The Rose Color Snow
37 36 - Problems in the Moon
Notas iniciais

Capitulo Trinta e Seis: Problemas na Lua
❄️P.O. V Elsa❄️
– Sinto muito, mas parece que esse bebê é travesso – O doutor falou olhando uma tela.
– Por quê? – Perguntei, um pouco assustada, tentando sentar na maca.
– Ele — ou ela — está com as perninhas cruzadas, não dá para saber o sexo. – O doutor fala.
– Ah, nããoo... – Anna fala sentando na cadeira – Isso que dá ter filho com o Jack, dona Elsa!
Rio da sua frustação enquanto o doutor me dá um paninho para retirar o gel da barriga e me levanto em seguida.
– Então vamos esperar até mês que vem, ok? – Aceno com a cabeça. – Beba bastante água e evite comer peixes crus como sushi ou bebidas alcoólicas, coisas simples que estão na ficha. Até a próxima consulta!
– Ok, obrigada! – Falo saindo com Anna.
– Queria taanto saber o sexo da criança... – Anna choramingou e cutucou minha barriga – Seu pestinha que a tia amaaa!
Rio colocando as mãos na barriga saindo da clínica.
– O que você vai fazer? – Anna me pergunta.
– Vou para casa, tô morrendo de sono. – Falo normalmente.
– Ah, nanão! – Anna falou mexendo no meu braço. Encaro-a seriamente. – Táá, vou pedir para alguém te levar!
– Obrigada, titia. – Falo sorrindo.
Passado algum tempo chego em casa, vou até a biblioteca e pego um livro subindo para o quarto e sentando na cadeira de balanço da varanda.
– Então que tal lermos um livro? – Falo acariciando a barriga e começando a ler o livro em voz alta, minhas pálpebras começam a se fechar lentamente com o tempo até eu escutar o barulho do livro caindo e fechá-lo completamente.
Quando acordo novamente permaneço de olhas fechados ainda aproveitando o silêncio, faço menção de levantar a mão para coçar os olhos, mas não consigo... Abro os olhos avistando uma pessoa que não pensava ver de novo na minha frente, dando um grito assustado.
– Então é assim que cumprimenta seu querido tio? – Uma voz grossa fala, vejo seus cabelos pretos refletindo com o pôr-do-sol.
– ME LARGA! – Grito tentando soltar meus braços da cadeira que estão presos por uma fina camada escura, mas só acabo congelando uma parte da cadeira.
– Não fale assim comigo, querida! – Ele fala e solta uma risada, segurando meu queixo. – Nem para me visitar você foi capaz!
– Que eu saiba você estava preso. – Falo tentando não demonstrar medo.
– Você falou bem, estava... Achou mesmo que seu gelo me prenderia para sempre? – Ele levantou a sobrancelha.
– O que você quer, Pitch? – Falo já me irritando, vejo seus olhos me olharem de cima para baixo.
– Ora, ora... Saio por alguns anos e olha o que vejo? – Ele fala olhando para minha barriga e depois sorrindo. Arregalo os olhos e sinto os pelos do meu braço se eriçarem. – Parece que aquele branquelo não perdeu tempo, não é mesmo?
– Me deixa em paz, o que você quer? – Falo baixo, com lágrimas nos olhos. O vejo sorrir e passar o dedo na minha barriga. Não... Não toque em mim ou em meu filho com suas mãos imundas...
– Não posso visitar minha sobrinha e dar os parabéns? – Ele fala sorrindo falsamente.
– Você não é bem-vindo à vida dele. – rosno, virando o rosto.
– Ah, Elsa... Vocês não tem moral para falar isso, arruinaram minha vida! – Pitch fala, agora sério, aumentando um pouco a voz. – Você não passa de um ser fraco como a sua mãe, você não deveria existir!
– Cale a boca! Você não sabe de nada!! – Grito com raiva de suas palavras. – Eu tenho pena de você por não saber o que é o amor!
– Amor... Que tolice. – Ele fala cuspindo as palavras. – Só preciso de mim mesmo!
– Não! Todos precisamos de alguém! – Falo. – Aposto que você teve uma família a quem amou um dia ou alguém importante na sua vida, Pitch. Todos temos.
– Cale a boca. – Pitch falou nervoso. – Não preciso de uma garotinha me dizendo o que fazer!
– Mas é a verdade! – Falo o encarando.
– Cale a boca. – Ele fala e abre um sorriso – Meu tempo acabou. Nós nos veremos por aí de novo, Elsa, e talvez com o pequenino em mãos. Quem sabe você não mude de lado até lá...
