The Royalty
5 The Arrival
Notas iniciais

Todos se moviam rapidamente pelo palácio, era tanto a se fazer antes da chegada das Selecionadas! Lara estava sentada em uma cadeira, extremamente frustrada por não poder fazer o mesmo já que sua perna se encontrava engessada.
A pequena bufou irritada com a coisa dura que travava sua perna, não dava para fazer nada com aquilo, embora já tivesse tentado algumas coisas.
Lara e a irmã olhavam pela janela, ansiosas, apesar de já terem sido advertidas de que as selecionadas demorariam a chegar.
Uma limousine preta apareceu nos portões, que foram rapidamente abertos.
— Elas chegaram? — perguntou Lizzie à gêmea.
— Acho que não cabem todas em apenas uma limousine — ela respondeu.
As duas continuaram olhando curiosas, a porta do carro se abriu, mas não conseguiram ver quem saiu de dentro, apenas escutaram os saltos batendo no chão. Perguntavam-se sem palavras quem seria a visitante.
— O que estão olhando? — pergunta uma voz conhecida por trás.
As duas princesas se viraram.
— Clair?! O que você está fazendo aqui? — Lara se surpreendeu.
— Não posso vir visitar minhas amigas queridas? — Clair respondeu. — Vim passar um tempo para não deixar as duas desamparadas agora que Dave não vai mais dar atenção a vocês. Ah, e é claro, ver seu querido pai antes que morra.
— O papai não vai morrer! — resmungou Lara, colocando as mãos na cintura, coisa que só fazia quando muito brava.
— É tão fofa a esperança de vocês! — Clair tirou seu cabelo loiro do rosto. — Cadê o solteirão mais cobiçado do país?
— Quem?
— Dave, seu irmão, príncipe de Illéa. — disse Clair impaciente.
— Ah, está no quarto — respondeu Lizzie.
Clair agradeceu e deu as costas para as gêmeas, seguindo para o quarto de Dave.
Encontrou Dave se olhando diante do espelho, tentando amarrar uma gravata.
— Vocês homens — ela revirou os olhos. — Não sabem nem como dar nó em uma gravata.
Ele se virou repentinamente.
— Clair? O que está fazendo aqui? — perguntou o príncipe.
A francesa deu uma risada.
— É impressionante como você e Lara são parecidos — contou. — Vim para ver como você estava, agora que vinte pobretonas vão vir disputar seu coração.
— Elas não são pobretonas, pelo menos não todas, e quem se importa se forem?
Clair ignorou.
— Também vou lhe proporcionar uma excelente despedida de solteiro — ela puxou o príncipe para si e o prendeu em um beijo.
Dave se afastou.
— Clair! Eu estou comprometido! — reclamou o príncipe, afastando-se, mas Clair foi atrás.
— Isso não foi problema da última vez, quando eu estava praticamente comprometida com o príncipe da Noruécia!
— Só tínhamos 13 anos, éramos imaturos.
***
Katherine olhou para a multidão enquanto acenava e agradecia as várias flores que recebia, estava até meio boba com tanta gente alegre em vê-la e torcendo por ela.
No dia anterior a sua partida a província inteira parou como se fosse feriado ou algo do tipo, porque até esqueceram-se de trabalhar.
Kate e o resto de sua família passaram parte da manhã no restaurante de Dara, onde Katherine trabalhara de garçonete, depois a Selecionada passou no orfanato onde havia morado depois que seus pais morreram até que seu tio a tirou de lá e o levou para a fazenda onde mora atualmente junto com sua melhor amiga Karen.
Foi uma tarde animada, Kate juntou-se com o restante da família, Dara, a dona do restaurante, e Cecília, uma menininha de seis anos do orfanato por quem sente afeto como uma irmã mais velha ou até mesmo uma mãe. Todos no casarão fizeram a maior folia no jantar, com festança e muitos risos.
Katherine suspirou ao entrar no carro e lembrar-se de tudo isso, sentiria muita falta da família e dos amigos que já eram praticamente da família também. Havia chorado muito na hora de despedir-se, se tudo desse certo demoraria bastante para vê-los novamente.
Ajustou o chapéu de palha que ganhara de sua família assim que acordara naquela manhã, não tiraria aquilo por nada.
Observou as paisagens passando pela janela enquanto se aproximavam do aeroporto. Em pouco tempo já estava sentada dentro do avião assistindo ao canal onde iriam passar as coisas sobre A Seleção. No momento mostrava algumas despedidas em tempo real.
Em Dakota, a província da Selecionada Olívia Windsor, havia uma típica decoração de cidade rural, bandeirinhas brancas e verdes bem clarinhas penduradas pelas ruas e muitas flores para decorar a cidade toda. Na praça central uma mesa longa com tortas, salgados e bebidas geladas para refrescar. Uma parede com bilhetinhos de boa sorte e desejos bons, uma despedida em frente à prefeitura com várias mãos abanando e sorrisos de desconhecidos.
