The Seven Friends
9 Aquele com o dedão
Notas iniciais
No dia seguinte ao jantar em que o grupo finalmente conhecera Adam que era o novo cara com quem Ginny estava saindo. Sendo que desta vez ela fora surpreendida com o fato de que pela primeira vez em todos aqueles anos, os seus amigos haviam aprovado o rapaz e até mesmo gostado dele. Bem mais do que ela gostara de admitir.
Naquela manhã mesmo, ela tinha ligado para Adam para que ambos pudessem ter um café da manhã ali no Leaky Cauldron. Então teve como resposta dele que não poderia já que havia combinado algo com os rapazes sendo que nem ao menos fazia ideia de quem poderia ser eles e supôs serem amigos habituais.
Pelo menos era isso o que pensava até então naquelas últimas horas já que logo descobriria através de Hermione que os rapazes de seu grupo é que haviam chamado Adam para uma atividade coletiva. Ginny ainda não fazia ideia do que poderia ser. A ruiva se encontrava naquele momento no pub em seu típico lugar de costume sendo que estava tentando se distrair lendo uma revista enquanto bebia algo.
Foi então que pela porta do Leaky Cauldron entraram os quatro rapazes em suas roupas típicas de praticar esportes e tênis. Eles se aproximaram da ruiva sendo que todos mostravam expressões de desanimo que indicavam que não haviam feito um bom jogo. O quarteto se aproximou dela e a cumprimentou com as vozes inexpressíveis.
E foi naquele momento em que Ginny soube que eles tinham ido jogar basquetebol já que Ron trazia a reconhecível bola laranja com ele. A garota tinha se perguntado mentalmente quantas derrotas seriam necessárias para que eles aprendessem que eram péssimos naquele esporte.
_ Oi — falou Ginny solidária para os rapazes — como foi o jogo? — enquanto se movia em seu lugar no sofá e abaixava a revista.
_ Bem... – falou Ron com uma voz desanimada sendo que então abriu um sorriso que fez sua irmã lhe olhar confusa.
_ NÓS GANHAMOS! – vibraram todos eles em uníssono sendo que naquele momento houve urros de comemoração e high-fives entre eles além de Ginny para lhe dar apoio acabou aplaudindo-os — Obrigado! — falaram agradecendo a ruiva.
_ Nós somos bons – disse Draco – certo nem tanto, apesar de tudo sabíamos que esse dia chegaria.
_ Draco, você só faz parte do time há duas semanas. E você só perdeu uma vez para aqueles caras – falou Neville – tem ideia de quantas vezes fomos massacrados por eles? – o loiro assentiu ao comentário então murmurando para que o botânico não estragasse o momento.
_ Isso é... Fantástico – respondeu Ginny impressionada com o milagre que ocorrera — Eu tenho uma pergunta: Como é possível? – era demais para que ela pudesse compreender tão rapidamente.
_ Adam – falaram eles juntos e então suspiraram o que certamente deixou a cena bastante esquisita na cabeça da ruiva porque era um suspiro quase como aqueles de quando se está apaixonado.
_ Ele era inacreditável – disse Harry – realmente impressionante do tipo de cara que dá vontade de parar simplesmente e vê-lo fazer o movimento – os rapazes assentiram – eu na verdade fiz isso num momento.
_ Não foi apenas você – respondeu Ron e os amigos concordaram – era quase como se tudo se movesse em câmera lenta quando o Adam pegava na bola – Ginny olhara para aquilo com estranheza daquelas frases de seus amigos sendo que ainda estava para ficar pior com a próxima frase que viria.
_ E mesmo quando começou a suar... – falou Neville parecendo relembrar — Cara, como alguém consegue demorar tanto para transpirar e mesmo quando começa nem ao menos deixa manchas na roupa de molhado? E eu invejo isso porque posso ter emagrecido, mas ainda transpiro feito aquele mesmo pirralho gorducho que era quando criança.
_ Adam é assim tão bom quanto estão querendo fazer parecer? – disse Ginny que não fazia ideia sobre como seu novo namorado deveria ter talento para esportes já que nunca havia comentado nada com ela.
_ Esta brincando não é? – riu Draco – ele é tipo o LeBron James britânico.
_ Sério mesmo Malfoy? – disse Ron — Ah, qual é ele está mais para Michael Jordan.
_ Isso não pode ser verdade – riu Ginny antes de dar um gole em sua bebida — é muito exagero de vocês.
_ Não é nem um pouco de exagero – disse Harry.
_ Não mesmo – falou Neville — Ele era como naquele cartoon da Lonnie Tunes que vi outro dia.
_ Aquele onde Pernalonga está jogando todas as posições? – perguntou Draco – acho que vi mesmo outro dia.
_ É, aquele era o Adam – disse Neville – Adam era o Pernalonga como um jogador de basquete – e os rapazes pareceram concordar com aquilo.
_ E é mesmo – concordou Ron tentando imitar os movimentos dele com a bola em mãos – Ele jogava pela direita, vinha pela esquerda, levava o jogador para longe com o ombro... – ele parecia se empolgar – então ele mandava para nós e quando a recebíamos já notávamos ele na posição tipo... Como ele poderia chegar tão rápido daquele jeito?
_ E então foi – disse Harry – primeira cesta de quem? Adam – ele riu e os amigos comemoraram — segunda cesta para nos dar vantagem quem fez? Adam... – ele havia se sentado no sofá ao lado dela — E a terceira cesta, adivinha só quem fez? Uma dica: o nome dele começa com A... E termina com dam.
_ Mesmo assim foi um jogo acirrado – falou Ron.
_ Nem tanto – disse Draco – pedi para o Adam não humilhar os nossos adversários dai ele pegou leve um pouco com eles e deixou que eles chegassem ao quase empate.
