The Secret

8 E voltou...


Notas iniciais
Chateada estou com vocês falando que está confuso, gente, eu to confusa com tanta confusão de vocês estarem confusos, ave maria, tem coisas que vocês vão irem desconfundir (?) em breve HUDSAHDUASHDUAS, ficaria grata se vocês falassem no que estão confusos. Espero que gostem, beijo beijo.

POV KIMBERLY

Após falar, fechei os olhos com medo do que ele falaria, ele apenas me pegou no colo e rodou, me colocou no chão e começou a beijar meu rosto.

– Eu estou tão feliz, vou vim morar aqui hoje mesmo! Não quero mais você sozinha – Sorri aliviada com sua ação e resposta.

– Juro que fiquei com medo – Falei.

– Medo do que? – Ele disse já indo sentar no sofá, acompanhei o mesmo, sentei estendendo minhas pernas e colocando em suas pernas, ele ficou passando a mão.

– Medo de você ficar desesperado com isso e me largar – Ele gargalhou.

– Eu nunca, NUNCA, vou te abandonar, nem mesmo se você quiser – Disse enquanto olhava-me fixamente nos olhos, nesse momento senti um calafrio subir pela minha espinha e estremeci, ele sorriu, aquele sorriso torto.

Ficamos jogando assunto fora a tarde toda, trocando carinho e Jacob tentava sentir o bebê que era difícil pois é um feto ainda, eu nunca me senti tão feliz como hoje. Jacob foi até sua casa pegar roupas, aos poucos iria trazer as coisas para cá, caminhei até a cozinha a procura de algo para comer e senti uma presença atrás de mim, virei no mesmo instante e não havia nada ali, continuei andando e novamente senti a presença, preferi não olhar e senti um ar quente tocar meu pescoço como se fosse uma respiração, virei lentamente e novamente não vi ninguém.
"vai meu anjo, você está esquecendo algo" ouvi um sussurro no meu ouvido, senti a necessidade de ver algo porém não sabia o que.
"você sabe o que é, pense mais um pouco" e a luz veio, meu diário de infância, corri para meu quarto e comecei a caçar o pequeno caderno onde fazia anotações de meus sonhos, achei escondido dentro de um pequeno baú escrito meu nome. Abri o caderno na cor rosa e comecei a folhear, hoje era dia 20, fui para o dia 20 e lá estava.


"Oi Pu*, hoje eu acordei suando e tive o mesmo sonho, sinto meu coração apertar, como eu posso sentir isso com 9 anos? Vou contar o sonho que hoje mudou pequenos detalhes.
Caminhava pela rua, era um dia frio, a neve caía e eu estava chupando um sorvete de baunilha, na minha cabeça isso era normal, fui em direção a praça e sentei na grama que estava coberta por neve, apoiei minhas costas na grande árvore que estava atrás e olhei o céu cinza, avistei um rapaz sentado no banco, seu olhar era fixo em mim, fiquei o olhando tentando decifrar quem era, tentativa falha, ele levantou e sem desviar o olhar, vi ele caminhar em minha direção, quando chegou perto sorriu, passou a mão em meu rosto, sussurrou (você vai me ver muito ainda). Sua estatura era alta, cabelos negros, magro e olhos escuros como a noite, deu mais um sorriso e sumiu como mágica, vi a escuridão preencher meus olhos e cai. Bom diário, é só isso grande amigo, até mais um sonho."


Fiquei olhando o diário em minhas mãos totalmente perplexa, olhei a próxima página e o sonho era o mesmo, o que mudava era o clima e as ações do rapaz, igual meus atuais sonho, ele muda conforme meu humor, eu estava feliz e o sonho tinha clima quente, eu estava triste e o clima era frio. Aquele rapaz, eu o conhecia, o sentia tão perto de mim, parei em uma página que tinha um coração no topo, dia 25.

