The Score

10 Capítulo 10


Notas iniciais
AHHHHHHHHHHHHHH! Recebi minha primeira recomendação, estou tãoooooooo feliz, esse capítulo é para a Lili Swan, muito obrigada flor!!!!
Comentem! Beijos!

Estávamos no final de janeiro, um dia antes do meu aniversário, e ninguém sabia dele. Eu fiz questão de não contar nada pra ninguém, porque com certeza eu já tive aniversários melhores, e mesmo se eu apagasse as velas pra fazer um pedido, não seria possível realiza-lo. Eu já tinha me conformado que meus pais haviam morrido e que eu definitivamente morava nos Estados Unidos. Claro que morar naquela casa sem ter que olhar para do todo poderoso era muito mais fácil, mas não dizia que ele nunca mais fosse voltar, afinal de contas ,ele era o dono daquilo tudo.

E as aulas, aff, as terríveis aulas de inglês continuavam, cada dia piores e mais difíceis mas eu tinha me conformado em tentar fazer tudo certo, porque se eu entrasse na linha e mostrasse pro Grey que eu sou mais do que aquela criança rebelde, ele veria do que eu sou capaz. Então com horas e horas diárias de aula, sem pausa, sem feriados ou finais de semanas livres eu aprendi o inglês. Bom, vivendo numa casa onde todos os funcionários falavam inglês, era mais fácil você se acostumar com o idioma, no começo até o Taylor começou a falar algumas palavras em inglês nas frases, mas agora ele já falava tudo em inglês comigo e eu o conseguia acompanhar. E era bom para que eu me adaptasse melhor. Mas mesmo assim, eu ainda tinha aulas com o Alberto, que apesar de rigoroso, era um professor bom.

-O que você está fazendo, criança?

Eu rapidamente fechei a agenda e olhei para trás, ainda sentada:

— Só, escrevendo algumas coisas....bobagens. – eu sorri de lado.

— Esta na hora da janta e Gail fez bolo de chocolate para a sobremesa.

Eu sorri alegre, me lembrando da ultima vez que Gail tinha feito bolo, e o gosto de quero mais ainda ficava na minha cabeça. Mas antes que eu pudesse me levantar, Taylor se sentou do meu lado, na bancada perto da piscina da casa.

— Faz bastante tempo, não é? -
Ele olhava pra frente, pensativo.

— Bastante tempo o quê, Taylor? – Eu o acompanhei, também olhando para frente.

— Desde que você chegou aqui, desde que o Sr. Grey viajou, desde o Natal...

— Concordo. Quando será que ele volta?

— Eu não sei, ele nunca ficou tanto tempo fora.
— Viver aqui não ameniza minha tristeza, mas fica mais fácil quando ele não está.

Eu sorri de lado e Taylor abaixou a cabeça. Eu me levantei para tentar fugir desse assunto e puxei Taylor comigo, para jantarmos.
Nos caminhamos até o outro lado da mansão lentamente, falando sobre coisas do dia a dia e sobre a vida do Brasil, como sempre conversamos , mas antes que pudéssemos chegar à cozinha eu senti o arrepio nos meus braços e o coração bater forte. Taylor, me olhou fixamente, como se já quisesse me avisar do que estava por vir. E sussurrou, antes de entrarmos no hall:
-Ele chegou!

Eu espirei fundo, mas não conseguia me acalmar. Dois meses de lembranças rodavam na minha mente, a agonia do meu pai, a raiva que eu senti, o barulho da régua do Alberto, o medo de ficar sozinha no mundo, a saudade de casa, tudo se misturava e invadia minha cabeça com tanta força que era como se fosse o dia do meu juízo final.

O Grey ficou tanto tempo fora, que eu já tinha me acostumado a viver na sua ausência, e confesso que sem sombras de duvida era mais fácil viver sem ter que olhar para o cara que matou meu pai. Mas eu tinha que encarar a realidade, e enfrenta-lo, mas dessa vez era diferente porque eu não ia desistir. Eu ia fazer certo.

