The Royals

9 Capítulo 8


Notas iniciais
Olá meus anjos,é maravilhoso estar de volta. Eu sei que eu demorei bastante para voltar, porém esse capítulo me deu muito trabalho e eu queria muito fazer algo especial, por isso eu o reescrevi várias vezes até me sentir satisfeita. Espero que vocês gostem. A maior parte desse capítulo está voltada para as nossas garotas ;D

"Que o meu desejo louco deixe um rastro de luxúria em tua memória, para que teu corpo jamais me esqueça."
Edna Frigato

Embebida por um amor saudoso, Rebekah continuou a cantarolar e a guiar o corpo de sua amada com o seu, enquanto a mais velha se permitia mergulhar em um oceano de sensações.
Sua voz, seu cheiro e seu toque dirigiam Isabella ao descontrole, ao mesmo tempo, que ela lutava internamente para não cair nos jogos luxuriosos da dissimulada deusa do amor, entretanto, a loira era seu algoz e a cada instante que se passava ela sentia-se mais mergulhada em uma agonia voluptuosa.
Bella libertou sua mão direita da mão de Bex e pousou seus braços nos ombros dela, enlaçando os dedos em sua nuca, a pele de ambas formigou, devido ao contato.
A floresta estava silenciosa — até demais — como se a vida em torno delas, estivesse dando a elas um pouco de privacidade.

Mikaelson estava excitada, porém, tentava não transparecer e rogava os céus para não cometer nem um deslize que afastasse Bella, estava tão concentrada em controlar seu próprio desejo que não percebeu quando os músculos de Bella se tensionaram e o cheiro de sua excitação de proliferou no ar.

Aos poucos Rebekah foi parando de cantar, mas se mantinha em movimento. Uma brisa leve passou pelas duas lançando todo o seu suave perfume em direção a Bella que prontamente inalou o doce aroma. Com a mente completamente nublada pela luxúria, ela avançou em direção ao pescoço alvo da mais nova e lambeu a região. Rebekah rosnou baixo.

O corpo inteiro da mais nova se arrepiou com o contato dos lábios macios. Bella a puxou mais para si, enquanto distribuía beijos pela extensão do seu pescoço. Rebekah arfou levando suas mãos até os cabelos da amada, puxando-os levemente.

— Bella, o que está fazen… Tentou falar, mas fora interrompida por um gemido sôfrego que escapou por seus lábios entreabertos. Bella havia mordido seu pescoço, arranhado-o com os dentes.

— Bella, não me faça perder o controle, por favor. — Pediu manhosa.

Isabela ignorou o pedido e continuou o que estava fazendo.
— Quem disse que quero que você se controle? — Disse sem saber o peso que suas palavras teriam sobre a loira. Rebekah rosnou alto e suspendeu o corpo de Bella, lançando-se junto de Bella em direção a árvore mais próxima. O corpo da mais velha protestou ao bater contra a superfície dura, porém, a mesma não teve tempo para dar atenção a dor.

Rebekah havia colado seus lábios nos dela, beijando-a de forma voraz e saudosa, a loira conhecia meticulosamente cada pedaço de sua amada e como enlouquecê-la apenas com um beijo.

Bella gemeu contra a boca da mais nova e levou suas mãos até a barra da blusa que Rebekah usava, infiltrou suas mãos sob o tecido e afundou suas unhas na pele macia, puxando a mais nova ainda mais para si.

A loira grunhiu e puxou os cabelos de Bella, descolando seus lábios dos delas. Seus olhos fitaram os da amada, o tão famoso tom de chocolate de Isabella Swan eram lentamente banhados por um azul esverdeado, Bekah não conteve o sorriso e voltou a beijá-la.

Naquele momento nada mais importava, nem o passado nem o futuro, elas só se importavam com o presente e com seus corpos colados um no outro.


