The Secret Of Knights
8 Capítulo 7 - Perseguição
Notas iniciais
Genteee, sorry a demora, mas como sabem... Sem net no final de semana.. u_u
Mas aqui estou eu com um capítulo novinho! E adivinhem? Temos novos personagens! Espero que gostem!
Capítulo dedicado à AnnyAlmeida pela linda recomendação que ela fez! Obrigada *-*
Boa leitura!
Mas aqui estou eu com um capítulo novinho! E adivinhem? Temos novos personagens! Espero que gostem!
Capítulo dedicado à AnnyAlmeida pela linda recomendação que ela fez! Obrigada *-*
Boa leitura!
Logo de manhã quando acordei, tomei um susto enorme. Valerie estava sentada ao lado da minha cama, me encarando.
- Que susto garota! O que tá fazendo aí?
- Desculpa. É que eu já estou melhor, e estou com fome. Eu vim te acordar pra pedir isso, mas você estava dormindo tão tranquilo que preferi não atrapalhar.
- Há quanto tempo você estava aí?
- Há um bom tempo.
- Tudo bem, vem comigo. Vou arrumar alguma coisa pra você comer.
- Obrigada. — ela sorriu.
Que garota estranha. Me levantei, vesti minha camisa, peguei uns trocados que Marine havia deixado em cima da mesa e fui com Valerie até o comércio do vilarejo. Ela parecia uma criança andando saltitando e olhando tudo a sua volta com curiosidade. Apesar dela ser um pouco estranha, era divertido ficar vendo o comportamento dela.
- O que você vai comprar? — ela perguntou, segurando em minha mão e me fazendo andar de mãos dadas com ela. Eu ia tentar soltar minha mão, mas ela sorriu de uma forma tão doce que acabei não me importando.
- Pães, leite e algumas frutas.
- Humm. Que bom!
Algumas garotas do vilarejo me olhavam desconfiadas e surpresas, afinal, Valerie era uma garota muito bonita. E o que mais destacava sua beleza, era seu cabelo vermelho natural. Christine, uma das mais belas garotas do vilarejo e a garota que eu estava paquerando, nos viu e veio em nossa direção. Espero que ela não fique com ciúmes. Algo que era óbvio que ela já estava, e pelo visto só faltava soltar fogo pelas ventas.
- Kendall! Como vai? — ela disse, me abraçando e me dando um beijo demorado em minha bochecha — Não vai me apresentar a sua "amiga"? - Ah, claro... Essa é a Valerie. Valerie essa é Christine. — apresentei-as, movendo as mãos de uma para a outra.
- Muito prazer Christine. — disse Valerie, sorrindo gentilmente e estendendo a mão para ela. Christine a ignorou e virou-se para mim.
- Mas e então Kendall, quando você vai vir me pedir em casamento? Meus pais não veem a hora de assumirmos logo o nosso noivado.
- Ahn... Christine, não é uma boa hora pra falar disso. Eu tenho que ir. Depois nos falamos. — falei, saindo rapidamente e puxando Valerie pela mão.
- Ela é bonita. — Valerie comentou, enquanto brincava com uma mecha de seu cabelo.
- É... Mas é um pouco cruel às vezes... — falei, olhando para cima.
- Então porque vai se casar com ela?
- Eu não vou. Quer dizer, não sei ainda. Ela meteu isso na cabeça e age como se já estivéssemos noivos.
- Hum.
Ficamos em silêncio por um tempo, mas não muito, porque logo chegamos ao comércio e Valerie ficou encantada com uns filhotes de ovelha que haviam lá. Ela ficou brincando com eles enquanto eu comprava as coisas. Comprei tudo e fui encontrar Valerie, que ainda brincava com os filhotes.
- Vamos?
- Ah, claro! — ela sorriu.
- Você gosta de animais?
- Gosto. São criaturas fascinantes.
- Também acho. Eu não tenho nenhum mascote porque a Marine não deixa, senão eu gostaria muito de ter um. — falei, e ela voltou a segurar minha mão. Acho que ela se sente segura assim.
- Por que ela não deixa?
- Ela diz que dá muito trabalho e que não sou responsável o bastante pra isso. E ela não quer ficar cuidando de animais...
- Hum... Podia arrumar algum que não fosse difícil de cuidar.
- Me dá um exemplo.
- Um gato. Eles são independentes!
- Não gosto de gatos. — fiz uma careta e ela riu.
- Você é muito chato, isso sim! Agora entendi porque ela te proibiu de ter um mascote. — disse ela, rindo.
Fomos conversando até em casa, onde os outros já estavam acordados.
- BOM DIA! — gritei.
- Aonde você foi? Levei um susto ao ver que ela tinha sumido! — disse Marine, apontando para Valerie.
- Eu estava com fome, então Kendall me levou até o comércio, onde compramos comida.
- Pelo menos ele fez alguma coisa útil...
- Há há há, levantou de bom humor é? — reclamei. James que estava sentado e pensativo, levantou-se e veio em minha direção.
- Posso falar com você por um instante?
- Claro. Vamos lá pra fora. — falei, abrindo a porta da cabana e saindo.
