The Score
23 Capitulo 23- Mentira tem perna curta!
Notas iniciais
Eu o empurrei pra longe de mim e lancei um olhar de desprezo pra ele. Por mais sincero que ele estivesse sendo comigo naquele momento, nada mudava o fato de que meu pai estava morto:
– Tudo o que eu mais quero é ter uma vida com você, Anastásia. Por favor, me dê uma chance.
Eu não quis mais escutar nada e me virei, caminhando depressa em direção a areia. Mas quando eu já estava na beirada da água, ele me alcançou e me puxou com força, me fazendo olhar pra ele:
– Eu to sendo verdadeiro com você. Existe um monte de coisas que você não poderá saber, pra sua própria segurança. E não sou eu quem quis assim, são outras pessoas.
– Que pessoas, Christian? Eu nunca entendo o que você fala.
– Pessoas que te matariam.
– E porque essas pessoas fariam isso?
– Porque você não faz parte dos negócios, e pior ainda: É uma detetive criminal. – Ele me olhou no fundo dos olhos.- Só por eu estar casado com você, isso já te coloca em risco.
– Que risco, Christian? Que pessoas são essas que me matariam por tentar conhecer meu próprio marido.
– No mundo dos negócios, eu sou muito mais do que seu marido. Eu sou muito mais do que o Christian Grey, empresário internacional.
Eu soltei meu braço dele com força, mas continuei encarando-o, observando a feição dele. Ele parecia calmo, mas o rosto estava duro, tenso:
– Me fala a verdade, você trabalha pra algum tipo de movimento clandestino?
Ele ficou parado por um tempo, e depois estendeu uma das mãos até o meu rosto, e chegou mais perto de mim, me apertando contra o seu peito:
– Minha vida... Ele sussurrou e olhei para cima deparando-me com seus olhos brilhantes ele me beijou, no inicio era um beijo calmo, ele me levantou e envolvi minhas pernas nele.
–CHRISTIAN! –Grito ou gemo não sei, quando meu corpo está encima do dele e eu tomo sua boca com voracidade, minha língua procurando pela sua, estávamos nos comendo apenas pelas línguas furiosas.
Ele aperta minha bunda com força e gemo do fundo da garganta, movo meu quadril para frente e para trás, estimulando-o cada vez mais, seu pau duro, rapidamente suas mãos vão para o seu clitóris, gemo e joga a cabeça para trás, dando acesso ao meu pescoço, já todo arrepiado.
Suas mãos vão para a minha coxa, mais logo sinto uma tapa em minha bunda, me excitando cada vez mais... Ah... Seus toques estão mais quentes, uma delicia de se prover, suas mãos vão para onde á o feixe do vestido, logo sinto o mesmo descendo calmamente pelo meu corpo, em seguida a mão dele, apalpando toda a extensão de minhas costas, levo outro tapa na bunda... Ah. Quando ele iria tirar a minha calcinha, eu me viro, assustando-o, minhas mãos vão para seu cinto, tirando e passando minhas pequenas mãos em sua ereção mais que dura, como é grande, Abaixo suas calças, revelando uma box preta, ele sorri menino pra mim, desço sua box, revelando o que eu tanto queria seu pau, grande e grosso, em mim, na minha boca.
Ele geme profundamente, agora, lambo apenas a cabecinha de seu pau, sentindo tudo ao nosso redor clamar para sentir um ao outro.
Abocanho seu membro, enfiando fundo em minha garganta, ele geme mais alto agora e agarra meus cabelos, fazendo os movimentos necessários, Christian apenas geme em resposta, minha língua gira ao redor de seu membro, enquanto chupo toda a sua extensão, perfeitamente desenhada por deuses e ele finalmente jorra todo seu liquido em minha boca e eu engulo tudo.
–Wow Anastásia, você é boa nisso, já fiz isso antes? Pergunta antes de abocanhar meus seios, eu nego com a cabeça e ele sorri triunfante, ele morde e chupa, logo lambe para passar a dor de sua mordida, seu quadril se move contra a minha entrada no ritmo de sua língua em meu mamilo, chupando forte e duro, machucando e ao mesmo tempo, dando-me um prazer, que só ele podia.