Bella não se lembrava, mas seu corpo recortava-se perfeitamente da outra, a cada toque ela se arrepiava mais, o calor e a umidade entre suas pernas aumentavam.

A harmonia que existia entre elas era perfeita e até invejável.

Quando o ar se fez necessário para a mais velha, a loira quebrou o beijo e a deixou recuperar o fôlego. Bella tinha uma expressão maravilhada no rosto, o canto de seus lábios se curvavam em um sorriso genuíno, enquanto suas mãos acariciavam a pele quente e suave de Bekah.

Enquanto Bella tentava normalizar sua respiração e as batidas violentas de seu coração, Rebekah a admirava em silêncio, deliciando-se com as faces coradas, com o olhar oblíquo e malicioso da mais velha. Ela havia sentido uma saudade quase que mortal de sua mulher, a simples ideia de perdê-la novamente lhe causava um assombro tremendo.

A loira foi tirada de seu estado de contemplação, por uma minúscula e solitária gota de chuva que caíra em seu rosto. Surpresa, ela arqueou a cabeça e encarou o céu escuro, nuvens espessas se formavam e mais gotas começavam a cair.

— Acho que nós devemos voltar — Comentou.

Bella não queria voltar, não queria largar Rebekah, porém, devia ser sensata e retornar ao quarto, além disso, haviam deixado Ângela sozinha há tempo demais, estavam sendo imprudentes. Então assentiu para mulher e a libertou de suas mãos, Mikaelson sorriu e pegou uma de suas mãos a puxando.

O caminho de volta fora silencioso, porém não havia nenhum sinal de constrangimento por parte de nenhuma das duas. Ambas estavam perfeitamente confortáveis. Bella olhava de soslaio a mulher e imaginava como teria sido tê-la ao seu lado, acordar e vê-la deitada na cama com os cabelos loiros bagunçados, como teria sido sua vida com ela antes de tudo vir a baixo.

[..]

Ajoelhado, o rei se debatia incessantemente na tentativa de se libertar das grossas correntes — porém, era inútil — elas pareciam inquebráveis, além de queimar sua pele como se estivesse a poucos metros do sol.

Derrotado, ele parou de se debater.

Ele havia falhado novamente.

— Eu disse que você não era forte o suficiente — A voz debochada da mulher soou atrás dele. — Mais uma vez deixou tudo o que mais amava morrer — Ele manteve-se calado e imóvel como se a mulher não estivesse ali.

— Primeiro seus pais e seu pequeno irmãozinho, agora sua amada e seus filhotes. — Ela riu de forma maldosa e passou a mão pelos cabelos desgranhados dele.

— Olhe para eles, olhe para as suas falhas, meu rei. — Disse e puxou seus cabelos, forçando-o a levantar e encarar a fileira de corpos suspensos e sem vida. As lágrimas molhavam seu rosto sem piedade.

Um soluço escapou por entre seus lábios e a mulher riu com escárnio.

A neve branca era tomada pelo sangue de sua família e mais abaixo da colina todo o seu império se desfazia em chamavas.

Seu rosnado selvagem e primitivo ecoou por toda a extensão de seu reino.

O fim havia chegado

Dylan acordou sobressaltado, virando-se automaticamente para sua esquerda com a intenção de certificar se esposa estava bem.

Alexandra dormia tranquilamente ao seu lado.

Tudo estava bem, ele ainda estava tinha o controle de tudo. Fitou a esposa mais uma vez e se dirigiu para fora da cama.

A noite do lado de fora do castelo estava fria e densa. Sangrado se erguia imponente e suntuosa a poucos metros, colina abaixo.

Dylan apoiou os braços no parapeito da sacada e observou seu império.

[…]

— O que há com ela? — Perguntei assim que atravessamos a porta do quarto. Pude ouvir Rebekah suspirar pesadamente e o clima entre nós, ficou pesado.

Girei meu corpo em 180 graus para poder fita-la.

