The Secret Of Knights
14 Capítulo 13 - Sendo surpreendido pelo inimigo
Notas iniciais
Momentos de ação e mistério neste capítulo! *-*
Boa leitura!
James
.Acordei cedo no dia seguinte, lavei meu rosto e fui chamar os outros. Depois que todos acordaram, descemos para tomar o café-da-manhã. Nunca vi Carlos tão empolgado... Angie estava com um enorme sorriso em seu rosto e coincidentemente, Logan também. Fiquei feliz ao vê-la daquela forma novamente.
- Tiveram uma noite agradável de sono? — perguntei, sorrindo. Marine retribuiu o sorriso timidamente. Ela ainda não havia se acostumado com todas as mordomias e facilidades do castelo.
- Muito! Nunca dormi tão bem em toda a minha vida! — Carlos exclamou, enquanto comia um pedaço de bolo.
- E você ainda reclama da vida de príncipe hein? — Kendall deu um leve tapinha em meu ombro.
- Não dê ouvidos a ele James. Nós sabemos que sua vida é bem mais complicada do que parece ser. — disse Kiara, sentando-se à minha frente. Ela e Carlos ainda estavam sem se falar.
- Vocês vão ao vilarejo conosco hoje? — Valerie perguntou animada.
- Acho que sim. — Angie sorriu — Estou com saudades de ir até lá.
Ficamos mais algum tempo conversando e comendo as comidas extremamente deliciosas que nossa cozinheira havia feito e quando íamos nos levantar da mesa, um dos servos do castelo adentrou na sala correndo e ofegante.
- Príncipe James! Príncipe James! — ele gritava, nervoso.
- O que aconteceu Carmel? — perguntei a ele, que trabalhava no castelo há anos.
- Ataque... A noite... Vilarejo... — ele falava com dificuldade. Todos na sala ficaram confusos.
- Carmel, respire fundo e fale com calma. — ele fez o que ordenei e me encarou, preocupado — Agora me conte, o que está acontecendo?
- O QUÊ?! — todos gritaram, preocupados.
- Como assim? Quem atacou? — perguntei, começando a ficar nervoso.
- Não sabemos. A notícia só chegou ao castelo esta manhã. Ainda não temos muitas informações. — disse ele, um pouco ofegante ainda.
- Alguém se feriu ou morreu?
- Parece que... — ele fez uma pausa — Mataram quase a metade das pessoas do vilarejo.
- Oh meu Deus... — Kiara sentou-se no chão, provavelmente imaginando o pior que poderia ter acontecido ao seu pai.
- Nós vamos até lá resolver isso. Obrigado Carmel. — agradeci e ele se retirou.
- Resolver isso? James, como pretende resolver isso? — Logan me perguntou, ainda em choque com a notícia.
- Ainda não sei. Primeiro vamos ter que ir até lá ver o que aconteceu. — respirei fundo e olhei para Marine. Pela primeira vez vi um olhar preocupado em seus olhos — Vocês ficam aqui e esperem o nosso retorno. — falei, apontando para as garotas.
- Nada disso! Nós vamos com vocês. — Angie se levantou e veio em minha direção.
- A vila deve estar um caos. Não é seguro vocês irem junto. — alertou Kendall.
- Sabemos nos virar muito bem sozinhas. E não vamos ficar aqui sem fazer nada. — disse Valerie, se colocando ao lado de Angie.
- Eu vi como você soube se cuidar aquele dia em que te encontramos. — Kendall provocou.
- Eu não pedi que me salvasse. — ela o encarou com um olhar feroz.
- Ótimo. Então se alguém tentar te matar eu não vou me intrometer.
- Tudo bem. — eles trocaram olhares de rivalidade. Era estranho vê-los discutindo dessa forma.
- Vamos logo. Preciso ver meu pai. — Kiara falou, enquanto limpava algumas lágrimas em seu rosto.
- Vamos até o estábulo pegar os cavalos. — falei, guiando-os até lá.
Ninguém falou nada durante o trajeto até o vilarejo. Estava um clima pesado e tenso, nem mesmo eu sabia como deveria agir naquela situação. Olhei para o céu e não havia sol. Apenas grandes nuvens escuras e densas tomavam os céus em tons de cinza sem vida alguma. Pensei que talvez aquilo tivesse algo haver com o que acontecera na vila, talvez fosse apenas coincidência, mas pelo que acabo de ver ao chegar aqui, não foi.
