The Second Chance - HIATUS
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Memories
Caroline olhava para o allstar sujo de lama, enquanto lágrimas insistiam em cair dos pequenos olhos azuis.
Liz observava a cena intacta na soleira da porta, ela queria ir lá , abraçar a filha e dizer que ficaria tudo bem, mas não podia. As duas não tinham intimidade suficiente.
– Caroline ... — Liz disse fitando o chão. — Seu pai quer te ver.
E nisso, Caroline simplesmente se levantou enxugando os olhos vermelhos de tanto chorar e foi em direção a suite da casa.
– Pai ... — ela disse dando duas batidas na porta. Bill sorriu ao ouvir a voz da filha, mesmo doente e abatido ainda tinha algo pelo o que lutar.
– Minha princesa. — ele disse batendo a mão no lado direito da cama para que Caroline sentasse e ela o fez.
– Não me deixe por favor. — Ela sussurrou as lágrimas num desânimo.
Bill Forbes descobrira que tinha câncer ósseo. O pior dos cânceres, o que tinha menos de 10% de sobrevivência. E como a família se encontrava numa situação deplorável, ele apenas não quis gastar dinheiro com sessões de quimioterapia.
– Eu sinto muito, Caroline. — ele disse deixando Caroline chorar em seu peito descontroladamente. — Caroline sempre se mostrou a forte, mas agora era só uma garota. Ela só tinha 14 anos, não estava pronta para perder seu pai.
– Eu não tenho mais ninguém. — Caroline disse soluçando.
– Você tem a sua mãe e a Lexi. Elas precisam de você. — Bill disse afagando os cabelos loiros da filha.
– Mamãe não gosta de mim ... — Ela ia dizendo quando foi interrompida.
– Caroline olhe para mim. — Ele pediu segurando ainda sem forças o rosto angelical da filha. — Você irá namorar um bom rapaz, irá se casar e terá filhos e será feliz para sempre. Mesmo eu não podendo ver você evoluir, você crescer e levar você na igreja. Eu sempre estarei por perto.
Nisso Caroline desatou a chorar compulsivamente sem largar do pai.
[...]
Caroline estava sentada nas escadas de madeira da entrada de casa quando Elena chegou.
– Eu sinto muito mesmo Car. — Ela disse se sentando e abraçando a amiga, que nada fez além de continuar a olhar o sol se pôr.
– Sabe o que eu não entendo? — Caroline disse pronunciando as primeiras palavras desde que Elena chegou e a mesma apenas arqueou uma sobrancelha.
– Porque eu? — Ela perguntou num sorriso fraco.
– Caroline ... — Elena começou mais foi interrompida.
– Talvez seja um castigo divino. Por todas as aulas de trigonometria que eu matei. — Ela disse arrancando uma risada de Elena.
– Coisas ruins acontecem com pessoas boas. Acostume-se. — Elena disse beijando o topo da cabeça de Caroline e indo em direção a sua casa.
...
Dias atuais
Caroline apenas sorriu fraco com a lembrança de seu pai. Ela continuou sentada num banquinho de frente com o piano, quando uma voz rouca lhe despertou.
– Seus pensamentos são tão barulhentos. – Disse Klaus encostado na soleira da porta a fitando.
– Tanto que te acordaram? — Perguntou Caroline divertida.
– Na verdade não. — Ele disse se aproximando. — Foi alguém tocando piano ... — Klaus disse passando a mão pelo piano. — E que eu me recorde, ninguém além de mim aqui em casa sabia tocar piano.
– Eu aprendi com meu pai ... Não é grande coisa. — Ela disse revirando os olhos.
– Porque nunca me disse?
– Talvez porque " Oh,meu filho teve aulas de piano com renomados professores de Londres ... " — Caroline disse imitando a voz de Esther e arrancando uma risada de Klaus.
– Isso não muda nada. Toque algo.
– O que? — Ela disse fingindo não ter compreendido.
– Toque.Algo.Caroline. — Klaus disse pausadamente com um pouco de impaciência.
– Você está brincando ... — Ela disse incrédula. — Eu não mereço ser humilhada. — Caroline ia se levantando quando Klaus a puxou para si, os corpos se chocaram e apenas com o mínimo toque de Klaus, Caroline já sentia as pernas bambas. E como nas outras vezes, ela se sentiu hipnotizada pelo azul acinzentado dos olhos de Klaus ...
– Você é tão manipulador. — Caroline disse revirando os olhos e se sentando de volta. Klaus apenas sorriu fraco.
Caroline tocava consideravelmente bem, haviam alguns erros, talvez por fata de experiência, mas ela tinha ido bem.