Movo meu quadril, para cima e para baixo, ele fecha mais uma vez os olhos e joga sua cabeça para trás, Christian está tão... excitado.
Ele me virou tão rápido, fazendo-me soltar um gritinho, ele riu para mim, perfeitamente debochado, sabendo exatamente o que ele iria fazer.
E sem mais, sua língua massageia o meu clitóris, estimulando meu orgasmo, cada vez mais... Ah, que delicia... Vou... Ah!
–CHRIS! –Grito gemendo gostosamente para a cabeça que está em minhas pernas. E logo, sua língua entra em mim, chupando-me e estimulando, ardendo em mim, gostosamente.
Ele gemeu e me beijou, com carinho, delirando no meu desejo ao mesmo tempo em que eu me salientava em suas formas e estocadas gostosas e frenéticas, uma velocidade alucinante, meu orgasmo começou a se formar, mais eu não queria, quero senti-lo entrando em mim, sentindo seu gozo escorrer por entre minhas pernas, me deliciando apenas com o seu prazer.
Ele logo me virou, sabendo que meu orgasmo estava chegando, assim como o dele. Deitando sobre mim novamente, ele me penetra, mais calmo dessa vez, mais seus movimentos ainda são rápido, machucando-me e me deliciando, agarro seus cabelos e trago sua boca na minha, ambos com os lábios molhados agora, nossas línguas na mesma velocidade que nosso corpo, formando uma dança sensual e erótica.
–AAAAAAAAAH! –Gritamos mais uma vez, ambos chegando junto ao orgasmo. Christian deitou a cabeça em meu peito, deixando seu corpo pesado colado ao meu.
Ele me abraçava cada vez mais forte e eu permanecia parada, estática:
– Você é a mulher mais teimosa que eu conheço sabia? – ele riu. – Acho que é isso que me faz amar tanto você. Ninguém nunca me contestou assim.
Ele beijou minha cabeça e sussurrou:
– Eu to tentando proteger sua vida, Anastásia. Me deixa fazer isso.
Eu lhe dei um abraço, apertando a cintura dele pra mim, e olhei pra cima:
– Não, Christian. Você está tentando me por fora da sua vida.
– Eu estou querendo te manter viva. É diferente.
Ele me abraçou mais forte, respirando fundo.
– Vamos...ir embora daqui. Vamos sair da cidade, comprar uma casa pequena em um lugar simples. Tentar fazer um novo começo pra gente, começar de novo...Vamos?
Ele hesitou, mas logo segurou meu rosto com as duas mãos, e me olhou:
– Eu já pensei nisso várias vezes. Era o que eu mais queria nesse mundo. Mas eu não posso fugir das minhas responsabilidades, querida. Esse mundo não é só meu e seu, é dos meus pais também, e é tudo o que restou deles.
– Exatamente, Christian. Esse mundo é dos seus pais, não seu.
– É meu sim. Há muito tempo que tudo isso é meu, e por mais que eu não aceite algumas coisas, eu preciso me conformar.
Eu pensei um pouco e tomei coragem pra perguntar:
– Você nunca vai parar, não é?
Ele me lançou um olhar sincero:
– Vai chegar um dia, em que eu nunca mais vou precisar sujar minhas mãos de sangue. E quando esse dia chegar, eu vou torcer para que você ainda esteja do meu lado.
– Só não demore muito. Eu não vou esperar pra sempre.
Eu desenhei um sorriso triste nos lábios, e o abracei com força. Eu não tinha mais o que falar e nem o que pensar. Tudo o que eu queria era ficar ali com ele, e fingir que o mundo era bom com a gente, que independente do que acontecesse, no final das contas nós ficaríamos juntos.
Mas não foi bem assim que aconteceu.
...
O clima frio da Califórnia imperava naquela manhã, me dando a certeza de que o inverno seria intenso naquele ano. Não chovia e nem fazia sol, era aquele tempo nublado, feio, com correntes de ar pesadas e gélidas, eu gostava.
Era bem melhor do que o sol escaldante da região.