Eu respirei fundo novamente e acenei com a cabeça para Taylor, para que continuássemos andando.
Logo, entramos no Hall e Taylor não parou, seguindo diretamente para a cozinha, sem olhar para os lados, e eu diferente dele, parei no canto do hall, perto das escadas e silenciosamente fiquei observando ele falar com um homem vestido como ele, de terno e aparência exuberante, só que bem mais velho. E mentalmente, eu agradeci ao Alberto pelas aulas de inglês:

— Obrigada, você fez um ótimo trabalho. Espero vê-lo em breve.
— Igualmente. Até mais.

Eles apertaram a mão e o homem se foi, acredito que não tenho percebido minha presença, mas só foi ele bater a porta que o todo poderoso da Califórnia se virasse para mim, me olhando de forma agradável, como se quisesse me contar uma super e interessante novidade, o que era estranho, porque ele sempre pareceu muito irritado:

-Olá Miss. Steel. Como vai?

A vontade de voar em cima dele era grande, mas graças a Lauren, eu tinha aprendido a controlar minhas emoções, e ao invés de ataca-lo, eu o a tratei gentilmente:

— Olá senhor. Eu vou bem, e o senhor, como foi de viagem?
E meu cinismo era imperceptível. Eu agia como se nada tivesse acontecido, como se eu realmente tivesse preocupada com aquele crápula, e ele pareceu se assustar também, talvez pensasse que eu despejaria xingamentos para cima dele:

— Eu fui bem, obrigada. Espero que tenha sido bem tratada em minha ausência.

— Melhor impossível, senhor.

— Ótimo. E seu inglês, está muito bom. Vejo que se esforçou bastante. – Ele dizia colocando a mão no bolso.
— Sim, graças as aulas proporcionadas pelo senhor. Obrigada por isso!

— Não há de quê, Miss. Steel. Bom, será que eu cheguei a tempo do jantar?

— Na verdade, chegou bem na hora, senhor.

— Perfeito, peça que Gail coloque a mesa, que já descerei.
Ele disse passando por mim, e subindo as escadas, como se fosse um velho amigo meu, como se tivesse esquecido que matou meu pai. Talvez ele tivesse esquecido mesmo, cretino. Mas eu procurava manter a calma, e repetia varias vezes pra mim mesma, que eu teria que me juntar a ele, ou pelo menos faze-lo acreditar que eu estava do seu lado, pra saber como fugir daquele mundo de luxo e matança.

Prontamente eu fui avisar a Gail, da chegada do homem, mas ela já sabia e a mesa da sala de jantar já estava posta;

— Eu ia ajudar você, Gail.

-Comporte-se hoje, Annie. E olha – ele sorriu piedosamente. – Boa sorte.

Eu supus que ela quisesse dizer: Deus tenha piedade da sua alma!

Não precisei esperar muito para que ele aparecesse na sala de jantar novamente, mas enquanto ele não descia eu fiquei na sala de jantar sozinha, olhando para um quadro abstrato na parte, pensado se ele ficaria ou se viajaria novamente, e porque ele me tratou normalmente, sei lá... e aquela velha pergunta ainda pairava do ar: Porque eu ainda estou aqui?
Acho que no fundo eu não acreditava nessa historia que ele, um jovem rico e americano, obrigaria uma brasileira que mal fala sua língua para se casar... era tudo confuso, e quando se tratava dele , era tudo nebuloso, obscuro, secreto. Eu tentei afastar essas difíceis perguntas por um momento e me acalmar. Respirei fundo e instantaneamente lancei um olhar para as roupas que eu usava, um vestido lilás de mangas curtas, que Lauren tinha me dado. Não era tão chique, mas tinha um pano fino e confortável, e eu esperava que ele não se incomodasse com isso também.
E entre um pensamento e outro, a grave voz dele, invade toda a sala e meus ouvidos:

— Demorei?

