porque não tenta uma batida ou algo do tipo?
-Quero ficar consciente esta noite. – ele pegou a indireta e deu um sorriso malicioso – Tenho um voo amanhã de manhã. – o sorriso sumiu.
-É? E vai para onde?
-Para a casa. Eu moro em NYC.
-Achei que morasse aqui em Londres.
-Não, não. – ela deu um passo para um lado quando um rapaz se inclinou para pegar seis garrafas de cerveja. Nossa. – Estou com Libby, minha amiga. Ela, sim, mora aqui.
-A outra... hã... vou lembrar o nome dela.... Melissa! Melissa também mora aqui?
-Não, não. Melissa é de Ottawa.
-Nossa. Cada uma em uma cidade. Eu acho que não conseguiria ficar tão longe dos meus amigos por tanto tempo.
-É complicado. Mas a internet facilita um pouco as coisas.
-Como vocês se conheceram? – ele passou os dedos pelo pulso dela e a puxou para a varanda, onde estava mais silencioso e não havia caras gritando para as meninas tirarem a blusa.
-Nossas mães eram amigas. – Isadore se sentou em uma das poltronas e ele se sentou aos seus pés – Fizeram ioga juntas para ajudar na hora do parto. Todas eram brasileiras. Isso foi no Brasil na verdade. E então, chegaram três primos, Kitsch, Gosditch, e Gray. Nossas mães se apaixonaram e se mudaram para a Escócia. Vivem lá até hoje.
-Então, vocês três são primas?
-Primas distantes. Mas somos.
-Ah.
Elas esfregou os braços. Estavam gelados.
-Está com frio?
-Um pouco.
Ele tirou a própria jaqueta e se levantou-se colocando-a sobre os ombros da mulher. Desse modo, pode reparar melhor no corpo dela. Mesmo com a blusa sem decote, era perceptível o tamanho de seus seios. Ela tinha os quadris largos, e coxas grossas na medida. Isadore poderia ser o que chamavam de gostosa. Zayn se inclinou sobre a loira e passou os dedos pelo rabo de cavalo firme. Estavam lisos, mas com certeza haveria alguns cachos no modo natural. Com a outra mão ele acariciou-lhe o rosto e se aproximou mais.
-Eu tenho um noivo. – ela sussurrou.
-Eu não me importo.
-Mas eu me importo.
-Só por essa noite. É a sua última antes de voltar para ele.
Ela suspirou resignada e assentiu. O britânico sorriu e a beijou. O beijo era romântico, suave e delicado. Josh fazia carinho nela, provocando arrepios. Ela passou os braços pelo ombro e ele a pegou no colo, sentando na cadeira e deixando Isadore em seu colo.
Quando o oxigênio acabou ele beijou-a no pescoço e Isa soltou um suspiro. Acabou por fazer um movimento com um braço e a jaqueta caiu no chão. Eles poderiam nem ter ligado, mas o barulho do metal os despertou.
Malik se lembrou da última vez que usara aquela jaqueta: na noite em que ficou com Isadore. Aliás, ele tinha pego o brinco dela como recordação. Recordação aquela que estava sendo exposta agora.
-Foi você. – ela murmurou. – Foi você que passou aquela noite comigo!
Ele engoliu em seco. É, realmente havia sido ele. Mas ele queria manter segredo, poxa!
-Sim, fui eu.
-E por que não me contou? – ela se afastou, mesmo sem se levantar – Porque me deixou de manhã? E o pior de tudo, com aquele bilhete de canalha?
Ele se assustou. Arregalou os olhos. Quis parecer culpado. Mas nada tirou a vontade de explicações da garota.
-Me desculpe.
-Perái! Você tem namorada! E está aqui comigo! Como pode fazer isso com ela?
Antes que ela pudesse escapar, ele a prendeu em seu colo. Ela bufou.
-Eu terminei com ela semana passada. Não estava dando certo.
-Como pode ter certeza disso?
-Se estivesse, eu estaria com ela naquela noite. Eu deixei aquele bilhete para não te deixar sozinha de manhã. Eu não sei porque eu fui embora, eu só sei que fui, e para não me sentir tão mal, deixei o bilhete. E eu não te contei quando eu te vi porque eu queria manter segredo.
-Por que manter segredo?
-Porque uma vez me disseram que os melhores momentos devem ser guardados apenas para nós mesmos.
