Notas iniciais
Olá galerinhaa!! Pse voltei antes é que eu tive algumas ideias e de repente tinha o cap pronto então resolvi postar! Quero agradecer a Aleh Hutcher Grey, Semi Potter Gabe e a FernandaW! Ameeei os comentários! Tbm quero agradecer a Semi Potter Gabe que favoritou a fic! Mtt obgg fez uma autora mtt feliiz! Boa leitura a todos!

P.O.V Katniss

Não consigo dormir essa noite, é como se algo impedisse meu sono de vir, e de fato tem uma coisa que impede, os pesadelos. Não consigo fechar meus olhos sem que imagens da guerra e da arena perpassem pela minha visão, não consigo dormir, não sem ele aqui.

Já faz um mês que Peeta voltou, desde então voltamos a conviver, não tanto quanto antes, mas por hora sinto que isso é suficiente, ele vem de manhã cedo, traz pães, toma café comigo e com Greasy e depois se vai, ás vezes ele vem á noite, mas isso raramente acontece.

Nas vezes que ele veio a noite, sempre tentava pedir para ele ficar e dormir comigo, porém a vergonha e o medo eram maiores e sempre acabava com ele indo embora e eu me odiando por ser tão covarde. Não sei o que fazer em relação a isso, Greasy fala que eu deveria tomar a frente e falar logo para ele o que sinto, mas ainda não tenho certeza do que sinto por ele, e mais não quero machuca-lo novamente, já o feri mais do que ele precisava.

Agora estou sentada fora de casa, na varanda para ser especifica, uma brisa leve e fresca passa por mim, me encolho um pouco mais e aprecio a Vila dos Vitoriosos, na minha frente estão as casas de Peeta e Haymitch e mais algumas outras desocupadas, me detenho na casa de Peeta e encaro sua janela aberta e sorrio, ele nunca dorme com a janela fechada, fico imaginando se ele está dormindo bem ou se está tendo algum pesadelo, torço para que não.

Continua observando a Vila, algumas casas ao lado da minhas estão ocupadas com alguns pedreiros e ex. moradores do 12, pelo que entendi Paylor liberou as casas para as pessoas que estão reconstruindo as suas ficassem por um tempo, algumas vieram, em torno de 100, porém só alguns aceitaram vir morar aqui na Vila.

Olho para a estrada que leva a entrada da Vila e vejo as Prímulas que Peeta plantou, não posso evitar que meus olhos fiquem marejados, por mais que tenha sido uma homenagem não deixa de ser doloroso, a falta que sinto de minha irmã é enorme, sinto as lagrimas rolando pelas minhas bochechas.

Me levanto e vou na direção das flores, quando chego na frente dela e me agacho e começo a acaricia-las, são tão frágeis e bonitas como Prim era, porém sei da força dessas flores e sei também que ela era muito mais forte do que aparentava ser, não consigo me controlar e logo estou chorando.

Olho para as estrelas, e penso se Prim poderia ser uma delas, nunca fui de acreditar nesse tipo de coisa, mas parece que agora se eu acreditar que minha patinha está bem me traz uma paz e alivio enormes, fico fitando as estrelas até o amanhecer, sentada na calçada apenas com o silêncio e as flores me fazendo companhia.

Quando deduzo pelo sol que já devem ser 8 horas vou para casa, estou exausta e quando deito na cama não consigo dormir não importa o esforço, me levanto frustrada e vou para o banho, quando saio faço minha trança e coloco uma roupa qualquer e desço para o café, encontro Greasy e Peeta.

–Bom dia- Falo.

–Bom dia- Eles respondem quando Peeta olha para mim posso ver suas sobrancelhas franzidas como se ele estivesse me avaliando, não é para menos, tenho certeza que minha cara está horrível, com olheiras e provavelmente vermelha pelo choro.

–O que temos para o café? — Pergunto, não quero ter que começar a falar sobre o fato de ter passado a noite acordada, até por que não saberia explicar que preciso dele para dormir.

–Fiz pães de queijo- Fala Peeta ainda meio que me encarando.

–E eu acabei de preparar o café- Fala Greasy, ela parece não se importar com o meu estado físico, afinal já estive bem pior de como estou hoje.

Sento-me na mesa e comemos em silêncio, até que Greasy quebra-o.

–Katniss, quando cheguei havia um homem com uma caixa em mãos alegando que eram as coisas do Tordo- Estremeço ao ouvir novamente esse nome, tenho a séria impressão que Peeta notou pois passou a me fitar- Eu primeiramente abri a caixa e vi o seu arco e flecha e mais algumas coisas que deixei para você olhar, espero que não se incomode.