_ Foi ideia sua? Show – disse Neville – é como você dar esperanças para eles aos poucos e então esmaga-las de vez – o botânico pegou uma taça imaginária e a ergueu enfrente ao loiro – um brinde a sua ideia diabólica e cruel Malfoy – e eles brindaram com suas bebidas imaginárias.
_ Dai então veio o ponto decisivo – disse Ron que então começou a quicar a bola no chão – e então ele fez o lance fatal. Ele encestou do meio da quadra – e a bola escapou de sua mão batendo sobre a mesa e derramando a bebida de Ginny – foi mal...
_ Weasley – disse Hermione repreendedora vindo assim que escutara o barulho da bola – quantas vezes vou ter que dizer para você sem bolas dentro do pub.
_ você nunca falou isso – respondeu Ron.
_ Porque é meio obvio não? — respondeu Hermione com um tom de obviedade na voz — Que quando não é recomendável brincar de bola dentro de casa é que isso também serve para espaços fechados em geral.
_ Certo, eu limpo isso depois – disse Ron para por um fim naquela conversa.
_ Estávamos falando sobre o jogo que tivemos – falou Neville – o jogo que nós vencemos.
_ Como é possível? – disse Hermione.
_ Adam – falaram todos incluindo Ginny apesar de que diferente dos amigos a ruiva não estava muito empolgada com aquela historia.
_ Isso sim é inacreditável – disse Hermione chocada – simplesmente sem palavras.
_ E não é? – concordou Ron — Eu quero dizer, era como se ele nos fez ser uma equipe de verdade.
_ Sim, temos certeza que mostramos a aqueles joalheiros judeus uma coisa ou duas sobre basquetebol – disse Harry e houve mais comemoração entre eles e uma nova troca de high-fives entre os rapazes.
Sendo que depois de terem se acalmado e todos foram se sentar finalmente no sofá ( menos Ron que acabou tendo que se ajoelhar para limpar o café que havia derramado sobre a mesinha) foi que Ginny teve a oportunidade para falar.
_ Posso perguntar a vocês uma coisa? – disse Ginny que estava incomodada demais com aquela historia toda — Vocês já pensaram que Adam é talvez... – todos a olhavam de uma maneira apreensiva quase como se a desafiassem a dizer algo ruim sobre aquele rapaz — Às vezes...
_ O que? – perguntou Ron.
_ Eu não sei – disse Ginny dando de ombros e tentando encontrar as palavras certas — um pouco demasiado Adam?
_ Bem, não – disse Hermione se sentando no braço do sofá — Isso é impossível.
_ É? – questionou Ginny.
_ Aham – responderam eles como se fosse algo óbvio.
_ Você nunca pode ser muito Adam – disse Draco.
_ Não é possível ser Adam o suficiente – respondeu Neville – não é como se Adam fosse algo que pudesse ser medido.
_ Sim, é seu... Modo Adam de ser Adam – disse Ron e aquilo estava deixando Ginny confusa — Adam é demais de um jeito que adoramos e sabemos que não vamos enjoar.
_ Eu, pessoalmente... – respondeu Harry — poderia ter um monte de Adam só para mim.
_ É tê-lo mais tempo com a gente ia ser bom – disse Ron e o grupo ficou em um estranho silêncio pensativo que fez Ginny olhar de um para o outro.
Luna estava decidida de que não ficaria com aquele dinheiro mesmo que seus amigos e o banco dissessem ao contrário. Não era dela e por mais tentador que fosse não iria ter paz caso o gastasse com algo que a fizesse se lembrar de sempre que visse de onde o dinheiro viera. E aquilo estava ficando complicado já que as coisas simplesmente pareciam mais tentadoras e acessíveis sendo que havia cogitado a ficar com o dinheiro só que se fizesse isso saberia que não teria paz de espirito.
Então, a loira fora fazer seu trabalho comunitário como diziam seus amigos só que a verdade é que ela tinha o costume de visitar os sem-teto de Londres porque sabia o quão seus atos eram bons para eles e isso a fazia se lembrar daquela fase difícil que passara de quando fora uma garota das ruas.
Naquele momento lá estava Luna numa parte do bairro Diagon-Alley que todos conheciam como sendo a mais sombria e perigosa sendo que para ela era como qualquer outra já que qualquer um ali a conhecia. Eram poucos que conseguiam se sentir verdadeiramente seguros e entre essa minoria fazia parte aquela loira. Porque Luna Lovegood não temia as vielas do Knockturn-Alley.
Então lá estava ela distribuindo para os sem-teto alguns mantimentos como cobertores velhos e comidas que estavam perto de perder a validade que não faria falta nem a ela nem ao seu pai. E cada sorriso e agradecimento valiam muito mais que aquele pouco que tinha que dá. Isso sem falar que ela tinha grandes amizades por ali como Ming que era uma senhora asiática que vivia de vender seus artesanatos com restos de sucata.
A loira se aproximou da asiática que colocava suas peças de sucata em um carrinho de compras para ir tentar vender para alguns turistas em algum ponto especifico aquela semana. Pelo menos era essa a rotina de Ming que Luna conhecia.
_ Hei, Ming – cumprimentou Luna se aproximando da mulher.
_ Hei, loira esquisita – respondeu Ming chamando Luna pelo apelido que a havia dado e com seu sotaque com vestígios de alguma língua oriental.
_ Eu te trouxe sopa de letrinhas – falou Luna lhe estendendo um saco de papel – poderá tomar mais tarde e dividir com os meninos – a loira se referia aos gatos daquele beco que Ming havia adotado como seus e que dividia sua comida quando tinha.