Eu o olhei para trás, sem pressa, o observando caminhar até a mesa e puxar uma cadeira para que eu sentasse. De longe, ele me olhou e fez um gesto com a mão, pedindo que eu me aproximasse e sentasse. Eu o olhei bem, e tive vontade de perguntar : Você não tem vergonha na cara, não?, mas eu deixei as perguntas de lado, e sorri timidamente. Me aproximei dele, e quando cheguei bem perto, cara a cara, ele sussurrou em português, com aquele inconfundível sotaque americano:
— Você está linda hoje!

Eu não deixei transparecer nada, nenhuma reação. Pois por mais difícil que fosse fazer de conta que eu gostava daquilo tudo, eu não podia fingir a todo momento. Estar com ele era pior que a morte ou solidão eterna, era cruel.
Ele deu a volta na mesa e se sentou. Vestia uma camisa social preta e uma calça também preta, que contrastava bem com a pela branca. Eu não o esperei e comecei a comer, sem olhar para ele, sem enxergar o pavor do meu pai através dos olhos dele. Mas ele continuava a falar:

-Como está sendo sua estadia aqui, Miss. Steel?

— Ótima, senhor.
— Ótima noticia. Aprovou o trabalho dos novos serviçais?

-Eu não tenho que aprovar nada, Sr. Grey.

— Sua opinião é importante, quero que esteja a vontade aqui.
— Mais a vontade, impossível... – Eu o olhei fixamente, sentindo o gosto do ódio naquela comida. – Senhor.

Eu pensava: Como é que pode, um fedelho de 23 anos se sentir o dono do mundo? Decidir quem vive e quem morre?
Ele não falou mais nada, apenas se servia de um vinho que tinha na mesa, e eu disfarçadamente, comia o mais rápido que podia, para me livrar daquela situação embaraçosa. Mas antes que ele soltasse um berro, eu continuei na mesa até ele terminar, como ele havia ordenado no nosso ultimo jantar. Imbecil, burguês safado!

Silencioso. Foi assim que se seguiu o jantar.
Ele parecia tranquilo todo o momento, comendo vagarosamente apreciando cada garfada que colocava na boca. E eu ainda olhava para baixo, mesmo com o prato vazio, só aguardando o todo poderoso. Mas antes mesmo que ele terminasse, talvez porque percebeu a minha agonia por estar ali, ele mesmo falou:

-Pode se recolher, Miss Steel.

Ele me pegou distraída nos meus pensamentos e eu não escutei:

-Hã? Me desculpe, senhor...

-Pode subir, Miss. Steel.
Ele me olhava fixamente, degustando do vinho. Ele era tão bonito, tinha um rosto perfeito, porque matou meu pai, Grey? Eu quis perguntar isso a ele, mas não o fiz.
Eu encarava aqueles olhos, e me lembrei de momentos antes de meu pai falecer, quando eu estava colada no corpo dele, implorando por piedade, e tudo o que ele falou foi: Faça as honras da casa! Eu senti nojo de mim por me deixar rebaixar e sentar-me à mesa com ele.
As lágrimas apareceram nos meus olhos, e ele ainda me olhava fixamente, já haviam passados minutos, mas ainda estávamos lá.
A luz fraca do ambiente, acentuava ainda mais as expressões dele, e o rosto quadrado que ele tinha ficava ainda mais destacado. Mas a vontade de subir naquela mesa, pular em cima dele e encher a cara dele de soco era quase incontrolável, me consumia a todo momento. E eu tinha quase certeza que ele sabia que eu me sentia assim, porque me olhava eu não sei se por sarcasmo ou porque estava tirando uma com a minha cara... sei lá. Mas ele me olhava:

-Vá deita-se. Amanhã temos o dia todo.

Eu balancei a cabeça de leve, para sair do transe e acatei o pedido. Levantei-me sem dizer nada e deixei a sala.