Quando acabou ela simplesmente abaixou a cabeça envergonhada, Klaus então se pois atrás dela, de modo que mostrasse como se fazia.
– Abaixe os pulsos e toque com delicadeza, Caroline. — Ele disse e a única coisa que ela conseguia se concentrar era a respiração dele em sua nuca.
– Concentre-se no piano, amor. Não no fato de estarmos tão próximos. — Ele disse irônico.
– Você não perde a chance ... — Ela disse inconformada.
– Se os pombinhos não se importam, o café já foi servido.– Rebekah disse com cara de nojo, arrancando uma risada gostosa de ambos.
...
Elena
Eu estava definitivamente pirando! Se já não bastasse os preparativos para o casamento, ter que coordenar o boutique, agora Katherine me aparecia grávida! Ela realmente não tinha jeito. Ok, eu tinha ficado com uma pontinha de inveja, era meu sonho ser mãe, mas ao menos casar já era um grande passo, principalmente com o Stefan.
– ELENA GILBERT! — Bonnie gritou.
– Mas que diabos Bonnie?! O que foi isso? — Perguntei incrédula, já que todos do restaurante nos olhavam.
– Olha aquilo. — Ela disse apontando para uma loja de vestidos.
– Hum ... Parecem bonitos. — Eu disse sem esconder a falta de ânimo.
– Parecem!? Até parece que sou eu que vou casar. — Bonnie disse revirando os olhos e me puxando para levantar.
– Mas eu nem acabei de comer meu Carpaccio, Bonnie Bennet! — Eu disse irritada. Ela quando colocava algo na cabeça, não desistia nunca.
[...]
E sim, ela conseguiu me arrastar até lá e advinha nada ... Já estavamos no décimo segundo vestido e nada, quando o problema não era eu não gostar dele, era que não tinha meu tamanho.
Foi então que eu vi, era lindo.
– Moça? — chamei a atendente que conversava com Bonnie. — Eu quero aquele! — Eu apontei para um vestido na vitrine e ela logo o trouxe.
Ele serviu perfeitamente. Era tomara que caia com algumas pedrinhas em cima e babados em baixo.
– Uau. — Bonnie e atendente murmuraram juntas e eu sorri feliz. Era aquele.
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...
Caroline
Eu não aguentava mais andar. Rebekah tinha me obrigado a vir fazer compras com ela, e como toda legítima Mikaelson, ela não sabia ouvir não.
– Eu não aguento mais Rebekah ... Meus pés estão me matando! E além do mais eu estou completamente desarrumada! — E sim, eu estava horrível! Rebekah me fez vestir a primeira roupa do meu armário e advinha? Era uma blusa jeans sem mangas que eu não usava desde o ginásio, um shorts preto e uma bota de salto. Eu estava ridícula.
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– Sinceramente eu não sei como meu irmão te aguenta ... Você só sabe reclamar! — Rebekah disse revirando os olhos.
– E não vai me contar qual o motivo de tantas compras? Ou será quem ... — Eu disse rindo maliciosa.
– O que está querendo insinuar, Caroline? — Ela disse bufando nervosa.
– Que seu amor está logo ali. — Eu disse apontando para Marcel que sorria do outro lado da rua. Percebi Rebekah corar e ela me puxou até lá.
– Marcel, hey. — Ela disse sorrindo.
– Olá Rebekah ... E Caroline. — Marcel disse beijado minha mão. — Então aceitam almoçar junto a mim?
– Na verdade não. Eu combinei de almoçar com um amigo, mas tenho certeza de que a Bekah vai. — Eu disse sorrindo maliciosa. — Até.
[...]
Fui caminhando em passos largos até o Rosseau's, havia combinado de encontrar Tyler. Minhas mãos suavam, o que diabos ele queria comigo?
Eu entrei lá, e ainda faltavam alguns minutos para o meio-dia, mas já vi Tyler sentado bebendo.
– Tyler. — Eu murmurei sem graça.
– Caroline, que bom te ver. — Ele disse sorrindo amarelo e percebi ele enviar uma mensagem para alguém.
– Ahm ... Afinal, o que queria comigo? — Eu perguntei ríspida.
– Que tal almoçarmos primeiro? — Tyler perguntou e chamou o garçom. — Por favor, eu vou querer ... Um hambúrguer. — Ele disse e olhou para mim.
– Uma salada. — Eu disse e o garçom se retirou assentindo.
– Então quando vai dizer o quer comigo?
– Depois que almoçarmos, querida. — Tyler sorriu malicioso.
[...]
Já tínhamos almoçado em silêncio e Tyler não parava nem um segundo de olhar para o balcão e para o celular.