_ Eu não sei – disse Ming — gatos não gostam muito de sopa.
_ Por isso também coloquei umas sardinhas ai para ele e atum enlatado – falou Luna.
_ Atum enlatado? Oh, loira esquisita não deveria gastar tanto dinheiro assim – disse Ming – e vai ter que me desculpar porque eu é que vou comer isso e os meninos que se contentem com sardinhas.
_ Como quiser – respondeu Luna dando de ombros.
_ Você retirou todas as vogais? – perguntou Ming sobre a sopa e a loira assentiu sabendo as manias daquela mulher.
_ Sim. Mas eu deixei os Ys. Porque, você sabe... – disse Luna — o Y serve apenas como vogal ás vezes – a asiática assentiu — Então, ás vezes ele é bom – a loira então parou um pouco e depois de alguns segundos dispersa pensando foi que ela despertou piscando um pouco e então olhando novamente para a mulher — Uh, eu também tenho algo para você – então ela procura em sua bolsa.
_ Cream Cracker? – perguntou Ming.
_ Não, mas gostaria de mil libras e um telefone de banana? – falou Luna tirando o aparelho estranho e o envelope da bolsa e a mulher que olhou surpresa aceitando o que a loira lhe oferecia.
_ O quê? – disse Ming então abrindo o envelope que Luna lhe deu — Oh meu Deus – ela estava chocada com o que via ali porque a tempos não via tão grande quantidade de libras daquele jeito — há realmente dinheiro aqui.
_ Eu sei — respondeu Luna com um tom de que aquilo era óbvio.
_ Loira Esquisita – disse Ming com um olhar suspeito — o que você está fazendo? – então estendeu o envelope para Luna — Isso é sério? Por que esta me dando todo esse dinheiro?
_ Sim é... – respondeu Luna – Olha... Não preciso disso, então eu quero que você fique com ele – ela fez sinal para que a asiática afastasse o envelope dela — Eu não quero isso.
_ Não, não... – respondeu Ming – Eu... Hã... Eu tenho que dar-lhe alguma coisa.
_ Oh, isso é... Bom – disse Luna — mas não precisa.
_ Gostaria meu chapéu de papel alumínio? – perguntou Ming oferecendo a loira uma espécie de cartola revestida pelo embrulho metálico.
_Não. Porque você precisa disso – disse Luna – Não – ela insistiu então colocando o chapéu na cabeça da loira que olhou seu reflexo em uma vitrine de loja e pareceu aprovar — está tudo bem, obrigada.
_ Por favor – pediu Ming — deixe-me comprar lhe alguma coisa.
_ Ok, tudo bem... – disse Luna — você me compra um refrigerante e então estamos quites. Ok?
_ Okay – falou Ming.
_ Okay – concordou Luna – eu posso empurrar seu carrinho?
_ Bem, não vejo o porquê não – disse Ming e a loira sorriu quando começou a empurrar o carrinho enquanto a asiática caminhava ao seu lado.
...
Enquanto isso, Harry se encontrava sozinho na viatura de policia já que seu parceiro havia decido para ir comprar alguns copos de café e algo para comerem. Aquela era a oportunidade de Harry que esperava desde o horário do almoço.
Ele olhou em volta para ver se Ron não estava retornando, então abriu o porta-luvas do carro e então tirou um cigarro já acesso lá de dentro. Após uma tragada, ele então abre a janela para poder soltar a fumaça para o lado de fora. Guardou o cigarro no porta-luvas sendo que então puxou um purificador de ar dali e pulverizou ao redor do ar interno do carro. Então pega um chiclete e começa a mastigar para disfarçar o hálito.
Ele esperou um pouco sendo que então olhou no relógio para se certificar das horas e então olhou ao redor novamente. Harry tirou o chiclete da boca e então depois de uma segunda tragada vem todo o processo mais uma vez. Abre a janela para soltar a fumaça e depois pulveriza o purificador de ar no ambiente interno do automóvel. E o chiclete retorna na boca bem a tempo de fechar o porta-luvas antes de Ron retornar.
...
Luna e Ming se encontravam em uma loja em que se lia Fish N’ Chips na vitrine da frente. Aquele era um estabelecimento popular naquele bairro que era responsável por vender uma das iguarias mais tradicionais no Reino Unido: o tão famoso peixe com batatas fritas. Luna adorava ir aquele lugar com seu pai só que naquele dia fora até ali com Ming para que ela pudesse lhe comprar um refrigerante.
_ Fique com o troco – disse Ming para o proprietário enquanto ela e Luna se encaminhavam em direção à saída – Você não quer um pouco de peixe com fritas? – eles já se encontravam do lado de fora da loja.
_ Não, eu estou bem – respondeu Luna.
_ Até mais – disse Ming se despedindo e retornando ao seu carrinho para empurrá-lo ao longo da rua.
Luna então vai até um ponto de ônibus ali próximo sendo que todas a encaravam por conta de sua cartola envolta em papel alumínio que ainda usava na cabeça. Ela olhou para a lata de refrigerante que tinha em mãos e então a abriu e após ter feito estava aproximando-a para beber quando notou algo dentro dela e a loira sacudiu para olhar melhor.
_ Oh, não... – respondeu Luna parecendo decepcionada – ah... Isso é... – a loira então reconheceu o que era — Huh!
...
O grupo se encontrava reunido no Leaky Cauldron sendo que todos estavam chocados depois que Luna lhes contou sobre o infeliz acidente com o refrigerante e a descoberta que tivera ao abrir aquela lata. A loira apesar de tudo não jogara a lata fora porque sabia que alguns de seus amigos precisariam de provas para acreditar e era por isso que ainda estava ali com ela em suas mãos.