-Você deve dizer isso para todas! – Dore sorriu de canto.
-E daí se eu digo? Se importe com o momento e depois com as consequências!
-O que fizermos hoje vai ficar entre nós, né?
-Sempre.
Ela sorriu e voltou a beijá-lo.
Zayn subiu a saia dela e acariciou as coxas que até pouco ele encarava. Ela mordeu o lábio dele com o aperto que ele deu. Isa abriu os botões da camisa dele e arranhou o peito. Malik suspirou. Ele foi subindo a mão conforme ela ia descendo a dela.
Quando Isadore desabotoou a calça dele, Zayn já tinha afastado a calcinha dela e colocado um dedo em sua intimidade, masturbando-a. Ela gemeu contra o pescoço dele e Malik sorriu pelo efeito que fazia nela.
-Eu aposto que... – ele sussurrou contra o ouvido dela, mordendo e puxando o lóbulo – seu noivinho nunca vai fazer você gemer tão alto quanto eu!
-Mas eu... – terminou a sentença com um berro. – Filho da mãe!
Ele riu e Isadore resolveu se vingar. Abaixou as calças dele com violência e massageou o membro dele por cima da cueca. Malik gemeu. Foi a vez de Isa sorrir. Abaixou a roupa intima e ficou impressionada. Balançou a cabeça com um sorriso malicioso, começando a masturbá-lo com velocidade. Zayn gemia como nunca antes o fez. Essa menina estava fazendo-o perder o controle.
-Isa... – ele soltou mais um dos seus gemidos roucos – chega... preciso agora! – ela sorriu. Ele havia cedido primeiro.
Malik pegou-a na cintura e ela sentou com lentidão no pênis ereto dele. Os dois gemeram com o simples contato. A verdade é que o noivo de Isadore era um puritano e sempre ia direto para a penetração, e no caso, era sempre o papai-mamãe sem graça. Ela se movimentou e ele fez o mesmo. Os choques entre os corpos eram constates e a cada toque parecia que iam explodir de tesão.
Zayn levantou a blusa dela e soltou o sutiã. E ali, com a cabeça embaixo da camiseta dela, ele chupou os seios dela.
Isadore não conseguia parar de gemer. Por sorte, a musica do lado de dentro era tão alta que ninguém ouviria eles nem com um grande esforço. A não ser que viessem para fora.
Zayn voltou a cabeça para fora, mas continuava com uma das mãos dentro de sua cabeça. Ele mordeu o lábio e soltou um último gemido antes de gozar. Ela puxou os cabelos dele e chegou ao ápice como ele.
***
Libby e Josh estavam no closet dele,ele sentado no chão e ela no colo dele. Se beijavam. A blusa dela tinha um decote nas costas, porém uma faixa escondendo o sutiã. Josh brincava com os dedos nas costas dela, causando arrepios.
A camisa preta dele já estava longe dos dois. Ele puxou o zíper da blusa dele e Libby ergueu os braços facilitando a retirada. Josh sorriu para o sutiã, balançando a cabeça. Tirou ele com rapidez e beijou o seio esquerdo dela. Libby sorriu e acariciou o cabelo dele. Estavam carinhosos hoje.
Josh ergueu o quadril quando ela tirou a calça dele e o safado aproveitou para descer a mão para a bunda dela e tirar o shorts. A calcinha era um pouco mais comprida, com a barra de renda. Inocente, mas convidando-o para sexo. Ela estava mais sexy que o normal hoje. Ele a deitou no chão acarpetado do closet e se inclinando sobre a virilha dela. Mas antes de começar ele levantou a caneca e a olhou nos olhos.
-Hoje a noite é sua... Vou fazer você gritar meu nome...
-Sonhe...
-Veremos.
Josh começou com beijinhos. Ela se arrepiou. Ele utilizou a língua e os lábios, estimulando toda a vulva da mulher, com suavidade. Ela gemeu mais alto. Josh brincou com a água no clitóris dela e Libby sentia um prazer incrível tomar conta dela. Gemeu alto e Josh continuou os movimentos. Ele sentiu a mão dela em seu cabelo, enrolando os fios nos dedos e pressionando o quadril contra seu lábios. Devine sentiu os músculos se contraírem e ela chegou ao ápice. Ele beijou-lhe os lábios com luxuria e passou as mãos por todo o corpo de Elizabeth. A direita estava na cintura e a esquerda no bumbum. Ele apertou ela sorriu.
