The Rope
1 Welcome to the New Age
50 mil anos após o apocalipse o mundo começou a se reergue e formar nações com os sobreviventes, os continentes foram divididos em Norte, Sul, Leste e Oeste, a Terra já não era mais divida em países e cada continente possuía dois governadores e seus representantes. Eu e minha família moramos no Continente Oeste, falávamos em inglês e francês também, mas o governo era totalmente diferente, cada nação era responsável pelo abastecimento das outras e vice-versa. O Norte se responsabilizava por distribuição de grãos, comida, não que todas as nações não distribuíssem comida, porém a mais rica era a do Norte, a Sul distribuía especiarias e madeira e a Leste distribuía todos os tipos de coisa que precisávamos.
Tudo era regularizado, os continentes viviam em paz, não havia guerra, nem tragédias naturais, apenas a tranquilidade... Mas, será que essa paz toda prevalecerá eternamente até as outras gerações? Eu vou viver pouco, mas o pouco que eu viverei, quero fazer história. Meu nome é Elizabeth Condor, meus pais são um dos principais governantes da minha nação, mesmo vivendo em paz, sabia que alguma rebelião estava por vir, mas quando, não posso afirmar. Morava com os meus avós, meus pais eram bem ocupados para estarem lidando comigo todos os dias, nos víamos algumas noites e em ocasiões especiais, nada além disso, meus avós dizem que já viram todos os tipos de guerra durante a reconstrução dos continentes, dizem eles que nossa nação é liberal e diferente das outras, já que na Leste prevalecia a ditadura e no resto república, nós mesmos podíamos votar em nossos governantes e na ditadura era tudo em questão da hierarquia.
Eram sete da manhã e eu já estava sentada numa carteira escolar, meus pais faziam questão com que eu estudasse em uma escola pública especializada em política, não era exatamente o que gostaria como estilo de vida, mas eu tinha de aceitar, eu seria a próxima governante da nação, após o término da escola eu seria lançada na carreira política por causa de meus pais e começariam as campanhas e tudo o mais, bem, isso eraa política.
Andrew estava ao meu lado fazendo uma redação sobre o documentário que estávamos assistindo na aula de história:
- Eu acho que vivemos numa ditadura. — Ele me encarou por uns minutos e tornou a escrever. — Ditadura? Estamos na república Marks, como poderemos estar num tipo de governo que não faz o tipo do nosso?
- Sei lá Condor, eu só acho que somos controlados demais para vivermos numa nação livre. — Andrew parou de escrever e começou a olhar em meus olhos, em assuntos sérios, ele não conseguianãoolhar para a pessoa. — Bem, eu até posso concordar em sermos controlados, exemplo, você terá que assumir a chefia do tribunal se seu pai chegar à óbito e terá que fazer Direito e eu serei uma das próximas governantes da nação, então... Sim!
- Condor! Você com certeza irá ganhar as votações, você é filha dos caras mais influentes do continente Norte!
- Marks, não exagera...
- Lógico que não, é só o que eu penso e o que penso geralmente não é de se jogar fora. — O sinal já tinha tocado e fomos tomar café, estávamos andando pelo corredor. — Eu sei Marks, mas já que vivemos num mundo pós apocalíptico, todas as nossas teorias de monopolização podem ser em vão, eles não aceitam a opinião de adolescentes de dezoito anos.
- É dai que tiro a ideia de ditadura Condor.
- Talvez Marks, talvez.
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