— Ela só está dormindo. — Respondeu, mas eu sabia que não era verdade. Mesmo que Ângie estivesse sedada, ela não ficaria tão imóvel e sem vida como estava.

— Então porque ela não demonstra nem um sinal em resposta?

Eu a encarei sugestiva e seu olhar se perdeu para algo além de mim, ela estava evitando me encarar.

— Bella…

— Eu quero a verdade, Bex. Não pode me negar isso.
Ela suspirou pesadamente e umedeceu os lábios, eu acompanhei cada pequeno movimento seu. Ela estava apreensiva, como o Cullen ficava quando tinha algo sério para me contar.

— O estado dela era bem mais grave que o seu e o corpo dela era totalmente humano. Ela não sobreviveria se eu não… Intervisse.

— O que você fez, Rebekah?

— Eu a transformei, daqui a poucas horas ela será uma vampira. — Replicou. Seu olhar continuava bem distante do meu e eu pude notar a angústia tomar conta dele.

Aproximei-me dela e a envolvi em meus braços.

— Perdoe-me Bella, eu não tive outra escolha. Pensei que se a deixasse morrer, você me odiaria por toda a eternidade… — Não permiti que ela terminasse, toquei seus lábios com os meus em um selinho rápido.

— Você a salvou, fez o que achou certo.

— Eu a condenei.

— Não, Ângela mais do que ninguém merecia uma segunda chance e você deu isso a ela.

— Transformar alguém em sanguessuga, não é a melhor forma de dar uma segunda chance a ela.

Ela falava como ele.

— Acredite em mim, você fez o certo e por favor não se martirize. Ângie entenderá, eu tenho certeza disso. — Afirmei afagando seus cabelos, ela me deu um sorriso fraco e um beijo na testa.

— Penso que você deveria descansar.

— Não estou cansada. — Retruquei.

— Bella, você sofreu um acidente de carro a poucas horas e para todos os efeitos seu corpo se comporta como o de um humano.

— Não me force a por você na cama. — Disse tentando parecer séria, fazendo-me gargalhar.

— Você me pondo na cama? Até que não seria má ideia. — Ela sorriu e balançou a cabeça de um lado para o outro, como se tentasse espantar alguma ideia indubitavelmente maliciosa. Peguei sua mão e a puxei em direção a cama, ela não hesitou.

Rebekah se deitou ao meu lado e me puxou para si, envolvendo seus braços ao redor da minha cintura.
Apesar da pouca luz que entrava pela janela, eu podia ver seu olhar passear pelo meu rosto e os cantos da sua boca se curvarem levemente. Suas mãos brincavam na minha cintura fazendo círculos e caminhos imaginários, deixando-me arrepiada.
Uma áurea de leveza e paz nos cercava, deixando-me completamente relaxada.

Minha atenção estava toda voltada para os detalhes em seu rosto.

O estímulo sensorial que a presença de Rebekah causava em mim era intenso, cada pequena particularidade nela, fazia-me estremecer e corar como uma adolescente cheia de hormônios descontrolados.

E seu beijo me enlouquecia de uma forma completamente diferente de todos os que já experimentei.

Aproximei meu rosto do dela e rocei a ponta do meu nariz em sua bochecha, ela retribuiu meu gesto. Seus lábios estavam a centímetros dos meus, seu hálito quente e mentolado batia contra meus lábios, deixando uma deliciosa sensação de formigamento neles.

Eu poderia beija-lá, mas algo além da presença de Ângela me impedia, talvez fosse a sensação de está sendo precipitada demais.

Nós já havíamos avançado muitos sinais, deveríamos ter um pouco mais de calma.

Ela notou que eu não me aproximaria mais, então recuou um pouco e escondeu o rosto na curva do meu pescoço, fungou algumas vezes e depositou um beijo estalado no pescoço.

