The Second Chance - HIATUS
18 Capítulo 18
Notas iniciais
The Monster
I'm friends with a monster that's under my bed
Get a long with the voices inside of my head
You trying to save me
Stop holding your breath
And you think I'm crazy, yeah, you think I'm crazy
Well, that's nothing
Well, that's nothing
No, I ain't much of a poet
But I know somebody once told me
To seize the moment and don't squander it
'Cause you never know when it all could be over tomorrow
So I keep conjuring
Sometimes I wonder where these thoughts spawn from
(Yeah, ponder it, do you want this?
No wonder you losing your mind
The way it wanders)
Yo-lo-lo-lo-yee-whoo
I think you've been wandering off down yonder
And stumbled onto Jeff VanVonderen
'Cause I need an interventionist
To intervene between me and this monster
And save me from myself and all this conflict
'Cause the very thing that I love is killing me
And I can't conquer it
My OCD is conking me in the head
Keep knocking, nobody's home, I'm sleepwalking
I'm just relaying what the voice
In my head's saying
Don't shoot the messenger, I'm just friends with the
[...]
Caroline batia os dedos contra o mármore da pia do banheiro, aquela ansiedade estava matando-a. Já faziam quase dois minutos que ela se encontrava lá, e pra ela parecia um século.
Agora sabia o que Katherine estava passando, pois depois de muita coragem interior, ela fizera o teste de gravidez. E a loira já não aguentava mais aquela espera, não que ela estivesse com medo — já que ela se dizia nunca ter medo. — Mas, estava apreensiva.
Então finalmente quando deu a hora, ela sentiu seu rosto começar a suar, suas mãos trêmulas pegaram o objeto e então ela fechou os olhos, e quando os abriu não acreditou no que via.
Positivo.
...
Davina observava Caroline devorar um prato de Waffles, panquecas e tudo que havia de mais gorduroso em casa em alguns minutos. Ela realmente estava estranha, pensou.
Davina foi tirada de seus desvaneio por um beijo em sua nuca, fazendo arrepiar-se por inteira. Ela virou — se com um sorriso no rosto.
— Kol ... — A morena sussurrou baixo. — Sabe que eu estou trabalhando. — Ela disse em tom reprovador e Kol fez beicinho.
— Qual o problema dela? — Kol disse apontando para Caroline, que parecia chorar feito louca enquanto falava no celular.
— Ainda não sei ... Mas pretendo descobrir. — Ela disse dando uma piscada.
Kol sorriu malicioso e estava pronto para beija-la de novo, se não fosse a voz de Rebekah entrando pela porta dos fundos da cozinha.
— Kol! Pode me ajudar com isso?!– Rebekah gritava, o moreno bufou e Davina deu um sorriso de canto dizendo que estava tudo bem e ele se retirou da cozinha.
Caroline já havia desligado o celular, então Davina resolveu se aproximar. Ela estava tão entretida mandando uma mensagem, que mal notou a presença da outra.
— Caroline? — Davina questionou baixinho com receio para que só ela ouvisse. Rebekah tinha normas rígidas de jamais chamar qualquer Mikaelson pelo primeiro nome. Imagine quando ela descobrisse sobre ela e Kol.
— Hey D. — A loira disse sorridente.
Davina arqueou uma sobrancelha.
— E então ... — Ela disse se sentando ao lado de Caroline. — Está tudo bem?
Caroline pareceu olhar para os dois lados para se certificar que não havia ninguém espionando.
— Eu estou grávida. — Ela disse com os olhos marejados.
Davina tentou dizer algo, mas quando notou seus olhos igualmente já estavam cobertos de lágrimas. Elas se abraçaram pelo que parecia anos.
— Oh meu Deus, Caroline ... Estou tão feliz! — Davina praticamente gritava. — Já contou ao Klaus? E ao Kol e a Rebekah?
Caroline ria da animação desnecessária da morena.