_ Um dedão? – disse Ron com uma expressão de nojo no rosto – tipo, um polegar? O mata-piolho? O dedo que nos diferencia dos outros animais não primatas? – ele apontou para seu próprio dedo – como esse aqui? – Luna assente com a cabeça.
_ Eca – disseram todos com expressão de nojo em seus rostos.
_ Eu sei – concordou Luna — Eu sei... Eu abri e lá estava ele – ela olhou para dentro da lata — apenas flutuando lá, como um pequeno filhote de hipopótamo brincando feliz em algum lago na savana – todos a olhavam com estranheza e alguns com a sobrancelha arqueada – ah, foi apenas a primeira associação minha... Hipopótamos não parecem com dedões. Eles são mais bonitos – ela olhou para o nada por alguns segundos com um olhar sonhador – Eu queria ter meu próprio hipopótamo.
_ E tem ideia de como esse dedão foi parar ai? – perguntou Neville.
_ É, como ninguém da empresa relatou um acidente desses? – questionou Ginny.
_ A maioria dos acidentes não é revelada ao publico – disse Neville – só posso dizer que o cara que perdeu esse dedão deve ter recebido uma indenização milionária pelo acidente. Claro, ele perdeu o movimento de pinça de uma das mãos – ele fez o movimento com seus dedos – mas fazer o que? Espero que agora dê valor ao outro polegar.
_ Se ainda tiver – completou Draco.
_ Oh, ia ser azar demais para uma pessoa só – falou Neville.
_ Bem... – falou Harry — talvez seja um concurso, sabe? – ele se ajeitou em seu lugar quando viu que tinha a atenção dos amigos — Como, coletar todos os cinco? Podemos estar lidando com a fusão de Willy Wonka com o carinha de triciclo dos Jogos Mortais.
_ Será que ninguém quer ver? – disse Luna mostrando a lata e estendendo a eles.
_ Não – todos responderam em uníssono.
Logo depois foi que Harry tirou o maço de cigarros do bolso ao lado de um isqueiro. Então ele colocou um cigarro na boca e o acendeu sendo que logo em seguida começaram os protestos dos seus amigos sobre aquele ato do policial.
_ Oh, hey... – disseram todos reclamando — não faça isso! Para com isso!
_ É pior do que o polegar – disse Hermione.
_ Ei, isso é tão injusto – falou Harry irritado.
_ Oh, por que é injusto? – respondeu Ginny sarcasticamente.
_ Então, eu tenho uma falha – disse Harry — Grande coisa! Como constante estalar de juntas dos dedos de Neville não é chato? E Ron, sempre tentar enfiar a maior quantidade de comida na boca dele e ainda falar com ela cheia? Ou como Hermione tem a mania de corrigir nossas pronuncias de algumas palavras? E Ginny, com aquele ronco quando ela ri? Quero dizer, o que diabos é isso?– eles o encaravam naquele momento — Eu aceito todas essas falhas, por que não podem me aceitar por isso? — Um silêncio constrangedor se seguiu.
_ Será que meu estalar de dedos é tão incomodo para vocês? – perguntou Neville.
_ Bem, eu poderia viver sem isso – respondeu Hermione.
_ E é chato comparado ao que? – questionou Neville.
_ Bem, é... Assim, um pouco chato não é tão desagradável como quando Luna mastiga o cabelo dela – disse Hermione e todos olham para a loira que estava com uma de seu cabelo na boca sendo que ao perceber o olhar deles é o cospe fora.
_ Oh, agora... – disse Draco se virando para Luna que parecia chateada — não dê ouvidos a ela, Luna, eu acho que é cativante – e a garota sorriu fracamente sendo que Neville olhou para o loiro seriamente.
_ Sabe, uma coisa que realmente me incomoda em você Draco? – disse Neville – seus abraços. Quem diabos abraça tanto assim os amigos? – o loiro se voltou para o botânico.
_ Não compreendi – disse Draco.
_ pela rainha, nós somos cavalheiros britânicos – respondeu Neville – somos cidadãos que apertamos as mãos para nos cumprimentar e não que saem abraçando os outros em publico. É constrangedor para as pessoas que não estão acostumadas.
_ Não é acostumado com abraços ou qualquer espécie de carinho porque é inseguro com sua sexualidade é? – debochou Draco e Ginny riu daquele comentário sendo que acabou roncando no final da risada.
_ Não, ele está certo... Não damos abraços por qualquer motivo – respondeu Ron — deixe essa frescuragem de abraços para os maricas americanos – então o ruivo deu um high-five com o botânico.
_ Na verdade, o correto é coisa fresca de abraços – disse Hermione corrigindo quase que automaticamente e todos a fitaram – qual é? Frescuragem? – ela buscou apoio nos amigos — Isso lá é palavra? E o certo é Norte-Americanos se está se referindo aos Estados Unidos.
_ “Oh, o certo é Norte-Americanos” – falou Luna a imitando e Ginny ri novamente e ronca mais alto sendo que dessa vez tampou a boca com uma das mãos.
_ E ainda reclamava dos gêmeos te chamarem de Miss Ginny sempre que ria assim – disse Ron enquanto comia um bolinho sendo que uma boa parte dele (quase que inteiro) ainda estava em sua boca.
_ Eu posso rir feito uma, mas pelo menos não como feito um leitão – alfinetou Ginny — não é Roniquinho?
_ Você sabe, não há nada de errado em falar corretamente — disse Hermione.
_ "Na verdade não há" — falou Luna a imitando novamente.
_ Eu realmente deveria voltar ao trabalho – disse Hermione azeda se levantando de seu lugar.
_ Sim, porque de outra forma alguém poderia conseguir o que realmente pediu – alfinetou Luna.
