Notas iniciais
Olá galerinha! E voltamos com mais um cap, desapontadas por falta de comentários, mas voltamos. Esse cap ta bem longo e cheio de emoções! Boa leitura!

P.O.V Katniss

Acordo em uma sala escura, tento observar o lugar mas está tudo na penumbra que não consigo ver nada. Sinto meus pulsos pesando, apalpo-os para ver o que é e me assusto ao notar que estou acorrentada. Então lembro-me do que aconteceu.

Grávida. Floresta. Escuridão.

Gravida. Estou grávida!

Sorrio e deixo as lagrimas escorrerem, por um minuto esqueço que estou ali, e me concentro na notícia, passo a mão pela barriga.

—Eu te amo- Falo para o bebê que carrego- Eu não vou deixar que te machuquem.

Lembro-me de Peeta, um desespero me abate, onde ele está? Será que o pegaram? Será que ele já descobriu onde eu estou?

Ouço um click de uma fechadura pesada e uma porta é aberta. A luz cega-me por alguns segundos mas logo me acostumo, vejo dois homens entrarem na sala acompanhados de uma mulher, ela tem cabelos castanhos escuros e olhos verdes, usa uma roupa toda preta e me encara com um sorriso de cínico.

—Ora, ora, vejam se não é a Sra. Everdeen.

—Quem é você? Onde eu estou? — Grito e tento me levantar mas algemas são muito pesadas.

—Primeiro, querida- Fala ela se ajoelhando- Não grite comigo- Ela fala e me da um forte tapa, viro meu rosto a encarando com raiva- Segundo, você não faz perguntas aqui.

—Quem você pensa que é para me prender e ainda me ameaçar?

Ela me da um tapa ainda mais forte fazendo minha bochecha arder.

—Você não faz perguntas aqui eu disse- Ela fala novamente, com aquele maldito sorriso no rosto- Mas como parece que está interessada em saber, você está na minha casa! Seja bem-vinda!

—Que boas – vindas adoráveis! -Falo com veneno na voz.

—Para uma visita insignificante, você é cheia de exigências. Agradeça por estar viva.

—Quer que eu me ajoelhe na sua frente e agradeça por ter sido sequestrada, levar dois tapas e ainda ter que ficar ouvindo suas ironias?

—Agora sei por que meu avô odiava você.

—Seu avô? — Pergunto confusa.

—Achei que você era mais esperta Sra. Everdeen.

Demoro para entender do que ela está falando, até que a verdade vem há tona.

—Você é neta do Snow.

—Do Presidente Snow- Ela corrige-Você matou o meu avô.

—Eu não o matei! Ele morreu engasgado no próprio sangue e bem que mereceu depois de ter feito várias pessoas sofrerem!

Então a mulher avança em mim e me enche da tapas e socos, não consigo me defender, não importa minhas defesas, apenas abraço minha barriga e espero aquilo acabar. Ela agarra meus ombros e crava as unhas neles.

—NUNCA MAIS DIGA QUE ME AVÔ MERECEU A MORTE! ME OUVIU? NUNCA!!! SE NÃO EU TE MATO E MATO AQUELE SEU MARIDINHO DE MERDA!

Junto forças não sei da onde e consigo acertar um soco forte na cara dela. Ela cai de costas no chão e segura o nariz que está sangrando.

—VOCÊ NUNCA MAIS OUSE AMEAÇAR A MINHA VIDA E A DE PEETA! QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA FAZER ISSO?

Ela se levanta com a ajuda dos guardas que a acompanhavam, ela me encara com um ódio evidente em seu rosto e garanto que carrego a mesma expressão.

—Eu sou Esther Snow, a neta do verdadeiro Presidente de Panem, e pode acreditar, você vai pagar pelo que fez ao meu avô-Ela fala e em seguida grita- THREAD!

Um homem vestido de Pacificador entra na sala, ele está sem capacete, seus cabelos um pouco grisalhos e a pele enrugada deixam a idade dele evidente, quando ele me olha o reconheço imediatamente. Ele é o homem que chicoteou Gale, ele era o Chefe dos Pacificadores, agarro a minha barriga mais fortemente.

—Sim Sra. –Ele fala.

—Quero que faça essa vadia- Ela fala e aponta para mim- Pagar por tudo que fez.

