The Second Hope
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Leiam as notas do capítulo! Aviso importante!
P.O.V Katniss
Esgueiro-me por um lugar escuro, não tenho ideia de onde estou e nem de como vim parar aqui, estou com medo, mas não paro de avançar, logo esbarro em uma porta, com relutância eu a abro. Uma sala branca se encontra em minha frente, há vários instrumentos estranhos dispostos em mesas, logo os reconheço. São instrumentos de tortura. Continuo caminhando até que uma voz me chama, e calafrios percorrem meu corpo quando reconheço a voz.
— Olha quem está aqui. — Fala Snow se aproximando. — O Tordo.
Ele está vestido com um terno completamente branco, e com uma rosa na lapela de seu terno.
— Você está morto! – Grito. — Eu vi você morrer!
— Minha querida Srta. Everdeen. — Fala ele sorrindo para mim, um sorriso sombrio, sangue escorre pelos seus lábios manchando seu terno. — Eu tenho minhas estratégias. Agora, por que não convidamos alguém muito querido, para participar da festa? — Dito isso e ele aperta um botão e um local da sala se ilumina, me viro, congelo com a cena e quebra meu coração, Peeta está amarrado e todo ensanguentado em cima de uma mesa, ele está desacordado.
— PEETA!!! — Grito correndo em direção a ele, porém uma barreira me impede de avançar mais.
— Agora minha querida, pague pelo o que você fez. — Ele fala e ouço um barulho.
Me viro para o local onde Peeta está e então uma porta é aberta ao lado da cama, os mesmos bestantes brancos que nos atacaram nos túneis subterrâneos na Capital saem por eles, e então eles avançam em Peeta e começam a dilacerar a carne dele, Peeta acorda e começa a se debater e a gritar, pois não pode fazer nada.
O que sinto é desespero, desespero puro, grito, esmurro a parede mas nada adianta e tudo que posso fazer é ver Peeta sendo morto pelos bestantes, sua vida se esvaindo lentamente de seu corpo, e seus olhos perderem o brilho, até se tornarem vazios.
— PEETA!!! PEETA!!! NÃO ME DEIXE!! POR FAVOR NÃÃO!!!
— Katniss... Katniss... – Eu ouço uma voz me chamar. — Eu estou aqui... Acorde...
Desperto em um pulo, vejo que estou em meu quarto, estou suada e ofegante, olho para o lado e vejo Peeta segurando meus ombros e me encarando com uma preocupação evidente em seu rosto.
Peeta está vivo.
Pulo em seu colo e o abraço chorando.
— Você tinha morrido! — Falo soluçando contra seu peito. — Você morreu na minha frente e eu não pude impedir!
Peeta me abraça forte.
— Eu estou aqui Katniss. — Fala ele e beija minha cabeça. — Eu estou bem e aqui com você, não irei deixa-la, nunca.
— E-eu vi seus olhos, eles ficaram vazios e você estava... estava... — Choro com mais força.
— Shhh... Está tudo bem agora, estou aqui com você.
— Eu não conseguiria viver sem você. — Falo e olho em seus olhos. — Eu não saberia viver sem você.
Ele olha para mim e sorri, tira o cabelo do meu rosto e se aproxima.
— Eu nunca irei deixa-la. — Fala- Eu sempre estarei com você, meu amor.
Sorrio para ele e foco na palavra que ele me disse. Meu amor.
Peeta ainda me ama.
Ele ainda me ama!
Sorrio e me aproximo dele e ele também, então nossos lábios se juntam em um beijo leve, sinto meu coração acelerar, coloco minhas mãos em seu pescoço e Peeta abraça minha cintura, ele passa a língua em meu lábio inferior e eu abro meus lábios dando passagem para ele, nos beijamos intensamente, nossas línguas se chocam e sinto choques elétricos pelo meu corpo, agora mais do que nunca sei que o amo, mais que tudo.
Meu coração acelera e abraço Peeta mais forte que me segura firme em encontro ao seu peito, logo nosso beijo se torna ardente, bagunço os cabelos de Peeta e ele passa a acariciar minhas pernas, um arrepio percorre meu corpo, logo nos separamos com um selinho. E nos encaramos no escuro.
Logo pegamos no sono. Sonho com a campina, o céu azul estava sem nuvens e o sol brilhava, o vento era fresco, o verde das arvores tornava tudo ainda mais lindo. Minha visão inesperadamente escurece e percebo que são mãozinhas pequenininhas tapando meus olhos, viro-me para ver para ver quem é.
Uma menininha loira sorri para mim e começa a rir envergonhada, ela parecia ter uns três anos de idade, minha visão estava borrada e não conseguia ver o rosto da menina perfeitamente, levanto-me, ela passa por mim correndo em direção as arvores, vou atrás dela tentando dizer que lá era perigoso, mas nenhum som sai de minha boca.
Ela estava a um passo de entrar na floresta, então para e olha em minha direção, mas não era para mim que ela olhava, viro-me e vejo Peeta, ele estava com uma menina de cabelos castanhos, que ria. Peeta acena para mim, volto a olhar para a menininha loira, ela sorri, um longo e amoroso sorriso.
Acordo com um pulo.
— Tudo bem? – Peeta pergunta. – Pesadelos?
— Não. – Digo aconchegando-me em seus braços. – Não lembro muito bem do sonho, apenas de uma menininha loira rindo.
— Sério? – Ele pergunta curioso e concordo com a cabeça.
— Posso te falar uma coisa? – Pergunto.
— Claro.
— Você foi o melhor que me aconteceu. – Digo. – Não entendo porque demorei para perceber.
Ele fica em silencio.
— Posso te perguntar uma coisa? – Ele pergunta.
— Claro. – Digo olhando para ele.
— Você me ama. Verdadeiro ou falso? – Ele sussurra.
— Verdadeiro.
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