Notas iniciais
Mil desculpas pela demora, entrei de férias e só agora tive tempo de posta, tive uma dificuldade imensa em fazer esse cap porque perdi o arquivo do meu pc várias vezes hahah. Mas está ai, esse está bem mais cumprido. Espero que gostem c:

Agora sim eu poderia afirmar, até mesmo gritar, que eu estava muito confusa, mas muito mesmo! Eu não via esse garoto desde do ano passado, não sabia como a nossa amizade havia ficado.... Também não tinha coragem para dizer qualquer palavra, pelo menos nesse momento não. Ficamos por um tempo, não sei ao certo quanto tempo, pois para mim o tempo parou, ficamos nos encarando sem dizer apenas uma palavra, até que ele tomou a iniciativa:

– Não vai pedir nem desculpas? – falou sério, mas depois começou a rir – você não mudou nada, continua sendo mau educada

– Olha quem fala – disse talvez um pouco sem graça – quem esbarrou em mim foi você!

– Pra variar né – disse rindo – nós sempre vivemos nos esbarrando – com um sorrisinho no rosto

– Por que será Guilherme? – me segurando para não rir – você continua sendo um bobo

É o nome desse infeliz era Guilherme, costumava a chamar ele de Gui ou Guiminha ou qualquer outro apelido que inventasse na hora, pelos primeiros minutos da nossa conversa parecia que a nossa amizade era a mesma

– E você continua sendo uma chata que vai me ajudar a levantar – falou num tom como se mandasse em mim

– Sério mesmo? Pensei que era você que ia fazer isso – disse no mesmo tom que o dele

Ele levantou e pegou sua mala, depois disse estendeu o seu braço para me ajudar a levantar, como não sou mau educada na maioria das vezes, aceitei sua ajuda. Mas quando tentei ficar de pé, meu tornozelo não deixou e quase cai de novo se não fosse por eu ter me apoiado nele, ou na verdade ele ter me segurado, fazendo com que me apoiasse nele. E ainda, dei um grito de dor.

Eu olhei para ele com dor, assustada e envergonhada, nem sabia mais oque estava sentido, apenas me preocupava se tinha machucado muito minha perna. Ele olhou para mim com uma cara de assustado, preocupado e ao mesmo tempo com uma cara de culpa. Mas sabia que tudo isso foi um acidente e ele não tinha culpa de nada...

– Você está bem? – meio preocupado

– Claro porque meu grito foi de pura alegria — falei irônica

– Não perde a piada até sentido dor, sua chata – acho que falou brincando

– Me ajuda ir até a enfermaria, seu idiota

– Aqui tem um enfermaria?

– Estou rezando para ter...

Eu ainda estava apoiada nele e não sei como ele arrumou um jeito de pegar a minha bolsa que estava no chão com tudo jogado em volta e ainda colocar tudo para dentro e pegar a bolsa dele. Colocou as duas num ombro só, pegou meu braço e colocou no ombro dele e agarrou a minha cintura com uma força que não esperava, não lembrava que estava tão forte assim... e assim entramos os dois juntos na nova escola. Ótimo, mais alguns anos estudando com esse ai!

Nunca tinha visto tanta gente em um lugar só, e todas da mesma idade para ajudar, já de cara comecei a perceber os grupinhos da “maravilhosa” pirâmide escolar e infelizmente havia muitos grupinhos dos populares. Oque eu mais queria fazer no primeiro dia de aula, era chegar bem despercebida e me juntar aos meu amigos, lá sim eu me sentia eu mesma. Mas isso não aconteceu

Tenho quase certeza que não é todo dia que entra numa escola dois adolescentes mais ou menos abraçados um ao outro e um dos pulando de um pé só e o outro mal se aguentando de tanto peso que carrega , euzinha e duas malas, mas por incrível que parece ele estava aguentando bem, o problema é que sem quere ele estava puxando o meu cabelo e já que eu sou só um pouquinho escandalosa, estava brigando com ele com um tom de voz meio alto e do jeito que ele é começou a brigar comigo também

– Ai meu cabelo! – irritada – é a terceira vez que você puxa!

– Dá pra para de reclama – estava irritado também – estou te fazendo um favor!

– Favor?! Eu não pedi que machucasse a minha perna e nem me ajudasse a entra!

– Tá, a parte da perna não foi por querer...você sabe – disse um pouco sem jeito – mas quem mandou cair em cima de mim?

– Você acha que eu escolho em que eu vou cair?