Ele ficou em silêncio e parecia estar pensando em algo, ou no que iria dizer.
- Fala James.
- Será que você e a Marine poderiam nos deixar passar um tempo aqui? — ele perguntou, e parecia ter medo da minha resposta.
- Vocês não vão voltar pra casa? Seus pais devem estar preocupados.
- É que... Argh. Você não entende.
- Não. Você é que não entende.
- O quê?
- James, eu sei que talvez os seus pais sejam rígidos, mas eles ainda são seus pais. E vocês não deveriam preocupá-los dessa forma.
- Quem disse que eles se preocupam conosco? Eles se preocupam apenas com a reputação. - Talvez eles não demonstrem, mas eles amam vocês. E muito.
- Por que acha isso?
- Por que meus pais eram assim. — Aquelas palavras saíram relutantes. Não queria tocar naquele assunto. James me olhou perplexo. — E só demonstraram que realmente nos amavam, quando estiveram à beira da morte.
- Eu... Sinto muito. — disse ele, cabisbaixo.
- Não se preocupe. Eu já disse minha opinião, mas se quiser mesmo ficar aqui, por mim tudo bem, Marine também irá concordar.
- Valeu Kendall. — ele apertou minha mão, sorrindo.
- Mas se você encostar um dedo na minha irmã considere-se morto. — falei, fazendo uma expressão séria. Ele ficou um pouco apavorado, mas é bom fique mesmo. Afinal, a irmã é minha.
Entramos para dentro da cabana e comemos os pães e as frutas que eu havia trazido. Logan e Angie trocavam olhares o tempo todo e eu tinha certeza de que aquele pervertido já havia feito alguma coisa. Ele vai ver só...
Carlos apareceu do nada, pelo jeito ele havia dormido no estábulo.
- Onde você estava? — perguntamos em uníssono.
- Ah... Por aí...
- Deixou a Kiara em casa? — Marine perguntou, quase como uma mãe chata.
- Não, larguei ela em um bar! — disse ele, irônico — É óbvio, né?
- Engraçadinho... Come logo alguma coisa, antes que acabe. — Carlos rapidamente sentou-se conosco e comeu.
- E então, o que iremos fazer hoje? — Angellina perguntou, animada.
- Trabalhar, ué. — falei, sem ânimo.
- O quê? Eu pensei que vocês fossem caçar, se aventurar, ou voltar pra floresta!
- Hey, vai com calma mocinha... — James alertou — A vida não é só fantasia. E se vamos ficar aqui, iremos ajudar também.
- Tá bom... Fazer o quê... — nós rimos da decepção de Angie.
Depois que acabamos, me levantei e caminhei em direção a porta, afinal, eu realmente tinha que trabalhar. Senti alguém segurar meu braço.
- Aonde você vai?
- Trabalhar.
- Posso ir junto?
- Não, Valerie. Você precisa descansar. Fique aqui com a Marine.
- Mas...
- Até mais! Saí correndo, sem deixar que ela viesse atrás de mim. Eu trabalhava perto da floresta, cortava lenha e depois vendia para as lojas do comércio. Peguei meu machado e caminhei em direção a alguns troncos de árvores que eu já havia deixado cortados no dia anterior. Eu movimentava o machado com força e precisão, o que rapidamente fazia o tronco se desfazer em vários pedaços. Acabei ficando um pouco suado, então resolvi tirar a camisa. Quando fui me virar para dar uma machadada no outro tronco que havia atrás de mim, quase tive um ataque cardíaco.
- Não devia tirar a camisa. Algum pedaço de madeira pode voar e te cortar.
- AAAAAHH CARAMBA! O que faz aqui? Quer me matar de susto?
- Não. — ela riu — Mas você fica muito lindo assim. Então não resisti.
Ela foi se aproximando, o que me deixou sem reação. Acabei deixando o machado cair para o lado e cambaleei alguns passos para trás. Ela continuou a se aproximar mais e mais.
- Você não devia estar aqui.
- É, mas estou. Pensei que ficaria feliz... — ela deslizou seu dedo indicador em meus lábios.
- E-Eu estou. É só que...
- KENDALL! A MARINE PEDIU PRA MIM TE ENTREGAR ISSO AQUI! — Valerie gritava, enquanto corria em nossa direção.
- Christine, por favor vá embora. — falei, segurando seus pulsos e a afastando.
- Não acredito! Eu venho aqui ficar contigo e você me despreza?
- Eu estou trabalhando Christine. — falei, caminhando em direção à Valerie, que sorria — O que a Marine me mandou?
- Um lanche. Ela disse que você sempre fica com fome.
- É verdade. — sorri.
- Você devia colocar a camisa, pode acabar se cortando assim! — disse Valerie, enquanto pegava minha camisa e me ajudava a vestir. Olhei uma vez para trás e Christine nos fuzilava com os olhos, ela saiu bufando dali. - Obrigado Valerie.
- De nada.
- Agora volte e descanse, seus ferimentos ainda não estão curados. — falei, beijando o topo de sua cabeça. Ela corou um pouco e riu.
- Tudo bem. Bom trabalho!