Havia um mar de sangue por todos os lados e corpos atirados em diversas partes. Casas haviam sido destruídas e queimadas. Desespero, medo e infelicidade era o que descrevia os rostos de cada morador que havia sobrevivido. Era algo horrível e doloroso de se ver. Os olhos de Angie pela primeira vez se encheram de lágrimas pelo povo, assim como os outros.
- Papai! — Kiara gritou, adentrando naquele caos em busca de seu pai.
- Kiara, espera! — Carlos gritou tentando impedí-la — Eu vou atrás dela.
- Depois nós encontramos vocês. — avisei, enquanto ele corria.
- Por que isso aconteceu? O que nós fizemos? — Marine perguntou, em meio as lágrimas. Kendall a abraçou, tentando confortá-la.
- Não fizemos nada. Não é culpa nossa. Talvez com a morte do rei, estejam tentando nos ameaçar para tomarem posse do reino. — disse Logan, também abraçando Angellina que não conseguia mais olhar para o que havia a sua volta.
- Não é isso. — Valerie comentou, enquanto encarava o chão com algumas lágrimas caindo de seus olhos.
- O que? Então o que pode ser? — perguntei, sem entender. Ela se abaixou e começou a analisar a terra e as manchas de sangue que haviam ali perto.
- Não eram humanos.
- Valerie do que você está falando? — Kendall perguntou.
- Esse ataque não foi causado por humanos. Olhem as pegadas no chão, a forma que os corpos foram dilacerados e como o sangue está espalhado. Isso parece ter sido feito por algum animal. — ela explicou, pensativa.
- A garota tem razão... — um senhor, um ancião na verdade, que aparentava ter quase uma centena de anos, comentou, aproximando-se de nós. Valerie assustou-se e ficou atrás de Kendall.
- Quem é você? — perguntei, desembainhando minha espada.
- Apenas um velho que sobreviveu a essa terrível tragédia, jovem príncipe.
- Como você...?
- A espada real. Digna de ser usada somente pelo rei e seu sucessor. Posso ser velho, mas ainda reconheço o símbolo real quando o vejo.
- O senhor poderia nos contar o que aconteceu aqui essa noite? — perguntei, cautelosamente.
- Foi o que eu disse. A garota tinha toda a razão. — ele olhou para Valerie — Isso não foi um ataque humano.
- E que criatura fez isso? E por que? — Kendall perguntou, impaciente.
- Lobos. — ele nos encarou com um olhar sombrio — Não eram lobos comuns. Eles eram imensos, muito maiores que uma pessoa normal. E pareciam demônios em busca de sangue e morte. Mas eu desconfio que eles não vieram aqui apenas para nos atacar...
- ...Eles procuravam algo. — Valerie completou o que ele iria dizer.
- Isso mesmo. Mas ninguém em todo o vilarejo faz ideia do que poderia ser.
Por um momento, olhei para Kendall e pude ver que ele também lembrou-se do dia em que encontramos Valerie. Ela também estava sendo perseguida por lobos, mas eram lobos comuns, não conseguiriam fazer toda essa destruição. A dúvida ficou presa em minha mente. Será que eles estavam mesmo atrás de Valerie? Ou será que eles procuravam outra coisa? E afinal, o que seria isso?
- Pelo visto, eles não encontraram o que queriam. E como consequência, resolveram fazer isso. — disse Marine, com raiva.
- Será que eles irão voltar? — Angie perguntou, assustada.
- Creio que sim princesa. Acho que isso foi apenas um aviso do que ainda está por vir caso eles não consigam o que desejam. — disse o ancião, enquanto se afastava.
- Aonde você vai? — perguntei.
- Aonde mais? Procurar algum abrigo. Não sei se terei a mesma sorte se isso acontecer novamente.
(...)
Kiara
.- Kiara, espera! É perigoso andar assim! — Carlos gritou, enquanto segurava meu braço. Eu tentei me soltar, mas instantaneamente acabei cedendo e me aconchegando em seus fortes braços.
- Por que isso está acontecendo? Por quê? — eu dizia em meio às lágrimas.
- Fique calma, as coisas vão melhorar. Tenha fé...
