The Savior: Endless Oblivion
2 Capitulo 2
A Tempestade tomou conta do território, chovia torrencialmente e como já não chovia á meses para os sem terra era algo sobrenatural que nunca tinham visto.
Adam, todo encharcado, acorda de repente e ao ver a chuva a molhar todas as aquelas planícies instala -se um estranho sorriso na sua face, não sabe o que o fez ficar tão feliz mas foi para ele um momento único que trouxe alguma razão de viver depois daquilo que viu desde que acordou sem memória.
Finalmente a chuva parou, e Adam direcionando-se mais uma vez para o sul, á procura de um abrigo , vê ao longe homens com uma espécie de armadura branca e armados em direção á gruta onde estava o sem terra com quem tinha falado no dia anterior
Sem pensar Adam corre em direção á caverna onde lá encontra o veterano desmaiado e com o exército cada vez mais próximo,ele pega rapidamente o veterano ás costas e sai cambaleando da gruta esconde-se no interior de uma carrinha velha que se encontrava estacionada e coberta de erva…
Adam fez de tudo para acordar o Veterano e acabou por ter sucesso, o pobre homem acorda assarapantado tentando gritar mas Adam rapidamente tapa a sua boca e sussurra ao seu ouvido dizendo calmamente:
–Está tudo bem, não é preciso ter medo...
–Adam? O que fazes aqui? Alias o que eu faço aqui?
–Eu fui busca-lo, pois vi uns indivíduos armados a caminharem na direção da caverna… e eu tive que fazer alguma coisa para o salvar.
–Porque?
–Porque eu sinto que o conheço, quando lhe perguntei sobre o símbolo que tem na sua camisa, não foi por curiosidade, mas sim porque reconheci o distintivo e sei que não é apenas um distintivo genérico mas sim um que apenas um homem neste mundo pode ter ...
–Como? Eu acordei no meio do nada com esta roupa, sou um mero Sem terra que não tem qualquer poder neste mundo, é impossível que eu seja especial para alguem.
O silêncio instalou-se na carrinha que tinha salvado a vida dos dois, e de repente aparece um brilho nos olhos do pobre rapaz que diz abraçando o veterano fraco e decadente:
–O senhor era o meu herói, não é apenas um militar, É o meu ídolo!
–Mas que disparate miúdo! Já te disse que ninguém no mundo sabe quem eu sou. Como posso ser eu o teu Ídolo?
–Eu não sei, mas o meu cérebro diz-me que me é bastante familiar e muito especial por isso, não consegui mesmo deixar lo morrer sem fazer nada.
–Só te posso agradecer muito por me teres salvo, não tenho muito mais para viver mas ao menos morro a saber que existe alguém se importa comigo.
–Não precisa de agradecer... Já agora quem são aqueles homens armados de que falei?
Mais uma vez o silêncio apoderou-se da carrinha, mas desta vez podia ouvir-se o som da respiração de ambos, Vlad então sentasse direito no banco traseiro onde se encontrava deitado e diz num tom sério:
–É o exercito sagrado dos Futurum… são os detentores de metade do mundo… digamos que a parte religiosa de algo que não tem salvação…
– Mas isso é bom, certo? …
– Poderia ser… no entanto eles criaram um Deus á sua imagem e semelhança e só depois é que se criaram á imagem e semelhança desse Deus… infelizmente essa fação é lidera pelo irmão do falecido papa, o Cardeal Futuris um homem que fez de Deus um lorde que apenas se importa com as pessoas de poder…
– Até ai tudo certo, mas por que razão é que um grupo de religiosos manda um exército patrulhar as ruas?
– Rapaz ainda tens muito que aprender sobre este mundo...não interessa aos poderosos que os doentes continuem vivos e a espalhar a doença, por isso mandam homens para nos matar… e se por acaso encontrarem alguém forte e de bom porte físico como tu, eles usam-nos para trabalhos forçados…
O sol estava a por-se, os dias pareciam pequenos, e uma brisa agradável percorria o ar da velha e enferrujada carrinha de cor vermelha; já não havia sinal do exército Futurum, até que sem querer Adam ao tentar passar para os bancos da frente carrega com força no volante e dispara a buzina do carro que no meio daquele silêncio era capaz de ter acordado o mundo inteiro… Agora sim o suor percorria a cara do rapaz e o veterano estava em choque, pois sabiam que aquele pequeno erro poderia ser o fim da vida de ambos… de repente do meio da escuridão surge uma intensa luz que os cerca…
Adam e Vlad estavam completamente paralisados e mesmo que quisessem não tinham para onde fugir, a luz era cada vez mais forte, e agora dava para perceber que estavam cercados por um exército de homens armados e com uma cruz de cristo decorada na armadura.
Assim que Adam leva as mãos ao volante para tentar fazer alguma coisa ouve-se uma voz calma mas ao mesmo tempo em tom imperial:
– Solve metus!...
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