– Não imagina, obrigada Greasy.

–Não por isso- Fala ela sorrindo e se levanta- Bom eu terminei, tenho que ir dar uma olhada em minha neta, até mais crianças.

–Até- Falamos eu e Peeta juntos.

Me levanto.

–Vou começar a guardar as coisas.

–Eu te ajudo- Fala ele também se levantando.

Começamos a guardar as coisas e vez ou outra eu bocejava e coçava os olhos.

–Você deveria dormir- Fala Peeta de repente.

–Não é uma tarefa muito simples de se fazer- Falo simplesmente.

–Pesadelos?

Apenas concordo com a cabeça. Ele então me abraça e eu retribuo com força, escondo minha cabeça em seu peito sentindo seu cheiro, canela e pães, me sinto segura na hora, a minha vontade era de ficar ali, para sempre. Ele me aperta mais contra si, fecho os olhos e deixo que por pelo menos 5 minutos eu esqueça de todos os meus problemas.

Depois de um tempo nós nos afastamos.

–Eu tenho que ir- Fala ele- Tente descansar, você precisa.

Ele me dá um beijo na testa e quando se prepara para abrir a porta eu o chamo.

–Peeta- Falo, ele se vira e me encara- Você vem á noite?

Ele me encara surpreso, até eu estou surpresa.

–Posso vir, claro.

–Então até mais tarde.

–Até.

Ele se vai e eu sorrio, finalmente fiz algo que há tempos gostaria de fazer. Decido ir ao escritório, onde Greasy deixou a caixa, tenho evitado ir ali desde que voltei, parece que quando eu entrar lá novamente vou encontrar com Snow.

Vejo a caixa em cima da mesa, vou até lá e a abro, vejo meu arco que usei na guerra, com a aljava de flechas, vejo que por algum milagre todas estão ali, as normais, incendiárias e explosivas, achei que tivesse perdido todas na guerra. Coloco-os na mesa, e vejo o colar que Peeta me deu na arena, abro-o e vejo a foto de minha mãe, de Prim e de Gale.

Gale, faz muito tempo que não tenho notícias dele, pelo que Greasy me disse ele está trabalhando como capitão no Distrito 2, não fiquei com raiva, apenas aliviada, não sei o que faria se ele voltasse para cá, ainda não deixei de associa-lo com as bombas que mataram a minha irmã.

Fecho o colar e olho as outras coisas, vejo a foto de meu pai e sorrio, ainda está aqui, tiro o casaco dele e o deixo em cima da mesa, e por último tiro uma coisa que achava que estava perdida para sempre. A pérola. Lembro-me de como ela foi importante para mim durante a guerra, quando Peeta estava na Capital e depois de volta ao distrito 13 me odiando.

Aperto-a com força contra mim, e sinto uma lágrima escorrer pelo meu olho, olho-a mais atentamente e está igual desde a última vez em que a vi, levo-a para minha bochecha imaginando os lábios de Peeta ali, e depois levo-a aos meus lábios imaginando ele me beijando, sinto falta de seus beijos, de seus braços, de seu amor.

Esqueço do que estava fazendo e me encaminho para a sala onde deito no sofá e fico agarrada a pérola, com lagrimas ainda caindo pelo meu rosto, acabo adormecendo.

P.O.V Peeta

Quando eu vi a Katniss hoje de manhã, me preocupei com sua aparência, estava com olheiras profundas, um sinal claro de que não dormiu a noite toda, seus olhos estavam baixos e vermelhos, constatei que havia chorado, isso doeu, saber que ela estava sofrendo e eu não podia ajuda-la.

Bem, teoricamente eu poderia, mas o medo é maior que qualquer coisa, medo da rejeição, medo de machuca-la. Me acho um covarde por ter tanto medo, mas desde que eu a ataquei lá no 13, tenho medo de ataca-la aqui, lá pelo menos havia Boggs que me impediu de matá-la, aqui, não há ninguém que possa me impedir caso eu tenha um ataque, tem o Haymitch, mas até ele se tocar de alguma coisa eu já teria feito algo pior.

Quando disse para Katniss dormir e ela me respondeu aquilo senti o quanto ela estava sofrendo, por isso a abracei, numa tentativa de transmitir segurança para ela, mas assim que ela me abraçou novamente, senti o quanto eu também precisava daquilo, e quando ela me apertou mais para si, sabia com muita certeza que estava sofrendo. Quando ela me chamou para eu ir na sua casa há noite senti alguma coisa aquecendo meu peito, ela me quer por perto? Ou está apenas carente de companhia? São tantas perguntas e sinto que estou cada vez mais longe das respostas.