- Obrigado! — falei, acenando. Fiquei a observando ir embora, era lindo o tom que seus cabelos tinham ao entrar em contato com o sol. Ficavam ainda mais vermelhos e brilhantes, dando um destaque incrível aos seus olhos azuis, tão claros como o céu.
Valerie era diferente. Única. E era isso que conseguia atrair minha atenção. Quando eu estava pronto para voltar ao trabalho, mais alguém apareceu.
- Kendall...?
- Mas o que foi agor... Ah, oi James!
- Tá tudo bem?
- É... Mais ou menos.
- Quer desabafar?
- Aff... Tudo bem, já me interromperam mesmo...
Contei a James sobre Christine, sobre Valerie, e sobre a minha dúvida em relação à elas. Eu gostava de Christine, ela era uma garota incrível. E eu pensava realmente em pedir-lhe em casamento. Mas não sei por que ao mesmo tempo, eu sentia que não deveria fazer aquilo. Então Valerie voltava a minha mente. Era estranho.
- Qual é? Você não percebeu? — James perguntou, rindo.
- Percebi o quê?
- Você está apaixonado por ela. — disse ele, e eu comecei a rir — Por que você está rindo?
- Porque isso é besteira. Eu não estou... Apaixonado por ela... Até parece.
- Ah é mesmo? O que acha de fazermos um teste para descobrir?
- Um teste? Que tipo de teste?
- Simples. É só... — Ele começou a explicar, mas foi interrompido por gritos.
- KENDAAAAAAAAAAALL! JAAAAAAAAMEEEES! — era Kiara, ela corria em nossa direção e parecia assustada.
- O que houve? — James perguntou, preocupado.
- Le... Levaram...
- Levaram o quê? Fala logo Kiara! — falei, impaciente.
- A Valerie... Levaram a Valerie. — disse ela, ofegante.
- Valerie? Quem a levou? — perguntei, nervoso.
- O padre e alguns membros do Clero. Marine está tentando impedir... — ela apontou em direção a nossa casa.
- Eu vou até lá. Obrigado Kiara.
- Eu vou junto! — James ofereceu-se.
- Se for, trate de esconder esse rosto! Não queremos mais problemas!
- Pode deixar.
Seguimos correndo até em casa, onde não havia mais ninguém, apenas Logan que estava escondendo Angie.
- Cadê a Marine? E a Valerie? — perguntei.
- O Clero levou elas.
- M-Mas por quê?
- Acusaram Valerie de ser bruxa, por causa do cabelo vermelho e de usar feitiçaria para se regenerar, porque seus ferimentos já estavam quase curados. - O quê?! Isso é loucura! E a Marine?
- Acusaram ela de cúmplice e traição, por tentar acobertar uma bruxa.
- Pra onde eles foram? — James perguntou, preocupado.
- Não sei, mas talvez vão prendê-las. Ou irão queimá-las na fogueira. — eu e James trocamos olhares de medo.
- Logan, chama o Carlos, peguem tudo o que puderem e levem a Kiara e a Angie para a passagem.
- A passagem? Mas...
- Não discute! Só faz isso! — falei, apressado.
Corremos para fora da cabana e fomos até onde uma multidão estava, mais a frente eu podia ver Valerie e Marine com os pulsos presos por cordas. O padre havia subido em um tronco de árvore e fazia um discurso hipócrita sobre santidade e sobre o demônio ter possuído o corpo das duas. Ele disse que iriam queimá-las vivas na fogueira, para que assim o mal não passasse para outra pessoa. Eu puxei James pelo braço e ficamos observando tudo de longe.
- O que vamos fazer? Pensou em alguma coisa? — ele perguntou.
- Operação NHS.
- O quê?!
- NHS! — falei, caminhando até um beco mais escuro.
- Que merda é NHS? — ele perguntou, enquanto me seguia.
- Na Hora Sai. — expliquei, enquanto vestia uma capa comprida e escura.
- E isso vai dar certo? — ele perguntou, enquanto arrumava sua capa e escondia melhor seu rosto.
- Vai ter que dar.
(...)
.
Christine Royale.
Uma das mais belas garotas do vilarejo, é louca por Kendall. Ele costumava ficar com ela algumas vezes, mas nunca demonstrou muito interesse. Christine sabe o quanto é bonita, e como pode usar isso a seu favor. Não suporta o fato de ser ignorada por Kendall depois da chegada da misteriosa Valerie, e será uma das pessoas que acusarão a garota de bruxaria e feitiçaria ao Clero.
Notas finais
O que acharam? Quero minhas review lindas e maravilhosas, ok? E se quiserem fazer uma recomendação bem bonita eu não me importo, tá? *-*
hauhauhauaua :D
Sim, a doce e bela Amanda Seyfried será a Christine. Ela já fez papel de vilã no filme Meninas Malvadas, e aqui na fic tbm! Até o próximo capítulo!
big time kisses ;**
hauhauhauaua :D
Sim, a doce e bela Amanda Seyfried será a Christine. Ela já fez papel de vilã no filme Meninas Malvadas, e aqui na fic tbm! Até o próximo capítulo!
big time kisses ;**
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