Notas iniciais
Desculpem por isso... eu só precisava...

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Hããã.... isso não é um capítulo. Acho que dá para perceber pelo título. Afinal, eu sempre coloco o título dos capítulos em inglês. São vinte para a cinco da manhã meninas. Eu costumo dormir tarde nas férias mesmo...

Eu acompanho muitas fics aqui no Nyah. E quando há um recado desse tipo, é sempre a autora querendo dizer que não tem inspiração para escrever a historia. Eu não vou fazer isso. Eu estou em pleno auge de inspiração, fiquem calmas!

Girls, mesmo sem conhecer nenhuma de vocês pessoalmente eu confio muito em todas voces. Voces, quase desconhecidas, que leem a minha fic e sempre me elogiam... voces, que moram longe de mim e nunca falaram comigo fora da internet, voces, que me fazem felizes.

Eu estou sob efeito da felicidade. Eu não consigo tirar o sorriso do meu rosto. Eu não sei se é efeito do livro (eu acabei de terminar o Fiquei com Seu Número. Que é muito lindo. Aconselho voces a comprarem, se puderem), e estou estarrecida, achando o livro extremamente fofo. Mas é assim que eu fico quando termino um livro.

Minha maior surpresa é quando eu entro no tumblr rapidamente antes de desligar o PC e vejo o símbolo vermelho de ASK. Fiquei muuuito surpresa. Ninguém me manda ask, Ninguém mesmo.

“Gabi, sua fanfic é... PERFEITA! Sou Loshníaca hahahahaha Você escreve super bem! *----*”

Meu awwwn foi tão agudo que deve ter acordado a casa inteira. Eu quase chorei. Me emocionei mesmo. Ninguém tinha saído do Nyah, tinha ido no tumblr e me falado uma coisa dessas. Seja quem for que mandou essa ask, se apresente, por favor. Você é culpada da coca ter caído no meu pijama. Eu não conseguia parar de sorrir.

E, agora se preparem, por que é longa a historia. E se não estiverem interessadas, voltem para seus afazeres. Eu provavelmente estarei postando um capitulo a tarde ou a noite... ok?

É mais um desabafo. Como eu disse, confio em voces.

Pois bem... lá vai.

2012 foi o pior ano da minha vida. Parece drama, e talvez seja drama mesmo. Eu andei conversando com uma leitora, a Zoe, ela se tornou uma grande amiga minha, e fizemos amizade. Ela sabe, mas eu não sei de voces... os meus pais são separados. E eu tenho um irmão. Porém, esse irmão é do primeiro casamento da minha mãe. Pelo amor de Deus, não pensem mal da minha mãe! Por isso, no lado de pai, eu fui bem mimada. E quem sofreu mais, foi minha mãe como ela mesma disse. Foi ela quem sofreu para me dizer não. E mesmo assim, nem sempre eu levava um não. Se não era naquele momento, era depois. Resumindo? Eu sempre fui mimada. Eu sempre tive as coisas na minha mão. Sempre.

Eu sempre fui feliz. Cheguei a perceber que eu era a única animada no dia do próprio aniversario. Eu sempre fui elétrica, feliz, e era amiga de todos. Um pouco falsa. Mas eu era. Eu era uma patricinha que não gostava de rosa.

Até esse ano.

Eu gostava de um cara. Um cara que foi meu primeiro amor. Eu gostei dele por três anos. Até que no ano passado eu fui forçada a parar. Ele tinha ido embora da escola. E como ele me evitou depois que eu me “declarei” para ele , perdemos o contato.

Então, eu fui obrigada a crescer. O meu mundinho feliz, de arcoiris e unicórnios foi embora, atingido por um asteroide, sei lá. Foi nessa época que eu conheci a One Direction. Eu não queria assumir que precisava de ajuda. E eu não precisei. Quando eu escutava as musicas deles, eu me sentia bem.

Aí, nos entramos no pior problema. Amizades.

Vejamos bem, eu nunca fui o tipo perfeita. Fico bem longe disso, e hoje eu posso enxergar com clareza. Eu sou mimada, eu sou mesquinha (ás vezes, calma), egoísta, chata, e falsa. Acho que o último é meu pior defeito. Eu sou falsa. Ou era falsa. O meu amigo gay diz que eu mudei. Mas gays são bajuladores, não se enganem!

Nesse desabafo, voces devem se lembrar de três pessoas: N, R e M. N era minha melhor amiga desde a terceira série. R me conhecia desde a quarta, mas começamos a ser amigas no inicio desse ano. M e eu tínhamos uma rixa para quem tinha as melhores notas da sala, mas do meio do ano para cá, viramos amigas.

A M tinha um probleminha complicado. Ela tinha segredos e pareciam ter sofrido bastante no passado. Credo! Parece coisa de novela mexicana. Mas um dia, ela me contou os problemas dela.

Foi então que eu fiz uma besteira. Uma besteira feia mesmo. No momento, eu me senti um pouco culpada. Mas hoje eu tenho vontade de me dar um tiro ou algo parecido.

Eu contei o segredo da M para a R. A R não suportava ficar de fora. Seja em qualquer assunto. E ela podia negar, mas eu sabia que ela tinha ciúmes. Além disso, a R me dizia que não confiava muito na M. Ou seja, olhando de fora, aquela amizade era um poço de falsidade.