Ele fala observando minha barriga e se afasta, indo para perto da porta; a fina camada negra desaparece dos meus pulsos. Levanto e tento atacá-lo, porém ele forma uma nuvem em volta de si e o vidro da porta se quebra. Levanto as mãos me protegendo com uma camada de gelo, mas alguns cacos passam arranhando meus braços.
Quando tudo termina, olho para o lugar me dando de conta do que aconteceu. Caí de joelhos segurando a barriga, e choro como nunca chorei na vida. Fico encolhida deixando as horas passarem e escuto uma batida na porta. E passos na escada.
– Elsa, desculpe a demora! – Escuto Jack subir as escadas. – Norte me chamou para conversar e... ELSA!
Ouço-o correr até mim e se jogar no chão me abraçando sem se importar com os cacos de vidro.
– Você está bem?... Você está sangrando! – Ele fala segurando meus braços, me levantando. O deixo sustentar meu peso. – Só espero que não seja o que penso...
– Pitch – sussurro enquanto ele me pega no colo e me deita na cama indo até o guarda-roupa e retirando um kit de Primeiros Socorros.
– Eu achei... Você está bem? O bebê está bem? – Aceno com a cabeça enquanto ele limpa os machucados.
– Sim, eu só fiquei assustada... – Falo e ele me encara e me abraça. – Muito assustada.
– Desculpe por não estar aqui... Norte me contou há pouco tempo sobre Pitch, só não achei que fosse te procurar. – Ele fala beijando minha testa – Pelo menos não tão rápido!
– Jack... Ele sabe... Do bebê. – Falo com medo, Jack me olha e me abraça – E se ele tentar algo... Com nosso filho?
– Eu não vou deixar. – Ele me encara seriamente. – Ele nunca irá tocar em você ou no nosso filho.
– Eu te amo. – Falo e ele me beija. Antes mesmo de corresponder ao beijo, sinto algo na minha barriga e o empurro.
– O que foi? – Jack pergunta assustado, coloquei a mão na barriga.
– Acho que ele mexeu... – Falo olhando para minha barriga, Jack coloca a mão e sinto uma dorzinha, sorrio junto com Jack.
– Que hora para aparecer, hein, rapaz! – Jack fala em direção a minha barriga, rindo.
– Acho que ele puxou o pai nessa parte! – Falo. Jack me olha confuso e depois se toca do que eu quis dizer.
– Você quer algo? – Jack me perguntou apreensivo.
– Só me abraça. – Peço, fazendo um biquinho manhoso enquanto ele deita ao meu lado me abraçando.
– Vai ficar tudo bem... – Jack murmura. – Enquanto estivermos juntos, vai ficar tudo bem...
E eu fecho meus olhos, me sentindo protegida.
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❄️Alguns dias depois❄️
❄️P.O. V Jack❄️
– Elsa? – Desço a escada entrando na sala e a avisto na porta da frente usando um macacão florido tomara-que-caia, o cabelo na sua tradicional trança e um sapatinho com a meia branca aparecendo.
– Estou aqui, Jack. – Ela fala conversando com a Anna em frente da porta. Anna parecia estar conversando com a barriga da Elsa.
– Já combinaram? – Perguntei caminhando até ela e a abraçando pela cintura.
– Sim, Anna vai mandar consertar a janela e virá ver a casa. – Elsa falou .
– E vocês vão vir me visitar regularmente!!! – Anna falou já começando a ficar emburrada. – Não sei, vocês TEM QUE ir lá pro Polo Norte?...
– Você quer que seu sobrinho corra perigo? – Falei levantando uma sobrancelha. – No Polo Norte é mais seguro e não comece com essa discussão de novo, sabe o quanto tive que insistir para a Elsa aceitar?
– Afe, seus sem graça. – Anna cruzou os braços.
– Anna! – Elsa a repreendeu. – É melhor assim! É pelo bem do bebê.
– Vocês podiam ficar no castelo! – Anna falou suplicante.
– E correr o risco de Pitch atacar a cidade? Não mesmo. – Falei indo até a sala e pegando uma mala. – Não íamos ser os únicos prejudicados. A cidade inteira viraria de pernas pro ar.
– Vamos voltar. Eu prometo. – Elsa falou alegremente, segurei sua cintura com a mão sobrando. – E finalmente poderemos brincar na neve. – completou, rindo.
– Podemos ir? – Pergunto.
– Até, Anna... Vou sentir saudades, maninha... – Elsa fala a abraçando e voltando para meus braços. Logo em seguida segurei sua cintura com uma mão e com a outra a mala e alcancei as nuvens, enquanto víamos Anna acenar da janela do palácio...