Depois de escovar os dentes e vestir minha roupa de dormir, eu deitei na cama. Finalmente, estava livre novamente daquele maníaco.
E me lembrei dos meses que ele estava fora, que não tinha que olhar pra ele, que não tinha que viver na sombra dele. Porque não adiantava eu tentar negar, ou simplesmente não reconhecer que agora eu vivia as custas dele. Eu morava na casa dele, comia a comida que ele fornecia, e dormir na cama dele. Eu dependia dele pra viver, mas será que eu suportaria viver naquelas circunstâncias?
Eu não sei.
A única coisa que eu sabia era que o dia seguinte não ia ser fácil, pois ele estaria lá. Como todos os dias da minha vida dali pra frente.
Não demorou, e eu cai no sono.

O ar frio da Califórnia no inverno era chato. Me fazia sentir saudade do calor do verão brasileiro, mas quando a gente acorda, aquele friozinho que corre do corpo é tão bom. Mas eu sabia o motivo daquele súbito friozinho, e sem abrir os olhos eu implorei:
— Gail, só mais 5 minutos....por favor!

-Não, já passou da hora de levantar. Assim, vai perder a manhã toda.
Ela abria as cortas, deixando o clarão invadir o quarto.

— Porque eu tenho que acordar cedo, se eu não faço nada?

-Porque eu gosto de conversar com você.

Eu ri e ela também. Eu levantei e a olhei, se aproximar da minha cama, e me olhar carinhosamente:

— Como você se sente hoje, Annie?

— Sozinha entre milhões.

Ela esboçou um sorriso. E eu ignorei COMPLETAMENTE a idéia de dizer para ele que era meu aniversário.

-Vista-se, o Sr. Grey a espera.
Aff, obrigada por estragar meu dia Gail, pensei.
Ela deixou o quarto e meu levantei, me espreguicei, enrolei.. tudo para atrasar mais ainda o meu dia de tortura. Tomei um banho demorado e deixei os cabelos molhados, vesti uma calça jeans, um moletom bem largo, mas que me acolhia no frio e o meu all star. Dispensei todas as dicas de moda da Lauren e coloquei a roupa mais a vontade possível.
Eu nunca ia me arrumar para o Grey, nunca.

E assim eu desci as escadas, já procurando com os olhos com ele estava, em vão. Na cozinha Taylor conversava com Gail, mas quando eu apareci eles pararam de falaram rapidamente:

— Tudo bem, gente?

— Ér, tudo sim. Porque não senta e toma café da manhã?

Ele tentou disfarçar mas eu senti o climão. Eu sorri e de pé mesmo, peguei um pedaço de bolo, e perguntei com a boca cheia:
— Cadê o homem?

Taylor me olhou triste, e fez um gesto com as mãos:

— Acalme-se, criança.

Eu franzi a testa mas antes que eu abrisse a boca pra perguntar o que estava acontecendo, o chefão do mundo deu o ar da graça, chamando meu nome e eu logo me virei, engolindo o bolo todo de uma vez e limpando a boca:

— Sim, senhor?

Ele me olhou de cima a baixo e rolou com os olhos. Obviamente irritado por eu estar de moletom e jeans, sendo que no dia anterior eu estava tão .... bonitinha.
Ele pareceu não gostar do que viu. Mas ao contrário de mim, ele estava de terno, como sempre, e eu perguntei se ele não tinha outra roupa.

— Você está pronta?

— Para o quê, necessariamente?

-Para a cerimônia!!!

Eu apertei os olhos em cima dele, tentando me manter equilibrada, mas já sabendo onde essa historia terminaria.

-Que tipo de...cerimônia...Senhor?

— De casamento, é claro. Ou você não sabia que se casaria comigo?

Eu não quis mais ouvir aquilo, era loucura. Eu não podia me casar no dia do meu aniversário de 20 anos, com um estranho, assassino, nos Estados unidos. Era surreal, fora de cogitação, e minhas pernas bambeavam, o medo que me invadiu foi tão grande que eu deixei minha voz ser afetada, e gaguejando eu pedi:

— Se-senhor Grey... eu te imploro, senhor. Não me obrigue, por – por favor. Eu quero me casar, senhor.
Ele me olhava neutro, sem denunciar qualquer tipo de emoção.
-Já está decidido, Miss Steel.
E assim ele se virou, mas antes que desse um passe eu puxei o braço dele:
— Senhor, senhor... por favor, não faça isso comigo, eu não posso senhor, não posso me casar. Eu posso trabalhar nessa casa de graça pelo resto da minha vida para pagar o que meu pai deve , mas por favor, não faça isso senhor. – eu já começava a chorar de desespero e o meu corpo cai ao chão, me deixando ajoelhava segurando a perna dele – Por favor senhor, eu te imploro, tenha piedade.