—Com prazer- Ele me lança um sorriso sinistro e caminha em minha direção- A quanto tempo, não é Garota em Chamas?

Ela chama os guardas que me soltam, em seguida pegam meus braços apertando fortemente e me levantam, e me carregam para fora da sala, chuto, grito e me balanço, mas não importa meus esforços para me soltar, eles não o fazem, só apertam meus braços fortemente. Chegamos em frente a uma sala, onde Thread passa um cartão e a porta se abre, a sala é completamente branca, há mesas com instrumentos de diversos tipos, mas sei para o que eles servem. Tortura.

Os guardas me largam com violência no chão, gemo de dor, Thread caminha em minha frente.

—Você conseguiu tirar tudo, te todos. Não é Garota em Chamas? Inclusive vidas.

—Vocês mataram mais que eu- Falo me sentando- Podem acreditar.

Ele sorri e me esbofeteia no rosto, caio novamente cobrindo a lateral do meu rosto.

—Enquanto estiver aqui, querida, você não só irá nos respeitar, como também pagar por tudo que fez.

Ele fala e pega um chicote e começa a bate-lo em mim, grito de dor e tento afasta-lo, ele não para um segundo se quer, estou com uma roupa fina o que não me impede de sentir as chibatadas, ele então logo para de me chicotear e começa a me chutar. Não consigo impedi-lo, então apenas me encolho e abraço minha barriga rezando para que meu bebê não sofra nada.

*****

Não sei a quanto tempo estou aqui, eu parei de tentar adivinhar o tempo, e de também tentar fugir ou de andar. Não consigo me mexer sem sentir dores por todo meu corpo, estou cheia de roxos, feridas de facas, de chibatadas, a única parte do meu corpo que não foi ferida. É a região da minha barriga, posso não ter forças para andar, mas tenho forças para proteger meu filho, e vou fazer isso até a morte. Eles mal me alimentam, ás vezes trazem pão e água, mas quando olho para o pão é impossível não me lembrar de meu marido e de como sinto falta dele.

Estou deitada de barriga para cima, acariciando-a. Olho para cima e penso em Peeta. Tudo que desejo é que ele esteja bem, e que me encontre e cuide do nosso bebê. Lagrimas escorrem pelo meu rosto, eu nem tive a chance de contar para ele... Eu queria tanto poder falar com ele. Ouvir sua voz uma última vez.

—Eu te amo Peeta. –Sussurro para o teto, como se através dele, Peeta pudesse me ouvir.

Ouço o click pesado da porta e logo ela é aberta, Esther entra acompanhada de Thread e outros três guardas.

—Olha só quem já está acordada! –Fala Esther caminhando em minha direção, ele me puxa com violência me fazendo gritar de dor-Por que não me disse que estava acompanhada?

—Acompanhada? — Sussurro confusa e recebo um tapa forte na orelha esquerda, aquele que foi reconstruído pela Capital, meu ouvido começa a zunir.

— Não minta para mim desgraçada, você está grávida.

Sinto meu coração acelerar e o pânico começa a me dominar.

—Não sei do que está falando- Minto.

Recebo outro tapa na orelha, sinto um liquido quente deslizar pela lateral do meu rosto, sangue.

—Eu lhe disse para não mentir! — Ela grita.

—Mas eu não...

—Não está? — Pergunta Thread vindo em minha direção, ele pega meus ombros e me joga no chão fazendo eu ficar de barriga para cima- Então por que a sua barriga está bem? — Ele pergunta levantando minha blusa-Por que anda cuidando mais da sua barriga?

Esther estreita os olhos. Em seguida passa a mão sobre minha barriga.

—Não ouse machucar o meu filho. –Digo entre- dentes.

Ela me encara e sorri.

—Não vou fazer nada a ele- Ela fala sorrindo- Ainda. Quero que esse seu filho esteja aqui, quero que você veja eu arranca-lo dos seus braços, e me deliciar com seu sofrimento e dessa criança- Meus olhos marejam- Vou me certificar de que você e seu maridinho vejam o quanto a atitude vocês causaram dor e sofrimento, e advinha quem vai pagar o preço? Exatamente Praguinha Juníor.

—Não meta meu filho nisso! Não ouse mete-lo nisso!

Ela bate na minha barriga de leve e sorri. Em seguida se levanta.