- Meu pai, Carlos... Onde ele está? Eu preciso encontrá-lo... — ele segurou meu rosto firmemente, me fazendo encará-lo.
- Nós vamos achá-lo. Juntos. — eu assenti.
Ele me abraçou e foi caminhando comigo até onde ficava minha casa. Carlos era o único que conseguia me acalmar, o único que conseguia me fazer sentir segura e protegida. Eu estava bem por ter ele ao meu lado, mesmo sabendo que Carlos ainda tinha ódio de mim, eu me senti bem por ele vir comigo.
Chegamos em minha casa e estava tudo destruído, senti meu coração apertar e um nó se formar em minha garganta. Carlos apenas me abraçou mais forte e me encorajou a começar a procurar em meio aos destroços.
Procuramos por tudo e nada. Meu pai não estava em lugar algum.
- Kiara! Aqui! — Carlos gritou, me fazendo ter esperanças.
Corri até ele e o vi removendo alguns pedaços de madeira de um canto, onde depois de retirados, revelou o pequeno poço artesiano que havia nos fundos da casa.
- Oh meu Deus! Papai! Você está aí? — perguntei, quase me jogando para dentro do poço.
- Kiara? É você? — ele falou com dificuldade.
- Sou eu papai, fique calmo. Vamos tirá-lo daí.
Carlos buscou uma corda e jogou no fundo do poço. Meu pai a amarrou em sua cintura e nós o puxamos para fora. Eu o abracei com força, estava tão feliz por não tê-lo perdido.
- Eu estou bem filha. Acalme-se.
- Fiquei com tanto medo de te perder, papai...
- Eu sou jovem de mais para morrer agora. — ele brincou, só mesmo meu pai para brincar em uma situação dessas. Mas eu sabia que era para me tranquilizar — E você, Carlos... Obrigado por salvar a minha vida.
- Obrigada Carlos. — soltei meu pai e abracei Carlos com força — Mesmo me odiando você veio me ajudar. Eu não sei o que seria de mim sem você... Muito obrigada.
- Kiara, eu... — ele fez uma pausa — Eu não odeio você. Nunca conseguiria odiar você.
- Mas você...
- Eu estava irritado aquele dia. — ele olhou para o céu e depois voltou a olhar em meus olhos — Kiara... Você é tudo pra mim. Não importa o que você faça, eu nunca vou odiar você.
Eu me soltei dos braços dele, sem saber o que dizer. Na verdade, eu sabia. Mas eu estava proibida de contar a ele e a qualquer outra pessoa. Foi o acordo que fiz com Peter.
- Carlos, você é como um filho pra mim. — meu pai aproximou-se dele — Só quero que saiba que, eu me orgulho de você. E sei que cuidará bem de Kiara.
- Obrigado senhor Gress.
- Se não se importa, poderia nos deixar a sós por um instante?
- Claro. — Carlos assentiu e afastou-se.
- Papai, Carlos e eu não... — ia explicar mas ele me interrompeu.
- Kiara, você precisa começar a pensar em você. Pare de se preocupar comigo. Eu já estou velho e já vivi muito.
- Papai, por favor não diga isso.
- É a verdade. Eu sei que você se preocupa comigo, mas essa doença que eu tenho não há cura. Eu irei partir uma hora ou outra.
- Papai... — meus olhos já estavam cheios d'água. Ele segurou meu rosto para que eu o encarasse com atenção.
- Você tem uma longa vida pela frente e eu quero que você seja feliz. Não adianta eu viver sabendo que você não é feliz. Por isso me escute e faça o que seu coração mandar.
- Eu estou fazendo o que é certo pai.
- Você tem certeza? Casando-se com alguém que não ama?
- Papai, Peter e eu...
- Vocês não se amam. Não minta para mim, e principalmente, não minta para si mesma. — Eu não conseguia esconder nada dele, meu pai me conhecia muito bem, às vezes mais do que eu mesma. — Você merece estar ao lado de quem você ama, de quem te faz feliz.
- As coisas não são tão simples assim...
- É claro que são. Mas você precisa tomar uma decisão e seguir em frente.
- Como vou saber que tomei a decisão certa?
- Siga seu coração. Ele é o único que dá a direção certa. — ele sorriu e me abraçou.
- Obrigada papai.
- Mais uma coisa... Só pra avisar, vocês dois já tem a minha bênção. — ele cochichou em meu ouvido, enquanto fazia sinal apontando para Carlos que estava parado ao longe.
