The Second Life Of Fred
15 Descobertas
Notas iniciais
Reconheci rapidamente Alec. Mas o que ele fazia aqui? Ele me encarou e depois olhou para Margareth, que estava atrás de mim, segurando a parte de trás da minha blusa.
“O que você quer aqui Alec?” Disso com a voz mais séria que podia.
“Quem é ela?” Ele ainda encarava Margareth.
“Não te interessa, o que você esta fazendo aqui?” Repeti a pergunta.
Ele tirou os olhos de Margareth para me encarar.
“Jane me mandou.” Nesse tempo todo eu imaginava o que haveria acontecido com ela, mas Olivia havia me tranquilizado ao dizer que Alec era seu irmão.
“Jane? Como ela esta?”
“Ela está bem, ela me mandou dizer exatamente isso, que está bem e que você não pode de forma alguma se expor, os Volturi acham que você escapou. Mas qualquer coisa será motivo para eles virem atrás de você.” Ele olhou mais uma vez para Margareth e partiu como um borrão, pela janela.
Margareth soltou minha blusa que a essa altura já devia estar rasgada e se virou para mim.
“Jane? Você conheceu a Jane? E os Volturi?”
“Vou te explicar tudo, mas primeiro vamos entrar.” Peguei as sacolas que estavam na soleira da porta e entramos.
Contei para ela cada mínimo detalhe sobre os Volturi e a Jane, ela prestou a máxima atenção, não me atrapalhando enquanto falava. E quando terminei, ela disse.
“Esses Volturi são um pé no saco...”
Eu ri e beijei sua testa, então me levantei para guardar os livros que ainda estavam no chão ao lado do sofá.
Eu estava de frente pra estante arrumando os livros por ordem alfabética, então Margareth me abraçou por trás e me deu um beijo no ombro.
“Fiquei com medo quando vi aquele homem em nossa casa. Sei que somos fortes o bastante para acabar com qualquer um, mas mesmo assim fiquei com medo.”
Eu me virei de frente pra ela, e abracei-a.
“Não fique, nada de mal vai nos acontecer. Eu não deixar.”
Abaixei meu rosto e a beijei delicadamente nos lábios. Lembrei-me de quando havia feito essa mesma promessa e não consegui cumpri-la, mas com Margareth seria diferente, eu a amava e nada ia fazer mal a ela, nem que eu tivesse que me sacrificar por isso.
“Eu te amo.” Ela disse num sussurro.
“Eu te amo também.” Disse e ambos sorrimos.
Aquele resto de dia foi divertido, lemos vários livros e alguns falavam coisas absurdas como virarmos morcegos e outras coisas. Mas alguns traziam coisas interessantes como vampiros que se alimentavam com sangue de animais por não gostar de matar pessoas.
Então nós decidimos tentar isso. Mesmo roubando sangue do hospital, isso algum dia podia nos trazer problemas.
Estávamos no começo da noite, então decidimos ir aquela noite mesmo. Depois de olhar a região por satélite na internet, vimos que havia uma pequena floresta, não muito perto, mas chegaríamos rápido lá.
Saímos pela porta dos fundos, caso tivesse alguém na rua, e corremos em direção á floresta.
Calculo que devemos ter corrido uns vinte minutos até chegarmos ao nosso destino. A floresta estava bem escura, mas não era problema para nós.
Entramos na mata úmida, eu fui na frente e Margareth vinha logo atrás de mim, sabia disso porque ela segurava minha camisa na parte de trás.
Ouvi um barulho entre os galhos e avistei um pequeno grupo de cervos, deviam ser uns cinco, olhei para Margareth, ela encarava os animais, os olhos de um vermelho vivido, fiz sinal para atacar, ambos atacamos ao mesmo tempo.
O sangue deles não era tão doce quanto o dos humanos, mas era bom. Enfim acho que encontramos uma alternativa, e acho que isso também poderia ajudar-nos a resistir ao sangue humano.
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