Em outra província a Selecionada Dominique despedia-se de pessoas da casta oito que costumava ajudar.
Kate vê a si mesma chorando em sua despedida com a família, parecia ter acontecido há tanto tempo, já estava com saudades novamente.
— Essas pessoas que choram em suas despedidas são patéticas — diz alguém que acabara de chegar ao avião, tinha cabelos loiros bem arrumados, seus olhos eram azuis e pareciam analisar Katherine de um modo frio, reconheceu que estava falando com a mesma garota que chorava na tela, mas não mudou sua atitude por causa disso.
A Selecionada recém-chegada, Queen, sentou-se em uma poltrona no fundo da aeronave. Queen Faller apareceu em sua despedida, a praça central estava lotada e a câmera focava em alguns cartazes dizendo "Queen, você já é nossa rainha" e muitos outros.
Mais uma Selecionada embarcou, Madelyne Fontenelle também mantinha seu nariz empinado enquanto caminhava até o assento ao lado de Queen.
— Chega a ser patético o que meus fãs fazem por mim, mas fazer o que, é o preço que se paga por ser famosa. — gaba-se Madelyne. Queen não esboça reação como se não ouvisse o que a garota acabava de dizer.
Bem, vou ter que tentar outra coisa pensou Madelyne, ela sabia que Queen Faller não era famosa, pelo menos não como ela e achou que esse ponto poderia atingir a concorrente, pelo visto não tinha dado certo. Sabe o que dizem, mantenha os amigos perto e os inimigos ainda mais perto.
— Sou Madelyne Fontenelle, caso não saiba quem eu sou. Você é Queen Faller certo? — Queen fez que sim de modo frio, mas Madelyne não se intimidou — Nós da casta dois temos que nos manter unidas, afinal, nós sabemos que a real competição está entre as garotas de casta mais alta.
Queen ergueu a sobrancelha e deu um sorriso falso.
— Amei sua pulseira, qual designer desenhou?
***
As províncias não eram muito distantes do palácio, em pouco tempo já haviam aterrissado em Angeles. Uma pequena multidão de fãs esperava no aeroporto.
— Sinto muito meninas, mas o tempo está corrido, tenho certeza que terão muito tempo para agradar seus fãs mais tarde. — Informou um dos guardas.
As Selecionadas foram escoltadas para dentro do palácio, no hall de entrada encontraram com as outras concorrentes, deslumbradas com as belezas do palácio.
Mesmo quem já estava acostumada com luxo, impressionou-se com a beleza e grandiosidade do lugar. Milhares de câmeras filmavam a reação de cada Selecionada.
— Sejam bem vindas! Sou Martha, tutora de vocês enquanto estiverem no palácio — explicou uma mulher de uns quarenta anos com expressão séria. — Em breve acompanharei vocês até o salão das mulheres, onde serão arrumadas, mas antes algumas regras para quando estiverem no palácio: não é permitida a visita ao terceiro e quarto andar, não se dirijam a um membro da família real a menos que estes os façam primeiro…
Martha continuou falando, mas a maioria já não prestava mais atenção. Quando terminou, todas seguiram para o salão das mulheres.
— Senhorita Dunne, sessão 1. Senhorita Faller, sessão 2. Senhorita Kingsley, sessão 3…
Cecília foi mandada para a sessão 5 onde uma criada já lhe aguardava.
— Bom dia senhorita... — a selecionada tentou ler o nome da criada no crachá — Thaís!
A criada respondeu ao cumprimento e logo começou o serviço. Depois de ter os cabelos lavados e hidratados a criada lhe perguntou que mudança gostaria de fazer como seus cabelos.
— Nada muito drástico, quero continuar parecendo comigo mesma. — respondeu — Talvez um corte em camadas...
Cecília foi interrompida por um grito de outra Selecionada que vinha do outro lado do salão.
— Podem me encher de maquiagem e deixar meu cabelo verde, mas sem vestidos, por favor! — disse a Selecionada que corria. — Pensando bem, melhor não pintarem meu cabelo de verde.
Uma criaturinha loira apareceu por de trás.
— Também odeio vestidos! — afirmou Lara. — Quebrei a perna por culpa deles, mas mesmo assim tenho que usar.
Algumas meninas se curvaram para a princesa.
— Parem com isso, não precisa de tanta besteira! — advertiu a pequena. — Já tinha até esquecido, me mandaram falar que amanhã vocês vão participar de uma entrevista no jornal oficial e depois vai ter eliminação! Alguém quer jogar bola?
Fale com o autor