Notas iniciais
Ah é, esqueci de avisar, a história toda será escrita pelo ponto de vista do Kendall e em algumas partes será ponto de vista geral. Não sei ainda se terá o ponto de vista de mais algum personagem, mas fiquem na torcida. ^^ O Logan ainda não aparece nesse episódio... Bom, eu acho que sim. Tirem suas conclusões... E agora, mais um comentário da minha chata interior... --------------------------- KITTY: Aiai, essa capa de The Roommate... Na época eu ainda nem pensava em escrever essa história, ainda estava ocupada com outra fanfic e estava meio que enroscada na história, a inspiração não fluía, então fiz o que sempre faço nessas horas: Assistir filmes de terror pra ver se a criatividade destravava. Claro que, como a viciada em Tumblr que sou, fiquei mais tempo por lá do que vendo de verdade o filme. Na hora eu estava passando pela tag Kogan quando vi a foto do icon da Kate (mais conhecida por lá como doc-potterywood, a diva Kogan do Tumblr), um dos manips mais incríveis que já vi. Instantanemente me apaixonei pela foto e não pensei duas vezes antes de salvá-la. E na hora que achei essa foto, estava passando The Roommate, com a Leighton Messter (a "Queen B" Blair Waldorf de Gossip Girl), foi aí que a criatividade voltou, mas tomou um novo rumo. Não pensei duas vezes antes de escrever a história. Só pra avisar, a história não tem nenhuma referência ao filme. Foi tudo inspirado por esse manip, que agora é a capa dessa história, o icon do meu Twitter e o wallpaper do meu celular. É, eu disse que eu estava apaixonada por essa foto...

POV Kendall

Los Angeles, California.

É onde vou ficar esse ano inteiro. Eu sei, é difícil ter que sair de casa e enfrentar o mundo, mas minha família sempre soube que eu queria seguir meu sonho de cantar e compor. Sonho que acabou se realizando quando recebi uma ligação dois meses atrás de ninguém menos que James Diamond, um dos popstars mais comentados no mundo. Não importa o que você possa falar dele, você tem que admitir que o cara tem talento. E um cara como ele me chamar pra compor as músicas do seu álbum novo é algo quase surreal. Mas por mais que ninguém acredite, aqui estou eu em L.A., tentando fazer meu sonho se tornar realidade...

Assim que chego no Aeroporto de Los Angeles, esquadrinho o lugar todo procurando um cartaz com meu nome. E eu o encontro, escrito em letras grandes "KENDALL KNIGHT-ROCQUE RECORDS". Quem segura o cartaz é uma mulher negra, baixinha, de cabelos escuros e um sorriso cordial. Me forcei a esquecer do meu estômago embrulhado de nervosismo e dei um sorriso que julguei ser simpático, mas pelo meu estado de espírito parecia desesperado.

–Kendall Knight, eu presumo... -A mulher falou enquanto eu andava em direção a ela. Ela transferiu o cartaz para uma mão só para estender a mão pra mim.

–Sou eu mesmo. -Sorri, um pouco mais corajoso do que eu me sentia, apertando a mão da moça.

–Sou Kelly Wainwright, assistente executiva da Rocque Records. Fui designada para receber o senhor. -Kelly sorriu, retornando o aperto antes de começar a dobrar o cartaz- Quer ajuda com a bagagem, Sr. Knight?

–Não precisa Kelly, obrigado. -Peguei a minha bagagem, o que consistia em uma mala com rodinha, uma maleta de mão média, minha pasta de composições e meu case de violão. Estava pesado? Claro que estava, mas eu não queria ter que me desfazer da minha mala até chegarmos ao carro- Me guia até lá fora, por favor? Essa multidão tá fazendo minha cabeça girar...

–É claro, Sr. Knight. -Kelly riu, já me puxando pelo braço- Venha comigo...

Já fora do aeroporto eu vi um carro todo preto e eu nem precisei ser um gênio pra saber que era o carro que a Rocque Records tinha mandado pra me buscar. Kelly tirou as malas da minha mão e com um aceno de cabeça, me mandou entrar no carro enquanto ela ia para o porta malas guardar a minha bagagem. E quando finalmente entrei, quase tive um ataque do coração.

–Então, você é Kendall Knight, é? -Um cara alto (ele não estava de pé, óbvio, mas eu sabia que ele era mais alto, já havia o visto em seus vídeo clipes) falou, mexendo em seu celular, um sorriso hollywoodiano em seus lábios. Ao lado dele, um garoto latino baixinho que eu nunca havia visto na minha vida, segurando um iPad em uma das mãos- Finalmente te conheço, cara. Eu me apresentaria, mas acho que já sabe quem eu sou, não é?

