The Sexy Neighbor

14 The Hot Chocolate Invitation


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Libby saiu do quarto colocando o cachecol no pescoço e encontrou as duas amigas também prontas para sair.

-Onde vocês vão? – a escritora franziu a testa.

-Compras! – Melissa sorriu – Hoje está um dia tedioso para ficar em casa e vamos fazer compras.

-E você? – Isadore colocou a luva na mão esquerda – Onde você vai?

-No médico. Marquei para hoje, lembram?

-Ah, tá.

Libby resgatava o celular do fundo do sofá quando teve uma idéia.

-Eu posso ir de taxi para o consultório. Peguem o meu carro para ter um lugar onde colocar as sacolas.

-Não vai ficar ruim para você?

-Claro que não, Isa! Tudo bem. Ah, no consultório, o médico demora muito para atender, além de demorar para chegar lá. Então, peguem a minha chave. Eu não sei se eu estarei aqui quando vocês estiverem voltando.

Ela colocou tudo o que precisava na bolsa e se encaminhou a porta. Logo, as três já estavam saindo do prédio para seus respectivos compromissos.

Isadore: http://www.polyvore.com/compras_com_melissa_isadore/set?id=66123746

Melissa: http://www.polyvore.com/compras_com_isadore_melissa/set?id=66125540#stream_box

Libby: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=66126280&.locale=pt-br

***

-Então, não foi nada, doutor?

-Nada, Elizabeth. – o doutor Knight sorriu, anotando algo na receita – Você está bem e saudável. Sem nenhum sinal físico de gravidez. Os enjoos podem ter sido por algo que você comeu, provavelmente algo com ovo, ou aquele ovo estava estragado. Os desejos são hormonais e podem ser por causa da falta de nutrientes presentes nesses alimentos que você não tinha no corpo. E o resto são sinais de que logo, logo você menstruará.

-E os 9 dias de atraso?

-Ás vezes acontecem. Já veio para a senhorita?

Ela assentiu, envergonhada.

-Ou seja, não há porque se preocupar. Estou receitando um remédio para você tomar se tiver essas dores novamente. E se tiver qualquer enjoo, é melhor ir ao pronto-socorro.

-Ok, — ela pegou a receita médica – Obrigada, doutor.

-Não há de quê, Elizabeth. Se cuide!

Ela saiu do consultório que ficava na rua dos consultórios particulares de Londres. Ali, era raro passar um taxi, já que era um lugar apertado. Chovia forte, e ela não teve nenhuma escolha ao não ser se molhar.

Ela corria pelas ruas, tentando não cair ou perder o equilíbrio. Quando finalmente conseguiu um taxi estava encharcada.

Molhou todo o banco do carro, que se movia veloz, até chegar no centro, perto de onde ela morava. Um ônibus de dois andares tinha tombado logo a frente e a rua estava fechada. Ela teve que prosseguir a pé, se molhando mais ainda.

Finalmente chegou ao prédio. Cumprimentou o porteiro e entrou, molhando todo o hall. Quando finalmente entrou no elevador, respirou fundo. Finalmente estava em casa. Com a chuva que tomara ao sair do médico, ia ter que voltar para ele, dessa vez com uma puta gripe. Passou a mão pela touca. A lã estava pesada. Isso significava, que ela estava literalmente muito encharcada.

Ela olhou para o espelho e se lembrou daquela manhã com o vizinho. Ele lhe prometera um chocolate quente. Se fosse quente como ele era... Uau! Meu Deus! Que tipo de pensamento fora aquele? Que coisa mais ridícula! Revirou os olhos e deu um passo a frente quando as portas se abriram no corredor opulento do último andar. Se encaminhou para sua porta e ficou um bom tempo procurando a chave na bolsa. Até que se lembrou de que esta, estava com suas amigas.

Bateu na testa, irritada com a própria estupidez e tocou a campainha. Nada. Tocou mais uma vez. Silêncio. Bateu na porta. Nothing. Bateu mais sete vezes. Sozinha. Nem a cachorra latia. Lembrou de que as amigas decidiram levar o animal para o pet shop. Oh, shit! E elas ainda não tinham chego.

