Notas iniciais
Olá galerinha!! Tudo bem com vcs? Como estão o final das férias?? Curtindo mt? hehehe agr acabou a mordomia! Bem aqui está mais um cap, quero agradecer a Nanda Mellark e Dastan pelos maravilhosos comentários! Esse cap é para vcs! Boa leitura a todos!

P.O.V Katniss

Dor. Solidão. Culpa. Ódio. Tristeza.

É tudo que sinto nesses últimos três dias.

É tudo que sinto desde que vi Peeta pela última vez. Assim como Gale.

Pelo que Greasy me disse ele retornou ao Distrito 2. Eu deveria ter ficado triste, mas senti apenas alivio. Eu ainda estou brava com ele, não tanto quanto antes, mas ainda é suficiente para eu não querer nem ao menos olhar na cara dele.

Não vi Peeta esses últimos dias, parece que ele tem feito um esforço enorme para me evitar. Eu o procurei, fui na sua casa, mas ele nunca estava ou fingia que não estava, fui no Haymitch pedir que me ajudasse mas ele também disse que não o viu, mas pelo seu olhar vi que era mentira, fui na construção da Padaria, ele também não estava, fui naquela praça e nada de ele aparecer.

Isso me deixou muito mal, eu não tive vontade de fazer mais nada, passei um dia inteiro sem comer, beber ou tomar banho, apenas fiquei sentada na poltrona do meu quarto que ficava de frente para janela, e observava a casa em frente há minha, e assim foi meu dia, observando a casa de Peeta.

Á noite, depois de ficar horas virando e revirando na cama, fui novamente para a poltrona, observei a casa de Peeta novamente, haviam canteiros de flores na frente da casa, Prímulas, meus olhos se enchem de lágrimas e sorrio emocionada, assim como a minha casa a de Peeta era branca, alguns lugares estavam lascados mas eram quase imperceptíveis.

Subo os olhos até parar na janela do quarto do Meu Garoto do Pão, ela está aberta, sorrio ao lembrar desse seu costume, fico observando a sua janela por longas horas, vigiando, protegendo-o ao longe, já que quando estou por perto, causo mais dor a ele. Logo a luz do seu quarto se acende atraindo minha atenção, vejo quando ele sai do quarto, e então a luz do cômodo ao lado se acende, deve ser seu quarto de pintura.

Ele teve um pesadelo.

Ou um flash.

Meu coração se aperta e minha garganta se fecha, quando noto que não posso fazer nada, além de ficar olhando-o de longe.

*****

Acordo na manhã seguinte com dores em meu pescoço, abro os olhos e uma forte luz vem em meu rosto, tapo o rosto com as mãos e solto um grunhido, levanto-me e tento me situar no espaço e tempo, dormi na poltrona, sem que percebesse, olho para a casa da frente e percebo que as janelas estão fachadas, Peeta saiu novamente, suspiro, novamente eu não o vi sair.

Sinto um vento gelado, nuvens escuras se aproximam, uma tempestade.

Fecho a janela e decido tomar um banho e ir caçar, lavo meus cabelos, escovo-os e faço minha costumeira trança lateral, coloco uma leggie prata, uma regata branca e por cima a jaqueta de meu pai, calço minhas botas de caça e desço para tomar café.

Greasy já havia passado e deixado meu café, também noto pães, vou até eles e percebo que ainda estão um pouco quentinhos.

Mesmo de longe ele ainda cuida de mim.

Como um pedaço de pão e tomo um copo de suco. Em seguida saio em direção a floresta, consigo dois coelhos, três esquilos e ainda um peru selvagem, colho algumas plantas, em seguida sigo em direção a cerca. Ao invés de ir para casa, decido ir em um açougue que vi perto da praça do distrito, dou as carnes para o vendedor e ele insiste em pagar, mas nego, a Capital ainda me manda benefícios, todos os meses. Fico apenas com um coelho e um esquilo, o Dono me pede se eu poderia caçar e mensalmente lhe trazer carne, concordo feliz de ainda ser útil por aqui.

Não quero ir para casa, já estou me enjoado de ficar lá o dia inteiro, e tenho a impressão de que ela também está ficando de mim, por isso vou para a praça onde eu e Peeta viemos depois do nosso jantar. Caminho a passos lentos em direção a ela, sigo para o lugar onde eu e ele ficamos, e ao chegar lá tenho uma surpresa.