— Não e nem vou. — Ela disse e D. pareceu ficar desapontada. — Klaus volta hoje com Marcel. E vamos dar um jantar de comemoração para contar a novidade!
— Eu nem acredito ... Você e o Klaus terão um bebê!
E assim as duas passaram a tarde ... Conversando sobre toda a felicidade clichê que Caroline sentia.
...
Camille andava pelas ruas de New Orleans olhando para todos os lados. Como se sentisse que alguém estava a espreita, e essa pessoa provavelmente seria Tyler. Aquele doente imbecil! Maldita hora que fora concordar com esse plano diabólico dele e da que Camille considerava sua melhor amiga de anos.
Tyler a mataria se ela não conseguisse alguma informação útil a respeito de Klaus ou Caroline, disso ela tinha certeza. Mas agora ela não tinha ideia do que fazer!
Nesse momento ela se encaminhava para a mansão dos Mikaelsons, Rebekah havia ligado e encomendado bebidas, e ela como uma boa garçonete fora obrigada a ir lá. A única coisa que ela não fazia ideia, era porque de tanta bebida, e qual seria a maldita comemoração.
Quando Camille chegou, o jardim inteiro estava rodeado de gente, conversando e rindo, ainda era só 22:00! Ela estreitou mais olhos e viu que até aquele idiota do garçom, Thierry, havia sido convidado e ela não! Ela bufou irritada e empurrou o grande portão empurrando uma grande quantidade de gente, até conseguir finalmente chegar ao grande salão — que por sinal, estava vazio. — A não ser por uma certa loira, que massageava a própria barriga.
Camille estranhou, estava pronta pra soltar uma de suas piadinhas venenosas, quando finalmente conseguiu compreender o que Caroline falava.
— Hey pequeno ... Aposto que seu pai ficara radiante quando souber da sua existência!– Ela sussurrava sorridente para sua barriga.
Não podia ser ... Aquela vadia! Camille sentiu seus olhos ficarem marejados, saiu do salão antes que alguém a visse, passando por uma lata de lixo, jogou todas as garrafas de bebida, enquanto chutava a lata de lixo, chorando raivosamente.
Sentiu todas as esperanças de um dia ficar com Klaus, indo por água a baixo. Foi então, que ela sentiu algo vibrar em seu bolso.
Ela tateou o shorts até encontra-lo, e sorriu cínica quando finalmente leu o nome no visor.
Nem tudo estava perdido.
...
Klaus e Marcel desembarcavam no aeroporto de New Orleans enquanto sorriam satisfeitos.
— Nenhum lugar, se compara a New Orleans! — Marcel disse dando um tapinha no ombro de Klaus.
Klaus sorriu.
— Com certeza! — Os dois sorriram.
Marcel começou a tatear os bolsos até encontrar o celular, que no caso que estava tocando.
— É a sua irmã ... — Ele disse revirando os olhos.
Klaus riu.
— Ela quer marcar um encontro? — Klaus disse debochado recebendo um olhar furioso de Marcel.
— Precisamos ir ao Rosseuau's pegar bebidas. Pelo que Rebekah disse, "a vadia inútil das minha namorada não tem nem a capacidade de fazer isso. "– Ele disse fazendo aspas com dedos enquanto Klaus soltava uma gargalhada.
— Eu estou exausto. Ela ou Caroline não podem fazer isso? — Klaus perguntou bufando levemente.
— Você conhece Rebekah melhor do que ninguém, não tem como persuadi-la. E ela disse algo como "Caroline está impossibilitada de sair de casa". — Ele disse. — Aposto que ela e Kol devem estar armando qualquer festa e a nossa volta é só um pretexto para ficarem bêbados.
— Como sempre. — Klaus disse revirando os olhos.
— Como sempre. — Marcel concordou rindo e dando um tapinha no ombro de Klaus.
[...]