- Papai! — eu dei um tapa de leve em seu ombro.
- Eu preciso ir agora. Tenho que ajudar os outros que estão feridos ou presos nos escombros.
- Tem certeza? É melhor se abrigar em algum lugar seguro.
- Kiara, eu sei cuidar de mim mesmo. — ele me olhou com repreensão.
- Tudo bem.
- Tome cuidado. Você é uma grande guerreira sabia? Cuidar de uma casa desde criança e de um pai velho e chato não é fácil...
- Eu aprendi a me virar sozinha. Acho que foi até bom.
- Com certeza. — ele me deu um beijo em minha testa — Tenho orgulho de você minha pequena. — ele me abraçou — Eu te amo.
- Também me orgulho de você papai... E também te amo. — eu retribuí seu abraço com força.
- Kiara...? — Carlos chamou — James e os outros estão nos esperando. Parece que descobriram algo importante.
- Tudo bem. — limpei as lágrimas em meu rosto — Isso não é um "adeus", é apenas um "até logo".
- Até logo, filha.
Eu me soltei dos braços de meu pai e caminhei até Carlos. Ele segurou em minha mão, me guiando até os outros.
- Kiara! Finalmente te encontrei, eu estava tão preocupado... — Ouvir aquela voz me fez sentir um arrepio pelo corpo. Peter me puxara de Carlos e estava quase me sufocando em um abraço. — Que bom que você está bem. Não está ferida... C-Como?
- Longa história... — falei, sem ânimo, enquanto tentava me libertar de seus braços.
Ele finalmente me soltou e olhou para os outros que estavam a poucos metros de nós. Ele olhou de uma maneira estranha para Valerie. Talvez reconhecera que ela era a mesma garota que havia sido acusada de bruxa semanas atrás.
- Vocês a conhecem? — ele perguntou, analisando Valerie.
- Sim. Ela é nossa amiga. — olhei rapidamente para todos e puxei Peter para longe — Os garotos a salvaram. Ela estava sendo atacada por lobos.
- Que sorte. — ele ficou pálido por um instante e olhou novamente para ela. Tentei desviar o assunto.
- O que é isso em sua mão?
- Ah, não é nada. — ele escondeu o corte — Me machuquei ontem à noite tentando fugir dos lobos.
- Hum. — Não sei porque havia perguntado aquilo. Não me importava nem um pouco em saber como ele estava.
- Kiara... — Carlos chamou.
- Eu preciso ir agora Peter...
- Ir? Para onde?
- Depois nós conversamos Peter. — falei, enquanto me virava rapidamente para ir em direção a Carlos. Mas antes que pudesse me afastar ele segurou meu braço.
- É bom que você não se esqueça do nosso acordo. Você sabe muito bem o que poderá acontecer se contar qualquer coisa pra alguém. — ele sorriu malignamente.
- Sei muito bem disso. Não vou dizer nada. — falei friamete, enquanto soltava meu braço das mãos dele.
Corri até Carlos que me envolveu com um abraço. Todos me olhavam confusos, mas eu apenas sussurrei um "Não é nada. Depois eu explico".
(...)
Kendall
.Depois daquela conversa sinistra com aquele velho, resolvemos procurar Carlos e Kiara. Algo que seria bem complicado, afinal o vilarejo estava um caos. A única coisa que se via eram os corpos sem vida jogados pelo chão e membros de diferentes partes do corpo espalhados junto a eles. Foi um ataque cruel e impiedoso. Aquilo me deixou irritadíssimo. Ver todas aquelas crianças chorando porque haviam perdido seus pais e familiares, homens que haviam perdido suas esposas e filhos... Até mesmo bebês haviam sido mortos. Eu queria matar dessa mesma forma o causador de toda essa dor e angústia, e não iria desistir disso tão fácil.
- Kendall, eu estou com medo... — disse Valerie, agarrando meu braço com força.
- Não se preocupe. Não vou deixar ninguém fazer mal a você. — afaguei seus cabelos vermelhos delicadamente, tranquilizando-a.
- Ahn, aquela ali não é a sua amiga? — Valerie apontou para uma garota loira sentada na soleira da porta de uma casa. Uma das únicas casas que ainda não haviam sido destruídas ou queimadas.