– Algum problema? — Perguntei o observando.
– Nenhum. — Ele sorriu.
– E então, o que quer comigo? — E mais uma vez ele olhou para o balcão e depois para mim.
– Isso. — Ele disse e me puxou pela nuca. Merda, ele estava me beijando! Ele pedia passagem e mesmo sem querer eu cedi. E sim, eu tinha que dizer ... Eu tinha um pouco de saudade dele. Mesmo que fosse menos que um por cento, ainda sim eu sentia. Foi então que eu me dei conta ... E Klaus?
Rapidamente o empurrei e sai correndo dali. Afinal o que fora aquilo?
...
Camille
Tyler sorriu para mim e veio até o balcão.
– Você é bom. — Eu disse sorrindo. — Ao que consta, ela ficou mexida.
– Você fez o que eu mandei? — Ele disse passando a mão pelo meu cabelo.
– Sim. — Disse pegando o celular e mostrando a tela.
– Boa garota. — Ele sorriu malicioso. — Que tal irmos ao banheiro?
– E ela? — Eu perguntei me referindo a minha amiga.
– Ela não vai ficar sabendo. — Ele disse então fomos para o banheiro.
Caroline mal podia esperar, ela achava que era inteligente ... Mas nós três eramos mais!
...
Caroline
Já eram 21:00 e eu continuava a andar pelas ruas de New Orleans, sozinha ... Eu não tive coragem desde o almoço com Tyler, para voltar para casa.
Eu me sentia confusa, triste e estranha. Meus pés doíam de tanto andar e u ainda estava com a mesma roupa que sai com Rebekah. Estava frio, mas mesmo assim eu continuava andando e andando.
As ruas estavam desertas, então eu simplesmente me sentei em um banco. E fiquei por lá, eu queria alguém para conversar ... Se Stefan estivesse aqui! — murmurei triste.
Eu conheci Stefan quando criança, mas nunca soube da existência do Damon, até meus quinze anos, ele vivia na Austrália com um tio deles.
Viramos grandes amigos e adivinhe? Eu sempre ocultei uma paixão platônica pelo Stefan. Ele era meu melhor amigo, mas eu queria mais que isso. Mas ele não, foi quando ele conheceu Elena Gilbert, minha melhor amiga. Os dois se apaixonaram perdidamente, mas em uma noite de bebedeiras, eles brigaram. Elena dormiu com Damon e eu dormi com Stefan, me iludi pensando que ficaríamos juntos após essa noite, mas não, ele e Elena voltaram e aquilo acabou comigo.
Mas hoje em dia, éramos apenas amigos. Com tantas lembranças, resolvi ligar para ele ... Quem sabe ele resolvia minha vida como sempre. Ele atendeu no 2 toque.
– Stef? — perguntei contendo as lágrimas.
– Car? Lembrou dos amigos?– ele perguntou rindo. – Como estão as coisas em New Orleans?
– Péssimas.
– Uou.– ele disse simplesmente. — O que o Nik te fez, Caroline?– Ele suspirou triste. Ele e Klaus eram grandes amigos.
– Nada. O problema é o que eu fiz.
– Oh, e o que a barbie do mal, fez?– Ele disse irônico, e não pude deixar de rir.
– Eu dormi com Klaus.
– Caroline, está atrapalhando minha noite com a Elena para dizer que dormiu com seu marido?– Ele disse incrédulo.
– Qual é Stef. Mas o problema não é esse, hoje Tyler me beijou ...
– Tyler? Seu ex-namorado? O que ele faz em New Orleans?
– Eu não sei, mas aposto que não deve ser algo muito bom.
– E você bateu nele, depois do beijo?
– Não.
– Você gostou?
– Não. — Eu disse rapidamente. — Não sei.– suspirei cansada.
– Isso é uma droga.– Ele constatou.
– Pode começar ... Fale que eu tô sendo uma vadia idiota, e que eu faço tudo errado.
– Quer que eu diga que está sendo uma vadia idiota?– Stefan disse.
– Não é o que eu preciso ouvir?
– Nada é errado se te faz feliz, Car. Boa noite.– Stefan disse.
– Espera ... O que quer dizer com isso? — Eu perguntei rapidamente, mas ele já tinha desligado. Maldito! praguejei. Agora só me restava uma escolha.
– Alô?– a voz perguntou do outro lado da linha.
– Pode vir me buscar? — perguntei impaciente.
– Onde você está Caroline?– Ele suspirou.
Ok, tudo sempre acaba em Klaus. E sim, eu esqueceria Tyler e toda essa idiotice e viveria meu feliz para sempre.
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