The Secret

2 Anjo do meu pesadelo


Notas iniciais
Esse capítulo feio meio sem pé nem cabeça mas eu juro que isso fará sentido mais para frente e prestem a atenção nas frases pois ela tem um grande sentido para o que irá acontecer. Me desculpem os erros. Boa leitura

POV KIM

Abri os olhos ao sentir uma mão grande passar delicadamente sobre minha perna, visualizei um rapaz de cabelos negros, ele tinha um topete ligeiramente arrumado com gel, seu olhar era frio e sombrio. Ao me ver acordada ele abriu um sorriso de orelha a orelha mantendo seus olhos fixo em mim, continuo passando sua mão pela minha perna e de forma devagar foi subindo de encontro a minha coxa, logo em seguida ele apertou de forma forte fazendo um grito alto sair pela minha boca, sua feição mudou na hora. Senti meu rosto arder , ele tinha lançado um tapa em meu rosto, tentei passar a mão sobre o lugar mas percebi que elas estavam amarrada na cabeceira da cama, olhei para baixo e minhas pernas também estavam presas, comecei a me desesperar e ouvi sua risada estrondosa enquanto observava meu desespero. Tentei falar mas não saía som, ele parecia se deliciar com o que estava vendo. Pegou uma tesoura e veio em minha direção, senti um arrepio percorrer minha espinha pensando milhões de coisas que ele poderia fazer com essa tesoura e com certeza não seria coisas boas. O que no caso foi ao contrário, ele cortou os panos que me prendia e soltou um sorriso seguido de “você tem 10 segundos para correr” sem pensar duas vezes eu corri, ouvi um grito distante e...

– KIM, ACORDA – Vi Sam me olhando de forma preocupada , olhei para os lados e tinha uma roda com muitas pessoas da escola inclusive ele que ao perceber meu olhar direcionado a ele sorriu vitorioso o que me deixou confusa.

– Kim, me responde, você está bem? – ele estralava os dedos na minha frente e eu apenas queria fugir dali, odeio chamar atenção e isso tudo estava me deixando nervosa.

– Sam, preciso ir embora daqui... Agora. – Ele assentiu se levantando do chão e me levantando. Evitei olhar em volta, não queria olhar os rostos das pessoas, ouvia risadas e gargalhadas, estavam zombando de mim.

***

Após chegar em casa e ouvir milhões de perguntas da minha mãe porque Samuel tem o dom de contar tudo, deitei em minha cama e fiquei pensando no dia de hoje. Tudo que eu passei, tudo estava me deixando confusa, eu só sabia seu sobrenome e aquele sonho que eu tive, me pareceu tão real, ele lá me tocando, sentia os toques dele até agora. Como eu podia sentir um toque sendo que nunca existiu, isso me parece tão familiar. Ouvi meu celular tocar distante, fui a procura dele, assim que achei sentei na cama no pé da cama e atendi.

– Pensar demais queima os neurônios – Deixei o celular cai de minhas mãos após ouvir a frase, meu corpo travou, aquela voz, aquela frase. Tateei minha cama a procura do celular, assim que achei tratei de colocar em meu ouvido novamente.

– Não tente desvendar isso minha linda – Ouvi ele gargalhar de forma maldosa, puxei todo ar possível para meus pulmões e soltei na esperança de criar coragem de responder e quando abri a boca para respondê-lo fui interrompida

– NÃO OUSE – E desligou.

Joguei todo meu corpo para trás deitando novamente na cama, fitando o teto branco, esse de longe tinha sido o dia mais confuso da minha vida e isso me frustrava, fechei os olhos na esperança de esquecer tudo mas foi muito em vão. Ouvi minha porta ser aberta lentamente e logo sendo fechada novamente, senti uma presença se aproximar de onde eu estava.

– Seja quem for, eu não quero conversar!

–Nem mesmo comigo? – Me levantei imediatamente visualizando a mulher que estava parada de braços abertos e com um sorriso enorme no rosto.

– ANN – Corri desengonçada em sua direção e a abracei fortemente.

– Kim, você vai me matar sufocada – Ela falou enquanto ria, nunca conheci ninguém que era tão espontânea e alegre como a Ann. Ann era minha amiga antes mesmo de eu nascer, crescemos juntas mas tivemos que nos separar dois anos atrás por causa de sua faculdade em NY o que me deixou muito triste.