- Christine. — meu coração apertou ao vê-la ali. Apesar de não amá-la, eu gostava dela. Já estava até mesmo cogitando a ideia de casar-me com ela. — Vou até lá ver como ela está.
- Eu vou com você. — disse Valerie, seguindo-me.
- Aonde vocês vão? — James gritou, ao ver que estávamos nos afastando.
- Só vou ver uma coisa. — gritei de volta e continuei a andar na direção da casa. — Christine?
Ela estava de olhos fechados, lentamente ela os abriu e me olhou. Um sorriso desenhou-se em seu delicado rosto. Aparentemente, Christine parecia estar bem.
- Kendall? — ela se levantou rapidamente e me abraçou — Eu fiquei com tanto medo... Procurei por você mas não o achava em lugar algum... C-Como você sobreviveu?
- Eu não estava aqui. — respondi, afagando seus cabelos loiros. Christine então percebeu a presença de Valerie ao meu lado.
- O que ela faz aqui?
- Valerie é minha amiga. Ela não sabe de onde veio e não lembra se tem família. Por isso estou cuidando dela. — olhei Valerie por um instante, ela parecia estar assustada com tudo o que havia ao seu redor — Mas e você? Está bem? E sua família?
- Eu estou bem. — ela ficou em silêncio e olhou para o vilarejo — Minha família é que não pode dizer o mesmo.
Fiquei um pouco assustado com o tom de voz que ela usou. Christine sempre se importou muito com sua família, e agora, parecia que não se importava com o fato de tê-la perdido. Eu parei de abraçá-la e me afastei um pouco.
- Christine, por que não vem conosco? — perguntei, pegando em sua mão.
- Aii... — ela gemeu e recolheu a mão rapidamente.
- Desculpe-me, não percebi que sua mão estava machucada. Me deixe ver e fazer um curativo. — ofereci-me.
- N-Não! — ela recuou, nervosa — E-Eu estou bem. Não foi nada. É apenas um corte, pode deixar que eu me cuido sozinha.
- Tudo bem. Nós precisamos ir agora. Quer vir conosco?
- Não. Obrigada. — ela pareceu forçar um sorriso — Vou ficar e resolver algumas coisas.
- Tem certeza?
- Sim. Não se preocupe. — ela me abraçou — Até logo, Kendall.
- Até.
Despedi-me e fui embora. Valerie me seguiu apressada.
- Você viu aquele corte? — ela perguntou, surpresa.
- Não. Ela escondeu a mão antes que eu pudesse ver alguma coisa.
- Ela estava bem machucada. Será que os lobos fizeram aquilo?
- Não sei, mas o que importa agora é irmos atrás de quem causou tudo isso.
- Tem razão. — ela assentiu e logo avistou os outros — Olhe! Lá estão eles! Conseguiram achar Carlos e Kiara!
Rapidamente, envolvi meu braço ao redor dela e a puxei em direção aos outros. Se alguém mais a visse, iria querer culpá-la pelo que havia acontecido e provavelmente diriam que foi por causa dela ser uma bruxa. Pessoas ignorantes, ficam julgando-a por causa da cor de seu cabelo...
Ao encontrarmos os outros, vimos Kiara conversando com Peter, um cara metido a nobre que morava no vilarejo. Pelo que soube, eles estavam noivos agora. O que eu não gostei, foi a maneira que ele olhou para Valerie. Eu não consegui distinguir se era com repugnância e ódio ou com um desejo sanguinário de matá-la. Assustada, ela se encolheu, aconchegando-se em mim.
Olhei novamente para ele e desta vez outra coisa me chamou a atenção. Havia um corte profundo em sua mão direita. Ouvi Kiara perguntar o que havia acontecido, mas ele disse que havia se machucado ao tentar fugir do ataque dos lobos. Segundos depois, eles se despediram e Kiara caminhou até nós.
- Certo, o que faremos agora? — Angie perguntou, ao lado de Logan.
- Precisamos procurar alguém que esteve aqui no momento do ataque e que tenha visto para onde e em que direção os lobos foram. — disse James, decidido.
- Como vamos saber quem viu para onde eles foram? — Marine perguntou.
- Eu posso ajudá-los com isso. — disse o mesmo velho que encontramos instantes atrás, surgindo atrás de nós.
(...)
Notas finais
big time kisses ;**
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