_ Uou... Então é isso é? – disse Hermione então se encaminhando até a garota – Vamos lá... Comedora de cabelo, vamos lá fora resolver nossos problemas. Pegue suas luvas, Lovegood.
_ Você não faz ideia de com quem esta falando Granger – falou Luna sombriamente – eu comia garotinhas mimadas como você no café da manhã quando vivia nas ruas.
Luna também se levantou para fita-la e ambas encostaram as testas ficando a se encarar. As discussões continuaram entre os vários membros do grupo com exceção de um que parecia olhar divertido como aparentemente todo seu plano havia funcionado.
Harry fumava satisfeito olhando para seus amigos que estavam distraídos demais entre si para perturbá-lo. Às vezes Harry Potter tinha medo de todo o seu potencial maligno. E ele terminou seu cigarro imperturbável pelo menos conseguira acabar com aquele antes que todos notassem o que ele havia aprontado.
...
Na manhã do dia seguinte, Ginny havia ido para o treino do time de rúgbi sendo que em sua mente ainda martelava toda aquela situação com Adam que lhe incomodava. No inicio até parecia que as coisas poderiam dar certo só que ela não se sentia bem com toda aquela situação criada era como se estivesse em um triangulo amoroso e os outros envolvidos eram seu namorado e a turma. Era estranho vê-los gostar tanto de Adam e sentir que ela não poderia gostar dele tanto quanto daquele jeito ou como pedia uma namorada.
Ginny se encontrava no vestiário terminando de se aprontar para começar com o jogo só que ela precisava realmente conversar com alguém sobre aquela situação. Ao seu lado Demelza Robbins terminava de se arrumar assim como a ruiva. A outra jogadora percebeu que a amiga a olhava e então parou para encara-la também.
_ Algo te incomoda? – perguntou Demelza.
_ Alguma vez você saiu com um cara que todos seus amigos realmente gostassem?
_ Não – riu Delmeza – ainda esta com esperanças de encontrar alguém que eles aprovem? Olha, não importa o que seus amigos pensem... – ela então foi interrompida.
_ Certo... – disse Ginny – É que... Bem, eu estou saindo com um cara que todos meus amigos realmente gostam.
_ Isto é... Isto é... Incrível – disse Demelza impressionada — nós estamos falando sobre a mesma alcateia de lobos que você chama de amigos aqui nessa conversa? – a ruiva riu e assentiu — Tudo bem, uma vaca conseguiu passar despercebida.
_ Eles não são tão ruins – falou Ginny.
_ Bem, Stuart com toda a certeza não concorda com você – disse Demelza.
_ Eu deveria ter esperado por isso não é? Afinal ele tinha a língua presa e Harry com toda a certeza não ia deixar essa passar – respondeu Ginny.
_ Eu achava o Stuart bastante atraente e a língua presa era o seu charme especial – falou Demelza.
_ Espera, você...? – começou a questionar Ginny, porém ao ver o olhar culpado da garota parou.
_ Desculpe, deveria ter dito antes – respondeu Demelza.
_ Oh, você tem que parar de dizer que pegou meus namorados antes de mim – disse Ginny – foi antes de mim ou depois que você se envolveu com o Stuart? Céus, Robbins... Primeiro foi o Dean Thomas e agora isso?
_ Depois – disse Demelza – E não era como se eu fosse saber que o Dean estava usando aquele golpe em mim. Também fui enganada por ele como você.
_ Menos mal então – respondeu Ginny – E desculpe, é só que de pensar que nós já... E agora com dois caras.
_ Oh, Stuart e eu nunca chegamos até o final se isso te consola – disse Demelza e a ruiva assentiu.
_ Bem, não muito... Mas mesmo assim obrigada – falou Ginny.
_ Enfim, quem é o sortudo? – perguntou Demelza.
_ o nome dele é Adam – disse Ginny – e eles o adoram.
_ Ah, qual é... Um ou outro até vai – falou Demelza – mas estamos falando de todos os seus amigos?
_ É, eu sei... Você pode acreditar nisso? – disse Ginny então suspirando – Mas quer saber o pior? Eu só não me sinto como se tivesse aquela coisa com ele.
_ Entendo – respondeu Demelza.
_ Quero dizer, eles... Meus amigos sentem essa coisa – disse Ginny – Só que eu não sinto a coisa.
_ Ginny, você deve sempre sentir a coisa porque do contrário qual seria o sentido de estar com ele? – falou Demelza — Olha, se é assim que você se sente sobre esse cara, então o dispense.
_ Eu sei – disse Ginny suspirando — Só que vai ser muito difícil.
_ Bem, ele é um grande cara aparentemente – respondeu Demelza — ele vai superar isso.
_ Não, ele vai ficar bem – disse Ginny — É com os outros seis que eu estou preocupada.
...
No apartamento de Harry e Neville. Todos estão ali com exceção de Luna e Ginny sendo que naquele momento o grupo estava tentando fazer com seu amigo de óculos largasse novamente o vicio em cigarros com o qual havia retornado no inicio daquela semana.
Harry se encontrava sentado naquele momento no sofá parecendo totalmente entediado por ter em cada um de seus lados pessoas lhe tentando convencer a abandonar o tabagismo. Draco estava de pé e debruçado sobre o encosto do sofá enquanto Ron se encontrava sentado do outro lado do amigo.
_ Você tem algum respeito pelo seu corpo? – questionou Draco.
_ Você não percebe o que você esta fazendo para si mesmo? – falou Ron.