Começou a achar que tinha sido uma péssima ideia dar a chave para elas. Se sentou no carpete e suspirou. Fechou os olhos e se entregou a escuridão. Estava cansada.

-...Libby? Libby, acorde! – a pessoa sacudia-a um pouco e acariciava-lhe o rosto. Ela abriu os olhos e deu de cara com Josh – Olá, bela adormecida!

-Oi Josh... – ela se sentou e ele continuou na mesma posição (agachado na altura dela) – O que faz aqui?

-Acabei de chegar do mercado. Guardei as compras e vim te acordar. Por que está para fora de sua própria casa? – ele pendeu a cabeça para o lado, em duvida- Suas amigas te prenderam para fora?

-Ah, mais ou menos isso. Eu saí, e elas também. Achei que elas seriam mais rápidas, então deixei a chave com elas.

-Ah. Quer vir para o meu apartamento enquanto elas não chegam? – ela ergueu as sobrancelhas – Sem sexo. – ele ergueu as duas mãos, em forma de rendição – Você está encharcada. Vai pegar uma gripe. E, eu tenho uma máquina de lavar e secadora. Vamos!

Ela assentiu e ele se levantou, estendendo a mão, que Libby aceitou. Foram para o apartamento dele e assim que entrou ela se chocou. Era bem organizada para a casa de um cara que morava sozinho. A sala era feita de sofás, uma TV grande e a janela era um painel de vidro, assim como na casa dela. Uma mesa de jantar perto da bancada que tinha para a cozinha. A planta era o mesmo que a sua, a diferença era que a decoração era mais masculina.

-As plantas são as mesmas, a do meu e do seu apê. Então, sabe onde é o banheiro. O meu chuveiro é melhor que o do corredor normal. Pode usá-lo.

-Tudo bem. Mas eu... – ela olhou para o próprio corpo.

-Eu deixo uma roupa para você no pufe do closet. Tem toalhas no armário do banheiro.

Ela assentiu e caminhou até o quarto dele. Ali, não era tão organizado. A cama estava bagunçada e havia algumas coisas fora do lugar na bancada onde estava o DVD. A TV ficava presa na parede. Ela seguiu até o banheiro e trancou a porta. Pegou duas toalhas onde ele falou que tinha e rumou para o box. Ligou o chuveiro com a água bem quente. Peça por peça, tirou a roupa e dobrou-as em cima do vaso.

Sentiu um alivio imenso ao sentir a água contra seu corpo. Esquentou-a. Procurou o shampoo e encontrou apenas o de Josh, ela abriu e sentiu o cheiro. Era bom. E um pouco familiar. Por sorte ele tinha condicionador. Demorou um pouco no banho, mas quando saiu se sentia renovada.

Enrolou o cabelo em uma toalha e o corpo em outra. Abriu a porta e colocou a cabeça para fora primeiro. Josh não estava ali. Caminhou até o closet e se espantou ao ver o número de espelhos. Ela viu uma camiseta branca em cima do pufe. Estava em cima de uma bermuda, que ficou caindo, então ela decidiu não usar. Libby colocou a mesma calcinha de antes. Não colocaria uma cueca dele e muito menos ficaria sem! E ela tinha colocado aquela logo depois do banho da manhã. Juntou a toalha do corpo e as roupas que usava dobradas em uma pilha que levou até a sala, onde Josh assistia TV.

Assim que ela parou no portal do corredor ele olhou para ela. Estava boquiaberto.

-O que foi?

-Nunca pensei que minha camiseta ficaria melhor em você do que em mim. – ela corou, olhando para si mesma. A camiseta era básica, toda branca, as mangas paravam dois dedos acima do cotovelo dela, e a barra no meio das coxas.

-Obrigada. O que eu... faço com as minhas roupas?

Ele se levantou em um pulo.