– Desculpe – Falei me sentando e batendo na cama em sinal para ela sentar ao meu lado e ela fez o mesmo.

– Me conte as novidades – Suspirei baixo mas ela pareceu notar minha tristeza e olhou imediatamente para mim – Já vi que perdi muita coisa aqui. – Contei tudo que tinha acontecido hoje ocultando certas partes como o sonho e ela me ouviu atentamente. Assim que terminei ela parecia não saber o que falar, apenas balançou a cabeça como se tivesse entendido tudo o que não era verdade.

– Então você tentou ajudar um menino e ele foi grosso com você? – Parecia que o que mais importava para ela era o menino.

– Sim... Aparentemente ele parece não ser uma boa pessoa já que o Sam brigou comigo por causa dele. – Ela soltou aquele sorriso famoso de “aí tem” e eu só conseguia balançar a cabeça em forma de negação.

– Sam sendo Sam, briga com você e depois te traz pra casa? Ele realmente não faz sentido.

– É, eu sei. Pelo menos uma coisa boa, como passei mal, não precisei ficar na escola até mais tarde e perdi todas as aulas. – Falei me sentindo vitoriosa, ou quase, ela apenas sorriu.

Caminhei em direção ao banheiro e ouvi meu celular tocando seguido por um oi estrondosamente feliz, corri de volta ao meu quarto e vi que Ann tinha pego meu celular e atendido, tomei o celular de sua mão enquanto lançava um olhar de reprovação vendo-a rir.

Alô Kim, você não me ligou – Só podia ser brincadeira, Jesus Cristo hoje estava se divertindo ao ver eu nessas situações, não era possível.

Ah, oi Taylor... Mas.. então...

Você vai ou não comigo no baile? – Sua voz estava alterada e com um tom de nervosismo.

Tay, eu sinto muito mas não irei ao baile, me desculpe – Ele apenas desligou na minha cara deixando eu completamente sem reação. Me virei para Ann e ela me olhava curiosamente.

– Ele não aceitou muito bem – Falei sem jeito e ela deu de ombros.

***

Ann já tinha ido embora e vou confessar que passar a tarde com ela foi extremamente estranho, ela parecia que estava escondendo algo e isso me deixou com uma pulga atrás da orelha porém não fiquei pensando muito nisso.

Caminhava pelas ruas de Omaha atrás de Sammy, sempre que eu queria vê-lo ou ele estava na praça ou na sua casa, primeiro eu ia até a praça pois ela passava mais tempo lá do que na própria casa. Chegando lá não o encontrei e resolvi ir até sua casa mas ele não se encontrava, o que era muito estranho já que o Sammy não era de sumir e não me falar, tateei o bolso da calça a procura do celular e percebi que tinha saído de casa sem o mesmo, ótimo, como eu iria falar com ele agora. Avistei um telefone público no final da rua e tratei de ir até lá, meus pés imploravam por descanso mas conseguiram aguentar até lá. Entrei na cabine depositando uma moeda na máquina e disquei seu número que só deu caixa postal, tentei de novo e nada, até que finalmente atendeu porém não do jeito que eu queria.

Alô? Sammy?

– O Sam.. My está... ocupado – Ouvi a voz de uma mulher que tentava falar em meios de gemidos e suspiros.

Diz á ele que eu liguei – Assim desliguei sem esperar a moça responder. Andei horas atrás dele e ele nem ao menos se deu ao luxo de me contar que tinha um caso com alguém.

Tratei de andar rápido vendo o quanto as horas tinham passado devagar, o céu já estava negro e as ruas iluminadas apenas com as luzes dos postes, não tinha percebido como tinha ido longe e a rua estava deserta, caminhei rápido ao perceber que tinha uma presença atrás de mim, meus joelhos não estavam aguentando e acabaram cedendo fazendo eu cair no chão sem cerimônias. Ouvi uma risada alta se aproximar mais e mais perto de mim, tentei me levantar mas foi em vão, fechei meus olhos enquanto me arrastava para trás até sentir braços magros me envolver na cintura e puxar para cima. Abri os olhos em total espanto e o vi, não podia ser real, ele estava com uma cara fechada e de poucos amigos.

Pensar demais queima os neurônios, Kimberly – Senti um solavanco na minha cabeça e cai sentindo seus braços me apertar firme. Não se esqueça disso, anjo. E a escuridão me cobriu.