Demorou mais ou menos uns 40 minutos do aeroporto até Klaus e Marcel finalmente chegarem ao seu destino. O trânsito estava caótico e pra piorar Rebekah não parava de ligar, e Marcel fazia questão de ignora-la. Enquanto Klaus parecia um adolescente apaixonado falando com Caroline.
— Chegamos. — O motorista do táxi disse virando para os passageiros.
Marcel mexeu na carteira e entregou o dinheiro ao homem.
— Pode ficar com o troco. — Ele disse dando uma piscada. O homem apenas meneou a cabeça em gratidão.
— Lar doce lar. — Klaus disse com a mão no ombro de Marcel, que apenas sorriu e então os dois entraram no bar, recebendo olhares curiosos de quem passava.
Marcel se dirigiu ao balcão junto a Klaus.
— Scarlet, cadê a Camille? — Marcel perguntou se dirigindo a uma ruiva de olhos verdes que era garçonete de lá.
Scarlet abriu a boca para responder, mas foi interrompida.
— Estou aqui, amor. — Camille disse sorrindo e dando um beijo em Marcel, que ficou sem graça na hora. — Senti sua falta. — Ela murmurou distribuindo beijos pelo pescoço de Marcel, que fechou os olhos aproveitando o momento. — Alias, saudade de vocês dois. — Camille sorriu maliciosa e depositou um beijo ao lado da boca de Klaus.
Klaus sorriu sem graça.
— Preciso de bebidas. — Marcel disse quebrando o momento. — Alias, as bebidas que você não levou a mansão. — Ele disse em tom reprovador, com a loira revirando os olhos.
— Eu esqueci ... — Camille disse se fingindo de inocente. Então ela pegou uma caixa de bebida e colocou em cima do balcão. Marcel estava pronto para pegar quando ela puxou de volta.
Klaus revirou os olhos impaciente.
— Sem tempo para joguinhos, querida. — Ele disse olhando dentro dos olhos dela.
— Quem disse que eu quero jogar? — Ela sorriu abertamente. — Um drink e vocês podem ir. — Camille se inclinou ficando centímetros da boca de Klaus.
— Traga dois Bloody Mary, Camille. — Marcel disse segurando a mão dela com carinho. Ela sorriu satisfeita e já estava indo quando o loiro puxou seu braço, até rudemente.
— Dois Harvey Wallbanger, sweet. – Ele disse dando uma piscada enquanto Camille saia rebolando e Marcel ria.
[...]
Camille saiu e olhou para os dois lados para ver se ninguém estava observando-a e então pegou o celular do bolso discando o número rapidamente.
— E então, o que eu faço? — Ela cochichou.
— Há um pacote com um pó azulado em cima da pratilheira ... Coloque metade em cada drink. E em horas, eles estarão tão chapados que mal saberão onde moram!– A voz do outro lado riu maldosa. — Não me decepcione, O'connel. Você sabe que as consequência são graves.
Camille então suspirou. Ela não queria ter que fazer isso com os dois, mas era a única chance.
...
Rebekah andava de um lado para o outro, enquanto tentava ligar — em vão — Para Klaus ou Marcel. Já fazia quase 1 hora que eles deviam estar na festa e nada!
Kol estava sentado no sofá jogando qualquer coisa no celular. Elijah lia um livro, igualmente no sofá. E Caroline ... Caroline devia estar vomitando pela décima vez ao dia.
— Malditos! — Rebekah disse tacando o celular no chão e pisando em cima.
Kol riu.
— Você acha mesmo que eles iam vir direto para casa, Bekah? — Kol revirou os olhos. — Me polpe.
— Se abrir a boca mais uma vez, eu arranco a sua língua. — A loira disse venenosa.
Caroline então chegou um pouco apreensiva e se jogou no sofá ao lado de Kol.
— Metade dos convidados já foram embora. — Ela suspirou.
Kol então se levantou irritado.