-Ah, sim! Vamos colocá-las para lavar. – ela o seguiu e parou na lavanderia. Pegou as roupas da mão dela e colocou dentro da máquina, ligando-a e programando – Minha máquina de lavar também seca. Mas demora cerca de três horas para todo o processo, tudo bem?

-Tudo ótimo.Muito obrigada, Josh! Eu poderia ter pego uma gripe e você me ajudou. Obrigada.

-Não agradeça. É para isso que servem os vizinhos. – ele pousou a mão na toalha enrolada em sua cabeça – Já penteou o cabelo?

-Já. Achei um pente na sua pia e desembaracei. Espero que não se incomode.

-Não há problema. E porque está enrolado na toalha? – ela deu de ombros e ele riu, tirando a toalha e jogando em um canto. Acariciou os fios molhados e bagunçados dela. Cheirou o topo de sua cabeça – Meu cheiro. Você está com cheiro do meu shampoo.

-Aham.

-É ótimo.

Ela mordeu o lábio e ele beijou a testa dela.

-Eu estou te devendo um dos meus chocolates quentes. Vamos?

-Vamos.

Ela se sentou na bancada e observou ele fazer a bebida.

-Então, você trabalha com o quê? –ela perguntou.

-Sou baterista de uma banda chamada One Direction. E você?

-Sou uma escritora.

-Legal! – ele sorriu para ela enquanto pegava um pacote de marshmallows no armário. – É conhecida?

-Sou brasileira, moro na Inglaterra porque aqui meus livros fazem mais sucesso.

-Gosto de ler. Talvez tenha lido um dos seus. Me diga o nome de um deles.

-Já ouviu falar da serie Dragon’s Light?

-Não brinca! – ele quase deixou a xícara no chão. – É você? Caramba! Eu amo seus livros! Você tem que me dar um autografo, por favor!

-Claro, claro! Com o maior prazer. Estou te devendo uma!

Ele sorriu. Não estava acreditando que morava do lado de sua escritora favorita e muito menos tinha dormido com ela duas vezes! Pensava nisso quando lhe deu uma xícara do chocolate quente e a ajudou a descer do balcão, guiando Libby para a sala, onde passava Amor e Outras Drogas. Ficaram ali, assistindo e tomando chocolates quentes. Estava tudo bem. Cada um em um lado do sofá, assistindo o filme, todos bonzinhos.

De repente, Anne Hathaway e Jake Gynllenhall começam a fazer sexo. Os dois ficam desconfortáveis. A respiração de Josh aumenta. Mas a cena passam e eles ficam bem. O canal de filmes anuncia os dois minutos de pausa e Devine pega as xícaras para levar para a cozinha. Quando ele volta, parou no meio da sala e ficou olhando Libby. Ela estava tão sexy com a camiseta dele. Pelo jeito usava apenas uma calcinha embaixo dela. Sentiu-se excitado.

-Josh? – ela o chamou – Tudo bem?

-Posso te beijar?

Ela ofegou. Estava assustada com a pergunta, óbvio. Respirou fundo.

-Pode. – e sorriu sedutora. Foi o que bastou para ele avançar para sua boca.

Os dois caíram nos sofá e se beijaram. Era quente. A temperatura estava aumentando e os dois estavam com mais calor que o normal. A mão de Libby passou para os cabelos dele e as dele para as coxas dela, que se entrelaçaram na cintura dele. Quando o fôlego acabava ele assaltavam o pescoço do outro até voltarem aos beijos. De repente pararam. Elizabeth tinha tirado a camisa dele e Devine estava fazendo o mesmo, já podia até ver um pedaço da calcinha.

-Eu prometi que não teria sexo...

-Quebre-a.

-É o certo?

-Eu não sei. Parece ser certo?

-Eu também não sei. – ele mordeu o lábio. – Você quer?

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E ai, gente? Ela quer?

Voces decidem! Eu avisei que eles virar tipo... ninfomaniacos... Sei que já passou da uma, mas esse vale como o segundo capitulo de hoje ok?

Beijoos

Até amanha

Gabi