Notas iniciais
Me inspirei no desafio Desafio Ima(gem)nation (do qual, oficialmente, irei postar duas histórias mais longas rs) do site Social Spirit. Sei que não deveria, mas as imagens me inspiraram DEMAIS. Todas as histórias são com o 12th (: Curadoria: Clara está ansiosa para a entrevista que terá com o famoso John Smith. Imagem que inspirou essa oneshot: https://uploads.spiritfanfiction.com/fanfics/capitulos/202005/the-rocky-road-to-universe-19462396-290520202333.jpg

Era com muito orgulho que segurava o convite que tinha nas mãos. Para ser sincera, ainda se recusava a acreditar que, de fato, aquilo estivesse acontecendo. Desde pequena, Clara Oswald já mostrava talento para pintura – talento este que foi muito incentivado e alimentado pelos seus pais. Como resultado, enveredou-se pela Escola de Belas Artes e era uma especialista em História da Arte, título que se orgulhava muito de ter obtido. Entre seus muitos sonhos e objetivos de vida, havia um que se destacava mais do que os outros: trabalhar no The National Gallery, em Londres.

Ela obviamente havia visitado outros museus do Reino Unido e da Europa, no entanto nenhum fascinou a jovem da mesma forma que o National Gallery. A beleza do acervo e a importância daquelas peças faziam seu coração acelerar e apertar no peito, pois Clara sabia bem a importância que aquele lugar tinha. Atualmente, o acervo estava sob a responsabilidade de uma autoridade no assunto e muito respeitada no meio artístico conhecido como “O Doutor”. Ou, pelo menos, esse era o nome com o qual John Smith assinava suas obras no início de sua carreira. Sendo um apaixonado pelas Artes, enveredou por esse caminho muito cedo, ainda na adolescência. Foi músico, ator, escritor, desenhista e pintor – era, nas palavras dos críticos, “um artista completo”.

De fato, a jovem recém graduada era uma grande fã de seu trabalho, seja como escritor, pintor ou artista abstrato. A animação de saber que era ele o curador responsável pela galeria se mesclava ao medo de não ser considerada boa o suficiente para trabalhar ali. Sem muitas esperanças, enviou seu currículo e portfólio e esperou. Passaram-se dias, semanas sem que recebesse alguma resposta. Já havia desistido, porém, foi naquela manhã ensolarada de 20 de agosto que aquela correspondência chegou. Em um envelope bonito e com as iniciais da galeria, havia um convite impresso onde se podia ler:

Senhorita Clara Oswald,

Está convidada a comparecer à Galeria no próximo dia 23, às 3:00pm.

O sr. Smith estará à sua espera para a entrevista.

Aguardamos sua presença!

O dia 23 parecia não chegar nunca, entretanto, o tão sonhado dia chegou. Clara levantou mais cedo que de costume, vestiu-se com um terno simples, porém profissional e bonito, e se dirigiu à galeria – e lá estava ela com o pequeno papel em uma das mãos e uma pasta na outra. Respirando fundo, foi até o local indicado na carta para a entrevista.

Não demorou muito e o senhor John Smith apareceu, exatamente na hora marcada. Essa era a primeira vez que a jovem o via pessoalmente e, bem, ela estava surpresa. O homem era alto e magro, tinha cabelo grisalho e incríveis olhos claros como o mar aberto. Vestia um terno escuro e sem gravata. Cumprimentou Clara com um aperto de mão amigável assim que entrou na sala.

— Clara Oswald, certo? – Ela meneou a cabeça afirmativamente. – Acredito que iremos fazer um bom trabalho aqui, você e eu, juntos.

Notas finais
Nunca fui muito fã de Arte, para ser sincero. Mesmo tocando instrumentos desde criança, lendo livros e assistindo muitos filmes, sempre achei o conceito muito... estranho, vago demais. Porém o tempo que passei na EBA (que nem foi tanto assim, que fique registrado) estudando um pouco a respeito sobre Arte mudou algo em mim. Uma das atividades propostas pela professora era criar uma curadoria e, bem, foi um trabalho longo - mas bem divertido! Um dia, quem sabe, exponho a pseudo curadoria digital que fiz sobre Visual Kei (VK) e sobre lendas asiáticas vs filmes b/cultura pop.