❄️Polo Norte❄️
– Elsaaaaaa! – Fada gritou assim que coloquei Elsa no chão.
– Oi...! – Elsa falou desnorteada pelo abraço repentino e meio sem jeito por causa da barriga.
– Jack nos contou o que aconteceu, fiquei tão preocupada... E se estivesse machucada e perdido algum dente... Não perdeu nenhum, né? Estão todos aí? – Fada perguntou, pondo as mãos na boca de Elsa e inspecionando seus dentes.
– Não. – Elsa falou e riu, se afastando. – Eu e o bebê estamos bem!
– Já descobriram se é menina? Ou menino? E o nome? Já escolheram? Deixa eu te ajudar, se depender desse aí o bebê fica sem nome! – Fada falou, puxando Elsa para dentro comigo ao encalço, rindo das fadas.
– Não e não pensamos em um nome! – Elsa falou como se tivesse notado agora que não conversamos sobre isso. É verdade, não conversamos sobre isso! Que nome eu daria para o meu filho?
– Como não pensaram? Têm vários: Alice, Jade, Grace, Edgar... – Fada citou alguns nomes.
– Egdar? – Elsa parou e a olhou. – Parece nome de alguém velho e charmoso.
– Eu acho bonito. – Fada deu de ombros. Como assim nome de uma pessoa charmosa? Será que ela conheceu algum Edgar? Balancei a cabeça retirando esses pensamentos malucos. Aproveitei a distração de Fada e me coloquei no meio segurando a mão de Elsa que sorriu para mim.
– Melhor levar a mala lá para cima. – Sussurrei em seu ouvido. Notei que ela estremeceu e sorri – O que está pensando, Elsa?
– E-Estou... – Ela gaguejou ficando vermelha e tentou se recompor. – Estou pensando que você tem que buscar as outras duas malas.
– Duas??!! – Exclamei assustado. – Achei que era só mais uma, a sua e a minha, que eu já trouxe pra cá! Três malas?!
– Eu tenho mais uma. – Ela falou me olhando de canto.
– Mulheres ...Ai, ai... – Suspirei e bem na hora que ela me deu um tapa no braço, virei para reclamar, mas olhei seu rosto e... – Já parei!
Ela sorriu em seguida agarrando meu braço feliz da vida, subimos as escadas nem sabendo onde Fada tinha se metido, abri a porta do meu quarto e depositei a mala numa poltrona enquanto Elsa se sentava na cama colocando as mãos sobre a barriga como um ato normal de proteção. Caminhei até a beirada da cama e me sentei ao seu lado.
– Não acha que devemos pensar em um nome? – Elsa perguntou distraída olhando para a barriga.
– Acho... – Falei e pousei a mão em sua barriga acariciando. – Porque esse bebê tem que ter o melhor nome do mundo!
– E se tivermos outro? – Elsa perguntou mais por brincadeira.
– Então teremos um empate no melhor nome do mundo? – Falei e levantei a sobrancelha logo começando a rir até uma batida soar.
– Jack, Elsa? Posso entrar? – Norte pergunta
– Sim. – Respondo me jogando para trás batendo contra o colchão macio e confortável. Ouço passos. Levanto a cabeça e vejo Norte ali com Sand.
– Oi, tio Sand! – Elsa acena alegremente retribuída por uma mão de areia.
– Eu e Coelhão fomos até a lua e conversamos com seu pai, Elsa – Norte nos olhou apreensivo. – E chegamos a apenas uma conclusão.
– Iiiihhh... – Falei, já sabendo a resposta.
–Não tem outro jeito, a não ser matá-lo. – Norte falou, olhei para Elsa achando que fosse pirar, mas ela apenas balança a cabeça e entreabriu os lábios como se pensasse em um argumento, porém os fechou novamente. – Ele já causou problemas demais nessa geração.
– Mas como o mataremos? – Me pronunciei levantando. – Nem sabemos seus planos!
– Brizard acha que Pitch quer destruir o reino ou tomar seu lugar, mas não pode fazer com vários descendentes.. – Norte fala – Ou seja...
– ...ele quer a Elsa morta. E o pai também. – Falo observando Elsa arregalar os olhos, e seguro sua mão subitamente a acalmando.
– Exatamente ou apenas o irmão. – Norte fala coçando a barriga. – Pelo que Brizard falou, Pitch tem uma forte ligação por Elsa, no sentido de que para ele a considera sua família, por tê-la criado.
– E então, o que faremos? – Elsa perguntou com um tom preocupado.
– Por enquanto, iremos conseguir aliados! – Norte falou e Sand acenou divertidamente.
Tudo estava ficando muito empolgante.
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