The Second Chance
5 Invasion
Notas iniciais
Meu coração disparou. Meu irmão, ali, a poucos metros de distância de mim. Queria correr até lá e abraça-lo, abraça-lo e nunca mais solta-lo. Mas tinha de me conter. Eu estou em uma missão suicida para salvar o mundo das forças de Gaia.
Ah, foda-se, nada disso importa agora. Corri até lá e o abracei. Eu podia não me lembrar de nada, mas de uma coisa eu sei. Ele é meu irmão, e eu o amo. Assim que eu o soltei ele começou a falar.
– M-mas como? – ele gaguejou – Você estava morta, e...
– Não estou mais – interrompi – eu não sei como, mas eu estou aqui.
– Hades disse que você já tinha reencarnado – contou ele – eu tentei invocar seu espírito várias vezes, mas você não respondeu.
– Eu até te daria uma explicação, se eu me lembrasse de algo.
– Pelo visto, vocês tem muito que conversar. – disse Leo – Vou dormir, reunião encerrada.
Todos se levantaram e foram fazer o quer que eles tenham que fazer. E ficamos lá, eu e Nico depois de todo esse tempo que, pelo que dizem, eu estava morta. Contei a ele tudo do que me lembrava. Até a parte do cara de manto preto, que eu ainda não tinha comentado com ninguém.
– Então você não se lembra de nada de seu passado?
– Nada.
– Mais tarde eu te conto seu passado – sugeriu Nico – agora vamos focar no que você lembra.
– Já disse que tudo o que me lembro, é de antes de chegar aqui é daquele cara de manto preto, que eu acredito que seja Hades. – contei a história da carta.
– Por que um deus mandaria uma carta?
– Eu sei lá.
– É bom ver você de novo – pude perceber uma lágrima caindo de seus olhos – nunca mais deixarei você ir, nunca mais.
– Eu não irei. – consegui dizer – A propósito, depois dessa missão, que tal sairmos pra tomar um sorvete, como pessoas normais.
– Combinado.
Como diz o ditado: tudo o que é bom, dura pouco. Assim que ele disse aquilo alarmes soaram. Não sei o que queriam dizer, mas devia ser algo grave. Logo um monte de homens, homens não, humanoides. Eles tinham cabeça de cão, e o corpo de algum mamífero marinho as mãos eram humanas com garras e as patas meio pés meio nadadeiras. Eram realmente horríveis.
Nico sacou a espada e eu a minha. Não sabia usa-la muito bem, mas era o que tinha. Atacamos alguns, mas eram muitos, logo estávamos cercados. Me perguntei o que Hades quis dizer com poderes. Quando percebi, um destes humanoides golpeou Nico com a garra, e ele caiu.
Toda a minha raiva se multiplicou por um milhão. Como aqueles monstros de quinta categoria ousam machucar meu irmão. Quando percebi, a mesa voou, sim ela voou pra cima dos telquines. Os armários e gavetas se abriram, e de lá, um monte de garfos facas e coisas de vidro se lançaram nos telquines. E assim foi, até não sobrar nenhum telquine, mas sim, uma bagunça enorme. Naquele momento eu me senti muito fraca, prestes a desmaiar. Mas ajudar meu irmão é uma prioridade maior.
– Mas o que... – Nico não conseguiu nem completar a frase. Ele estava envolto em uma poça de sangue. Me abaixei pra ajuda-lo, mas ele conseguiu gritar – Bianca cuidado! – então ele golpeou o ultimo telquine na cabeça.
– Obrigado – no instante que eu disse isso ele caiu de novo. Ele conseguiu apontar para o armário que eu tinha destruído. Consegui ver um pequeno pote com um alimento amarelo. Peguei e levei até Nico.
– Melhor assim – disse ele.
– O que é isso – disse sonolenta.
– Ambrosia – explicou ele – comida dos deuses, é usada pra curar ferimentos. Só não come demais, pode te matar.
Comi um pedaço e uau, como isso é bom. Nico me ajudou a me levantar e fomos até o convés. E adivinha só, mais monstros. E quando eu digo mais monstros, eu quero dizer MUITO mais monstros. Nossos amigos estavam cercados. Nós não tínhamos chance.
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