Eu acordei com o vento gelado entrando pelas janelas do quarto, que não foram fechadas na noite anterior.
Eu olhei para a cômoda e o relógio marcava sete e meia da manha, e como já era de se esperar, Christian não estava mais na cama.
Na noite passada, ficamos por mais poucos minutos na praia e logo em seguidos voltamos pra casa.
O helicóptero pousou no jardim da mansão e um piloto já estava na casa, para leva-lo embora. Nós tomamos um banho juntos, e depois dormimos rapidamente.
– Você poderia me ajudar com isso?
Eu olhei para ele, que estava em pé perto da cama, tentando colocar a gravata:
– Eu nunca acerto.
Eu ri e me levantei da cama, com boa vontade.
Caminhei sorrindo até ele, e comecei a ajeitar:
– O que seria de vocês pobres homens, sem nós. – eu ri.
– Confesso que está certa, quem faz isso pra mim, geralmente é a Ele...
Ele percebeu o que ia falar, e logo se calou:
– Mas agora, a sua esposa está aqui para te ajudar. – eu sorri e terminei de dar o nó.
– E eu não escolheria alguém melhor.
Ele também sorriu e me puxou suavemente para perto dele:
– Você está incrivelmente linda esta manhã, Sra. Grey.
Eu sorri, envolvendo meus braços no pescoço dele:
– Obrigada, Sr. Grey.
Eu lhe dei um beijo e logo me afastei, caminhando diretamente para o banheiro, afim de tomar um bom banho para mais um dia de trabalho:
– Querido, tem uma camisa sua aqui. – eu gritei do banheiro.
– Ah, eu esqueci. Pode pendura-la no meu armário, por favor?
Eu peguei a camisa social branca que ainda tava no cabide, e sai do banheiro procurando o armário embutido que ficava num canto do quarto.
A porta era de correr e dentro dele, as roupas deles estavam completamente organizadas, em camisas, calças e os ternos pendurados. Era quase mais arrumado do que o meu, pensei.
Eu abri os paletós para pendurar a camisa, e uma coisa me chamou muita atenção: Atrás das roupas, num canto do armário, tinha um taco de beisebol preto, mas com um detalhe brilhante na base, que me chamou bastante a atenção. Eu peguei o objeto com cuidado para que Christian não me ouvisse, e vi uma coisa que me deixou muito, muito intrigada.
O tal detalhe brilhante, eram duas letras escritas em ouro: ‘BJ’. Mas o que significava ‘BJ’? Se estava escrito em ouro, deveria ter um significado muito importante, mas se fosse de Christian, estaria ‘CG’, de Chirstian Grey...
Subitamente, eu escutei passos leves se aproximando e meu coração quase pulou pra fora, me fazendo guardar aquilo no mesmo lugar rapidamente, e por pouco:
– Guardou?
– Ér...Hã?
– A camisa, querida. Guardou?
– Ah,sim. – Eu fechei o armário. – Vou tomar um banho, ta?
Eu tomei um banho rápido e escolhi um uma calça branca e uma camisa social branca, com um Blazer também branco por conta do frio que fazia. Me arrumei numa velocidade inacreditável e tratei de descer imediatamente, dando de cara com Taylor, no hall:
– Bom dia, criança.
– Bom dia, Taylor. Onde está Christian?
– Ainda não desceu, você está pálida, o que aconteceu?
– Não é nada, diga a ele que eu recebi uma ligação do trabalho e tive que sair as pressas. – menti.
Eu sai como uma bala daquela casa e enquanto atravessava o jardim eu procurava loucamente o meu telefone da bolsa e logo, disquei o número do Jake:
– Jake?
–Oi, Anie. Tudo bom?
– Você já esta no escritório?
– To saindo de casa agora, porque?
– Porque eu precisava do laudo da perícia do caso Billy Jones.
Eu não estava acusando o Christian, mas eu só conhecia um ‘BJ’, que era Billy Jones.
– Eu estava nesse caso, esqueceu? Eu tenho a cópia do laudo aqui comigo.
– Jura? Me faz um favor? Lê pra mim a causa da morte?