— Não consigo acreditar que finalmente tenho você em meus braços. É definitivamente surreal. — Sussurrou em um tom manhoso. Levei minha direita aos seus cabelos e comecei a acariciá-los.

— Eu sei que não se lembra, mas… Preciso que saiba que sendo Isabella Swan ou Isabella Romanov — que é quem você realmente é — você sempre será minha Bella.

A pior parte de ter as memórias arrancadas de você, são os sentimentos incompletos que elas deixam. Sentimentos esses que só poderiam ser explicados na presença delas. Eu não me recordava de Rebekah e só sabia o que ela havia me contado, porém, estar perto dela me deixava em paz.

Meu coração parecia querer voar pela boca toda vez que ela se aproximava de mim e invadia meu espaço. E quando seus lábios tocavam os meus o mundo desaparecia e só ela existia para mim.

— Quero voltar quanto antes para você. Não quero que ninguém mais sofra nessa história toda. — Suspirei. — Romanov? Como a última dinastia imperial?

— Tecnicamente, vocês são a última dinastia com esse sobrenome.

— Então… Eu sou da realeza? — Perguntei rindo. Ela arranhou minha pele e eu grunhi baixo.

— Sim, princesa Isabella Nikolaïeva Romanov.

Nikolaïeva? Não acredito que reclamava do Marie, porém, Isabella Marie já não existia mais, então eu devia retomar a posse do meu verdadeiro nome sem reclamar.

— Nikolaïeva? Sério?

— É bem diferente de Marie, porém, eu gosto. É estranhamente fofo. Na verdade, eu gosto de tudo que esteja relacionado a você. — Disse em um tom levemente envergonhado. –Eu sou completamente apaixonada por uma princesa vampira.

Vampira

Princesa

Eu realmente não me importava muito, não enquanto ela estivesse entrelaçada a mim. Ela está fazendo com que todas as minhas preocupações e anseios sumissem, eu estava em paz. Nada de angústia ou pensamentos barulhentos, só havia Rebekah e eu, até mesmo Ângie parecia não estar ali.

— Você esqueceu de dizer a parte que sou linda e maravilhosa. — Brinquei.

Ela riu e eu a acompanhei, aconchegando-me ainda mais em seus braços.

— Você tem razão. Perdoe-me por esse terrível erro, minha princesa.

— Eu sou completamente apaixonada por uma princesa vampira que é linda e maravilhosa.

Nós rimos e um silêncio confortável se instalou entre nós. Sua mão continuava a deslizar pela minha pele, deixando-me arrepiada e com os pelos eriçados.

A pouca luz que entrava pela janela iluminava parcialmente seu rosto.

— Sinto muito. — Murmurei quebrando o silêncio e ela me encarou confusa.

— Sobre?

— Sinto muito por não lembrar de você, de nós… -Ela se levantou delicadamente e me fitou séria. Colocou as mãos macias em meu rosto e o puxou para que eu a fitasse de volta.
— Não é culpa sua, Bella. E não se sinta mal por isso. Somos as vítimas aqui e as vítimas nunca têm culpa. Acredite em mim, logo tudo voltará ao normal.

— Eu sei que não, porém, eu me sinto tão frustrada.

— Eu realmente entendo, eu também ficava frustada por não conseguir encontrar você, eu tive muitos altos e baixos, porém, aqui estou eu. Estou com você novamente nos meus braços e pronta para enfrentar o que vir com você, só preciso que você confie em mim e em si mesma.

Eu assenti e ela me puxou novamente para seus braços, minha face colada em seu peito.

Eu podia ouvir seu coração bater tímido. Tão diferente e viva.

Rebekah era tão diferente de Edward, eu não deveria compará-los, porém, era inevitável e a diferença entre os dois era gritante.

A cada minuto que passava ao lado do Cullen, ele parecia em sofrimento. Nossos momentos eram tensos e calculados, não havia naturalidade e eu não possuía liberdade nem na hora de tomar decisões que se aplicavam a mim.