–Cl-claro, claro que sim, Sr. Diamond... -Eu gaguejei, meio sem palavras. Não fiquem me julgando, como é que vocês iam reagir quando vissem um astro de Hollywood na sua frente? Duvido que não iam gaguejar ou fazer algo no mínimo constrangedor.

–Sr. Diamond é meu pai, pode me chamar de James. -Seu sorriso colgate agora estava dirigido a mim. E não era um sorriso do tipo "sorriso de tirar foto pra capa da revista". Era um sorriso de verdade. Seus olhos verde jade também refletiam um brilho alegre- Esse aqui do meu lado é Carlos Garcia, meu assistente e chaveirinho pessoal...

–Hey, pode parar com piadinhas sobre meu tamanho, James? -Carlos franziu a testa, tentando parecer ofendido, mas não parecia realmente ofendido- Quantas vezes eu tenho que dizer?

–Só mais umas 1 milhão de vezes... -James deu de ombros, voltando sua atenção ao celular- Não ligue muito pra essas briguinhas, Kendall. Logo vai ver que somos uma grande família feliz, não é, Hobbit? -Ele falou olhando pra Carlos, soltando um risinho.

–É claro, girafa... -Carlos respondeu, reprimindo um riso.

–Enfim, seja bem vindo a Los Angeles, Kendall!!! -James mudou de assunto, um tanto incomodado. Certamente ele não gostou de ter sido chamado de "girafa"- Do que está achando até agora?

–Não sei bem... -Admiti com um meio sorriso- Só estou aqui há... O quê, uns 15 minutos? Nem tive tempo de ver nada ao não ser o aeroporto.

–Ah, é claro... -James ficou meio sem graça, mas Carlos tratou de intervir por ele.

–Não se preocupe, Kendall. Você vai ter muito tempo pra conhecer Los Angeles depois que se instalar no seu novo apartamento. Garanto que vai gostar.

–É claro que ele vai gostar, Carlos. -James revirou os olhos- É o Hotel Palm Woods. A gente já esteve lá há muito tempo, lembra?

–Ah, lembro... -O baixinho olhou pra cima com um ar sonhador- Tobogã...

–O quê?

–Não liga pra ele, Kendall. -James deu de ombros- Carlos costuma ficar fora do ar por uns tempinhos, você logo se acostuma.

Eu sorri. Lá em Minnesota eu me acostumei bem com gente maluca. Eu convivia com maluquice todo dia no colégio, e James e Carlos me lembravam muito os meus antigos amigos de Minnesota. De repente eu comecei a ter aquela típica saudade de casa enquanto Kelly e Carlos conversavam. Olhei para a janela admirando as ruas movimentadas da Hollywood Boulevard, já me dando conta que eu não estava mais em casa. Tinha trocado o frio e o tédio de Sherwood, Minnesota, pelo calor, a agitação e o brilho de Los Angeles, California. Sorte que eu tinha um instinto de adaptação incrível...

Não sei bem por quanto tempo fiquei ali olhando para a janela do carro até sentir um toque no meu ombro. Me assustei um pouco, mas logo me recuperei quando vi que era James.

–Acorda, Bela Adormecida. -James sorriu- Chegamos ao Palm Woods.

Saí do carro e olhei pela primeira vez para a fachada do lugar onde eu ficaria pelos próximos 12 meses.

O lugar era gigante, óbvio. Era um hotel em Hollywood, não podia esperar por algo pequeno. Era todo pintado em tons de pêssego e alguns detalhes eram dourados, o que fazia o lugar todo brilhar. O jardim na frente do hotel tinha algumas palmeiras enormes plantadas, coisa de hotel da California, eu acho... Ou talvez só desse hotel, não tinha certeza.

–Impressionante, não é? -Carlos falou pra mim, segurando uma das minhas malas- Eu me lembro da primeira vez que vi o Palm Woods, também fiquei bobo.

–É incrível. -Falei, meio sem ar. Finalmente havia caído a minha ficha. Eu estava aqui. Eu ia realizar meu sonho de ser cantor. Até eu chegar ali, na entrada do Palm Woods, todo aquilo parecia tão surreal...

–Acho que você vai pegar o meu antigo quarto, Kendall. -James surgiu, ainda checando seu celular- Conversei com o gerente do hotel e ele me disse que o 2J está liberado. Parece que não vamos ficar perdidos tendo que procurar seu apartamento.

–Ótimo. James, Carlos, ajudem Kendall a se instalar no quarto dele. -Kelly ordenou, entrando no carro- Eu preciso ir pra gravadora rapidinho, qualquer coisa eu mando uma mensagem pro Carlos, okay?

–Okay, Kelly. Fica fria... -James e Carlos responderam ao mesmo tempo antes dela ir embora.