Eu já entrava no carro com rapidez e arranquei imediatamente:
– Claro, só um momento... Ér...Pancadas por objeto não-pontudo na região frontal da cabeça. Ou seja, um monte de porrada na testa.
Eu comecei a entrar em desespero, mas tentava me controlar:
– Objeto não-pontudo? Isso poderia ser o quê?
– Ah, várias coisas Annie. Uma vassoura, um telefone..você ficaria surpresa com o que as pessoas usam para matar outras hoje em dia. Mas não poderia ser pedra ou vidro, porque deixaria mais indícios.
– Poderia ser um taco de beisebol por exemplo?
– Eu não sei, um taco de beisebol é pesado, mas dependendo da pancada, sim. Porque perguntou? Soube de alguma coisa? – ele pareceu animado.
– Acho que sim! Te encontro daqui a pouco. – Eu desliguei e comecei a chorar
Eu tratei de me recompor no caminho, mas foi difícil. Eu estava com o sangue fervendo, porque eu sabia que Christian poderia pegar no mínimo uns 20 anos de cadeia só pela morte de Billy. Eu estava de mãos atadas, ou denuncia-lo ou esconder esse caso, mas isso seria crime e me faria cúmplice dele, correndo risco de também ir pra cadeia.
Eu joguei minha bolsa em cima da mesa e liguei meu computador imediatamente, e Jake chegou logo atrás de mim, também ligando o computador:
– To curioso, achou alguma coisa?
– Eu acho que descobri uma coisa sobre o caso de Billy Jones.
– Mas eu pensei que você estivesse fechado o caso como assalto.
– Eu sei disso, mas eu acho que estava errada.
– Bom, então eu acho que isso faz de você uma vítima.
– Do que você ta falando, Jake?
– Eu estou investigando paralelamente, mortes de milionários americanos durante a alguns anos.
– Paralelamente? Isso é permitido?
– Não, mas eu to fazendo assim mesmo. São mortes misteriosas e o governo não faz questão de investigar profundamente. Pense comigo: Se um grande investidor do comércio americano morre, todos os poderosos do governo vão querer saber o que aconteceu, não é?
– Sim...
– Exatamente, mas não é assim que acontece. Eles simplesmente abafam o caso. E isso acontece muitas vezes. Por isso peguei o caso do Billy, porque é o mais recente.
– Você desconfia de alguma coisa?
– Uma rede de crimes. Mas é coisa grande, coisa de gente poderosa, por isso eu tenho que ter muito cuidado. Mas já tenho meus suspeitos.
Ele não era burro, talvez era bem mais esperto do que eu, talvez até já soubesse sobre Christian:
– Me conta tudo, Jake.
– Bom, quando eu digo que é um caso grande, eu não to brincando. Homens de vários países já morreram misteriosamente e o que liga todos esses casos, é o fato de que o governo sempre se beneficia de alguma forma. Por exemplo, — ele abriu um arquivo no computador dele. – Esse aqui é Prince Holland, um milionário colombiano que foi assassinado há dois anos atrás, e sabe que ficou com a fortuna do defunto? O governo!
– Como assim? E a família dele?
–Todos morreram dois meses depois, e adivinha: Todos assassinados. Até o vira-lata da família também morreu.
– Jake, isso é muito grave, como é que ninguém nunca investigou isso?
– O governo manda nesse mundo, Anie. Mas você tem razão, isso é muito grave, e se eu desvendar esse mistério, eu vou ficar muito, muito famoso. – ele riu.
– Nossa! Eu to passada.
– Eu fiz essa cara, quando eu descobri essas coisas. Mas me conta, que taco de beisebol é esse?
– Eu não sei, eu achei esse taco...na mão de umas crianças essa manhã. – menti.
– Crianças ? E como elas descobriram?
– Disseram que acharam no lixo do outro lado da cidade. – menti.
Jake era um homem honesto, ele jamais deixaria Christian sair livre dessa, sem chances. E por mais que eu quisesse faze-lo pagar pelo o que ele fez, ainda era cedo e eu não tinha certeza se o taco era realmente de Billy Jones.