Assim que sai de sua casa resolvi dar uma olhada em Haymitch e levar para ele alguns pães, eu o vi semana passada e no dia que me buscou na estação, ele aparentava estar bem há uma semana, agora não tenho nenhuma certeza disso.

Entro em sua casa sem bater, ele nunca tranca a porta, a situação de sua casa é deplorável, há garrafas vazias espalhadas por toda a sala, assim como lixos, o cheiro de álcool e vomito preenchem o ar e me contenho para não botar o café para fora, procuro Haymitch até que o acho desmaiado na cozinha, vejo que em uma de suas mãos há uma garrafa e na outra uma faca, velhos hábitos nunca mudam, penso.

–Haymitch- Sacudo-o, recebendo um resmungo de volta- Haymitch- Balanço-o mais algumas vezes mas em vão.

Tenho uma ideia, mas sei que ele vai ficar puto da cara comigo. Encho um copo com água gelada e jogo em sua cabeça, ele se levanta em um pulo esfaqueando o ar com a faca, eu devia tê-lo desarmado antes de jogar água nele.

–PARA QUE ISSO? — Ele berra.

–Eu tentei te acordar de forma pacifica mas você nem se mexeu- Falo dando de ombros.

–Você e a docinho ainda vão me matar.

–Agradeça que eu lhe trouxe comida- Falo- Coloca a cesta com pães em cima de sua mesa, e pego uma chaleira que achei no armário, coloco água e ponho para ferver.

–Como ela está?

Sei que ele está se referindo a Katniss, mesmo sempre encrencando com ela, sei que se preocupa.

–Está bem- Falo- Pelo que Greasy disse ela está bem melhor desde que...- Paro de falar.

–Desde que- Ele fala gesticulando com as mãos enquanto morde um pedaço de pão.

–Desde que eu voltei.

–Isso é óbvio né garoto- Eu o encaro- Ela gosta de você, e só pelo fato de sua volta já a fez tentar voltar a vida.

–Isso é ridículo- Falo- Katniss não sente nada por mim.

–Agora é você que está sendo ridículo- Fala ele- Se ela não te amasse garanto que não teria sofrido tanto quando você estava na Capital.

Não falo nada.

–Peeta- Ele fala e o encaro, ele raramente me chama assim- Antes de você voltar ela tinha pesadelos frequentes, sei disso por que escutava seus gritos aqui da minha casa, mesmo a minha e a casa dela toda fechada.

Sinto uma dor no peito enorme.

–Claro que os pesadelos não acabaram- Fala ele- Mas pode ter certeza de uma coisa, eles diminuíram e isso aconteceu desde que você voltou, e sei mais do que ninguém que você também tem pesadelos ainda. E vocês dois não tinham pesadelos quando dormiam juntos.

Nisso ele tem razão, quando estávamos na Turnê da Vitória eu a escutei gritando e corri para seu quarto, desde aquela noite nós dormíamos juntos e posso dizer que os meus pesadelos e os dela diminuíram com isso, mas não posso voltar a acreditar que isso tem a ver com o fato dela me amar, não posso me dar ao luxo de me ferir novamente.

–Sei disso Haymitch- Falo- Mas não posso ficar acreditando que ela me ama, e depois me decepcionar novamente- Falo o que estava pensando.

–Nunca saberá o que ela sente, se não tentar descobrir, ao invés de ficar parado. Você dois estão sofrendo, mas ficam ai se enrolando sem tomar nenhuma atitude.

Suspiro.

–O que eu faço?

Ele ri.

–Não sou mais seu mentor garoto, mas posso lhe dizer para não deixar que medo te afaste dela.

–Não é tão simples assim...

–Claro que é, vocês é que complicam tudo.

Fico pensando no que Haymitch me disse, ele tem razão, eu e Katniss estamos quebrados, mas como posso ajuda-la se nem ao menos consigo me ajudar, parece que a resposta brilha na minha frente, juntos nós conseguimos.

Notas finais
Bem é isso! Fiquem livres para comentar, favoritar, recomendar, mandar ameças de morte enfim! Quem ai viu Jogos Vorazes - O final?? Gente que filme foi aquele! E eu ainda não acredito que acabou! Assim que acabou fiquei com aquela cara, e agora o que eu faço da vida? haushua Bem gente me digam o que acharam e ideias são sempre bem vindas! Até os comentários! Bjs