—Cuidem para que ela sofra bastante.

—Devemos fazer alguma coisa em relação a criança? -Pergunta Thread.

Abraço minha barriga, sinto meus olhos marejarem.

—Não. Eu mesma vou fazer isso quando a praga nascer.

Sinto meu coração se apertar, novamente aquele medo me domina. Thread caminha até mim e fala sorrindo.

—Vamos brincar.

Eles dessa vez resolvem me torturar na cela, me chutam, esbofeteiam meu rosto, puxam meus cabelos, me chicoteiam, eu não tenho mais forças para gritar, só abraço minha barriga, ciente de que Esther vai fazer o possível para tirar meu filho de mim, choro, não só pela dor física, mas também pela dor em meu coração.

Eu vou perder meu filho.

Eu vou perder Peeta.

No fim eu não consigo proteger ninguém.

A tortura dura mais do que de costume, eles no mínimo querem me fazer sofrer o bastante, mas mal sabe eles que a tortura interna é pior. No fim de tudo, estou eu, encolhida no canto do quarto, enrolada em um trapo que um dia foi um lençol, em posição fetal e chorando. Lamentando. Que no fim vou perder tudo.

Ouço um estrondo. Deve ser meu coração se quebrando. Se despedaçando. Os cacos dele são lançados para todos os lados, e atingem meu rosto. Passo a mão pelo rosto, poeira. Olho para cima e vejo o teto rachar. Ótimo vou morrer soterrada. Eu e meu bebê vamos morrer soterrados.

Ouço mais um estrondo vindo do lado de fora do quarto. Não é meu coração. São bombas. Gritos vem do lado de fora. Não consigo me mexer, a dor é muita para eu me levantar, por isso apenas abraço minha barriga e fico em posição fetal, aguardando o momento de minha morte. Em meio a escuridão, bombas e gritos sussurro.

—Eu te amo bebê. E amo seu pai. Me desculpe por não proteger vocês.

Choro e fico encolhida. Até que passos se aproximam da porta da cela, e então a porta explode e me encolho mais ainda.

P.O.V Peeta

Eu estava louco.

Fazia uma semana que Katniss havia desaparecido.

Ninguém a tinha visto. Só a viram entrando na floresta, mas não a viram sair.

Minha garota foi levada.

Eu falhei.

Prometi protege-la e olha o que aconteceu.

Haymitch avisou Paylor que prometeu mandar guardas para fazer buscas. Gale veio ajudar também, juntamente com Delly. Ela me contou que eles estavam juntos, e que ela estava grávida. Fiquei feliz, mas não muito. Pois não parava de pensar que Katniss também poderia ficar grávida, mas por um descuido meu, talvez eu nunca mais a visse.

Eu não dormia, não comia direito. Só conseguia procura-la. Haymitch me obrigava a dormir, mas os pesadelos sempre vinham, e eram sobre minha garota. Ela me pedindo ajuda enquanto era espancada, ela gritando que eu a abandonei. Tive inúmeros flashes, destruí um dos quartos da casa mas eu não me importava, só queria ter minha Katniss de volta.

Por volta do sexto dia em que Katniss estava desaparecida, Paylor entrou em contato conosco. Ela nos falou que os guardas juntamente com a ajuda de Beetee acharam um lugar subterrâneo, abaixo do Centro de Treinamento dos Tributos. Eu achei que aquele prédio havia sido destruído. Mas pelo visto não.

Rapidamente montamos uma equipe de resgate, eu, Gale e outras cinco pessoas, também levamos os paramédicos, para ficaram a postos para fazer os primeiros socorros em Katniss. Fomos para a Capital no dia seguinte. Fazia tempo que eu não pegava uma arma, e achei que nunca mais precisaria fazer tal feito. Logo o aerodeslizador chegou no local destinado.

Nós entramos pelo solo, Beetee conseguiu desativar as câmeras que ainda estavam funcionando. Logo descemos para o local onde eu, Johanna, Annie e Enobaria fomos torturados, agarrei com força minha arma tentando conter um flash, e me concentrei na missão de salvar minha esposa.

Logo achamos uma área que eu nunca tinha visto, depois de um debate se usaríamos ou não bombas, optamos por explodir a parede, Katniss não poderia ter mais tempo, após a explosão da parede, vimos escadas que levavam para o nível abaixo. Descemos lá e abatemos algumas pessoas uniformizadas.