– Bom, se descobrir mais alguma coisa, me conta.
– Você também, quero acompanhar esse caso de perto. – ele sorriu entusiasmado e logo se virou.
Eu também me virei para o meu computador e resgatei um arquivo que fora fechado a algum tempo: Billy Jones.
Eu li e reli o caso de ponta a cabeça, mas uma coisa que me fez ter certeza daquilo que eu já sabia, apareceu no depoimento de Violet Jones. Ela havia dito que pertences do falecido foram roubados, e entre os citados ela não comentou sobre um taco de beisebol, mas talvez nem ela mesma tivesse percebido o sumiço.
Já sobre o que Jake tinha me contado, eu tinha minhas dúvidas, mas era impossível determinar algo, quando não se sabe absolutamente nada sobre os negócios de Christian Grey. Eu não fazia idéia do quanto poder ele tinha, e sobre o que fazia, realmente. Mas ele agia internacionalmente, isso era fato, tanto que matou meu pai, mas agora, matar milionários e roubar o dinheiro...era demais, era muita informação. Afinal de contas, porque ele mataria Billy Jones?
Eu matutava aquelas perguntas na minha cabeça, milhares de vezes. Mas era tudo impreciso: Um dia ela mata um professor pobre, outro dia ele mata um milionário do comércio, no outro o pai de uma adolescente, e depois, um milionário da internet? Mas que tipo de criminoso era ele? E pra que tipo de máfia clandestina ele trabalhava?
– EU QUERO FALAR COM ELA, AGORA!
Uma voz grave e alta roubou minha concentração, me fazendo olhar por cima do computador, afim de identificar o escandaloso:
–José? – eu sussurrei, o vendo discutir com o segurança.
Eu me levantei prontamente e me direcionei até eles:
– Pode solta-lo por favor. – eu pedi ao segurança que logo se foi. – O que ta fazendo aqui?
– Eu preciso falar com você, urgente!
Eu franzi a testa, não entendendo nada. Ele estava eufórico, tenso e uma expressão raivosa, como se quisesse me estrangular no meio do todo mundo:
– Calma, José. Entra, vamos conversar!
– Aqui não. Vamos até um bar lá fora.
– Eu não posso, estou trabalhando agora. – eu sussurrei.
–Fale com o seu chefe, então.
– E falar o quê? ‘Oi chefe, o senhor pode me dar uma folga, porque meu amigo veio aqui e quer bater papo comigo.’ Você ta de sacanagem não é?
– Bom, então eu mesmo falo com ele.
– O que?
Antes que eu tivesse a chance de falar mais alguma coisa, ele se virou e saiu andando depressa até a sala do meu chefe, e eu o segui. Seja lá o que aquele maluco fizesse, eu ia lá desmentir tudo.
Ele bateu uma vez só na porta do senhor William e abriu rudemente, o pegando de surpresa, e não deu nem chance pro homem falar, já saiu abrindo a carteira e mostrando o distintivo:
– FBI !
– FBI? – ele arregalou os olhos. – Pois não?
– Permita-me ter um tempo para algumas perguntas que tenho para a detetive Anastásia Grey!
– Perguntas? – ele não entendeu nada.- Sim...hã...Claro. Tiro o dia de folga det. Grey.
Ele me olhou, e eu acenei positivamente com a maior cara de tacho do mundo. Quando eu a José deixamos a sala, ele sussurrou:
–Agora você vai sim conversar comigo!
Ele saiu caminhando na frente, andando depressa, sem me dar muita atenção e eu tive que fazer um esforço para acompanha-lo.
O tal barzinho que ele tinha proposto era o mesmo que eu almocei com Jake um dia desses, não ficava tão longe dali, mas a raiva que ele parecia sentir fazia com que eu me irritasse mais a cada passo.
Quando chegamos no bar, o local estava vazio, e José logo escolheu uma mesa e se sentou nela, eu fiz o mesmo:
– Então, qual é o motivo de tanta raiva?
Ele apertou o maxilar, mas eu mantinha a aparência serena, sem demonstrar nenhum ar de medo, por pouco tempo:
–Porque não me contou que ele matou seu pai?
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