Oi Pu, hoje eu acordei ao lado do Sam, ele dormiu aqui ontem, contei meu sonho para ele que achou um pouco estranho, Sam disse que eu tinha um dom e que eu tinha que perdê-lo, não entendi muito bem o porquê, até ele me falar que estavam me controlando, o rapaz do sonho é tão real, fui até a praça do sonho com mamãe e Jack, tomei meu sorvete favorito e o avistei de longe, confesso que fiquei com medo, ele percebeu minha presença e sorriu desaparecendo, na minha opinião ele tem por volta dos 20 anos. Ando escutando vozes mas elas não me amedrontam, é como vozes amigas, eu sei que não são, eles mandam eu fazer as coisas, eles sabem de tudo! Eles mandam eu não pensar demais, eles querem que eu não descubro as coisas? Mas o que tem para descobrir? O médico passou remédio para dormir, hoje o Sam dorme aqui de novo, ele me trás paz e terror, ele me esconde algo.”

Absorvi as informações, não lembrava dessas coisas, minha cabeça rodou. “pensar demais queima os neurônios, abra a porta” e a campanhinha tocou, guardei o diário e o baú, caminhei até a sala e abri a porta pensando que era Jacob porém me enganei, era quem eu menos esperava.

– O que você está fazendo aqui? – Falei quase gritando.

– Kim, me escuta, eu posso explicar – Ele disse entrando dentro da minha casa.

– Para começo não deixei você entrar e outra, não me chame de Kim, você perdeu o direito!

– Ok, Kimberly, eu fui obrigado a ir embora, me deixe contar toda a história – Rolei os olhos me sentando e fazendo sinal para o mesmo sentar.

– Prossiga enquanto tenho paciência.

– Bom, para começo eu fui por vontade própria – Abri a boca para rebater já que o mesmo disse que tinha sido obrigado – Não fala nada, eu sei que disse que fui obrigado, por partes, eu tinha que te deixar, você estava correndo perigo, ainda está, fui para o Kansas e fiquei morando com a Ann, sim, você deve estar querendo nos matar, o Jacob é um monstro, não confia nele – E nesse momento o Jacob adentrou porta a dentro.

– Kim, passei para comprar seu sorvete de bau – Parou de falar quando viu Samuel sentado, sua feição era de ódio, seus olhos tinham ficado escuros.

– O que ele está fazendo aqui? – Me olhou a espera de uma resposta.

– Veio encher minha cabeça – Falei olhando para Jacob, mudei o olhar para Samuel e continuei – Samuel, não apareça mais aqui, eu estou feliz sem você e agora tenho um filho para cuidar – Falei passando a mão da barriga e ele me olhou indignado.

– Você engravidou ela seu merda? – Levantou indo em direção do Jacob e lhe lançando um soco certeiro no nariz, Jacob virou o rosto e não tinha nem sinais do soco, soltou uma risada e bateu no ombro de Sam fazendo ele cair apagado no chão.

– Ele morreu? – Ele virou para mim negando com a cabeça. – Ah sim, então dê meu sorvete que fiquei com vontade. – Ele entregou o sorvete e eu bati no sofá para ele sentar do meu lado, Samuel continuou caído no chão.

– Samuel sempre tão burro – Falei rindo.

quando foi que você ficou ruim assim” ouvi a mesma voz de sempre sussurrar no meu ouvido do lado onde Jacob estava, ele estava com o rosto virado em minha direção, senti meu corpo estremecer, já estava farta disso. Após uns minutos ouvi Samuel gemer no chão se levantando.

– Você vai se arrepender de não ter me escutado, Kimberly – Falou fervendo de raiva e saiu porta a fora batendo a mesma fortemente. Tudo que ele havia me dito martelava em minha cabeça, até que eu me toquei que ele tinha dito que estava morando com Ann, levantei em um pulo do sofá indo atrás do meu celular discando o número de Ann assim que achei, a mesma atendeu no primeiro toque.

– Oi meu amor, como anda o baby?

– Sua traíra, não apareça mais em casa – E desliguei sem esperar ela responder.

– JAKE – Gritei sentindo meu corpo fraquejar, a escuridão foi chegando, ouvi Jacob falar comigo mas não consegui responder, minhas pernas cederam fazendo eu cair, senti os braços de Jacob me segurar e apaguei.

Notas finais
* Pu: é como ela chamava o diário, coisas de criança *