The Score

30 Capitulo 30 - I'm not your puppet!


Notas iniciais
Oiii gente! Nem demorei né, quero agradecer a todos comentários, ainda irei responder mas já li todos e há todas as 260 pessoas que estão acompanhando, sério mesmo, nunca pensei que ia chegar aqui, enfim obrigada de verdade pessoal, bj! Vou criar uma enquete, comente se você é #teamJosé ou #teamGrey

Como ainda tinha algumas roupas minhas guardadas na casa de José, eu tomei um banho tranquila e voltei para o quarto.
Sim, eu poderia dormir longe dele, mas acontece que eu não queria. Por mais que fosse errado estar ali, eu precisava de alguém e eu não me sentia a vontade o suficiente para ficar com Christian, pelo menos não naquele momento.
Eu me deitei na cama ao lado dele, cuidadosamente, mas ele sentiu os movimentos e acordou:

– Você demorou!

Ele se virou pra mim, ainda muito sonolento, e me abraçou, passando seu braço por cima da minha barriga, me deixando presa a ele.
– Você devia parar de beber. – Eu sussurrei, também me virando, deitada de ‘conchinha’ com ele.

– Eu devia fazer muitas coisas nessa vida, Annie. Acontece que eu não sou um cara muito correto. – Ele sussurrava, com o rosto bem perto do meu ouvido.

– Você está ficando velho, devia começar a pensar nessas coisas.

– Não esqueça que você está dormindo na minha cama, eu posso fazer você ir dormir no sofá essa noite!
– Você iria dormir lá também. Não consegue ficar longe de mim muito tempo, José.

Eu brinquei e ele ficou um tempo calado.
– Annie?
– Hum?
– Eu te amo!

Ele sussurrou, quase sem voz:
– Eu também, José. Eu também...

Quando eu abri os olhos pela manhã, eu tive aquela sensação horrorosa de que eu estava completamente atrasada para o trabalho.
Eu dei um pulo da cama, já procurando um relógio, recolhendo minhas coisas, e me vestindo ao mesmo tempo...Quando eu dei por mim, ainda era 8 da manhã, por sorte.

Eu me acalmei e comecei a me arrumar com mais tranquilidade. Tomei um banho, vesti uma roupa que já tinha na casa dele: Uma camisa social branca, calça jeans e um casaco de couro bege por cima.
Como era de se esperar, o bonitão estava morto, deitado na cama, dormindo feito uma pedra.
Eu quis deixa-lo lá, mas ele tinha obrigações a cumprir e com 27 anos de idade na cara, já era hora de começar a crescer.
Eu fui até a cozinha e busquei uma vasilha pequena com água, voltei até quarto, e maléficamente molhei a mão dentro da vasilha e comecei a respingar água no rosto dele:

– Como é que é? Levanta dessa cama agora!

Ele acordou imediatamente, grunindo:
– Bora,Bora...Ou você pensou que ia mesmo ficar em casa hoje?
– Vai embora, Annie.
– Você tem que ir trabalhar, José.
– Se manda daqui!
Eu comecei a jogar mais água nele:

– Anda logo!

Ele não teve como se defender e começou a reagir, levantando da cama e me xingando:

– Você é muito chata!
– Ah, vai trabalhar vagabundo!
Eu revidei e ele não respondeu, entrou de baixo do chuveiro e ficou lá um bom tempo.

Eu fiquei na cozinha, tomando meu café da manha calma e tranquilamente, quando ele apareceu, já vestido socialmente:

– Bom dia, Bela Adormecida! – Eu brinquei. E ele não gostou.

Sentou-se a mesa calado, e começou a se servir.
– Você tava horrível ontem, dê graças a deus que...

– Onde ta meu carro?
– No bar. Ou você pensou...

– Eu não pensei nada!
– Eita! Ta bom grosso!

Se fosse pra levar patada, eu preferia ficar em silencio, mas eu estava curiosa demais pra saber qual seria o próximo capitulo da historia:

– O que vai fazer?
– Em relação a quê?

– Você sabe...

– Eu vou fazer o meu trabalho.

Bom, era hora de eu intervir.
– , quero te pedir uma coisa...
– Pode esquecer, eu vou denúncia-lo e pronto.
– Quer me deixar falar? – eu pedi, brava. – Ele não filho dos Grey, foi roubado dos pais biológicos por uma ameaça.

Eu fui curta e grossa e obviamente ele não esperava por essa. Me olhou fixamente, incrédulo do que ouviu:

– Como é que é?

–: É isso mesmo. Ele foi ‘obrigado’ a fazer parte da família e exercer a função de um Grey legítimo. Ele deveria ter uma vida comum, José. Ele é inocente nessa historia, mas teve o destino roubado pelos Grey....Ele é a vítima, não o culpado. Então eu te peço: Não denuncie ele!

Ele me olhou fixamente, como se não tivesse acreditando em nada do que eu falava:
– Você ta falando sério?

– Seríssimo.

Ele não gostou daquilo, e se levantou brutamente, jogando o prato na pia com tanta força que o quebrou e eu me assustei:

–José...O que deu em você?
– O que deu em mim? – Ele se exaltava e falava mais alto. – Esse cara...Ele ta sempre na vantagem, ta sempre a um passo na minha frente...

Ele estava furioso.
– A vantagem que eu tenho sobre ele é que eu posso coloca-lo na cadeia...Mas se ele não é um Grey isso muda...- Ele me olhou fixamente. – Qual é a desse cara, Annie? O que ele ta querendo? Tirar tudo o que eu tenho?
Eu me levantei, cuidadosamente:
– Fica calmo, José.
– Ficar calmo? — Ele riu, sarcástico. – EU ME RECUSO! – subitamente ele pegou um copo em cima da pia e atirou contra a parede, quase me acertando.
–VOCÊ ENLOUQUECEU?
– EU? NÃO, ANASTASIA, EU TO COMPLETAMENTE BEM, MAS E VOCÊ? PENSA QUE PODE ME DAR UM CHUTE E DEPOIS DORMIR NA MINHA CAMA E DIZER QUE ME AMA? VOCÊ TA BRINCANDO COMIGO, TÁ ME FAZENDO DE PALHAÇO, TA ME ILUDINDO, ME DANDO FALSAS ESPERANÇAS.

Ele começou a andar de um lado pro outro, passando a mão na cabeça:

– E-eu...

– Sim, você ta fazendo isso comigo, Anastásia. Mas você esquece que eu sou homem, que eu não gosto de ter você aqui, agora...e depois saber que você se deita com outro...Você sabe o que eu quero, eu já falei o que eu quero, e eu quero você....Mas você gosta dessa situação, gosta de brincar comigo e depois sair correndo atrás dele...

– Ei, olha lá como você fala comigo...

– Eu tenho direito de falar como eu bem entendo, a partir do momento em que você me engana desse jeito...você disse que me ama ontem a noite e hoje ta pedindo pra eu não coloca-lo na cadeia....

– Amar você? – eu ri. – Você é meu amigo, eu te amo assim...Ou você pensou que poderia mesmo existir alguma coisa entre nós?

Aí ele ficou mais puto ainda, avançou bruscamente até mim, me encostando com força na parede...prendeu meus pulsos nas mãos dele, e colando seu corpo em mim, e com o rosto bem próximo ao meu, ele me olhou nos olhos:

– Então diz que você não gosta disso...- Antes que eu pudesse tentar sair, ele me beijou loucamente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.