The Secret Of Knights

11 Capítulo 10 - De volta para casa


Notas iniciais
Desculpem a demora, estava ocupada ensaiando uma música para uma apresentação! Mas aqui está mais um capítulo!

Boa leitura!

James

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Acordei no dia seguinte com uma dor nas costas terrível. Consequência por dormir no chão. Fui o primeiro a acordar, levantei e desci até a lagoa para lavar o rosto. Depois que fiz isso, caminhei de volta para a gruta. Precisava arrumar minhas coisas e acordar Angellina. Acabei sendo surpreendido por Marine, que já estava acordada e encostada na parede do lado de fora da gruta.

- Bom dia. — falei, sorrindo. Era impossível não sorrir perto dela.
- Bom dia. — ela retribuiu o sorriso.
- Já acordou?
- Não. Eu ainda estou dormindo. Não está vendo? — sarcasmo. Como uma garota tão bela podia ser tão sarcástica?
- Ah perdoe-me, por um instante achei que já tivesse acordado. — brinquei. Nós rimos.
- Você vai voltar para o castelo? — ela perguntou, ficando séria.
- Sim. Meu pai precisa de mim.
- Você vai voltar?
- Por que? Já está com saudades?
- Babaca — ela me deu um soco de leve, mas eu agarrei seu braço e a puxei para mim.
- Vou sentir sua falta. Prometo voltar assim que puder. — falei, enquanto lhe abraçava e afagava seus cabelos.
- Por que você acha que eu me importo? — ela me encarou, séria. Eu segurei seu queixo e puxei seu rosto para mais perto do meu, fazendo-a olhar em meus olhos.
- Porque você não consegue mentir pra mim. — eu sorri — Vai me esperar? — os olhos dela encheram-se de lágrimas e ela me abraçou com mais força, afundando seu rosto em meu peito.
- É claro que vou, seu príncipe idiota. — disse ela em meio ao choro.

Um enorme sorriso se formou em meu rosto e eu a abracei com força. Não queria deixá-la, não queria ir embora. Mas era preciso. Eu iria voltar, não sabia exatamente em quanto tempo, mas eu voltaria. E finalmente estaria pronto para dizer-lhe o que eu sinto.

Me afastei de Marine e entrei na gruta para acordar Angie, que dormia feito pedra. Todos já haviam acordado, apenas minha querida irmãzinha continuava dormindo.

- Por que não a leva dormindo? Ela parece exausta. — Kiara comentou.
- Não dá. Viemos em dois cavalos e se eu levar ela dormindo, vai chamar muita atenção.
- James tem razão. É melhor acordar ela logo. — disse Kendall.
- Deixa que eu acordo ela! — disse Carlos saltitando em nossa direção com um vaso de barro na mão.
- O que você vai...? — Logan ia perguntar, mas antes que terminasse a pergunta, Carlos virou o vaso sobre Angie, lhe dando um banho de água.
- CARLOS! — todos nós gritamos, incrédulos.
- O QUE É ISSO? ENLOUQUECERAM? — Angie gritou, levantando-se rapidamente.
- Viu só? Pelo menos agora ela tá acordada... — ele riu.
- Você não tem jeito mesmo... — disse Kiara, enquanto o puxava pela orelha.
- Ai, ai, aiiii... AAAIII TÁ DOENDO KIARA! GENTE ME AJUDA! MÃÃÃEE SOCORROOO! — ele gritava, desesperado. Nós rimos da situação.
- Vamos Angie... Temos que ir. — falei.
- Tudo bem. Mas e vocês? — ela perguntou, olhando todos.
- Vamos ficar bem. Não se preocupe. — disse Marine, abraçando-a — Se cuida, tá bom?
- Vocês também. Voltaremos assim que conseguirmos. — disse Angie, triste.

Nós abraçamos e nos despedimos de todos. Quer dizer, exceto Logan e Angie, que por alguma razão, não trocaram nenhuma palavra desde que acordaram. Saímos da gruta, eu, Angellina e Kendall que nos levaria até a saída da floresta. Nossos cavalos ainda estavam nos fundos da casa de Marine, fomos até lá tomando cuidado para não sermos vistos, pegamos os cavalos e saímos rapidamente do vilarejo em direção ao castelo. Angie não disse nada desde que saímos da gruta e parecia que estava irritada com algo.

- Aconteceu alguma coisa? — perguntei, enquanto cavalgávamos.
- Não.
- Então por que não se despediu do Logan? Vocês pareciam estar se dando muito bem.

- E estávamos. Até eu descobrir quem ele é de verdade. — disse ela, friamente.
- Como assim? — perguntei, confuso.
- Eu não quero falar sobre isso.
- Tudo bem. — assenti.

Não entendi o que ela quis dizer com aquilo, mas não iria forçá-la e me falar. Já estamos com muitos problemas agora e isso podemos resolver mais tarde.
Depois de um tempo cavalgando, finalmente chegamos ao castelo. Os guardas rapidamente nos virão e abriram os portões principais. Entramos e meu tio Leonard nos aguardava no saguão principal.

- Tio Leonard! — Angellina correu e o abraçou, afundando sua cabeça no peito dele para esconder as lágrimas que caíam incessantemente.
- Angie... James... — ele tinha um olhar triste e preocupado. Estava com olheiras fundas, como se não dormisse a dias.
- Como ele está? — perguntei enquanto me aproximava.
- Nada bem. É melhor irem vê-lo.

Subimos as escadarias rapidamente até onde ficava o quarto do meu pai. Entramos lentamente e a primeira coisa que vi foi minha mãe ajoelhada ao lado da cama, chorando. Quando ela me viu, correu em minha direção e me abraçou.

- Filho... Eu fiquei tão preocupada... — eu retribuí seu abraço.
- Eu estou bem mamãe. Sinto muito por deixá-la aflita.
- Angie, minha pequena... — ela me soltou e abraçou minha irmã.
- Mamãe... — Angie chorou ainda mais ao abraçar nossa mãe e ao ver o estado em que papai se encontrava.

Eu olhei para a cama e meu pai estava irreconhecível. Estava magro, com olheiras fundas, a pele estava pálida com algumas manchas e ele respirava com dificuldade.

- Pai... — lágrimas se formaram em meus olhos ao vê-lo.
- James...? — ele sussurrou.
- Sim pai, eu estou aqui com o senhor. — ajoelhei-me ao seu lado na cama.
- Onde... Está... Angie...?
- Querido por favor não se esforce... — minha mãe implorou.
- Eu estou aqui também papai... — disse Angie, ficando ao meu lado e segurando a mão dele.

- Que bom... que voltaram... — ele murmurou — Querida... Poderia nos... deixar a sós...?
- Claro. Por favor, não se esforce... — disse minha mãe, antes de se retirar do quarto.

- O que você quer nos falar papai? — perguntei.
- Tenho... Uma coisa... Para dar a vocês...
- Uma coisa?
- Está... Embaixo da cama...

Eu me abaixei e vi um pano enrolado, como se guardasse alguma coisa. Eu olhei para Angie e ela também estava confusa e sem entender.

- Abra... — meu pai ordenou. Eu assenti e abri o pano. Haviam dois colares nele, cada um com um pingente de uma pedra, que pelo que consegui identificar eram preciosas. Para ser mais exato, um rubi e um diamante. A gargantilha do colar era de um material resistente, do tipo que não arrebentaria tão fácil. Eu olhei para aquilo e fiquei intrigado.

- O que é isso?

(...)

Notas finais
O que será aqueles colares? #mistério
Deem suas opiniões e palpites nas reviews!

big time kisses ;**