The Scarlet Scarf

4 Sou o cúmplice.


Notas iniciais
- Totalmente original, plágio é crime.
- Feito 26.05.13
- Uma descoberta comprometedora para Greg.
- Autora> Ana.C Araújo

Ao acordar, percebi que dormir bastante, já era 12h30min, tomei um café e comi uma maçã. Depois, fiz tudo relacionado à minha higiene pessoal. Peguei minha jaqueta de couro, pois estava com frio. Quando terminei, já eram 13,00h, peguei tudo que necessitava, e saí. Fui depressa, pois era longe e só faltava uma hora. Eu estava muito ansioso, não pensava em outra coisa no caminho inteiro a não ser em reencontrá-lo.

Eu imagino que, por algum motivo, um cara que eu conheci há pouco tempo e me apaixonei, iria me contar tudo sobre a vida dele, confiar em mim, mas por quê? Por outro lado eu pensava que, ele só ia me contar tudo por que eu o peguei no flagra, se não fosse isso, não saberia de nada. Mas isso não me importava, de qualquer maneira eu seria seu cúmplice, coisa ruim, mas eu estava gostando de estar me aproximando dele. Eu nunca havia conhecido alguém assim, acho que a minha fixa ainda não tinha caído, ele era criminoso. Mas ao conversar com ele eu não sentia isso, sentia que havia um vazio enorme naquele homem. Ele se tornou inconseqüente por pura sede de vingança, mas eu pretendo ajudá-lo com isso.

O tempo foi passando o no caminho inteiro não pensei eu nada diferente. Quando entrei no trem meu coração disparou, como se eu já tivesse perto dele, sabe? Eu estava muito nervoso, como se não o visse ha séculos.

Cheguei ao local exatamente ás 14:7h, eu estava atrasado e o Harry já estava lá, eu me aproximei à mesa que ele estava sentado, sem ele me ver, pois estava de costas para a porta na qual eu entrei, ao chegar à mesa, sentei-me e fui recebido com um belo sorriso de lado.

-Olá, to muito atrasado? (Greg)

- Não, cheguei á pouco tempo também. (Harry)

- Que bom. Então, como foi sua noite? (Greg)

- Vamos logo ao assunto. (Harry)

- Então ta. (Greg)

- É o seguinte, você me seguiu, descobriu o que não devia, agora vou te explicar o porquê. Eu morava com meu pai desde pequeno, pois a minha mãe me largou, nem sei se ainda esta viva, meu pai não tinha como me criar, pois ele não tinha nenhuma formação, ele começou a traficar drogas para a nossa sobrevivência e para garantir os meus estudos. No começo eu não sabia de nada, mas eu fui crescendo e ficou difícil de esconder, quando eu tinha 12 anos eu vi meu pai conversar com um homem e vi ele passar a material para um cara no seguinte, só ai eu fui perceber que tinha algo de errado, eu perguntei a ele o que aquilo significava, ela tentou enrolar, ele viu que não tinha outro jeito e me explicou tudo, eu pedi a ele que parece, ele fiz o que eu pedi, mas ele tava cheio de dividas e não tinha como pagar, ele fez vários bicos, mas o dinheiro não era suficiente. O cara que ele devia deu um prazo a ele e como não podia fazer nada teve que continuar a traficar, eu acabei o apoiando, pois era isso ou a ele morria, eu fui cúmplice dele todos esses anos. Aos 16 anos eu descobrir que ele tem fumava, foi uma decepção, eu resolvi sair de casa e larguei os estudos no 2º ano do ensino médio, eu trabalhei numa padaria e consegui alugar um quitinete, 2 messes depois, ele me procurou e me pediu desculpas, disse que já havia parado e que queria a nossa vida de volta, eu acreditei nele, mas não queria voltar. Eu estava melhor sem todo aquele medo e angustia de dormir e acordar morto por traficantes. Eu o perguntei se ele havia pagado tudo, ele disse que sim, era meio impossível, mas eu fingir que acreditei, eu continuei na minha casinha e ele na dele, quando foi um dia, ele chegou La desesperado dizendo pra eu esconder-lo, pois queriam matá-lo, eu o escondi lá por alguns meses. Quando foi meu aniversario de 17 anos resolvemos sair e comer uma pizza, estávamos pensando que a poeira tinha abaixado e fomos, nos caminho para a pizza, quando passamos em frente a nossa antiga casa, ele foi baleado pelos traficantes, ele morreu do meu lado, aquilo foi horrível, quando ele caiu, antes de morrer, ele disse pra que eu estudasse e fosse alguém na vida, mas eu tive tanto ódio e dor que algo me dizia que eu tinha que vingar o meu pai, depois de um tempo, eu procurei saber tudo deva outra vida do meu pai, eu descobrir que ele comandava uma quadrilha, que quando viu que ele tava encrencado, fugiram, eu consegui achar todos e informei o que havia acontecido, eu planejava acabar com aquela quadrilha até quando os caras me ameaçaram de morte se eu não pagasse tudo que meu pai devia, eu liguei para todos e resolvi continuar com a quadrilha, comandando no lugar do meu pai, eu resolvi roubar e não traficar e assim conseguir o dinheiro da divida e depois, com a quadrilha muito mas forte, se vingar de todos aqueles caras que mataram o meu pai. É isso que eu tenho a dizer. (Harry)