Edward me sufocava e eu permitia, pelo simples fato de não querer ficar sozinha, por está encantada com a ideia do amor.

No final das contas, não era amor e sim uma perfeita ilusão.

As coisas com Bex eram simples e tranquilas, apesar de tecnicamente nos conhecemos a poucas horas.

Havia uma conexão intensa entre nós e a cada segundo que passamos juntas, eu desejava ter mais dela.

Eu desejava beija-lá e explorar cada detalhe seu, decorar todas as suas manias, apaixonar-me por suas qualidades e defeitos.

Se eu havia me apaixonado uma vez por ela, então seria fácil me apaixonar novamente.

— Conte-me mais sobre você. — Voltei a falar.

— Tipo o que?

— Eu não sei… Sua cor preferida talvez? — Perguntei. Minha pergunta poderia parecer estúpida, até irrelevante diante a tudo o que eu poderia perguntar, principalmente, diante de tudo que eu necessitava perguntar, porém, eu não ligava. Algo eu mim, dizia que eu devia isso a ela, devia um momento tranquilo e sem interrogatórios, por mais que eles fossem necessários.

Ela ficou pensativa, franziu os lábios e me encarou, eu não fui capaz de compreender o sentimento por trás dos seus olhos, entretanto, o mantive em mente.

— Amarelo, com certeza. — Respondeu.

— Tem certeza? Você demorou a responder.

Ela sorriu divertida e acariciou meu rosto.

— Tenho sim, é amarelo, porque a primeira flor que você me deu era amarela. — Eu fiquei sem ar, procurei pelas palavras certas, mas nada vinha a minha mente, então apenas a fitei por um longo tempo. Rebekah percebeu minha reação e se aproximou depositando um selinho rápido em meus lábios.

— Não esperava que ficasse tão surpresa, contudo, acho que me enganei.

— Você está falando sério?

— Claro que sim, para ser sincera, boa parte do que eu gosto ou amo está relacionado a você. Nunca em toda a minha existência eu amei alguém como eu amo você. Eu me relacionei com milhares de homens e até com algumas mulheres, porém, todos tinham o mesmo destino, acabavam mortos ou eram expulsos da minha vida. Pensei que viver a eternidade sozinha fosse o meu castigo por ser uma aberração da natureza, porém, você surgiu como o meu anjo salvador, minha redenção e esperança.

Meu corpo encolheu quando ela disse que havia se relacionado com outras pessoas, meu coração ardeu e meus dentes trincaram.

— Eu sou tudo menos um anjo, meu bem.

— Acredite em mim, você me salvou.

— Por que você é tão fofa? — Perguntei e ela riu.

— Talvez seja porquê eu sou uma grande vadia nas horas vagas. E tem que haver um equilíbrio no universo.

— Você não é uma grande vadia. — Falei em um tom indignado.

Ela crispou os lábios.

— Algumas pessoas discordam disso, principalmente, meus inimigos. Entretanto, isso não vem ao caso agora, você tem que dormir, daqui a pouco amanhece e nós teremos que partir.

Eu a encarrei emburrada e ela sorriu, levando sua mão até meus lábios e eu beijei a ponta dos seus dedos, sem deixar de fita-lá.

— Desfaça esse bico agora. — De primeira eu neguei sua ordem, porém, não demorei muito a desfazer meu bico. Beijei novamente a ponta dos seus dedos e puxei sua mão para que ela ficasse em meu rosto.

— Vejo você amanhã?

— Estarei bem ao seu lado quando acordar. — Disse e acariciou meus cabelos, fechei meus olhos e apreciei sua carícia até a escuridão me tomar.

Notas finais
Não se esqueçam do feedback, meu anjos. Ele é super importante, afinal preciso saber se estou no caminho certo ou não, e principalmente, se vocês estão gostando. Vocês são maravilhosas/maravilhosos. ♥