Vejo Peeta ajoelhado no chão, ele estava de costas para mim, pintando em frente ao banco que sentamos naquela noite. Aproximo-me dele para ver a pintura. Vejo que ele retratou um mar, verde – azulado, atrás estava um lindo pôr do sol, as cores laranja, amarelo e vermelho se misturavam causando um efeito incrível, logo vi que essa paisagem era do Distrito 4, nós passamos lá na Turnê da Vitória, claro que a beleza do lugar não era tanto comparada a pintura, mas ainda sim, Peeta consegui enxergar a beleza, em um lugar que quase não restava nada de belo ou de feliz.

— Katniss? – Peeta diz sem que eu perceba.

— Oi! – Digo envergonhada. – Sua... sua pintura está linda.

— Obrigada. – Ele responde

Um silencio se instala, penso em lhe pedir desculpa, dizer que a culpa foi minha e apenas minha, mas sinto-me fraca, com medo, poderia muito bem dizer que ele virava meu mundo de ponta cabeça e que ele é tudo para mim.

— Peeta... – Sussurro, mas não sei dizer se ele ouviu, pois continuou com sua pintura. – Peeta. – Chamo um pouco mais alto.

— Que? – Ele pergunta virando-se e finalmente olhando-me nos olhos.

— Não me torture assim. – Digo sentindo lagrimas rolarem pelo meu rosto.

— Katniss eu...

— Você não entendeu? – Ele se levanta e ficamos frente a frente. – Eu não consigo ficar longe de você. Já estou longe de tantas pessoas, não posso ficar longe de você também.
Ele continua a me olhar nos olhos, porém, fica em silencio e sinto que devo continuar.
— Quando não estamos juntos eu não consigo dormir, cada vez que fecho os olhos penso em você.
— Eu também sinto sua falta, mas não podemos ficar juntos. – Ele diz fitando o chão.
— Peeta, você não entende? – Digo segurando seu rosto com as duas mãos e chegando mais perto dele que permanece imóvel. – Não importa! Porque eu amo muito você e não vou desistir de nós.
— Katniss! Eu posso machucar você, talvez até matar! – Ele se afasta.
— Eu não me importo! – Grito. – Você pode me machucar até sangrar, e mesmo assim vou te amar até o fim, você é tudo para mim e eu não sei viver sem você.
— Você é a única pessoa nesse mundo que amo e que sempre amarei, mas tenho medo. – Ele diz aproximando-se de mim cada vez mais.
— Não precisa. – Digo olhando fundo nos seus olhos azuis.
Ele segura meu rosto e nos aproximamos cada vez mais. Por um momento, havia esquecido onde estava, ou o que estava fazendo. Era apenas eu e Peeta. Somos separados por um raio, ele faz um barulho alto e grave, logo a chuva chega.
— Acho melhor irmos para outro lugar. – Peeta diz rindo.
— Espera, a sua pintura. – Digo apontando para o pôr do sol que estava apagando-se.
— Eu refaço outro dia. – Ele diz me puxando.
A intensidade da chuva aumenta e voltamos para casa correndo e rindo. Quando chegamos, paramos a frente de minha casa, ficamos por um tempo nos olhando, sinto a chuva forte e gelada bater em minha pele, ela fazia com que eu me sentisse mais calma.
— Peeta. – Digo sorrindo. – Quando falo com você fico mais feliz.
— Fico feliz em saber disso. – Ele retribui o sorriso, aquele sorriso lindo, simpático e amoroso.
— Você quer morar comigo? – Pergunto rapidamente, aproveitando a coragem.
— Serio?
— Sinceramente, quero ter você de volta.
— Katniss...
— Nada mais importa, apenas responda.
— Quero mais do que tudo morar com você. – Ele diz aproximando-se de mim.
— Peeta! – Delly corre em nossa direção. – Ai gente, desculpa atrapalhar vocês, é que preciso contar uma coisa. – Ela diz dando saltinhos de felicidade.
Acho que ninguém estava mais constrangido do que eu e Peeta

Notas finais
Baah Delly estragou o momento! Satanagem isso né?? Oq acharam do cap? Nos respondam nos comentários, fiquem livres para favoritar, recomendar, mandar ameças de morte para a Delly e enfim! Bjs e até os comentários!