The Ruin Of The Giants
3 Uma viagem com alto nivel de loucura
Notas iniciais
— Sarah! – acordei com Percy puxando meu braço.
- Percy?
- Acorda! Já estamos tomando café vamos sair em uma hora! – ele disse.
- Já acordei! Já vou calma!
- Você dormiu aqui com Nico? – Percy falou baixando a voz.
- Sim, quer dizer não... sim, não, foi sem querer, estávamos olhando o céu... – olhei ao redor procurando o bolo de aniversário que Nico me dera ontem, ele havia sumido, então olhando com mais precisão vi algumas ninfas sentadas do outro lado do lago comendo o bolo e rindo. – deixa pra lá.
Acordei Nico e nós subimos, comemos rapidamente e fomos para nossos chalés pegar nossas coisas. Troquei de roupas, coloquei uma blusa laranja do Acampamento Meio-Sangue, calça jeans e uma bota preta curta.
- Onde você dormiu? – Thalia perguntou pegando o escudo assustador dela.
- Na beira do lago de canoagem. – falei tentando não puxar o assunto.
- Por quê? Lá é mais confortável que a cama?
- Não Thalia... – graças aos deuses fui interrompida por Annabeth entrando no chalé, não conseguiria explicar tudo de novo á Thalia.
- Estão prontas? – Annabeth perguntou.
- Sim.
Nós subimos até a entrada do acampamento onde encontramos o resto do grupo.
- Onde está o sátiro que Quíron disse que mandaria para nos acompanhar? Ele vai nos levar até o Tennessee, não vai? – Jake perguntou.
- Vai, mas ele está atrasado. – Annabeth disse.
De repente uma van veio em nossa direção em alta velocidade e parou a alguns centímetros de nos atropelar.
De dentro dela saiu um homem metade bode, parecia ter uns quarenta anos, usava uma camisa verde com estampa havaiana vermelha, quase tão exagerada quanto a de Dioniso, na cabeça entre os chifres havia um chapéu preto, seus olhos castanhos brilhavam em um tom de loucura que combinava com o grande sorriso que ele abrira.
- Olá donuts! – exclamou o sátiro.
- Você é Eddie? – perguntei, temi que a resposta seria “sim” o que fez com que eu sentisse uma enorme vontade de correr até a Casa Grande e perguntar a Quíron se isso seria algum tipo de piada.
- Claro! Qual donut você é? Annabeth? – ele perguntou.
- Não sou donut, e também não sou Annabeth. – falei e apontei para Annabeth. – Ela é Annabeth.
- Tudo bem, entrem no carro vamos para o Tennessee! – Eddie nos deu as costas e entrou no carro.
A van branca tinha escrito “Todos amam Donuts!” em letras coloridas na lateral do carro acompanhado com vários donuts pequenos desenhados nas portas, super discreto, claro.
Brigamos para ver quem iria no banco da frente com Eddie, nenhum de nós queria ir, mas no final Percy foi.
- A viagem será longa, tem donuts no porta luvas, vou colocar musica para nos animar! – Eddie disse, tive vontade de perguntar se haveria algum lugar que não tivesse donuts no carro, mas preferi ficar quieta.
Eddie colocou um CD do AC/DC o que melhorou a situação, apesar de o volume estar tão alto a ponto de tremer os bancos.
- O que mesmo vamos procurar no Tennessee? – Thalia perguntou gritando por causa do som alto.
- O rio Tennessee! Dioniso disse que deveríamos começar por lá! – gritei.
- E o que tem lá? – Jake gritou.
- Não sabemos ainda! – Annabeth gritou de volta.
- Vamos parar para dormir um pouco na West Virginia! – Eddie abaixou o som e gritou, o que não fez muito sentido.
A viagem parecia inacabável, o caminho todo Eddie cantarolava junto com a música, ás vezes até mais alto que ela. Percy olhou por cima do ombro para Annabeth com cara de que iria estrangular o sátiro.