Passamos por diversos lances de escadas até chegarmos a um nível, repleto de salas, algumas tinhas janelas que nos possibilitavam a vista para dentro, meu coração se apertou quando passamos por uma sala, onde os instrumentos e o chão estavam sujos de sangue.

Continuamos há procura, até que nós separamos, eu, Gale e outro homem, Samuel iriamos procurar Katniss enquanto os outros quatro cuidariam para que ninguém viesse aqui. Procuramos várias celas fechadas, mas todas estavam abertas, até que ao virarmos um corredor, encontramos um guarda na frente de uma porta pronto para atirar, nem penso e atiro em seu coração.

Nem tenho tempo de pensar no que fiz, apenas corro em direção a porta. Forço para entrar, mas ela não se mexe. Trancada. Gale procura as chaves com o guarda mas ele não estava com elas. Então decidimos explodir a porta, eu fui contra, pois os estilhaços poderiam acertar Katniss, mas não tínhamos outra opção. Armamos a bomba e explodimos a porta.

Entrei no quarto e a cena que vi me quebrou completamente.

Katniss estava encolhida no chão enrolada em um lençol completamente destruído. Ela possuía ferimentos nos braços, roxos e cortes. Ela soluçava baixinho. Me senti destruído. Completamente destruído. Suas olheiras e a magreza também eram evidentes.

Caminho até ela e me ajoelho ao seu lado. Passo a mão por seus cabelos e vejo que eles estão secos e sem brilho, passo a mão por seu rosto muito magro. Sinto uma lágrima escorrer pela minha bochecha.

—Amor- Chamo-a. — Katniss, está tudo bem, sou eu.

Ela então para de chorar, e tira o rosto das mãos e me encara com um misto de surpresa e confusão.

—Peeta...-Ela sussurra- Peeta?

—Sou eu meu amor, sou eu- Falo e ela passa as mãos no meu rosto.-Peeta! — Ela sorri e começa a chorar.

—Vamos tirar você daqui.

Passo meu braço por baixo de suas pernas e a levanto, colocando a outra mão em suas costas. Saio para fora e encontro Gale e Samuel a postos, prontos para atirar que aparecesse no corredor. Vejo o antigo amigo de Katniss arregalar os olhos pelo estado dela.

—Temos que sair daqui- Samuel fala- Eles já estão vindo.

Começamos a ir em direção as escadas, no caminho nos encontramos com os outros guardas que vieram na missão, Katniss desmaiou no meu colo, agarrada a minha camiseta. A subida era longa, os outros se ofereceram para carrega-la inclusive Gale, mas não entreguei minha garota para ninguém, eu não ia perde-la de vista novamente.

Logo chegamos no térreo do Edifício, corremos para fora e o aerodeslizador estava ali ainda, parado sobre os prédios, logo a escada desce e corremos até ela, me ajeito de modo para que eu e Katniss fiquemos perto delas o alcance do sensor que nos congela, logo somos congelados pela a escada e subimos na direção da aeronave.

Quando chegamos lá em cima fomos descongelados, uma equipe de paramédicos veio na direção de Katniss, eles colocaram uma maca no chão e eu acomodei ela ali, os paramédicos atenderam-na e eu fiquei o tempo todo ao seu lado segurando sua mão.

Logo chegamos ao Distrito 12, eu insisti em virmos direto para cá, não aguentaria ficar mais um segundo na Capital e tinha certeza que minha garota também não gostaria, o aerodeslizador parou sobre a Vila, logo descemos novamente, eu peguei Katniss no colo novamente, quando fomos descongelados, vimos Haymitch, Effie e outra equipe de médicos correrem em nossa direção. Effie grita quando vê o estado de Katniss, mas Haymitch logo tratou de acalma-la, mas percebi também que ele estava tentando se acalmar.

Levamos Katniss para o quarto e fui expulso de lá pelos médicos. Eu fiquei com raiva, mas Haymitch me acalmou dizendo que pelo menos ela estava em casa. Eu estava sentado no chão de frente para o nosso quarto esperando por notícias, quando Gale apareceu logo depois e se sentou junto comigo.