— Já chega ... Pra mim já deu! Vocês ficam com esse suspense todo enquanto eu vou a alguma boate beber. — Ele disse enquanto subia os degraus da grande escada murmurando algo inelegível.
— Mas que merda ... — Rebekah murmurou com a mão na têmpora.
...
Marcel bufava impaciente assistindo Klaus rir como um problemático. Ele devia estar no décimo copo de bebida, e não conseguia nem se quer completar uma frase direito. E Camille parecia se divertir com isso.
— Eu a conheci em Mystic Falls ... Uma cidade idiota da Virgínia. — Klaus dizia bêbado sentado ao lado de Camille. — Ela namorava na época ... — Ele deu um gole em sua bebida. — Mas ela era incrivelmente gostosa, então todo sacrifício valeu a pena.
Camille riu.
— Ela não tem nada que eu não tenha ... — A loira disse passando a mão pela gravata de Klaus e puxando-o para um beijo, suas bocas estavam a centímetros uma da outra, quando Marcel os interrompeu.
— Ela tem caráter. Coisa que você jamais terá. — Ele disse dando uma piscada e puxando Klaus com ele, que sorriu cínico.
Camille bufou irritada. Eles já estavam na porta, prestes a ir embora, mas ela não perderia dessa vez. Hoje não.
— Eu não diria isso ... — Ela disse como quem não quer nada, fazendo Klaus paralisar e o moreno revirar os olhos impacientes.
— O que está insinuando, Camille? — Klaus disse chegando perto e olhando dentro dos olhos dela.
A loira sentiu um frio percorrer sua espinha, mas não iria desistir. Não chegará tão longe, para desistir agora.
— Veja com seus próprios olhos, amor. — Camille sorriu cínica e estendeu a ele um celular.
No começo Klaus ficou meio confuso em entender do que se tratava, mas Camille viu seus olhos azuis cinzentos escurecerem quando finalmente entendeu do que se tratava. Aquilo não podia ser verdade. A sua Caroline não.
...
Caroline sorria para si mesmo. Aquela notícia podia ser devastadora para algumas mulheres, mas para ela não. Ela aprendera a ser madura e do que adiantaria ficar chorando pelos cantos? Ela escolhera a felicidade e não podia estar melhor agora.
Ela, Rebekah e Elijah conversavam animadamente sobre a mais nova descoberta. Rebekah estava estonteante, parecia até que o acontecimento era com ela. Elijah estava igual, porém contia suas emoções melhor do que ninguém.
— Estou tão feliz por você, Caroline. — Rebekah dizia sorrindo. — Talvez isso seja a salvação de Nik ...
— Ele não é tão ruim, Bekah. Apenas mal compreendido. — Caroline disse segurando as mãos da loira.
— Talvez esse seja o "and" que faltava do "Always and Forever" de vocês dois.– Kol disse descendo as escadas e rindo. E pela primeira vez, Caroline não sentiu um ponto de ironia ou sarcasmo no comentário. Apenas sinceridade. — Eu fico contente por você, cunhada. — Kol disse dando uma piscada e se jogando no sofá.
Elijah ia fazer algum comentário, quando se ouviu um grande estrondo nos portões da mansão.
— Mas que diab ... — Rebekah mal terminou a frase. Quando um Klaus furioso entrou pela porta principal, gritando coisas sem nexo.
— Onde está aquela vadia?– Ele gritou desesperado e completamente bêbado. Rebekah olhava a cena indignada. Kol parecia se divertir com a situação. Elijah tentava acalmar Klaus, em vão que quando avistou Caroline empurrou Elijah e foi para cima dela prensando seu corpo na parede e a segurando pelo pescoço.
— Ora ora ora, se não é a minha loira preferida. — Ele disse enquanto olhava no fundo dos olhos dela com lágrimas. A essa altura Caroline já soluçava compulsivamente e chorava sem parar.Talvez ela estivesse destinada a nunca ter momentos de paz ...
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