The Rose
5 Capítulo IV
Notas iniciais
vai seu burro agarra ela!- belle disse, assistindo o filme entre gargalhadas. ela estava apoiada nas costas de gold, e um grosso cobertor marróm cobria os dois. após do lanchezinho nas beiras do lago, rumple ligou a pequena tv da cabana e se sentou com ela, com uma bolsa cheia de pipocas, e ficaram assistindo um filme, de cujo nome ele nao se lembrava. após o filme terminar, o canal comecou a passar "good morning storybrooke!", que geralmente ia ao ar as 12:30 da manha, mais que esse dia passaria mais tarde pela transmicao do filme.
-muda, muda logo esse canal, se nao eu vou chorar.- ela disse, buscando o controle da tv, que para sua má sorte, estava nas maos de rumple.
-eu posso saber o porque?- ele disse, esticando a mao para que ela nao pudesse pegar o controle.
-porque é hoje que vao passar a nov... quero dizer, astrid.-
-sim, e dai?-
-leroy beijou ela. na tv. ela é uma fada. eles nao podem estar juntos. "no happy ending". — ela disse sarcásticamente, enquanto ainda tentava pegar o controle das maos de seu futuro esposo.
-ah. mais eu quero ver o programa. eu gosto...-
- ah, é mesmo? entao me diz o que voce quiz dizer quando calificou o programa como "infantil, fora de genero e pouco decente"?- ela disse olhando fixamente o controle que estava nas maos dele.
- como eu ia dizendo antes da senhorita me interromper... eu gosto dele só porque voce agora tem um quadro nele. aliás, ver seu baixinho beijar alguém le incomoda, senhora french?-
- primeiro, ele nao é o meu baixinho. segundo, é Gold agora, nao french, mr. dark one.- ela chegou mais pra frente, agora olhando para rumple. ele estava com um leve sorriso no rosto, como se a palavra " dearie" estivesse a ponto de sair de sua boca.
- nao, voce é a futura senhora gold. mais bem que nós podiamos casar agora.- ele disse, beijando a boca dela, ainda com o sabor doce da pipoca nos seus lábios.
- falando em casamento rumple, como voce gostaria que fosse?-
-fosse o que?-
- a festa, a decoracao, o lugar. o casamento em si. como voce se imagina esse dia?- ela perguntou, finalmente tomando o controle e apagando a tv.
-na verdade, eu nao sei. eu nunca fui de criar festas. na verdade, agora que eu penso... eu sempre estraguei elas.-
- rumple!- ela empurrou ele suavemente, sorrindo.
-é sério!- ele disse enquanto ela se movia e se sentava ao lado dele.- eu nunca pensei em me casar de novo. meu casamento com milah pareceu mais um funeral, o casamento que eu tinha planejado com cora nunca ocorreu, e agora o nosso... eu realmente nao tenho idéia de como organizar um casamento.-
- eu nao perguntei como foram seus outros quase- casamentos. eu perguntei como voce se imagina o seu.-
- a única coisa que eu quero, e voce do meu lado. com voce, posso casar até no inferno e estarei feliz. contanto que voce diga aceito... eu sou o homem mais sortudo e feliz do mundo.-
ela beijou ele, e se levantou. tomou a mao dele, como um gesto para ele se levantar, e o levou até a cama, que curiosamente estava justo atrás do pequeno sofá. lá eles passaram o resto do dia, sem nenhuma preocupacao ou problema que os separassem, só com a compania um do outro, e o som da fina chuva caindo na janela.
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O fim de semana havia chegado ao fim, e por mais que ela desejasse poder ficar mais tempo com ele, sua biblioteca a chamava. rumple já havia empacado as malas, e ela só teve o trabalho de leva-las até o carro. a chuva parou, e uma leve nevóa cobria a cidade. o clima continuava frio, e gold parecia paranoico com a ideia dela pegar um resfriado. ela estava vestida com um grosso casaco de algodao, uma jaqueta e uma saia marróm, similar a do dia em que o pirata desgracado atentou contra a vida dela.
ela esperou gold chegar com suas malas, e notou que ele estava demorando mais que o normal. ela fechou as portas do carro e entrou na cabana, só para encontrar ele sentado na cama massageando a perna, que como todos os invernos, torturava ele. quando ele viu ela parada frente a cama, ele tentou dissimular sua cara de dor e levantar-se da cama. uma pontada bateu sua perna, e ele quase caiu no chao, sendo salvo apenas por belle, quem o segurou com uma forca que ela mesma nao sabia que tinha.
- voce está bem?- ela perguntou, ajudando ele a se estabilizar de novo.
-uma dorzinha na perna, nada de mais.- ele disse tentando andar, outra vez quase caindo ao solo.
-vou te levar até o carro. eu dirijo.-
ele pensou em reclamar, mais se lembrou que lacey tinha carteira. ela colocou o braco dele encima de seu hombro, e mesmo contra a vontade dele, o levou até o carro. belle molhou um pano em uma agua quase fervendo, e o aplicou encima da perna dele, e mesmo reclamando da temperatura, ele notou que a dor diminuiu consideravélmente. ela tirou o sapato do pé dele, e o deixou só com a meia, para que o pé inchado parasse de doer. ela fechou a porta e entrou no carro, morta de frio.
- quer escutar "panama"?- ela disse, notando que gold estava morrendo de tédio no assento ao lado.
-quem é esse?- ele perguntou, se lembrando do horroroso caso do "habbit hole" em que lacey falava de um tal "van halen".
-quem nao rumple. isso é uma musica. achei que voce poderia ter buscado no google.-
- acho que voce poderia colocar outra música, de preferencia uma que nao me lembre da "difunta".-
-conhece maroon5?-
-negativo.-
-the police??-
- nah.-
-coldplay???-
- henry até gosta, mais nunca escutei.-
-seu neto tem bom gosto mr. gold. para sua sorte, eu tenho todos os álbums deles.-
- nossa, realmente eu sou um cara de sorte.-
- se anima vai, pelo menos nao é da banda do jefferson que eu gosto.-
- voce está me dizendo que ele tem uma banda?? o jefferson, magro, maluco. o chapeleiro?
- sim. e eles sao horrivéis. fui ver um ensaio a uns meses, e me arrependi. agora deixa de falar e escuta a música, vai!-
e assim eles deixaram a cabana, escutando paradise, enquanto belle cantava o refrao. ela poderia ser linda, mais ele tinha que concordar que o canto nao era um dos seus melhores talentos.
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