–Então, Kendall, -James se virou pra mim- pronto pra conhecer seu novo lar?

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Foi preciso uma viagem pra levar toda a minha bagagem para o apartamento 2J, que eu já havia descoberto que acolhera James na época que ele tentava se dar bem em Los Angeles. As paredes de um azul claro fazia o apartamento, que já era grande, parecer maior ainda. Um balcão separava a cozinha da sala, que era incrível. Um sofá laranja enorme articulado, um centro de entretenimento completo perto da TV de plasma, mas algo chamou a minha atenção. Algo amarelo, gigante, se enrolando como uma enorme cobra de PVC.

–Um... Tobogã? -Perguntei, meio confuso e esclarecido. Confuso pelo fato de ter um tobogã no meu apartamento, e esclarecido por causa do que aconteceu mais cedo. Carlos, todo sonhador por causa de um tobogã.

–É, mandamos colocar no apartamento logo no nosso primeiro mês. -James deu de ombros- Foi bem prático, por que o Carlos vivia com preguiça de subir e descer as escadas...

–Não é isso não!!! -Carlos protestou- Enfim, se não quiser o tobogã, a gente pode pedir pro Bitters tirar do apartamento, não vai demorar tanto tempo.

–Eu achei incrível... -Olhei maravilhado o apartamento. Eu já sentia que esses meses seriam incríveis- Quer dizer, quem pode dizer que tem um tobogã no apartamento?

–Eu posso dizer. Eu já morei aqui. -Ouvi James rir- Fique a vontade pra arrumar as suas coisas. Se precisar de algo é só ligar para a recepção. O Bitters é meio mala, mas ele vai te ajudar com o que for preciso. Você só começa a trabalhar na segunda, então tem o fim de semana inteiro pra relaxar e conhecer a cidade. Domingo vamos ter uma festa, uma reuniãozinha aqui na piscina do Palm Woods, e você tá mais que convidado pra ir. Eu... Eu vou deixá-lo arrumar as coisas. E mais uma vez, bem vindo a Los Angeles. Espero que eu não tenha errado ao te contratar, Kendall.

–Obrigado, James, Vai por mim, você não vai se arrepender. -Sorri, apertando a mão de James. Senti Carlos dando um tapinha no meu ombro antes de ir embora com James.

–Cuide bem do tobogã, Kendall. Se eu souber que você não escorregou nem uma vez nesse tobogã vou ficar muito chateado contigo.

–Pode deixar comigo, Carlos... -Ri enquanto levava os garotos para fora- A gente se vê no domingo.

Ouvi os dois se despedindo de mim enquanto fechava a porta. Colei minhas costas na porta e respirei fundo. Agora eu podia parar de me sentir nervoso e relaxar um pouco. Peguei minhas malas e meu case de violão e subi as escadas.

O que James e Carlos não me contaram do apartamento era que tinha 3 quartos. Isso mesmo, 3 quartos. Eu já esperava ter um quarto extra, pra poder ensaiar com calma, mas dois quartos extras? O que eu faria com mais um quarto? Mil e uma ideias passavam pela minha cabeça enquanto arrumava minhas roupas no closet do meu quarto, mas uma delas me deixou mais interessado, mas eu tinha que ter uma ajuda de fora antes de tomar essa decisão.

Peguei meu celular e digitei o número do James. Esperei três toques até ouvir a voz dele.

–Nossa, já tá sentindo saudades da gente? Só saímos daí tem 20 minutos...

–Oi pra você também, James. -Revirei os olhos- Escuta, queria perguntar algo sobre o apartamento. Você não me disse que tinha 3 quartos...

–Ah, é. Eu esqueci de falar sobre isso. Você poderia ter um colega de quarto, sabe? O Bitters não se importa com isso. Quando eu me mudei para Los Angeles, perguntei se Carlos podia ser meu colega de quarto e ele autorizou...

–É sobre isso que eu queria falar. -Eu arregalei meus olhos. Ele tinha mesmo pescado o assunto que eu queria tratar- Não teria mesmo problema se eu arrumar um colega de quarto?

–Bom, problema só vai ter se ele não gostar de muito barulho, por que você vai trabalhar pesado esse ano. -James soltou um risinho- É claro, se você tá pensando em ter um colega de quarto pra ajudar no aluguel, esquece. A Rocque Records já pagou adiantado um ano pra você, mas se quiser cobrar dele, não vou te julgar...

–Não, não é bem por causa do dinheiro. -Passei o peso do meu corpo para o meu lado esquerdo, meio desconfortável. Nem pensei em faturar uma grana quando quis ter um colega de quarto. Só queria poder ter um amigo pra não surtar durante meus momentos de falta de inspiração e solidão- Mas valeu assim mesmo, James. Nos vemos no domingo.