_ Ei, sabe... Eu tive essa conversa com eles ali antes de vocês chegarem – disse Harry indicando Neville e Hermione que estavam na cozinha – E sei sobre tudo que meu amiguinho aqui causa. Todos vocês já me alertaram sobre como eu vou ter câncer, enfisema e alguma doença cardíaca.
_ E mesmo assim você vai continuar? – questionou Ron – isso é ridículo Potter.
_ A verdade é... Fumar é legal – respondeu Harry — e você sabe disso.
_ Isso não é legal – disse Draco – isso é se matar aos poucos.
_ E a pessoa que diz isso é o cara de que há duas semanas tentou suicídio pulando num rio – respondeu Harry sarcasticamente – Isso é muita ironia do destino não? – os dois o encaravam seriamente — Okay... Essa foi cruel – e tanto o loiro quanto o ruivo concordaram.
Hermione observava tudo que acontecia na sala sentada ao balcão da cozinha sendo que Neville estava de frente para ela e havia se inclinado para olhar sobre o ombro a mesma cena. Ele então se voltou novamente para a bebida que tomava parecendo não dar muita importância para tudo àquilo que acontecia. A garota pareceu notar os indícios de indiferença do amigo.
_ Algum problema Neville? – disse Hermione.
_ Não, por quê? – perguntou Neville.
_ É que você parece não estar muito interessado em convencer Harry a abandonar o cigarro – falou Hermione – e foi a sua ideia que nós virmos aqui tentar convencê-lo a isso – ela fez uma curta pausa – você desistiu dele?
_ Não é como se eu não me importasse com o Harry – disse Neville – ele é um dos meus melhores amigos e me preocupo muito com a sua saúde é só que... Não depende muito de nós de tentar convencê-lo a desistir e sim ele aceitar isso.
_ Como assim? – perguntou Hermione.
_ Acontece que algo aconteceu antes de você chegar – disse Neville.
Algumas horas atrás...
Harry havia adormecido no sofá vendo algum filme na televisão quando Neville chegou do trabalho e o encontrou ali naquele estado. O botânico deixou sua basta do trabalho ao lado da porta e se aproximou para olhar o colega de quarto que estava adormecido e com um cigarro ainda acesso entre os dedos de uma das mãos que estava inclinada para fora do sofá.
Neville suspirou e se aproximou de Harry para tentar tirar aquilo de sua mão já que aquilo era perigoso. Então tentando ser surdino foi que caminhou lentamente para tentar pegar o cigarro. Sendo que quando se inclinou para pegá-lo foi que Harry estremeceu acordando aos poucos e ao ver o botânico dirigindo a mão para tomar-lhe o cigarro que possuía. Então veio o ato que neutralizaria a ação de Neville: um chute bem entre as pernas do pobre Longbottom.
Neville urrou em dor se dobrando em dois enquanto acabava caindo de joelhos e logo depois se deita no chão em posição fetal. Harry se levantara do sofá e então agachara ao lado do rapaz caído no chão que ainda estava se contorcendo com a dor ainda sentida. Sendo que seus olhos ainda lacrimejavam.
_ Aviso para você e seus companheiros – disse Harry – nunca tente apagar um cigarro de um fumante – o botânico assentiu com a cabeça – nos somos violentos quando queremos não apenas quando estamos sem nicotina em nosso sangue. E agradeça por eu ter sido bonzinho com você Longbottom – então levou o cigarro a boca e deu uma tragada – tenho que sair para comprar... Esse aqui é o ultimo do meu maço – ele caminhou até a porta tendo o cigarro na boca enquanto vestia um casaco antes de sair foi que se voltou para o amigo no chão — Quando retornar, nós vamos deixar isso no passado – Neville o fitava naquele instante — Fazer de conta que nada aconteceu, tudo bem? Só se lembre do que te falei – novamente o botânico assentiu – não mexa com os cigarros de um fumante.
Tempo atual
Neville não iria contar o que havia acontecido àquela tarde para Hermione. Só que não iria também esquecer o que havia se passado afinal ainda estava sentindo a dor no local onde fora atingido tanto que nem ao menos estava conseguindo sentar direito desde então. Já havia lido sobre pessoas violentas por causa de seus vícios só não esperava isso de seu amigo.
_ Não mexa com os cigarros de um fumante – disse Neville em um sussurro.
_ O que quer dizer com isso? – perguntou Hermione.
_ Apenas algo que aprendi recentemente – respondeu Neville e logo depois o celular de Hermione começou a tocar e ela antedeu.
_ Alô? Oh, olá Adam – disse Hermione sorrindo enquanto usava uma voz doce e então começando a brincar com seu cabelo – e ai, tudo bem? Sim, eu te mandei uma mensagem para vir até aqui nos rapazes... É, queremos falar sobre isso mesmo. Como ficou sabendo? Ah, sim... A Ginny te contou – ela pareceu um pouco decepcionada — Então, você está vindo para cá? Oh, não? Isso é uma pena... – então uma pausa em que ela escutou o que era dito do outro lado — Certo, vou passar para ele – então se voltou para o sofá onde os rapazes ainda estavam sentados — Harry?
_ Que foi? – perguntou Harry.
_ É o Adam – disse Hermione apontando para o celular — ele quer falar com você.
_ É mesmo? – disse Harry sorrindo abertamente — Ele quer? – ela acenou positivamente e o policial se levantou em um salto e alegremente dando uma pequena corridinha até a cozinha onde pegou o celular das mãos da garota — Ei, cara, como vai? – ele então ficou um pouco mais sério — Oh, ela disse a você sobre isso, hein? Espere um instante – tampou o celular e se voltou para Ron – sua irmã tem uma língua enorme, esta falando coisas para o Adam que ele não precisa saber.
_ Se é sobre você fumar – falou Ron – acho que ele logo saberia não?