- Eu estou boquiaberto com tudo isso, parece que você ta me contando um filme e não a sua vida. (Greg)

- Mas é verdade, eu só quero que você me entenda e não conte nada, e o, mas importante, fique longe de mim, é muito perigoso se aproximar, eles podem querer de fazer de vitima, me escuta Greg, fica longe, é pro seu bem. Você me promete isso? (Harry)

- Prometo não contar nada, mas ficar longe é difícil pra mim. (Greg)

- Difícil por quê? (Harry)

- Por que eu gosto de você, de verdade. (Greg)

- Eu também gosto de você, por isso peço que fique longe, se você quer viver vai ter que fazer isso. (Harry)

- Não, tenho que ver outra saída, é ... por que você não para com isso, larga essa vida Harry, seu pai não quer isso pra você, termine seus estudos, faça uma faculdade é o melhor, por favor.

- Eu não posso, tenho que pagar a divida, se não eu morro, e além de tudo tenho que honrar o meu pai, tenho que me vingar daqueles caras. (Harry)

- Eu te ajudo a pagar de outra forma, e esquece essa vingança.

- Não, isso eu não posso fazer, e essa conversa já deu. (Harry)

- Não Harry, espera! Eu aceito que você queira isso, mas você pode ser preso a qualquer momento.

-Eu sei, outro motivo pra você ficar longe de mim. Se um dia me pegarem e você estiver comigo você vai junto para prisão, mesmo sendo totalmente inocente. (Harry)

- Eu não me importo, mas eu não quero ficar longe.

- Não fala besteira Greg. (Harry)

- Nós podemos nos encontrar escondido.

- É muito perigoso. (Harry)

- Mas vamos tentar, pelo nosso amor, quer disser, você não disse se me ama ou não.

- Eu não sei... (Harry)

- Fala Harry, você aceita se arriscar pelo nosso amor? Você me ama?

- É... sim e sim. (Harry)

- Tudo vai dar certo, você vai pagar a divida se vingar, e vai ser muito feliz.

- É, isso é um pouco surreal, mas quem sabe. (Harry)

Nós nos levantamos e saímos não comenos nada, preferimos comparar um hot dog em frente ao meu prédio.

Ele me levou de moto até em casa, quando chegou à portaria nós fomos comprar o hot dog, comemos sentados numa mesa que havia na barraquinha, quando sentei, o meu lenço branco que eu sempre levo, caiu.

- O que é isso? (Harry)

- É um lenço. (Greg)

- Por que você traz isso? (Harry)

- Aah! É costume, vai que eu precise. (Greg)

Eu fiquei super envergonhado. Esse lenço eu tenho há muito tempo, ele se chama “o lenço branco”, parece infantil, mas não sei por que, ele me dá sorte.

- AA! É, agora eu tenho que ir, foi bom te encontrar. (Harry)

- Que pena que você já vai, quando a gente se vê? (Greg)

- Não sei, me ligue e marcamos, mas não por agora, ninguém pode desconfiar. (Harry)

- Ta bom, se você prefere assim. (Greg)

Eu dei um abraço nele e um beijo na bochecha, eu subi e ele foi embora.

Eu estava feliz e confuso, Meu Deus, eu era o cúmplice.

Notas finais
- Não recomendada para menores de 16
- Capitulo se passa em Sydney, Austrália.
- Haverá linguagem informal.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.