Desliguei o telefone, sem nem esperar James se despedir direito. Peguei meu notebook e entrei em um site de classificados online. Eu ia ter que pagar um pouquinho mais pra manter o classificado no site, mas estava disposto a pagar se isso me ajudasse a encontrar o colega de quarto perfeito. Digitei rapidamente meu anúncio, esperando por um milagre, qualquer coisa.

"PROCURA-SE COLEGA DE QUARTO. ENTREVISTAS SÁBADO A PARTIR DO MEIO DIA, APARTAMENTO 2J, HOTEL PALM WOODS"

Confirmei meu anúncio e voltei a arrumar as minhas coisas. Posso dizer que fiquei o resto do dia arrumando o apartamento. Como não saí do apartamento pra comprar nada pra comer, só liguei para o delivery e pedi comida chinesa, minha favorita. Posso resumir que passei minha primeira noite no meu apartamento com yakisoba e reprises de Supernatural. E nunca me senti tão entediado na minha vida. Comecei a sentir saudades de casa mais do que nunca. Sentia saudades da minha mãe, tão atenciosa e preocupada, mas que sabia muito bem que não havia nada pra se preocupar. Ela sabia que eu podia me virar muito bem. Sentia saudades de Katie, minha irmã adolescente, que acabara de fazer 15 anos e havia entrado no colegial. Eu não me preocupava muito com ela por lá. Katie sempre foi inteligente (até demais pra idade dela), ela também sabia se virar. Era uma qualidade que só um Knight tinha. Sentia saudades das manhãs enevoadas de Minnesota, quando Katie e eu ficávamos enrolados no cobertor no sofá da sala e assistíamos filmes com baldes de pipoca com manteiga e chocolate quente ao nosso lado. E foi embalado por essas lembranças doces de casa que eu caí no sono, ali no sofá.


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POV Geral

Los Angeles estava mais fria e sombria do que de costume. O vento gélido não combinava em nada com a cidade. O movimento em um dos becos mais escuros da cidade é intenso. Um grupo de rapazes encurralando uma garota, já sem casaco, com o vestido rasgado do lado esquerdo. Um dos garotos agarrara os cabelos ruivos da garota, sem se comover com as lágrimas de dor dela.

–Anda logo, docinho. -Outro garoto puxava o vestido dela, deixando-a quase nua- A gente só quer se divertir um pouquinho com você, vai...

–Por favor... -Os garotos riam do sofrimento da moça, encolhida tentando se proteger- Não façam isso, por favor...

–Eu vou primeiro, rapazes... -O mais velho, provavelmente o líder deles, se manifestou, fazendo os outros darem passagem a ele. O som do cinto sendo tirado da calça dele era agourento e trazia mais lágrimas aos olhos da jovem. Enquanto ouvia os risos sádicos de seus estupradores, ela fechou os olhos, esperando pelo fim que certamente viria, até ouvir um tiro.

Por um segundo a garota pensou que haviam atirado nela antes. Podiam muito bem ser uma daquelas gangues de necrófilos, que matam primeiro e se satisfazem do resto depois. Mas logo depois de ver que ela estava ilesa, resolveu abrir os olhos. O grupo estava se dispersando ao longe. No chão, um dos rapazes estava caído no chão, com um buraco de tiro na testa. O sangue manchava os cabelos descoloridos e respingava nos óculos quebrados do rapaz.

Horrorizada, a garota olhou pra cima e viu seu salvador. No escuro não dava para ver quem era ou como era, mas sabia que era um garoto. Ele segurava um revólver na mão esquerda, fumegando pelo tiro recentemente dado. Sua voz era baixa, macia, para não trazer perigo nenhum.

–Não se preocupe, garota. Você está a salvo. Eles não vão mais voltar... -O garoto misterioso se aproximava, guardando o revólver na cintura- Você está bem?

Antes que a garota pudesse responder as sirenes da polícia começaram a soar. O garoto olhou pra trás e suspirou, meio triste. Deu um passo pra trás prestes a correr dali o mais rápido possível.

–Eu tenho que ir. Me desculpa pelo que viu, mas era a vida dele pela sua...

A garota viu seu herói correr pra longe do beco, deixando-a com o cadáver de um dos seus vilões. Ela não sabia quem ele era ou por que ele tinha feito aqui, mas ela seria eternamente grata pelo que aquele misterioso rapaz havia feito.

Notas finais
Okay, eu não sei quanto a vocês, mas o final desse episódio ficou meio... Sei lá... Eu vou explicar mais sobre o final desse episódio no próximo episódio, mas até lá, eu quero comentários ou eu mando o herói misterioso dar um tiro em vocês, hum... :p