– Já que me pergunto, acho sim – disse me encarando nos olhos

Tinha esquecido como Guilherme era tão fofo, tinhas olhos cor de mel e seu cabelo era de um tom de castanho claro muito bonito que conforme a luz batia parecia loiro e nunca parava no lugar e nesse momento estava um pouco em cima de seus olhos. Era mais alto que eu, tinha crescido muito durante o ano passado, tinha um pouquinho de sardas nas bochechas mais era bem poucas e de um jeito que fazia ficar bonitinho, quando ele sorria, tinhas covinhas, seus dentes eram brancos mais bem brancos, antigamente dizia que ele ainda ia me cegar com esse sorriso, era de um jeito angelical fazendo uma combinação perfeita com os seus lábios, tinha um corpo de atleta, fazia todos os tipos de esporte que imaginar, mas seu preferido era o handebol.

Quando estava tendo os jogos, muitas meninas iam torce para ele, porque ele era bonito né, inclusive uma delas era eu, mas ia só por causa da amizade, todas ficavam babando por ele, pedindo para ele dedicar um gol para elas, mas ele não ligava para elas, era estranho, sempre fazia um gol para mim, e eu nunca pedia.

Acho que ele achou estranho eu não responder nada e ficar vidrada olhando para ele. Guilherme ainda segurava a minha cintura, sempre de um jeito forte para que eu não me afastasse dele, mesmo se eu queria, com a sua outra mão carinhosamente tirou um fio de cabelo que pertencia a minha franja e tirou dos meus olhos pondo mais para lado e parou com a sua mão bem em cima da minha bochecha acariciando.

Não sei oque deu em mim, para descrevê-lo em minha mente desse jeito, deixar ele se aproximar tão perto de mim, uma parte do meu eu já estava começando a me xingar pela atitude que tomei. Fiz o mesmo gesto que ele, coloquei a minha mão sobre o cabelo dele, tirei os fios que estavam em cima de seus olhos e depois fiquei fazendo carinho em seu rosto, o mundo pareceu parar parecendo que não estávamos mais na escola e sim um lugar bem longe dali.... E não paramos de nos encarar até eu lembrado que ele tinha me dito

– Você acha mesmo que eu escolho? – disse com um pouco apreensiva com medo de sua resposta

A expressão dele mudou, como se ele tivesse se arrependido do que tinha dito antes

– Claro que não, falei aquilo sem pensa...mas sinceramente fiquei um pouco feliz de ter sido eu, porque se não tivesse acontecido isso não estaríamos aqui agora – estava sendo tão carinhoso e deu um sorrisinho pra mim, continuava olhando nos meus olhos e não tinha parado de acariciar minha bochecha

Ok, ok estava muito fora de mim para não ter reação nessa hora, eu tinha que me mostra forte, durona, esconder todos os meus sentimentos, geralmente era isso que eu sempre fazia. Sempre brigava comigo mesma por ser tão fechada. Mas nesse momento não estava assim e ai eu me pergunta: Por que com ele era sempre diferente?

A única coisa que consegui fazer foi deixar uma lágrima escorrer dos meus olhos....no mesmo momento tirei a mão do rosto dele e tentei limpar essa porcaria, que expressou meus sentimentos de um modo que eu não queria, antes que ele notasse. Mas já era tarde, ele tinha percebido, ele mesmo fez o favor de limpá-la

– Não lembrava de como seus olhos eram tão bonitos, parecem duas esmeraldas e olha não precisa dizer nada tá legal....é vamos recomeçar e – percebi que um lágrima também tinha escorrido dos olhos dele e fiz o mesmo gesto que ele – e me.....

AAAAAAAAAAAAAAAAAHH – muitas meninas começaram a grita nesse estante e não ouvi oque Guilherme dizia, na verdade ele até parou de fala e me olhou com uma cara de assustado, não sabendo oque estava acontecendo e é claro que estava com a mesma cara.

Até que percebemos que o sinal havia batido para começar a aula e nenhum de nós sabia qual era a nossa sala e se a gente ia estuda junto ou não, um lado de mim queria e o outro lógico que não

– Tinha até me esquecido que estava na escola – ele riu

– Eu também tinha me esquecido – ri também – Ai! – falei com dor, pois tinha tentado colocar a minha perna no chão

– Vamos logo procurar a enfermaria você não pode mais ficar desse jeito – falou sério

Eu apenas afirmei com a cabeça e fui com ele procurar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.