Josh a pegou no colo e a virou no chão. Libby se apoiou nos cotovelos, com as mãos espalmadas no carpete. Devine se posicionou atrás dela e penetrou. Libby gemeu. Ele se movimentou com calma (n/a: calma gente, não é lá atrás ok?é na frente... por trás... hã?) ela suspirou:
-Josh... poderia ir mais rápido, por favor?
Ele revirou os olhos com o tom de voz frio e foi mais devagar.
Ela estava quase explodindo. A frieza era a forma de não dar o braço a torcer para Josh. Mas ela não podia se segurar, soltou um gemido no exato momento em que beijou-lhe a nuca. Aquilo era bom! Muito bom!
-Mais...
Ele obedeceu a foi aumentando a velocidade, conforme ela ia pedindo. Quando percebeu ele dava estocadas tão forte que os dois poderiam se mover pelo chão. Os dois gemiam juntos quase que no mesmo ritmo. Ela comprimiu os músculos e ele penetrou cada vez mais forte, sem medo de machucá-la.
Libby berrou o seu nome entre os gritos. E não foi apenas uma vez. Foram várias. Isso o deixou mais excitado ainda, e quando viu, o nome dela saía pelos seus lábios ao mesmo tempo que o orgasmo que tinham juntos.
Ele se levantou depois de alguns segundos. O peso dele era demais para o corpo dela. Pegou a menina no colo e a levou para o banheiro. Enchendo a banheira com ela dentro.
Libby tinha os olhos fechados e as feições serenas. Tinha sido muito bom.
-Eu te machuquei? – ouviu Josh perguntou.
-Não. Fiquei surpresa pela posição, mas foi bom.
Ele sorriu e a beijou. Entrou na banheira e os dois tomaram um banho enquanto o povo enlouquecia na sala.
***
-Melissa, poderia parar de fazer greve e, por favor, olhar para mim?
Ela o fez.
-Eu sei que tratei você mal naquela noite. E quero me desculpar por isso.
-Tratou mal? – pronto. Perdeu o controle – Tratou mal? TRATOU MAL HORAN? VOCÊ ME TRATOU COMO UM LIXO! UM NADA! UMA BONECA INFLÁVEL QUE SÓ SERVE PARA FAZER VOCÊ GOZAR E DEPOIS JOGAR FORA! FOI ASSIM QUE VOCÊ ME TRATOU NIALL HORAN! VOCÊ TEM IDÉIA DO QUE ALGUÉM PODE FAZER POR VOCÊ? ACHO QUE NÃO, NÉ! EU ERA SUA FÃ, SEU IDIOTA! EU PENSAVA QUE VOCÊ ERA A ÚNICA PESSOA QUE ME FARIA BEM! MAS NÃO... – ela mostrou as marcas na parte de dentro do braço – SATISFEITO?
Niall avançou para ela na velocidade da luz. Os olhos do irlandês se encheram de lágrimas.
-Eu fiz isso?
-Foi, Niall. Você me fez fazer isso. – as lágrimas escorreram pelo rosto dela. Eram negras. – Você sabia que quando me deixou sozinha naquele banheiro eu fiz isso? Sabia que eu acordei no outro dia totalmente desorientada e perdida dentro de uma boate? Perdida e com... – ela soluçou, balançando a cabeça e não acreditando no que iria dizer — ...Com o coração partido em mil pedaços por causa de uma estúpida paixão platônica por você!
Ela desmontou. Caiu em lágrimas e ele estava estático. Aquelas marcas. As marcas que ele sempre desprezou e nunca quis para ninguém. Ele tinha feito isso em alguém. Alguém que gostava dele.
Sentiu o rosto ficar quente e molhado. Ele também chorara. Se virou para a menina sentada no divã e ajoelhou em sua frente.
-Me perdoe, por favor! Perdoe! O que eu fiz não merece perdão, mas por favor...!
Ela assentiu e ele abraçou Melissa. E então, ficaram os dois ali, sentados em um divã, abraçados e chorando. Só faltava um psicólogo.
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Boa noite, loshníacas!
Tudo bem com voces? Entoonces, mais um capítulo para voces e espero que tenha reviews nesse, já que no último só teve um... Obrigada Bruniiiinha.
Enfim, é isso.
Beijoos
Gabi
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