_ Sim, mas... Ele parece chateado comigo – respondeu Harry parecendo um pouco triste então retornando ao telefonema – Voltei. Oh, bem... sim, eu fumo ás vezes. Não é nada sério sabe? — Neville estava chocado com o que ouvia mas soube disfarçar em parte a sua apatia — Apenas para relaxar um pouco. Bem, sim... Eu estou agora – ele tampou novamente o celular – maldito cara, eu não consigo mentir para ele... – então voltou ao telefonema – É... eu sei... Bem, não é assim tão grande – ele saiu caminhando com o celular parecendo atento ao que era dito pelo outro lado da linha — Bem, isso é verdade – ele se sentou no braço do sofá — Nossa isso é... Céus, você sabe de uma coisa? Ninguém... Ninguém jamais abriu meus olhos para algo assim antes – ele assentiu para o que era dito do outro lado — Bom, tudo bem e obrigado.
Após terminar a ligação ele entrega o celular para Hermione que havia caminhado até ele sendo que em seguida o policial pegou o cigarro e o apagou no cinzeiro na mesa. Então saiu caminhando sendo que deixou para trás todos impressionados. Hermione ainda fitava o celular com a face abismada.
_ Meu Deus, ele é bom – disse Hermione para Ron no sofá.
_ É eu sei – respondeu Ron suspirando — Se ele fosse uma mulher.
_ É – concordou Hermione e os dois então dão um ao outro um olhar duvidoso.
...
Todos estavam no apartamento de Hermione e Ginny com exceção da ruiva e de Neville. Eles se encontravam na sala e estavam assistindo a televisão um show chamado Lambchop que tinha como personagem principal um fantoche de meia representando uma ovelha e sua ventríloqua. Harry parecia mais irritado que o normal ao ser obrigado a assistir um programa estúpido como aquele só que isso era devido ao fato de estar a três horas sem fumar. Desde a conversa que tivera com Adam pelo telefone.
_ Oh, Lambchop – disse Harry com a voz transbordando em acidez — Quantos anos é que tem essa maldita meia? Se eu tivesse que usar uma meia na minha mão por trinta anos... Tenha certeza que ela também estaria falando demais.
_ Okay – respondeu Ron — Eu acho que é hora de mudar de adesivo de nicotina de alguém – então se inclinou para pegar a cartela que estava sobre a mesinha de café ao mesmo tempo em que a porta se abriu e entrou Ginny.
_ Hey – disse Ginny — Onde está o Neville?
_ Neville comeu meu último chiclete então eu o matei – respondeu Harry com sarcasmo ao se virar para encara-la — Você acha que estava errado?
_ Eu acho que ele está do outro lado do corredor – disse Draco e a ruiva assentiu.
_ Obrigada – respondeu Ginny então saindo para busca-lo.
_ Pronto – disse Ron tendo acabado de mudar o adesivo de nicotina de Harry.
_ Oh, eu estou vivo com este prazer agora – respondeu Harry inexpressivo e sarcástico.
_ Ei Luna, você vai querer o resto do Pop-Tart? – perguntou Ron para a loira que estava distraída encarando o biscoito recheado em sua mão parecendo estar com a cabeça nas nuvens – Luna?
_ Alguém quer o resto deste Pop-Tart?- falou Luna despertando e indicando o biscoito que tinha em mãos.
_ Ei, talvez eu queira – disse Ron e a loira lhe entregou – você estava longe agora pouco não?
_ É, eu estava mesmo – respondeu Luna – me desculpe... – ela se voltou para todos – vocês sabem? Aquelas pessoas estúpidas lá do refrigerante me deram sete mil libras por causa do dedão.
_ Você está brincando – disseram todos ao mesmo tempo — Oh, meu Deus. Que demais.
_ E no meu caminho até aqui – falou Luna — eu pisei em um chiclete – ela se voltou para todos parecendo desolada — O que se passa com o universo? Parece que tudo esta vindo contra mim – Ginny então entra arrastando Neville que aparentava ter acabado de sair do banho por conta do roupão que usava.
_ O que está acontecendo? – perguntou Neville ainda secando os cabelos com uma toalha.
_ Nada – disse Ginny — Eu só acho que é bom quando estamos todos juntos aqui.
_ Mesmo? Eu acho melhor quando todo mundo esta aqui só que também posso usar minha cueca – respondeu Neville se sentando parecendo um pouco irritado.
_ Uh, Neville... – disse Hermione fazendo um sinal para o amigo sendo que ela parecia um pouco embaraçada.
_ Que? – disse Neville então percebendo que havia se sentado com as pernas abertas — Oh, Deus – e ele apressadamente as fechou parecendo um pouco envergonhado.
_ Ok... – falou Ginny pegando o controle e desligando a televisão.
_ Oh! – disseram todos com exceção de Harry que comemorou — Isso foi Lambchop!
_ Obrigado, não aguentava mais – respondeu Harry parecendo aliviado.
_ Por favor, gente... – pediu Ginny — Temos que conversar.
_ Espere, espere, eu estou tendo um deja vu... – falou Luna então eles fizeram a pausa por alguns segundos até que ela despertou – oh... Não, eu não estou.
_ Tudo bem, nós temos que conversar – disse Ginny.
_ Agora é – falou Luna apontando para a ruiva que ignorou o comentário dela e continuou.
_ Okay – disse Ginny – É sobre o Adam – todos pareceram apreensivos e agora dando a ela toda a devida atenção — Há algo que você deveria saber.
_ Ele esta bem? – perguntou Draco preocupado.
_ Aconteceu algo com ele? – questionou Hermione.
_ Por que ele não esta aqui com a gente? – disse Neville.