-Levante-se, não me faça te arrastar até o salão. – ele disse, me olhando e desdenhando minha ação.

Ele puxou a sua perna brutalmente me fazendo cair de lado e saiu caminhando em direção ao salão de festas. Antes que eu começasse a gritar, Gail veio até mim, também chorando. Claramente tinha presenciado tudo:

-Levante-se Annie, vá atrás dele. Vá, vá.
— NÃO. EU NÃO VOU ME CASAR COM ELE.- eu comecei a gritar e chorar.

-Annie, Annie ,olhe para mim. Você não vai querer afrontar esse homem. Eu digo por conta própria: Ele é perigoso, e não vai te perdoar se não entrar naquela sala agora e assinar aquele papel. Vá, e case-se com ele.

Ela me olhou fixamente, e eu senti o desespero no tom dela. E eu queria lutar, dar um jeito de acordar daquele pesadelo, mas não era possível, porque ali era a minha realidade, no chão, chorando por um pouco de compaixão.
Ela me puxava, tentando me levantar, mas eu não fazia esforço para sair do chão, eu estava entregue. Eu desisti de tentar fazer parte daquele mundo.
Até que Taylor apareceu, meio afobado e parou diante de mim:

— Levante-se. – ele ordenou.

— Ele vai me matar. Ele vai acabar comigo. – eu chorava, cada vez mais.
-Pense em seu pai, criança. Pense nele.

Eu me recusava a pensar. Seja lá em que fosse, mas era impossível não pensar no que meu pai me disse sobre fazer o dever de casa!
Era isso, essa era a hora de eu começar a fazer. Era a hora de eu entrar naquele mundo definitivamente, e por mais que levasse uma vida inteira, um dia, eu ia vingar a morte dele.

Essa sim, era a única certeza que eu tinha na vida.

Eu demorei pra levantar, mas quando o fiz, foi de uma vez só. Me ergui e limpei as ultimas lágrimas que eu deixaria cair. Sai caminhando em direção ao salão de festas e sem olhar pra trás, eu entrei lá.

Tinha somente um homem de terno, o mesmo do dia anterior que falava com o cretino no hall, e outro homem que estava em pé atrás de um mesa. Talvez fosse o juiz que oficializaria o casamento, pensei.

Quando eu entrei na sala, eu caminhei direto para a frente da mesa, sem perguntar nada. O Grey se aproximou, parando também do meu lado, e acenou positivamente para que começasse a cerimônia.
E eu me lembrei que minha ideia de casamento não era essa. Eu estaria de vestido branco, véu e grinalda, entrando numa igreja com meu pai , caminhando até o homem que eu aceitaria passar todos os dias da minha vida. Não me casando numa sala, de moletom, cabelos molhados, com um assassino. Eu deixei uma lágrima cair, involuntariamente, mas minha postura era ereta, eu estava dura como uma pedra, olhando diretamente para o juiz, que logo começou a falar.
Eu sentia meu corpo tremer de raiva, o ódio crescer mais , a sede de vingança tomar conta do meu eu.
E na pergunta que mudaria minha vida, eu fiz questão de não pensar em mais nada, prestar bem a atenção para não me esquecer daquele momento nunca mais nada vida:

— Christian Trevelyan Grey , você aceita essa jovem: Anastácia Rose Steel para ser sua esposa, na alegria, na tristeza, na riqueza e na pobreza...Até que a morte os separem?


Notas finais
Próximo capítulo é o casamento e a primeira vez deles...
Comentem beijos!!!