Estávamos passando por uma cidade pequena e bem vazia, já devia ser umas duas horas da tarde, resolvemos parar para comer em um restaurante perto da estrada.
- Porque não pegaram um avião? Chegariam mais rápido. – Eddie perguntou sentando a mesa, do lado de Thalia.
- Voar não é uma coisa recomendável para semideuses, principalmente filhos de Poseidon. – Percy disse.
- Entendi. Annabeth me passa o molho, por favor. – Eddie pediu olhando para mim, ele provavelmente ainda não havia compreendido que eu não era Annabeth.
- Eu sou Annabeth, Eddie! – ela falou estalando os dedos na frente dele.
- Ah claro, desculpe, então quem é você? Thalia? – ele perguntou novamente olhando para mim.
- Não eu sou Sarah, ela é Thalia. – apontei para Thalia que estava rindo.
- Vocês garotas são todas iguais. – ele disse.
Comemos e saímos do restaurante, havia três homens encostados em motos perto da nossa van, eles pareciam normalmente humanos, passamos por eles e fomos em direção a van. Quando Eddie entrou no carro, os três homens vieram em nossa direção, Percy colocou a mão no bolso. Os três homens não fizeram cerimônia ou foram sutis ao nos atacar, a pele deles começou a esticar deixando-os gordos e largos, de suas mãos brotaram garras de metal e o rostos eram humanóides, com três olhos cada um, e uma boca cheia de dentes e baba eles vieram para cima de nós.
Se eu não tivesse me abaixado as garras de um deles, teria furado minha cabeça transformando meu cérebro em mingau, saquei minha espada e rolei para o lado, fiquei de pé e investi contra o monstro, fiz cortes fundos no rosto e nos braços dele, mas isso apenas o deixou mais agitado o monstro grasnou e tentou me acertar novamente com suas garras, consegui bloquear-las com minha espada, olhei em volta e Percy e Nico atacavam o outro monstro juntos, Annabeth e Thalia atacavam o outro, Eddie saiu de dentro da van gritando em direção aos monstros “Morram!” e atirando donuts neles. O monstro colocou mais força contra minha espada, eu não iria contê-lo por mais tempo, então Jake de cima do telhado do restaurante se abaixou e começou a atirar flechas douradas contra o monstro, o que me deu a distração suficiente para invocar um raio e atingi-lo, a criatura urrou e eu cortei-lhe a cabeça, o monstro se desintegrou.
Jake aproveitou o momento que Percy cravou a espada na barriga de um dos monstro e atirou uma flecha dentro de sua boca, o humanóide arregalou os três olhos incrédulo e se desfez em poeira, Thalia invocou um raio contra o ultimo monstro e Annabeth passou a faca em sua garganta. No final restaram apenas possas de pó dourado de monstro no chão e donuts que Eddie atirara. Jake pulou do telhado e se juntou a nós.
- Como você conseguiu subir no telhado e descer tão facilmente? – perguntei.
- Ser filho de Apolo tem suas vantagens. – ele disse sorridente.
Eddie soltou um grito de guerra? Comemoração? Dor?
- A vida de vocês é sempre assim? Agitada? – ele perguntou.
- Na maior parte das vezes. – Nico respondeu.
- Isso vai ser louco! – o sátiro comemorou novamente e entrou no carro, provavelmente nem notara que a pintura da van que dizia “Todos amam Donuts!” fora arranhada pelo monstro então a frase ficava meio que “Dos amam Donuts!”.
Graças aos deuses estávamos perto de West Virginia, o CD de AC/DC no volume máximo já havia repetido três vezes. Se, o resto de nossas viagens com Eddie fosse assim, eu provavelmente ficaria surda até o final da missão.
Chegamos a West Virginia e paramos em um hotel. Alugamos duas suítes, uma só para garotas, e um só para os garotos, tive um pouco de pena deles que iriam dormir com Eddie, dava pra ouvir ele cantarolar AC/DC do nosso quarto, que era vizinho.
Consegui dormir sem problemas.
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