_ Ele esta bem – falou Ginny os tranquilizando – nada aconteceu com ele – e todos suspiraram aliviados.
_ Então, avise a ele que estamos querendo leva-lo com a gente na feira renascentista – disse Hermione e a ruiva sentiu pena ao olhá-los acenando e parecendo animados com a ideia.
_ Oh, por favor... Não tornem as coisas difíceis – pediu Ginny então suspirou e continuou — Quero dizer, não há realmente nenhuma maneira fácil de dizer isto... – ela fez uma pequena pausa – Mas... Eu decidi romper com Adam — Todos eles suspiraram e deram apoio uns aos outros parecendo verdadeiramente tristes com aquela noticia.
_ Há outra pessoa? – perguntou Draco.
_ Não, é só que as coisas mudam – disse Ginny — As pessoas mudam.
_Nós não mudamos... – falou Hermione e Ginny a observou por alguns segundos pensando que claramente eles não estavam vendo as coisas do ponto de vista dela.
_ Então é isso? – disse Neville abalado — É o fim? – ele suspirou olhando para as mãos — Só isso?
_ Você sabe... – disse Luna parecendo chateada — Você baixar a guarda, você começa a realmente a se preocupar com alguém, e eu isso só... Eu... Eu... – ela então se interrompeu e começou a mastigar o seu próprio cabelo sendo que então Hermione depositou sua mão no ombro da loira como apoio ao que ela sentia.
_ Olha, eu, eu poderia continuar fingindo... – sugeriu Ginny.
_ Okay – apoiou Neville parecendo animado.
_ só que isso não seria justo para mim – disse Ginny — não seria justo com Adam em especial não seria justo com vocês.
_ Quem... Quem quer algo justo? – falou Ron se levantando de seu lugar e começando a caminhar pela sala – Sabe? Eu só quero as coisas de volta do jeito que eram – e então Ginny o abraçou sendo que ele se manteve impassível ao ato.
_ Eu sinto muito... – disse Ginny.
_ Oh, ela sente muito – respondeu Harry com sarcasmo — Eu me sinto melhor.
_ Eu só não posso acreditar nisso – disse Hermione chorando — Quero dizer, com os feriados chegando... Eu queria que ele conhecesse minha família – e Luna apoiou lhe abraçando de lado e colocando a cabeça dela em seu ombro.
_ Eu vou conhecer outras pessoas – disse Ginny tentando acalmá-los — Haverá outro Adams.
_ Oh, yeah – concordaram todos parecendo não acreditar – Certo.
_ Vocês vão ficar bem? – perguntou Ginny preocupada.
_ Hey — disse Ron — nós vamos ficar bem – ele se afastou dela e se encaminhou até a janela – Só que... Vamos apenas precisar de um pouco de tempo – a ruiva olhou para todos que pareciam pensativos.
_ Eu entendo – respondeu Ginny parecendo duvidar um pouco sobre aquilo.
...
Na manhã seguinte, Ginny havia combinado de encontrar com Adam depois do treino dela. Eles se encontravam no carro do rapaz para ter a conversa que rolou muito bem até que Ginny foi diretamente ao ponto que importava e terminou com ele.
_ Uau – respondeu Adam após ela terminar de falar.
_ eu sei – disse Ginny — eu realmente sinto muito.
_ Sim, eu também sinto muito – falou Adam — Mas, eu tenho que te dizer... Eu estou um pouco aliviado.
_ Aliviado? – questionou Ginny.
_ Sim, bem... Eu realmente gosto muito de você – disse Adam — Eu só não suporto seus amigos.
...
Todos com exceção de Ginny estão no apartamento dela e de Hermione. O grupo está reunido ao redor da mesa comendo um grande pote de sorvete juntos enquanto relembravam com saudade e tristeza os momentos felizes que haviam passado naquela ultima semana.
_ Lembre-se de quando fomos para ao cais e alugamos aqueles barcos a remo? – disse Hermione e eles assentiram — Isso foi divertido – ela tomou uma colherada de sorvete e passou o pote para Ron.
_ É – concordou Ron — Ele poderia remar como um viking – então suspirou antes de passar o pote para Luna.
_ Oi – disse Ginny entrando.
_ Oi – disseram em um uníssono desanimado.
_ Então, como foi? – perguntou Ron.
_ Oh, você sabe... – disse Ginny com casualidade.
_ Ele mencionou a gente? – perguntou Draco e todos se voltaram para encará-la apreensivos pela resposta.
_ Ele disse que realmente vai sentir falta de vocês – respondeu Ginny e todos pareceram satisfeitos com a resposta enquanto ela se encaminhava para seu lugar e lançava um olhar duvidoso como se ainda achasse toda aquela situação esquisita demais.
_ Você teve um dia difícil, hein... – disse Neville.
_ Nem imagina – falou Ginny então o rapaz se levantou se começou a massageá-la os ombros.
_ É isso – disse Harry parecendo derrotado — Eu preciso de um cigarro.
_ Não, por favor... – pediram todos enquanto o viam se levantar e caminhar até a porta.
_ Eu não me importo – disse Harry — eu não me importo com o que digam – O jogo acabou e é isso que vocês tem que entender – ele apontou para si mesmo — Eu sou fraco. Tenho que fumar – ele se voltou abrindo a porta e saindo — Eu tenho que fumar – ele já ia fechar a porta quando alguém lhe impediu ao dizer algo.
_ Se você nunca mais fumar eu vou dar-lhe sete mil libras – falou Luna e a cabeça de Harry voltou a aparecer na porta sendo que naquele momento houve uma troca de olhares entre ele e a loira antes que o rapaz deu de ombros.
_ Sim, tudo bem – disse Harry voltando a entrar no apartamento.
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