—Me desculpe- Ele fala de repente, eu o encaro confuso- Por aquele dia, há alguns anos. Eu disse coisas horríveis... Para você e para ela.

Lembro-me do episódio, eu tive que me afastar de Katniss naquele dia, para evitar que ela se machucasse, fiquei com raiva de Gale, mas com o tempo ela sumiu.

—Tudo bem Gale, isso foi a tempos.

—Mas aquilo que eu disse... Que eu causei a vocês...

—Gale, você mudou, isso é o que importa.

—Acha que ela irá me perdoar?

—Com o tempo, sim. –Ficamos mais um tempo em silêncio até que ele o quebra.

—Acho que então preciso ir. –Ele fala se levantando.

—Vai embora?

—Vou. Eu acho que Katniss não está pronta ainda para me ver. E eu tenho coisas para fazer no Distrito Dois.

—Claro. Você poderia dizer a Delly que eu mandei um tchau?

—Claro.

Ele vai sair mas o chamo novamente.

—Gale.

Ele se vira e me encara.

—Obrigado e parabéns.

Ele sorri entendendo o que quero dizer.

—Obrigado.

Ele então se vai. Alguns minutos depois a porta se abre e um médico sai de lá. Eu o reconheço imediatamente.

—Doutor Aurelious? -Pergunto me levantando para cumprimenta-lo.

—Olá Peeta. — Ele fala sorrindo apertando minha mão.

—Me desculpe, eu não tinha visto o senhor.

—Está tudo bem Peeta, a situação era grave.

—Como ela está?

—Com vários ferimentos pelo corpo, havia um mais profundo, mas fizemos pontos. Ela está muito magra e vou indicar um remédio para ela tomar até se recuperar completamente. -Eu concordo até que ele me encara com uma expressão confusa, fico intrigado.

—O que houve mais Doutor?

—Havia uma região que não estava com ferimentos, estava completamente bem.

—Que região?

—A da barriga.

Arregalo os olhos e fico pensando.

—Obrigada Doutor, será que eu posso vê-la?

—Claro Peeta.

Entro no quarto e fixo meu olhar em minha garota, que dorme tranquilamente em nossa cama. Ouço Doutor Aurelious chamar todos para fora do quarto. Logo ouço a porta se fechar, caminho até a cama e sento-me perto da cintura de Katniss.

Ela está de pijama e com o lençol cobrindo apenas sua cintura, vejo os machucados em seus braços e pescoço, levanto sua blusa e confirmo o que o Doutro havia me dito. A barriga de Katniss está completamente sem machucados.

Acaricio o rosto dela, e deixo ás lagrimas caírem livres.

—Peeta? — Ela sussurra.

—Oi meu amor, estou aqui- Falo me aproximando.

—Isso é um sonho? — Ela pergunta.

—Não é real, você está em casa, comigo e bem.

Ela sorri e começa chorar a braço tomando cuidado para não machuca-la. Ela levanta a cabeça e eu segura seu rosto de leve, e dou-lhe um beijo, ela se agarra em mim e eu me agarro nela, nosso beijo é uma mistura de sentimentos, amor, saudade, medo, tudo que sentimos nos últimos dias que ficamos separados.

—Eu fiquei tão preocupado com você — Falo ainda a beijando- Nunca mais vou deixa-la sozinha na floresta, nunca mais.

—Eu... Eu achei que eles tivessem te pegado também- Ela chora com mais força- Peeta... Eu preciso lhe contar uma coisa.

—Me conte depois, primeiro você precisa comer.

—Peeta...

—Eu já volto.

Contra a minha vontade saio correndo da cama, desço as escadas correndo, vou até a cozinha e mais que depressa preparo, pães de queijo, torradas, suco de laranja e mais algumas coisas. Haymitch e Effie estavam ansiosos por notícias, mas eu falei para eles falarem com Doutor Aurelious. Subi novamente para o quarto. Encontrei Katniss agora sentada na cama escorada na cabeceira olhando pela janela.

—Hey- Falo entrando no quarto e ela me olha -Trouxe a comida.

—Peeta...

—Eu sei é muita coisa... Mas você precisa...

—Eu estou grávida.

Notas finais
E é isso! O próximo só sai em duas semanas devido as nossas provas, comentem tributos isso ajuda e mt! Bjs e até os comentários!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.