The Secretary
13 O jogo ainda não acabou Regina!
Notas iniciais
Flashback on
Regina andava pelas ruas frias de Nova York, eram exatamente 01:30 da manhã, a morena estava de cabeça cheia, havia tido outra briga com seu pai, o senhor queria obriga-la a se casar com o filho de um bilionário, mas Regina não queira isso, ela amava outra pessoa, ela amava ele, o seu Daniel.
Regina andou mas um pouco, até chegar na esquina da casa de Daniel, onde ele a esperava.
— Oi meu amor. — Ele disse a abraçando, Regina se aconchegou em seus braços.
— É tão bom te ver. — Ele sorriu.
— Aconteceu algo pequena?
— Briguei com meu pai outra vez. Ele insiste na idéia de que eu deva casa com o filho daquele bilionário, e como sempre ele só está pensando nos benefícios que ele terá, se eu me casar com ele.
— Não acredito que seu pai ainda insiste nessa idéia absurda!
— Eu também não, mas ele não vai me deixar em paz até que consiga o que quer.
— Você não está pensando em se casar com aquele filhinho de papai né?
— Claro que não, eu te amo, você sabe disso. — Daniel assentiu e beijo os lábios da namorada. Os dois permaneceram assim durante um bom tempo.
(...)
— Pai, eu já te disse, não quero me casar com ele, EU AMO O DANIEL, será que você pode entender isso? — Regina gritou com o pai. Os dois estavam tendo mas outra discussão.
— Você é tão tola Regina, que não percebe o que está acontecendo bem de baixo dos seu nariz. Enquanto você morre de amores pelo Daniel, ele só está interessado no seu dinheiro, nos bens que você vai herdar. — O senhor mais velho indagou.
— Você está mentindo, só diz isso para que eu me case com aquele cara.
— Acredite se quiser, mas depois não venha chorar em arrependimento. — O senhor foi embora, deixando Regina confusa.
(...)
Regina estava na casa de Daniel, a morena faria uma surpresa ao namorado, já que eles não se viam a uma semana.
Agora ela subia as escadas que a levariam até o quarto de Daniel. Quando chegou na porta do quarto do rapaz, ela o escutou conversando ao telefone.
— A Regina? Ela nem desconfia de nada, continua iludida, achando que eu a amo de verdade. — As palavras de Daniel fizeram com que os olhos de Regina lagrimejassem, mas ela continuo ouvindo.
— Cara, você não imagina o quanto foi fácil engana-la, foi só bancar de bonzinho, homem romântico e apaixonado, que ela caiu aos meus pés, ela é tão grudenta, que parece chiclete. Mas vai dar tudo certo, assim que ela herdar a empresa do pai dela, eu vou colocar as mãos em tudo. — Aquilo vou a gota d'água para Regina, agora ela nem sentia mais tristeza, era raiva, pura raiva. A morena empurrou a porta com toda a raiva que estava sentindo, Daniel na mesma hora se assustou.
— R-Regina? — Perguntou assustado.
— Canalha!
— O que houve meu amor? Por que está tão nervosa?
— Como pode ser tão sínico? Eu escutei tudo Daniel, tudo. Você é um mentiroso e só estava interessado no meu dinheiro, Céus como eu pude ser tão estupida a ponto de cair na sua.
— Calma, você entendeu tudo errado não é nada disso.
Regina soltou um sorriso irônico.
— Meu pai tinha razão, como eu não pude perceber que você estava interessado no meu dinheiro e não em mim? Seu infeliz, canalha. — Regina foi pra cima de Daniel, e começou a dar tapas nele. Daniel segurou os braços de Regina tentando impedir que ela batesse nele.
— Eu não tenho culpa se você é idiota, isso que da ser piranha, acredita no primeiro que diz um " eu te amo", a culpa foi toda sua por ser ingênua demais, eu apenas me aproveitei querida. — As palavras de Daniel fizeram com que uma lágrima escorresse dos olhos de Regina, mas ela rapidamente a limpou. Ela não choraria na frente de Daniel, não daria esse gostinho a ele.
— Eu fui mesmo uma idiota. Mas fique sabendo Daniel, você não vai encostar em um centavo meu, eu descobri quem você é de verdade, a sua máscara caiu queridinho.
— Talvez Regina, mas o jogo ainda não acabou, quando eu jogo é pra valer, e eu sempre ganho.
— Eu também sei jogar. — Daniel deu um sorriso irônico que fez Regina querer mata-lo, mas ela respirou fundo, e se retirou dali.
Enquanto descia as escadas Regina escutou Daniel gritar:
— O jogo ainda não acabou Regina.
Ela ignorou e foi embora dali.
A partir daquele momento, Regina nunca mais seria a mesma, ela havia criado um sistema de proteção, que não a deixaria confiar em ninguém, ela nunca mais seria enganada.
Flashback off.
Regina havia pegado no sono, sem nem mesmo perceber.
A mulher despertou e notou que Daniel não havia voltado.
Regina estava pensativa, a morena se preocupava com Emma, e só conseguia pensar se a loira estava bem, mesmo que naquelas circunstâncias fosse difícil de acreditar que ela estaria bem, mas Regina torcia para que de alguma forma, Emma estivesse bem.
Regina precisava tira-las dali, de alguma forma.
A morena pensou em algumas alternativas, mas nada que fosse dar certo. Foi quando ela avistou um celular que estava em cima da mesa, perto da cama onde ela estava, como Regina não estava mais amarrada, ela foi até a mesinha e pegou o celular.
Regina ia ligar para polícia, mas quando foi discar, escutou um barulho vindo do lado de fora do quarto, então ela voltou rapidamente pra cama, mas agora com o celular no bolso de sua calça.
Em questão de segundos a porta se abriu, era Daniel.
— Trouxe comida. — Ele disse e entregou um prato que continha, arroz, feijão, um bife e salada.
Regina não queria aceitar, mas ela estava morrendo de fome. A morena pegou o prato das mãos de Daniel, e começou a comer.
(...)
— Onde está Emma? Eu quero ve-la. — Disse Regina.
— A loirinha ta com a Sara, e você não pode ve-la querida. — Respondeu Daniel.
— Se vocês a machucarem, vão se arrepender amargamente. — Regina disse num tom ameaçador.
— Nossa, fiquei com medinho. — Debochou. — Calminha Regis, ninguém machucou a loirinha. — Regina suspirou aliviada. — Ainda. — Ele completou e Regina gelou no mesmo instante. — Caso seja necessário, a sua namoradinha vai sofrer.
Daniel começou a rir da cara de medo que Regina fez.
— Engraçado, você se preocupa tanto com a Emma, ta apaixonada por ela mesmo?
— Não é da sua conta.
— Ok.
(...)
Daniel demorou a sair outra vez, e Regina já estava impaciente, ela olhou, e viu que a bateria do celular estava acabando.
— Vou precisar sair outra vez. — Regina agradeceu mentalmente. — Já volto, nada de gracinhas.
Daniel saiu, e Regina rapidamente tirou o telefone do bolso, ela discou o número da polícia, e esperou chamar.
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