Com a N, o negocio era complicado. Sabe aquelas amigas que são tão amigas que são consideradas como filhas pelo seus pais? Era assim com os meus e com os dela. A gente era tipo... unha e cutícula. Mas é claro que tinha uns momentos que a manicure tirava a cutícula. Eram os momentos que a gente brigava. E cara! Como a gente brigava! As brigas mais simples duravam meio dia ou até meia hora, até sairmos e pedirmos desculpas. A mais complicada durou 4 meses e meio. A N era a minha melhor amiga. Era algo que eu não conseguiria ficar sem. Éramos do tipo:

“Você vai em casa hoje.”

“vou?”

“vai”

“atá”

Pois é. Éramos assim.

O grande problema foi o meu defeito. A falsidade.

Alguma pessoa contou para a R que eu estava falando mal dela pelas costas. O problema, é que eu nunca falei mal dela pelas costas. Durante uma semana, ela foi falsa comigo, agindo normalmente. Seis dias depois que ela ficou sabendo da fofoca eu fui conversar com a M.

A M me disse que iria me contar o grande segredo dela. Mas, naquele dia, eu estava muito chateada com a R e a N. Elas haviam me excluído durante o intervalo inteiro e me olhavam como se eu fosse um lixo quando tentava me aproximar. Uma verdade? A N odiava a R.

Eu comentei isso com a M. E a M me disse do segredo dela. Mas ela não parecia estar pronta para me contar. Eu falei que tudo bem, ela poderia me contar outro dia.

Na manhã seguinte, a R me puxou para um canto. Logo antes da aula. E ficou me enchendo o saco para eu contar. Mais um dos meus defeitos. Impaciência. E eu acabei contando. Apesar de tudo, eu confiava muito na R.

No fim do dia, elas não falavam mais comigo. Dois ou três dias depois eu fiquei sabendo de tudo isso que eu contei. E que o segredo era um teste.

Eu fiquei arrasada. Sai da sala quase que correndo quando tocou o sinal. Eu não suporto chorar na frente dos outros, apenas na da N. E eu fui procurar ela, já que era de outra sala. A N foi uma frieza total comigo. Apontava meus erros e também o das outras meninas. Mas ela estava distante. Nem um abraço me deu. E pensar que eu fui tudo que ela precisava quando eu estava triste.

Dias depois eu finalmente conversei com a M. Foi durante a aula de matemática, quando ninguém estava fazendo nada. Cinco minutos de conversa e ela, muito sensível, já estava vermelha de tanto chorar. Eu admiti meu erro, pedi perdão, e quando ela me perguntou o porquê foi como um tapa na cara. Eu não sabia o porque. Eu fiz tudo aquilo com ela e não sabia o porque. E ai eu fiz algo que não faria: chorei ali na sala mesmo. Dois de meus amigos me consolaram. Mas eu estava muito mal.

Eu queria ficar sozinha. Ou ficar com alguém que me apoiasse, ou não falasse nada, só ficasse do meu lado. Mas eu não tinha mais nada assim. Isso facilitou para a R quando ela veio falar comigo naquele intervalo.

Ela já sabia que eu tinha assumido meu erro com a Milena. E queria que eu fizesse o mesmo com ela. Mas se tem uma coisa que eu tenho e que prezo é o orgulho. E não assumiria um erro que não cometi por amizade fraca como aquela. Então, antes que ficasse mais complicado e eu chorasse na frente dela (olha o tal orgulho) eu fugi. E quase matei a aula de artes chorando no banheiro.

Umas semanas depois, eu fiquei sabendo que a N estava sabendo de tudo. E de tudo contava como “eu estava falando mal dela pelas costas”. E invés de vir falar comigo e tirar a historia a limpo, ela saiu falando por ai que me odiava.

A M pensou em me perdoar. Pensou em pelo menos voltar a falar comigo. Afinal, eu estava sendo ignorada. Mas a R não deixou. Disse que eu tinha magoado ela (M) e que tinha feito ela chorar, que não merecia o perdão dela... etc... isso tudo um amigo meu ouviu enquanto fazia uma recuperacao sentado perto das duas.

E o pior, é que eu via como a R tratava a M. Com uma falsidade e descaso horríveis. A M sempre amou ler, e a R tirava o livro das mãos da menina quando ela queria ler. Queria conversar, ouvir musica, bagunçar, quando tudo o que a M queria era ler. Ela estava mudando a M, e eu não podia fazer nada. E o que mais me doía, é que a M era a que poderia sofrer, e a que mais poderia ir além.

Por esse e outros motivos, 2012 foi péssimo para mim. Eu, mimada, sempre agarrada aos meus brinquedos, me senti pior ainda quando eles foram tirados de mim.

E essas tantas palavras inúteis, são só para contar um pensamento:

“E depois do ‘fim do mundo’, ele parecia estar virando um lugar melhor para mim”...

Eu pensei isso ao ver os reviews, ao ver o carinho de voces por mim e pela historia, e ao ver aquela ask. E voces, meninas, foram aquelas luzinhas no fim do túnel para mim. Foram o que eu precisava para poder me sentir bem e colocar um sorriso verdadeiro no rosto.

Obrigada!

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Muito, mas muito obrigada! Vocês fizeram um bem enorme para mim... e eu queria me desculpar por essa encheção de saco... Eu amo muito vocês. Todas. A 1Dreamer, a Marixx, a Zoe, a Lety, a Jeé, a Bruninha, Swagger Lovato, Milena Trovão, Ana, Caria, Dani, A Gabi (minha xará!), Luana, Djúlia e todas! Me desculpem pelas as que eu não citei, foi as que eu me lembrei :$ e também amo a todas as minhas Fantasminhas, que só por estarem aqui, já fazem alguém feliz!